terça-feira, 9 de março de 2010

Caras e bocas


O Die Presse (Viena, Áustria) sabe chamar a atenção.

Dia atípico, capa atípica


Nevou como nunca em Barcelona ontem.

As Ramblas branquearam.

O metrô parou. O aeroporto fechou. A cidade parou.

Em um dia de exceção, uma capa diferente, monotemática, para La Vanguardia (Barcelona, Espanha).

Investigação e confirmação

O bom jornalismo está por todos os lados - lamentavelmente, aparece pouco nos jornais brasileiros.
O The Sydney Morning Herald (Sydney, Austrália) fez uma devassa nas prestações de contas dos militares e descobriu um buraco negro. O resultado dessa exclusiva está também no site, com a lista dos 750 mil contratos que a Defesa austraiana fez desde 1997. Um escândalo.
Enquanto isso o The Bakersfield Californian (Bakersfield, CA) escancara a opção do senador Roy Ashburn, representante da região na Câmara Alta.

O governador deve ter adorado


Não bastou uma foto ruim, de políticos, na capa do Correio de Uberlândia (Uberlândia, MG).

O jornal da cidade publicou duas fotos juntas do governador Aécio Neves, cortando fita e discursando.

Aécio deve ter adorado.

Os leitores devem ter odiado.

É o tipo de imagem que não interessa a ninguém.

Só ao governador, sua família e ao assessor de imprensa do governo mineiro.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Para perder as mulheres leitoras

Se hoje as edições são especiais para as mulheres, significa que nos demais 364 dias do ano são feitas para homens?
Nada mais ultrajante que falar em "Só para elas", como A Notícia (Joinville, SC), cavovar uma manchete sem nexo, como na Folha de Londrina (Londrina, PR) ou, ainda pior, falar em homenagem para "elas", como no Notícias do Dia (Joinville, SC).
Ou se constrói edições inteligentes, ou melhor esquecer o Dia da Mulher.

Em Minas, outra vez a agenda oficial

De novo as manchetes de O Tempo (Belo Horizonte, MG) e de Hoje em Dia (Belo Horizonte, MG) seguiram o release e a agenda oficial.
Preguiça e falta de planejamento para ter uma manchete forte e diferente.

O Iraque, como NÃO se deve


Está cada vez mais claro o motivo principal da queda de vendas de O Estado de S. Paulo (SP).

A desconexão com o leitor chega tão longe que a manchete vai para um fato esperado e desinteressante (violência nas eleições do longínquo Iraque), acompanhado de uma foto sem expressão.

A sorte do Estadão é ter uma edição com mais de 90% de assinantes, não é preciso vender em bancas.

Na reforma anunciada para o próximo domingo tomara que o Estadão venha com outra estratégia editorial, mais do que uma reforma gráfica.