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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Extra quase bom


A ideia do Extra (Rio de Janeiro, RJ) é ótima: os deputados que decidem hoje se amolecem para seus parceiros ou se confirmam o que diz a justiça.

Nome, foto e partido.

Faltou algo para funcionar bem: o contato de cada um. Telefone e e-mail. É a maneira de pressionar cada deputado.

Mas a capa, de qualquer maneira, é impactante.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Faltou pensar que estamos em 2017


Editorialmente, palmas para o Estado de Minas (Belo Horizonte, MG), que traz um furaço na edição de hoje.

Mas se uma empresa de comunicação ainda se considera "um jornal e pouco mais", seu futuro é incerto.

Como?

Sim. Basta navegar pela página do EM para decepcionar-se por completo, pela incapacidade do jornal em entender que quem só se planeja para o papel está fora do jogo. Não há nenhum complemento digital para a matéria. Absolutamente nada. É a repetição do papel.

Não faz sentido, em 2017, pensar em uma grande matéria apenas para o papel - e iludir-se que vai vender mais cópias nas bancas.

Gol contra. Oportunidade perdida.

É preciso ir além da notícia


Aécio Neves usou seu poder e tirou Tasso Jereissati da presidência do PSDB. Ontem. E todo o Brasil já sabe disso.

A missão dos jornais é ir mais além, explicar, repercutir. Ou ficará obsoleto e não valera cada real cobrado por um exemplar.

Tasso é cearense. Por isso é mais do que óbvio que os jornais do Ceará precisam tratar do tema com a cor local.

O Povo (Fortaleza, CE) fez isso, trouxe a informação repercutida pelo senador destituído.

Diário do Nordeste (Fortaleza, CE) considerou-se um jornalão e apenas re-noticiou o que o Ceará já sabia. Isso não vale R$ 3.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O risco de querer publicar tudo


Jornalismo é, cada vez mais, edição. Escolha. Aposta.

Hoje faltou esse conceito básico nas capas dos jornais da Capital Federal.

Correio Braziliense (Brasília, DF) tinha ótimas fotos para abrir, mas preferiu apostar em quatro imagens. Quem aposta em quatro, não aposta em nenhuma.

Metro (Brasília, DF) conseguiu decidir por uma (aliás, a do CB é melhor, pela presença da pessoa na passarela). Mas aí resolveu aplicar o texto na foto e se deu mal. E, para piorar, jogou mais três fotos à direita, que só causam ruído - ainda mais em um tabloide.

Enfim, na ânsia de dar tudo os diários de Brasília se quebraram.

Imprecisão e falta de relevância local


A Folha de Londrina (Londrina, PR) é um dos mais conceituados jornais de uma cidade do Interior no Brasil. Sério, de olho nos temas da comunidade e comprometido, mesmo assim às vezes pisa na bola.

Hoje, por exemplo.

A manchete é um release nacional. Por que não trazer o tema para o local? Quantos veículos são roubados por dia na cidade?

Na linha fina a primeira informação regional: 59 mil ocorrências no período no Paraná. E o que significa isso? (Mídia Mundo ajuda, são 80 por dia, 3 por hora, um a cada 20 minutos).

E depois: diz que foram 90 por dia no Paraná em 2016. Opa, se isso é verdade, significa que foram 70 por dia no Estado em 2015 (para fechar a média em 80).

E essa seria a grande manchete: roubo de carros aumenta 30% no Paraná.

Perdeu-se uma oportunidade.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Jogo dos 5 erros


A capa de O Estado (Campo Grande, MS) é um autêntico jogo de descoberta de equívocos.

1. A manchete fala da "terceira maior redução". O que significa isso? Parece bom, certo? Mas basta ler a linha fina, abaixo, para descobrir que o índice de mortes segue acima da média nacional. Parece título de release do governo do Estado.

2. A foto chama mais atenção pelo fogo do que pelo acidente. Quando foi? Ontem? Ou é de arquivo (no crédito de foto não há qualquer explicação, nem há legenda).

3. Para que serve a foto em uma coluna de um edifício, na margem direita da capa? Para ilustrar a chamada de construção de novas habitações. E precisa? Não seria melhor uma nova chamada, uma vez que não há qualquer informação nessa pequena e desnecessária foto?

4. A chamada com destaque, na parte baixa da capa, informa que a contratação de temporários depende da demanda. Ora, alguma novidade nisso? Se são temporários vão depender do quê? Da demanda, é lógico. É a necessidade que faz com que se contrate mais ou menos funcionários no comércio e na indústria.

5. O que informa a foto da segunda metade da capa? Absolutamente nada. Chama-se ocupação de espaço. É preciso colocar uma foto, publique-se qualquer uma. Zero informação.

Campo Grande merece algo melhor. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Capa que não precisa manchete


Cada vez mais as revistas estão conseguindo traduzir em imagens o que querem dizer.

Agora é a Der Spiegel (Hamburgo, Alemanha) que marca a agenda quase sem palavras.