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domingo, 24 de maio de 2020

Uma capa brilhante, talvez inspirada em O Globo


O Globo (Rio de Janeiro, RJ) fez a capa mais comentada dos últimos 15 dias, quando homenageou as pessoas por trás dos números. Não eram apenas 10 mil mortos, mas 10 mil vidas perdidas no Brasil. Foi exemplo de bom jornalismo por todo o planeta.

Hoje o The New York Times (Nova York, NY) se inspira no diário carioca. Para marcar a proximidade com as 100 mil vítimas nos Estados Unidos, usa a mesma fórmula - com apenas mil nomes, por limitação de espaço.

Essa capa seria impensável no NYTimes há pouquíssimo tempo. Algo está mudando. Mesmo o jornal referência de todos os jornalistas entendeu que o mundo mudou e que a linguagem precisa ser renovada.

Que bom! Que sirva de exemplo!

sábado, 23 de maio de 2020

Estadão ganha pela manhã, Folha vence à tarde


O Estado de S. Paulo (SP) foi a boa surpresa entre os impressos de hoje. Decidiu esquecer as palavras polidas de sua história e cravou, sem fotos, a transcrição dos principais diálogos da polêmica reunião ministerial de 22 de abril.

Seco. Sem título.

À tarde, Folha de S. Paulo (SP) - xingada na mesma reunião - decidiu se mexer. Às 14h05 publicou o editorial Bolsonaro Mente no seu site, com direito à manchete na capa.

No papel, deu Estadão. No Digital, deu Folha.

Nessa batalha particular paulistana, venceu o bom jornalismo.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

O Globo se destaca outra vez


As informações públicas estão disponíveis para todos. O que faz o melhor e o pior jornalismo é a maneira como o veículo a trata. Jornais são refinadores de conteúdo, devem agregar valor à notícia.

Por isso O Globo (Rio de Janeiro, RJ) é hoje o jornal com maior crescimento em assinaturas (digital + papel), leva a sério a missão de melhorar o breaking news. Há quase duas semanas editou três páginas que rodaram o mundo, como exemplo de bom jornalismo. Hoje faz um gráfico de capa onde ensina, a um piscar de olhos, que a curva cresce rapidamente e sem controle no Brasil. É fácil entender que 5 mil mortes demoravam 42 dias para se alcançar há um mês. Hoje, em 5 dias, se chega a tal tragédia.

Certamente o diário carioca já tem planejada a edição das 30 mil mortes, algo esperado para a próxima semana.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) e O Estado de S. Paulo (SP) usam números puros e fotos de enterros. Chocam, mas não explicam, não agregam valor.

Correio Braziliense (Brasília, DF) trata o caso como se fosse um número qualquer, enquanto Correio* (Salvador, BA) faz algo impensável: uma comparação com casos nos Estados Unidos e na Rússia. E no tímido gráfico a conclusão do leitor é que estamos muito bem, já que o número de casos nos EUA é cinco vezes o brasileiro. Não dá para entender.






quarta-feira, 20 de maio de 2020

Jornalismo criativo


Simples e impactante.

A capa do Correio Braziliense (Brasília, DF) não exige legenda ou explicação.

Ótima ideia da bolsa de sangue. Criatividade em tempo de tristeza.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Não é original, mas vale pelo impacto


O Globo (Rio de Janeiro, RJ) traz apenas uma foto na capa de hoje. Uma imagem que fala por si.

Não chega a ser uma ideia original. The New York Times (Nova York, NY) publicou nessa semana uma série de fotos semelhantes.

Mas o impacto é grande. Vale a ousadia.

Faltou pouco para os 200 anos



O Diário de Pernambuco (Recife, PE) não resistiu à crise.

Depois de vários anos operando no vermelho, o mais antigo jornal em circulação na América Latina - 194 anos - suspendeu a circulação impressa. Na comunicação oficial o DP alega problemas de distribuição pelo risco de Covid-19.

Pode ser a gota que derramou o copo, embora a crise venha há muito tempo atrapalhando a vida do tradicional jornal.

A empresa promete retomar a circulação depois do Coronavírus.

Há diversas razões para se duvidar disso.

domingo, 10 de maio de 2020

Como ser crítico e sutil




O Globo (Rio de Janeiro, RJ) é um daqueles jornais que não costumam ultrapassar o limite da criatividade "responsável". Ou seja, prefere ser menos ousado do que inovar em demasia e acabar desagradando seu leitor (99% assinante).

Pois hoje O Globo quebrou todas as regras, colocou fogo nos manuais da redação conservadora e produziu um dos mais brilhantes documentos da imprensa brasileira em tempos de Covid-19. Capa e páginas 6 e 7. Uma aula de bom jornalismo. Crítico e, ao mesmo tempo, sutil.

PS: bem observado pelo colega Igor Muller