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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Homenagem de fã


Stan Lee, criador de tantos personagens dos quadrinhos, morreu.

O choro do Homem-Aranha, na capa do Metro (SP), só pode ser homenagem de um fã.

Ficou muito bom.

PS: sugestão do designer Dirceu Goulart

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Quando a fotografia conta a história


The Times (Londres, UK), um dos mais tradicionais jornais do mundo - com 233 anos - não tem nenhum medo em rasgar na capa uma foto que conta aquilo que texto algum pode revelar.

Tradição não significa ser conservador. É preciso entender a audiência.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

A Cidade deixa de circular


Mais um diário impresso deixa de circular. Dessa vez foi o centenário A Cidade (Ribeirão Preto, SP), que chegou às bancas pela última vez terça-feira.

Mergulhado em crises econômicas, o jornal já havia enxugado ao máximo a operação. Segunda-feira demitiu muitos profissionais e agora passa a existir apenas na Internet.

Há uma operação organizada para devolver dinheiro de assinantes ativos e o anúncio de que será instalado um paywall a partir do próximo mês.

Mais um exemplo de um jornal que não entendeu seu sentido a tempo. Quando quis reagir, já era tarde.

Fotos: divulgação

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A infeliz coincidência serve da alerta



The Washington Post (Washington, DC) e Los Angeles Times (Los Angeles, CA) fazem coro ao noticias que a extrema-direita venceu no Brasil.

Os dois jornais também noticiam, com grande espaço, o atentado a uma sinagoga em Pittsburgh - fruto de um maluco que "só queria matar alguns judeus" e da posse de arma facilitada.

Que essa coincidência sirva de alerta aos defensores do armamento.

A Folha salvou a imprensa brasileira


A Folha de S. Paulo (SP) deu mais uma demonstração de seriedade e compromisso com o leitor - e que vale os R$ 4 que pede por um exemplar.

Ao mesmo tempo que informa o que aconteceu nas urnas ontem, o jornal publica um forte editorial de capa reforçando os valores da democracia, pedindo respeito à Constituição e lembrando do comportamento habitual do capitão, pouco adequado a um presidente.

Os demais jornais brasileiros foram extremamente conservadores.

domingo, 28 de outubro de 2018

As duas melhores capas de hoje


Dia de eleição.

Dia de decisão.

Dia de pensar no futuro.

O Povo (Fortaleza, CE) e Extra (Rio de Janeiro, RJ) fugiram do óbvio e acertaram em cheio.

Parabéns.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Meios de comunicação têm medo de assumir posição


Jornais nos EUA são claros ao assumir um lado em qualquer campanha eleitoral. Até para ser honesto com a audiência.

A tomada de posição é humana, existe, serve para defender ideias. Jornais são empresas, têm o direito de opinar também sobre os rumos do País, do Estado e da Cidade. Sem que isso interfira na isenção da reportagem, certamente.

Ou seja, The New York Times (Nova York, NY) e The Washington Post (Washington, DC) assumiram o voto na democrata Hillary Clinton, há dois anos, enquanto a rede Fox News defendia a eleição de Donald Trump. Isso tudo nos textos de Opinião, não no noticiário.

Sim, é difícil traçar essa linha divisória, mas ela é necessária. E nos EUA funciona bem.

No Brasil o jogo parece uma sucessão de mentiras que não servem a ninguém. A Rede Record (SP), por exemplo, é pró-candidato da extrema-direita (dito por seus funcionários), mas finge que é neutra. Folha de S. Paulo (SP) tende a defender o outro candidato, mas não assume.

Até que ontem a colaboradora e ex editora-executiva Eleonora de Lucena chutou o balde. Ela cobra, nas próprias páginas da Folha, que o jornal assuma a postura de uma opinião que já é disseminada no prédio e nas páginas - mas que os caciques têm medo de assumir.

Tem razão Eleonora.