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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Agora SP deixa de circular na semana que vem


É oficial.

O Agora (SP), popular do Grupo Folha, deixa de circular a partir de segunda-feira, dia 29. O matutino que substituiu a Folha da Tarde, em 1999, cumpriu seu papel, mas agora é um jornal de baixa circulação, que não paga a operação.

Para tentar uma sobrevida, a direção chegou a levar o preço de capa a absurdos R$ 4, o que afastou mais ainda o leitor habitual.

O modelo de negócios dos populares depende muito da venda em banca. Sem isso os números não fecham. Não será surpresa se outros outrora campeões de circulação há 10 ou 15 anos desapareçam também.

Atentado não é a matéria do dia na Argentina


A sede do jornal Clarín (Buenos Aires, Argentina) sofru um atentado na noite de segunda-feira. Algumas bombas caseiras que não causaram maiores danos, mas obrigou até o Presidente da República se manifestar, a favor da liberdade de imprensa.

Curiosamente a importância que o matutino dá na capa é semelhante a do seu concorrente La Nación (Buenos Aires, Argentina). 

Foto na capa, mas não manchete. E página virada.
 

sábado, 20 de novembro de 2021

Dia da consciência negra


Triste o país que ainda precisa de um dia específico para lembrar da consciência negra. Mas pela enorme desigualdade de oportunidades, o Brasil ainda terá que comemorar muitas vezes antes de ter resolvido esse problema.

Os impressos se prepararam para a data. Muitos celebraram nas capas. O mais impactante é o Correio* (Salvador, BA), talvez pela maioria negra da Bahia. Uma capa limpa e de bom gosto, mas que faz pensar.

A aposta é tão forte que o logo, com o nome do jornal, foi para segundo plano. Na posição do alto apenas o asterisco característico.

Tremendo acerto do Correio*.

sábado, 13 de novembro de 2021

Gráfico diferente do The New York Times


No jornalismo impresso há sempre maneiras de inovar. E quem não inova se torna descartável, perde a relevância.

O gráfico na capa do The New York Times (Nova York, NY) de hoje é um exemplo. Fora dos habituais modelos (linhas, barras, círculo/pizza) o desenho é extremamente informativo e chama a atenção também pela simplicidade.

Muito bom.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Ranking de assinaturas digitais em língua inglesa


O Press Gazzette (Londres, UK) acaba de publicar o ranking dos meios de comunicação de língua inglesa com maior número de assinaturas digital-only.

O original está aqui, com todos os que perfazem mais que 100 mil assinaturas (são apenas 30). No quadro ao lado os que superam o milhão.

Verdade que há muita discussão sobre critérios e sobre a veracidade dos dados da maioria. No Brasil muitos veículos incham seus números com vendas por valores abaixo de 10% do equivalente impresso (regra do IVC para contabilizar).

De qualquer forma vale para se entender a dificuldade da conversão para o Digital e o sucesso de quem investe em bom jornalismo, como The New York Times (Nova York, NY), The Washington Post (Washington, DC) e The Wall Street Journal (Nova York, NY).

sábado, 6 de novembro de 2021

Duas capas sobre Marília

A morte repentina de Marília Mendonça serviu como um exercício para as redações mostrarem aos leitores de impressos a importância de uma boa capa. 

A grande maioria dos jornais brasileiros fez o obvio: a notícia da morte, com a foto do avião caído, ou uma imagem de Marília alegre e cantando. Pura perda de tempo - e de espaço. No mundo da informação em tempo real tudo isso chega muito velho ao leitor. 

Quem saiu-se bem no tema de casa foram Correio Braziliense (Brasília, DF) e Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ), casualmente com a mesma foto - a última de Marília, a caminho do avião. São capas que fazem pensar. As outras não servem para muita coisa.























 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

O absurdo, convicto e recorrente equívoco dos impressos gaúchos

Já não há palavras para descrever o absurdo jornalístico que acontece nos impressos do Rio Grande do Sul, quando o assunto é futebol.

Ontem o Grêmio jogou em Porto Alegre, perdeu para o Palmeiras, ficou com remotas chances de escapar do rebaixamento à Série B de 2022 e ainda por cima sua torcida invadiu o campo, depredou equipamento de VAR e, de quebra, ainda provou alguns estragos no lado de fora. O assunto está nas TVs, sites e jornais do mundo inteiro.

O Inter, por sua vez, poupou jogadores e perdeu para o São Paulo fora de casa, resultado esperado e que muda pouco suas ambições no ano.

Só que Zero Hora (Porto Alegre, RS), Correio do Povo (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) consideram os dois fatos com a mesma importância. Dividem milimetricamente a capa para não desagradar as torcidas. Esquecem que os fatos não são iguais e subvertem as melhores práticas editoriais, que exige que se hierarquize os fatos. São jornais medrosos, descartáveis, que não fazem nenhum sentido. A julgar pelas capas de hoje, talvez sirvam para limpar cães e gatos. Talvez.

Detalhe: essa prática é recorrente, como mostrou Mídia Mundo em 05/07 e em 21/01, para ficar só em 2021.