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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Zero Hora às avessas, em homenagem ao colunista


Essa é a capa de Zero Hora (Porto Alegre, RS) de hoje.

Não, você não está vendo miragens. É assim mesmo. A contra virou capa, a capa hoje é contracapa.

A feliz ideia é a forma de prestar uma última homenagem ao colunista Paulo Sant`Ana, falecido quarta-feira. Por muitos anos Sant`Ana escreveu a crônica da penúltima página de Zero Hora, criando um hábito nos gaúchos de ler o jornal de trás para a frente - do que se orgulhava muito.

O jornal líder do RS foi hoje editado todo às avessas. Uma justa homenagem a quem marcou a história de Zero Hora.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Dois escorregões na terça


Às vezes falta dar uma última olhada na capa antes de enviar às rotativas.

Jornal do Commercio (Recife, PE) tem manchete sobre estatística positiva (geração de empregos) e quadro de estatística negativa (assassinatos). Mas o olhar associa automaticamente os dois fatos - que não têm nenhuma relação.
Faltou uma leitura do conjunto da obra.

Metro (Belo Horizonte, MG) quis homenagear Marcelo Melo, tenista número 1 do ranking de duplas no mundo. Só que a partida que definiu a nova posição do mineiro aconteceu sábado (e está na foto). Se a relação é com o fato (já conhecido) de ontem, a imagem deveria ser outra. Ou o jornal passa recibo de empurrar notícias velhas.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A sutileza das imagens


A notícia é a mesma: a visita de Donald Trump à França.

Mas com inteligência criativa é possível contar algo mais do que apenas um encontro com o presidente francês Emmanuel Macron.

The New York Times (Nova York, NY) abusa da bazuca da tropa, enquanto The Washington Post (Washington, DC) mostra que as primeiras-damas estão pensando em outra coisa.

USA Today (McLean, VA) é ufanista, com o abano de Trump e The Wall Street Journal (Nova York, NY) é sério, sem interpretações.

As imagens contam algo mais. É preciso saber usá-las.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Enfim uma capa criativa


A capa de A Capa.

Original, conta muito em poucas palavras.

Lula lá entre os hermanos

Lula é manchete dos principais jornais da América Latina. Ora com imaginação, ora com informação.

Clarín (Buenos Aires, Argentina) e El Mercurio (Santiago, Chile) vão pela notícia.

El Espectador (Bogotá, Colômbia) e El Observador (Montevidéu, Uruguai) ousam um pouco mais.






Cobertura previsível no caso Lula. E um deslize


Que Lula foi condenado pelo juiz Moro a 9 anos e meio, o Brasil inteiro sabe desde ontem à tarde.

O que os leitores de Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) não sabiam é que o exemplar que lhes custou R$ 4 traria uma manchete tão óbvia que o jornal deveria devolver-lhes o dinheiro.

Mas mesmo quem tentou inovar não chegou a lugar algum. E deu mais razão às broncas do ex-presidente.

Metro (SP) é básico, tentando inovar com o desenho. Não conseguiu.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) vai por uma lado agressivo e acusatório que, por tabela, quase absolve antecipadamente o atual presidente - envolvido em escândalos aparentemente bem maiores. Enquanto Extra (Rio de Janeiro, RJ) distila um ódio que não combina com a criatividade habitual de suas capas.





quarta-feira, 12 de julho de 2017

Na capa a imagem que chama a atenção

Como escolher a foto de capa?

Jornais do mundo inteiro ainda derrapam quando devem publicar uma foto na capa. A maioria ainda vai pelo "importante", basta ver a quantidade de jornais que hoje saíram com a "ocupação" da mesa do Senado.

The New York Times (Nova York, NY), The Dallas Morning News (Dallas, TX) e principalmente Frankfurter Allgemeine (Frankfurt, Alemanha) ensinam hoje que o mundo mudou.

E é preciso olhar a capa com olhos mais modernos.