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segunda-feira, 24 de abril de 2017

A capa corajosa na França


Deu segundo turno nas eleições da França. Com dois candidatos muito próximos um do outro.

A candidata Marine Le Pen representa a extrema-direita e tudo o que o francês esclarecido não deseja a seu país. Seria um retrocesso ainda maior que o de Donald Trump nos EUA.

Por isso o L'Humanité (Paris, França) faz uma capa-pôster com a palavra Jamais, em enorme destaque. Na linha fina, um apelo a que todos os franceses se unam em torno ao opositor Emmanuel Macron para impedir que a Sra. Le Pen vença e deixe a França em um pesadelo de sete longos anos.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O furo e o original


Duas capas que motivam a compra de um exemplar de jornal.

O Estado de S. Paulo (SP) traz um furaço, a lista secreta do ministro Fachin. O bom jornalismo tem prioridade.

O Jornal do Commércio (Recife, PE) brinca com a lista do 9+1, febre das redes sociais. A originalidade tem prioridade também.

Dois acertos da quarta-feira.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A irreverência do Meia Hora


Sempre criativo, o Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) não precisa de comentário.

Nada pior do que brigar com a verdade


Jornais podem se posicionar, podem torcer por A ou B, mas nunca podem brigar com a verdade.

Em outras palavras, não podem mentir. Ou se omitir. A sociedade pune.

A Lista de Fachin é longa, passa por todos os Estados. E encontra figurões, que não podem ficar de fora das manchetes de hoje. Exceto se o jornal falta com a verdade.

No Espírito Santo, o governador Paulo Hartung está citado. Corretamente, o fato está na capa de A Gazeta (Vitória, ES). E por mais estranho que possa parecer, sumiu da primeira página de A Tribuna (Vitória, ES).

No Pará a mesma coisa. O ministro Helder Barbalho está na lista. O Liberal (Belém, PA) coloca em manchete. Diário do Pará (Belém, PA), omite. E tenta focar em outro caso, com o governador.

Por que o DDP não fala em Barbalho? Porque a empresa pertence à família Barbalho.

Por que A Tribuna não fala em Hartung? Provavelmente porque há alguns favores em jogo.

A Tribuna e Diário do Pará se esquecem que em pleno 2017 é uma enorme bobagem achar que esconder um fato público e notório significa poupar alguém. Pelo contrário, apenas escancara o ridículo da omissão, da falta com a verdade. E acelera o caminho para o abismo.

Diário do Pará e A Tribuna acabam de brigar com o leitor. E perderão muito com isso. Talvez consigam uma injeção de dinheiro imediata, para fechar as contas do mês. Mas certamente estão muito mais próximos do triste fim.

A mentira, em tempos de plataformas digitais, tem pernas nanicas.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Gazeta do Povo vai acabar com a edição impressa


Conforme Mídia Mundo antecipou terça feira, a Gazeta do Povo (Curitiba, PR), um dos grandes jornais do país, vai encerrar sua edição impressa.

A partir de junho o jornal-papel vira um semanário, aos sábados. Nos outros dias apenas digital.

O projeto, anunciado na manhã de hoje, vem disfarçado de "Mobile First", mas é uma forma de cortar custos, enquanto as contas não fecham. Desde o fim de 2015 a Gazeta vem circulando apenas seis dias por semana, em um formato compacto (também como forma de reduzir despesas).

Verdade que a circulação-papel da Gazeta vem caindo sistematicamente. Hoje são pouco mais de 25 mil exemplares diários. Mas a decisão antecipa uma crise que, se não for bem administrada, pode significar o fechamento da empresa.

Uma boa foto é uma capa


Genial o jogo de imagem e título na capa de hoje de O Globo (Rio de Janeiro, RJ).

A foto do governador Pezão com um buraco no teto, acima de sua cabeça, casa perfeitamente bem com o título "de ocasião": Rombo nas Alturas.

A foto, do foto-repórter Givaldo Barbosa, é fantástica. E a edição perfeita.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Fechamento de jornais


Há jornais que fecham as portas por falta de segurança.

Norte (Ciudad Juarez, México) anunciou domingo que não circula mais pela absoluta incapacidade de garantir a vida de seus repórteres. Nada menos que 38 jornalistas foram assassinados no México nos últimos 25 anos.

Há outros jornais que deixam de circular por falta de leitores e de anunciantes - muitas vezes motivadas pela incompetência administrativa.

Quinta-feira, dia 06, um grande jornal brasileiro vai anunciar oficialmente que deixa de circular sua edição impressa.

Isso é muito triste.