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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Jornal precisa ser crítico


O Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) acertou na mosca ao falar sobre a intervenção federal no Estado.

É preciso ser crítico, posicionar-se, questionar as autoridades. Se fosse fácil, os jornais seriam desnecessários.

A questão do Meia Hora é fundamental.

Ponto para o popular carioca.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Leia e plante


Que grande ideia!

Um jornal que, depois de lido, pode ser plantado. É o que o The Mainichi - ou Mainichi Shimbun (Osaka, Japão) lançou.

No papel reciclado, sementes. Na tinta, fertilizantes.

Absolutamente genial, em tempos que preocupar-se com o meio ambiente não faz mal a ninguém.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Uma aula de jornalismo de dados e storytelling


Para quem ainda não viu o fantástico A Guerra do Brasil, vídeo de animação produzido por O Globo (Rio de Janeiro, RJ), é sempre hora de conferir.

Trata-se do melhor exemplo brasileiro de como transformar uma informação em algo muito mais além. Pesquisa, busca de dados, checagem, comparação. E a linda animação, na voz inconfundível de Lázaro Ramos.

Sensacional.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Nem o Philly acreditou no Eagles


O jornal de referência da Pensilvânia é o The Philadelphia Inquirer (Filadélfia, Pensilvânia), ganhador de 20 prêmios Pulitzer, como costuma se orgulhar.

Ontem a equipe de futebol americano da cidade disputava a final do campeonato nacional, o SuperBowl. Era tão improvável sua vitória, que o jornal fechou a capa mais cedo, deixando apenas uma pequena chamada no alto, remetendo ao caderno de esportes.

E não é que deu Eagles?

O Philly, como é carinhosamente chamado, não mudou o planejamento. Mas vários jornais da Filadélfia comemoraram o título inédito.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A diferença está nos gráficos





Não foi nas capas que os jornalões brasileiros se diferenciaram hoje. A grande pergunta de um leitor de impresso agora, mais de 12 horas depois do veredito do TRF4, é: o que vai acontecer?

E nisso a Folha de S. Paulo (SP) saiu-se melhor que a concorrência, enquanto O Estado de S. Paulo (SP) se complicou.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) foi básico (abaixo), mas também informou.

O gráfico da Folha (ESQ) é bem bolado e de leitura fácil. Simples e direto. É por aí o caminho.


domingo, 21 de janeiro de 2018

O primeiro passo para a modernidade


O Ceará é um estado rico, moderno, com uma cultura de vanguarda, mas que demorou a reagir no jornalismo. Enquanto o Sudeste e o Sul avançaram, a Bahia deu alguns passos, Ceará (e também Pernambuco) ficaram atrás na corrida pelo melhor jornalismo, que entende as audiências.

O Povo (Fortaleza, CE) dá a partir de hoje o primeiro passo rumo ao futuro. Abandona, aos domingos, o formato standard e oferece aos leitores um berliner. Algo diferente, mais cômodo. E extremamente bem desenhado.

Curioso é que o movimento é exatamente o contrário do que La Nación (Buenos Aires, Argentina) fez, com tabloide de segunda a sexta e standard no fim de semana  - quando o leitor tem mais tempo.

Sabe-se que o concorrente de O Povo, o Diário do Nordeste (Fortaleza, CE) também ensaia passos para um novo desenho e, talvez, novo formato em breve. O desafio, que não pode ficar de fora, é a estratégia digital. A audiência não se interessa mais por "flip" ou outras copias do modelo de papel na tela. Ser digital exige uma cultura digital, uma prioridade por mídias mais ágeis que o papel.

Sorte a O Povo. Mas ainda é pouco.


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Samba do venezuelano louco


Que fim levou o jornalismo venezuelano?

O ex-piloto Oscar Perez, que comandou uma revolta popular contra o governo Maduro e contra a oposição - que seria vendida ao sistema - foi assassinado ontem pela polícia. Uma história mal contada e sem o corpo por enquanto.

El Nacional (Caracas, VE) fala, mas não diz. Diario 2001 (Caracas, VE), popular ao extremo, foca na "caçada de filme". Últimas Noticias (Caracas, VE) publica uma foto, mais para constar. E El Universal (Caracas, VE) esconde tanto que é difícil achar na capa.

Sim, os dois últimos jornais foram comprados por empresários ligados ao governo. E os primeiros vivem sob ameaças.