Imprima essa Página Mídia Mundo: 2026

segunda-feira, 8 de junho de 2026

As apostas de Nike e de Adidas para a Copa

Copa do Mundo é época de ver como grandes marcas de artigos esportivos tentam se posicionar para faturar mais algum com as torcidas. Em geral, vídeos criativos e de excelente produção.

No Mundial 2026 não é diferente. Vale var o que Nike e Adidas prepararam. Uma goleada de ideias.

 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Lorem Ipsum na capa da Folha


A pressa, muitas vezes, deixa uma consequência indesejada.

A Folha de S. Paulo (SP) circula hoje com duas versões de capa, dependendo da região onde o assinante recebe seu exemplar.

Na primeira (esquerda), o texto de abertura "Flávio fala em..." vem acompanhado por um texto em latim, que não quer dizer absolutamente nada. O que, para os designers, chama-se Lorem Ipsum. É a maneira de marcar o espaço com o texto provisório, esperando que o editor o altere antes de liberar a página.

No segundo (direita), o texto já está corrigido.

Mas os assinantes de alguns bairros e cidades não entenderam nada do latim impresso na capa.


quarta-feira, 3 de junho de 2026

A festa das informações não confiáveis

 

Saiu na semana passada o levantamento do Poder360 (Brasília, DF) sobre assinantes dos principais veículos do Brasil. Mas a salada de informações é mais um problema do que um quadro explicativo confiável.

Por partes:

Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) aparecem na liderança. Por coincidência, os dois são auditados por uma empresa contratada (PwC) e não pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), o único instituto aceito pelo mercado - que audita todos os demais brasileiros. Critérios diferentes, confiabilidade idem. Ou seja, aqui se compara laranjas com bananas.

A queda de 16,5% de Zero Hora (Porto Alegre, RS) é assustadora. Ou o número de 2024 era inflado, ou o produto piorou muito. Vox Populi, Vox Dei.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) e O Popular (Goiânia, GO) estão se equilibrando sobre o nada. Quando os anunciantes descobrirem, não haverá mais saída.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) parece estar fazendo o trabalho mais regular e confiável. Isso é chave para o futuro sustentável. Aliás, o diário carioca foi o único brasileiro vencedor do prêmio mundial da WAN-Ifra, anunciando ontem.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

A bola fora da grande mídia, que pode custar milhares de assinantes


Conforme Mídia Mundo comentava ontem, as grandes empresas de comunicação do Brasil teriam hoje a oportunidade de mostrar de que lado estão: se pela democracia, ou se ainda flertam com o golpismo. O resultado é triste.

As manchetes de quatro dos principais impressos do país saíram praticamente idênticas: O Globo (Rio de Janeiro, RJ), Zero Hora (Porto Alegre, RS), Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) atribuem o dinheiro entregue pelo criminoso banqueiro Daniel Vorcaro ao senador e candidato à presidência pela extrema-direita Flávio Bolsonaro como "verba para filme". Ou seja, nenhum quis arriscar que, talvez, os US$ 10 milhões (que seriam, na verdade, mais que o dobro) tivessem outro fim. Ficaram na defensiva, como se isso fosse "isenção factual".

Erro de leitura, que o assinante não perdoa.

O Correio Braziliense (Brasília, DF) foi um palmo mais longe e fez uma manchete que, pelo menos, coloca em dúvida a boa ação de Vorcaro. Ufa!

Nenhuma empresa de comunicação tradicional do Brasil assume que a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ruiu. Todos têm medo de algum fantasma. E seguem na torcida de que as revelações de ontem tenham sido uma miragem temporária.




quarta-feira, 13 de maio de 2026

Furaço do The Intercept Brasil vai definir a mídia brasileira

The Intercept Brasil (SP) quebrou qualquer planejamento dos principais meios brasileiros. A matéria que revela as relações "pouco republicanas" entre o senador da extrema-direita e candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, pode ter definido a eleição de outubro. Pelo menos vai escancarar a torcida dos principais meios de comunicação do país.

O filho 01 do ex-presidente - atualmente em prisão domiciliar - Jair Bolsonaro já emitiu nota reconhecendo a amizade com Vorcaro. Antes ele não falava dessa parceria, sequer admitia conhecer o banqueiro.

A denúncia é forte. Cheia de provas. O Globo (Rio de Janeiro, RJ) demorou três horas para publicar o furo do TIB. Folha de S. Paulo (SP) meia hora menos, quase o mesmo que O Estado de S. Paulo (SP).

Amanhã (quinta-feira) as capas dos impressos vão evidenciar o que pensam cada meio de comunicação. Vai ser difícil esconder as preferências.


terça-feira, 12 de maio de 2026

Folha errou. Ombudsman também. Colunista idem

 

Bastava pedir desculpas pelo erro. Mas a Folha de S. Paulo (SP) está tentando defender o indefensável. Não adianta dar murro em ponta de faca - o jornal deveria saber disso com 105 anos de estrada.

A charge de Marilia Marz é infeliz. Ponto. A família da juíza falecida merece desculpas - ainda que a chargista alegue que não há nenhuma relação entre os fatos.

A ombudsman deveria, então, se desculpar em noma da Folha. Não fez isso. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandra-moraes-ombudsman/2026/05/charge-funebre-sobre-penduricalhos-gera-questionamentos-a-folha.shtml

A colunista, enfim, poderia ter mais empatia com leitores, em especial com os que conheciam a magistrada. Mas além de não fazer isso, tentou explicar o inexplicável. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/05/chargista-nao-debochou-da-morte-da-juiza.shtml

Erram todos. A arrogância da família Folha não permite desculpas.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Impressos desnecessários em BH

O acidente do monomotor em Belo Horizonte era a ocasião ideal para os impressos mineiros justificarem a existência. Só que não.

Ninguém precisa ler as edições de hoje de Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e O Tempo (Belo Horizonte, MG) para entender o que ocorreu. Não há nenhuma informação ou análise exclusiva, que justifique a leitura do exemplar. Tudo já foi dito nas edições digitais e na TV.

O EM até tentou, teve trabalho, planejamento. O Tempo nem isso.

Quem, por acaso, entrevistou as duas pessoas que desceram do avião na escala em BH? Ninguém.

Ocasião perdida para os impressos mineiros.

Que pena.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Sinais de censura no Planeta EUA

 

A capa do jornal La Nación (San José, Costa Rica) de ontem é um manifesto à liberdade de imprensa.

Por algum motivo incerto e não sabido, todos os membros do Conselho da empresa tiveram seus vistos de turismo e negócios junto aos Estados Unidos revogados. Todos.

Uma iniciativa inédita - ainda que legítima - do controle de imigração do país de Donald Trump.

Importante ver as cenas dos próximos capítulos.

Mas há um forte cheiro de censura. E quem faz censura, tem algo a esconder.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Cuidado com o que você escreve

 

Saiu no Daily Mail (Londres, UK), em dezembro de 2000.

Era uma pesquisa, dessas que chegam sem pedir licença em uma redação. Era um estudo prevendo que a Internet seria, quase, uma moda. E que desapareceria logo.

O repórter que assina a matéria era o especialista da publicação na época, um expert no assunto.

Pois 25 anos depois essa "barrigada" do DM circula em redes sociais ridicularizando a marca.

Muito cuidado com o que você escreve.

terça-feira, 31 de março de 2026

Circulação de impressos em queda livre também nos EUA

 
Se alguém ainda acredita na retomada dos impressos, melhor pensar em outra estratégia. A repetição de fórmulas prontas, acreditando na relevância da marca, é um fracasso.

Se no Brasil os números assustam (ninguém vende mais de 50 mil exemplares/dia, apesar de anunciarem outra realidade), nos Estados Unidos a esperança acabou. E as estatísticas explicam a realidade.

O impresso mais vendido do país é The Wall Street Journal (Nova York, NY), com 412.000 em 30 de setembro de 2025. Possivelmente já está abaixo dos 400 mil/dia. 12,9% de queda em 12 meses. The New York Times (Nova York, NY) caiu 8,6% no mesmo período e hoje vende 228.800 por dia. O levantamento do Alliance for Audited Media leva-se em conta também quem assina o PDF via internet também. Há quem tenha caído mais de 20% em um ano, como The Washington Post (Washington, DC).

Enfim, o comportamento da audiência mudou. Quem segue preocupado com o papel são os fabricantes de celulosa. Meios de comunicação sérios entenderem que o importante é não perder a conexão com a audiência. Seja por digital, por imagens ou por sinais de fumaça.


Fonte: Press Gazette

domingo, 29 de março de 2026

Big Techs faturam, cada uma, mais que toda mídia em conjunto

 

O quadro ao lado saiu na Semafor (Washington, DC).

Mostra que em 2021 o faturamento do Google ultrapassou a soma de todo dinheiro arrecadado pelos veículos de comunicação do mundo. No ano passado, a Meta também cruzou esse patamar. E a Amazon deve chegar no ano que vem.

Significa aquilo que todos já sabem - mas preferem não admitir: a verba de publicidade, que sempre sustentou a mídia, está trocando de mãos. A tecnologia abocanhou esse dinheiro, por incrível que pareça com enorme ajuda dos veículos de comunicação. Os veículos cavam, todos os dias, a própria sepultura.

Contra números não há argumentos.

Que pena!

segunda-feira, 16 de março de 2026

Grupo RBS mostra sinais de que já escolheu um lado

 

A maior empresa de comunicações da Região Sul parece não ter dúvidas sobre o lado a apoiar nas eleições de outubro.

Ontem, com diferença de poucas horas, o Grupo RBS (Porto Alegre, RS) lançou um editorial defendendo a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro para prisão domiciliar. Pouco antes, a editora Andressa Xavier também publicou coluna pedindo a volta para casa do mais ilustre presidiário da Papudinha.

Triste jornalismo de referência do Sul. A RBS já foi mais criteriosa em suas escolhas.

A empresa esquece que existe justiça no país. Se houver dúvidas nas condições de saúde do apenado e dos laudos de seus médicos, há um corpo médico designado pelo STF para averiguar. Não é o desejo de uma empresa de mídia que vai fazer essa lógica ser quebrada.

É muito ruim saber que a RBS fecha questão com um dos lados. Critica a polarização e, ao mesmo tempo, abraça uma causa.

Os gaúchos terão meses muito duros até outubro.

PS: do ponto de vista médico, o ex-presidente não apresenta qualquer risco de morte. Seu tratamento está adequado aos sintomas, que não são graves


quinta-feira, 5 de março de 2026

O último domingo do EM

 

Essa foi a última edição dominical do Estado de Minas (Belo Horizonte, MG). Saiu no dia 01/03. A partir do próximo fim de semana, o EM - seguindo a prática de vários impressos do Brasil - adota a edição de fim de semana (sábado e domingo juntos).

É uma alternativa para reduzir custos. Impressão, distribuição e produção de conteúdos já não se pagam apenas com a venda do exemplar e a pouca publicidade. É preciso criar soluções que não prejudiquem muito o assinante. Com mais páginas (mas menos do que a soma das antigas edições de sábado mais domingo), o leitor até acha que é um bom negócio.

O Estado de Minas já reduziu formato de suas páginas há três anos. Segue, como quase todos os impressos brasileiros, em busca da sobrevivência.


PS: observação do colega sempre atento Cláudio Thomas

segunda-feira, 2 de março de 2026

Faltam critérios jornalísticos no líder de Minas

 

O impresso O Tempo (Belo Horizonte, MG) é o diário que mais vende exemplares em Minas Gerais. Até aí, méritos seus.

Mas a queda nas vendas, acentuada desde 2015, parece ter uma explicação jornalística, além de econômica: a desconexão com a realidade.

O estado de Minas Gerais passa pela maior tragédia ambiental dos últimos anos. Só em Juiz de Fora foram mais de 60 mortos. E o que aparece na capa do impresso hoje, em ordem de hierarquia?

1. Guerra no Irã

2. Manifestação da extrema-direita em SP (aliás, o governador de MG estava por lá, em vez de se preocupar com a tragédia da Zona da Mata

3. Futebol

Dessa forma vai ser difícil recuperar a circulação.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

A capa que diz tudo

 

The New Yorker (Nova York, NY).

Sempre The New Yorker.

O poder de uma capa. Para quem acha que o impresso não faz mais sentido.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Impresso segue importante, segundo WAN-Ifra


A pesquisa com 170 executivos de veículos de comunicação de 66 países, comandada pela WAN-Ifra (Associação Mundial de Jornais), resultou no excelente documento World Press Trends Outlook 2025/2026.

Entre os principais achados, a origem da receita dos veículos - em que o impresso ainda representa 43,6% do total, entre circulação e anúncios.


Verdade, era 57,7% há apenas dois anos. Mas segue relevante na cesta de produtos.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Folha se alinha ao Anti-PT

 

A Folha de S. Paulo (SP) está assumindo de vez a campanha para que o presidente Lula não seja reeleito.

A capa de hoje do impresso parece peça de campanha da oposição. A foto do abraço comovido do governador Tarcísio, a chamada para o déficit nas contas do governo e principalmente o gráfico sobre criação de novos empregos.

O que a Folha não disse, no gráfico, é que essa conta não deve ser isolada a cada ano, mas sempre uma soma. Se houve criação de 2,8 milhões em 2021, 2,0 em 2022, 1,5 em 2023 e 1,7 em 2024, o universo de 2025 começa com esses 8 milhões de empregos formais já criados nos quatro anos anteriores. Ou seja, o total de vagas possíveis é bem menor, bem como o número de desempregados.  Mas a vontade de criticar o governo é maior.

As eleições prometem novas surpresas.