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sábado, 14 de setembro de 2019

Uma mesma aposta em três frentes


Os impressos da NSC Comunicação (ex-RBS em Santa Catarina) costumam apostar em um mesmo assunto na edição do fim de semana.

Hoje Diário Catarinense (Florianópolis, SC), A Notícia (Joinville, SC) e Jornal de Santa Catarina (Blumenau, SC) publicam uma extensa matéria sobre as "pescadeiras". Boa matéria, lindas fotos dessas personagens dos mares catarinenses.

Se cada marca tem o poder de mudar a foto, para aproximar de seu público, não deveria ser permitido alterar também a informação básica. No DC a reportagem diz que foi do Farol de Santa Marta até Itapoá. No AN o limite ao norte seria São Francisco do Sul. Mas a matéria é a mesma.

PS: o DC tem razão. A última praia catarinense é mesmo Itapoá. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Última edição e mágoa


O gratuito Express (Washington, DC), gratuito do poderoso The Washington Post, circulou pela última vez hoje. A crise matou mais um impresso.

Mas os editores do tabloide distribuído nos metrôs e ônibus da periferia da capital nos últimos 16 anos, atribui a saída de circulação ao celular. E sem papas na língua deram de manchete na derradeira edição:

Esperamos que vocês gostem dos seus fedorentos telefones.

Não é comum para um meio impresso atacar uma ferramenta tão usada pela sociedade, mas a raiva está explicada. Pelo menos na visão do Express.

PS: alerta do atento Nelson Nunes

sábado, 7 de setembro de 2019

Jornalismo moderno precisa assumir posições


Foi-se o tempo em que um jornal considerado "sério" deveria ter a chamada isenção total. Jornal tem opinião, defende posições - e é assim que ganha relevância com sua audiência.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, cometeu ontem mais uma de suas folclóricas ações polêmicas, ordenando o recolhimento de obras consideradas (por ele) impróprias na Bienal do Livro. Esses livros tinham motivos LGBT.

Foi o que bastou para uma tremenda reação em cadeira no Rio. E hoje pelo menos dois jornais interpretam com inteligência a bobagem do prefeito.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) mostra moradores de rua - entre eles, crianças - e avisa: isso sim é "impróprio.

Folha de S. Paulo (SP) publica como imagem única na capa o desenho que chocou Crivella.

Em tempos de perseguição política e ameaça de censura, não é hora de apenas observar. É preciso tomar uma posição.

PS: com observação do colega Jeison Rodrigues

SOS A Tarde


O jornal A Tarde (Salvador, BA) está passando por enormes dificuldades - e não é de hoje.

O tradicional diário baiano não soube se modernizar enquanto mantinha a liderança na região. E aos poucos - prejudicado por erros administrativos - definhou. Depois passou por uma venda frustrada e por outras negociações pouco claras, que não deram certo. Ao mesmo tempo alguns aventureiros tentavam encontrar uma fórmula mágica, sem resultado.

Hoje A Tarde é o que sobrou daquele jornal soteropolitano que fez muito sucesso. E basta olhar a capa para entender a penúria na busca por bons conteúdos.

A manchete é uma notícia commodity de Brasília. A foto principal é de um amistoso sem qualquer importância da Seleção Brasileira.

Faltam motivos para alguém comprar um exemplar. Triste ver A Tarde assim. Se não se mexer imediatamente vai desaparecer. E logo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A crítica criativa


Extra (Rio de Janeiro, RJ) consegue acertar em cheio na fragilidade das instituições.

Com criatividade, relaciona o ambiente de mais uma morte estúpida com o ufanismo que está começando a pairar sob o céu brasileiro.

E com uma foto absolutamente sensacional, de Bruno Kaiuca.

Palmas!

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Veja achou Queiroz


Veja (SP) voltou a praticar bom jornalismo (ufa).

Na edição que está nas bancas, a revista desvenda o paradeiro de Queiroz, a pedra no sapato da família Bolsonaro. O ex-assessor da família - que controlava as "rachadinhas" - está em São Paulo, vivendo "de rendas" e se tratando em um local público como o Hospital Albert Einstein.

A propósito: a Polícia Federal o procura em vão há oito meses. Ou não quis achá-lo.

Veja fez aquilo que se espera de uma publicação de qualidade: jornalismo, no seu sentido mais amplo.

A matéria (para assinantes) está aqui.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Muito prazer, Jornalismo (com J maiúsculo)


O mundo inteiro fala das queimadas, do desmatamento. O Brasil convive com o (des)governo, com as chacotas deselegantes a líderes da diplomacia internacional.

E ninguém conta, afinal, o que são as florestas, o que há na Amazônia.

Enfim, o Libération (Paris, França), país de Brigitte e de Macron, revela em um bem recebido número especial, tudo sobre as florestas.

Para isso serve um jornal. Para contar o que ninguém sabe.