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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Jornal precisa cobrar das autoridades


Um jornal deve, sempre, estar ao lado do leitor. Ser seu braço operativo, seu contato com as instituições - onde, em geral, o cidadão não consegue ter voz.

O morador de Vitória está cansado de ver obras inacabadas do aeroporto - um dos piores do Brasil. São mais de 10 anos de ensaios - e nada de conclusão.

Em 2015 o governo federal anunciou a data de inauguração: 26/09/2017. Hoje.

A Gazeta (Vitória, ES) fez um grande trabalho. Cobrou. Avisou. E hoje colocou um gigantesco carimbo na capa: não cumpriu.

Sim, o aeroporto, se tudo der certo, será entregue apenas em dezembro. Um jornal conectado com seu público precisa cobrar. A Gazeta acertou em cheio.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

É sobre o Brasil, mas só sai no Exterior


Vale a pena ler a excelente matéria do The New York Times (Nova York, NY), em português, sobre obesidade e atuação das grandes indústrias na alimentação dos brasileiros.

Depois tente entender os motivos pelos quais a mídia brasileira fecha os olhos para o mesmo assunto.

PS: Via Canal Meio

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Reportagem Nota 10, Edição Nota 5


O Popular (Goiânia, GO) conseguiu algo que todo bom jornal deseja: uma senhora reportagem. Foi atrás da imagem símbolo da tragédia do Césio 137 - que completou 30 anos - e descobriu o personagem da foto que marcou época.

Excelente! Golaço! Só que uma boa reportagem como essa não pode disputar espaço na capa com as chuvas de Goiânia, o inquérito de Temer, compra de software e outros temas menores. É dia de fazer uma capa-pôster, monotemática. É um furo. E como tal precisa ser comunicado e comemorado.

Só que O Popular, que adotou o formato compacto há pouco mais de um ano, ainda vive a síndrome do standard. Quer colocar Goiânia dentro de Abadiânia. Não cabe. Não adianta empurrar. A consequência é deixar tudo pequeno e irrelevante.

Pena. Perdeu a chance de brilhar.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Triste empate no Espírito Santo


Ninguém acertou 100% na cobertura da tragédia da BR-101, que matou 11 pessoas no Espírito Santo.

A Gazeta (Vitória, ES) busca a explicação, o algo a mais - e faz bem.

A Tribuna (Vitória, ES) conta a história pelos olhos de sobreviventes. Muito bem.

Notícia Agora (Vitória, ES) se posiciona e mostra as histórias das vítimas. Acertou também.

Enfim, ninguém foi espetacular nessa guerra pelo melhor jornalismo capixaba. Mas todos foram muito bem. Um acidente estúpido como esse merece edições bem pensadas. E nem uma vítima a mais.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

No Canadá a melhor capa dos EUA e de Cuba


Sim, The Globe and Mail (Toronto, Canadá) é o principal jornal de um país onde o Irma não passou. Mas andou perto.

Não importa. O Globe soube entender o drama da Floria e de Cuba e foi a melhor publicação sobre o fenômeno da natureza.

A foto de Havana e a aposta monotemática da capa ensina a americanos (e cubanos) como tratar de uma grande aposta.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sutil e elegante


El Espectador (Bogotá, Colômbia) é certeiro ao falar da chegada do Papa Francisco ao país.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A realidade e a desculpa esfarrapada


Nada menos do que 84 bairros da Grande Goiânia estão sem água. A incompetência dos órgãos que controlam a distribuição de água é tanta que até a versão oficial é pífia, como mostra a manchete de O Popular (Goiânia, GO).

Mas o jornal goiano foi inteligente e antes da manchete colocou a informação pura e simples: não tem água nas torneiras dos bairros listados.

Funcionou.

O efeito mostra que a Saneago está administrada por burocratas - e que em suas casas a água jorra. Um jornal precisa sentir os problemas dos leitores. O Popular acertou.