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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Imagens de máscaras sempre rendem


Está na capa da revista Der Spiegel (Hamburgo, Alemanha) e do jornal O Tempo (Belo Horizonte, MG): a máscara.

As fotos de pessoas utilizando máscaras ainda surpreendem. Por isso vale a capa.

Verdade que no semanário alemão a pauta é sobre a necessidade de utilizar máscara, mesmo que ninguém goste. E no diário mineiro a matéria é sobre o uso correto ou não pela população.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Pão e circo no RS


O Brasil alcançou a nada invejável marca de 100 mil mortos por Covid-19 sábado. Por estratégia editorial e redução de custos, os impressos gaúchos não circulam aos domingos. Até aí, tudo bem.

Com uma notícia tão brutal ocorrida no sábado, o que é possível fazer na edição de segunda-feira, para recuperar a perda? Uma mega reportagem, com estatísticas, entrevistas, análises, talvez puxando a realidade para a região. Só que não.

Os dois maiores jornais gaúchos, Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS) abrem espaço para o futebol e quase esquecem de falar da pandemia.

Bola fora.

domingo, 9 de agosto de 2020

Dignidade na tristeza


100 mil mortes.

E subindo.

Qualquer homenagem é pequena diante da tragédia. Folha de S. Paulo (SP) e O Globo (Rio de Janeiro, RJ) deram um pouco de dignidade a essas vidas perdidas.

sábado, 8 de agosto de 2020

O editorial da Folha, extremamente necessário

Luto

Mortos pelo vírus chegam aos 100 mil, e Bolsonaro segue indiferente à tragédia


Aos poucos o país vai voltando ao normal ­—um normal de incúria diante do sofrimento da população. Alcançamos a marca de 100 mil mortos por Covid-19, e por toda parte se vê o abandono progressivo do distanciamento social.
Cem mil mortos em cinco meses. Nessa marcha, o novo coronavírus terminará 2020 como terceira maior causa de morte no país, atrás somente das doenças cardiovasculares e do câncer.
Governadores e prefeitos que se jactavam de sucesso, a exemplo de estados da região Sul, assistem impotentes à alta descontrolada de casos, já nos 3 milhões, e óbitos.
O Brasil ocupa a segunda posição em número absoluto de contaminados e mortos, após os EUA, que chegam a 160 mil falecimentos (em proporção populacional, já os alcançamos). Não é improvável que os ultrapassemos, pois aqui ainda se testa pouco e mal, e a epidemia segue fora de controle em várias localidades.
A cada sete mortos no mundo, um é brasileiro. A média diária de mais de mil mortos por dia se repete por dois meses inteiros. Não é, não deveria ser normal.
O péssimo desempenho do poder público no enfrentamento da pandemia se mostra tanto mais revoltante por evitável. Afinal, o primeiro caso no país se registrou dois meses após o vírus começar a grassar na China; na primeira morte, em meados de março, a Covid-19 já tinha prostrado a Itália.
Os governos tiveram tempo e tinham o Sistema Único de Saúde a postos para uma reação coordenada. Não foi tampouco falta de recursos, em que pese a crise orçamentária, porque agora se despejam dezenas de bilhões em ajuda emergencial sem que se tenha visto prevenção mais eficiente.
O maior responsável pela tragédia se chama Jair Bolsonaro. Em vez de liderar uma ação nacional, negou a gravidade da emergência de saúde pública, promoveu aglomerações e falsas terapias, como a cloroquina, e colheu oito casos de ministros infectados (outro provável recorde mundial), além de si próprio e da primeira-dama.
Alguns comemoram, no presente, o suposto advento de uma imunidade coletiva como chamado para arrebanhar clientes desgarrados de bares, restaurantes, academias e centros de compras —não das escolas, paradoxalmente. Epidemiologistas, entretanto, descartam que se tenha alcançado tal limiar.
Não há panaceia nem vacina por ora. Infeliz a nação que tem necessidade de heróis, disse Bertolt Brecht; mais que infelicidade, a desdita do Brasil é nem mesmo poder contar com um presidente e um ministro da Saúde efetivo neste momento de luto.

A triste marca dos 100 mil


O Brasil acaba de superar os 100 mil mortos pela Covid-19. Era um fato previsível para hoje, por mais triste que seja.

Mas curiosamente nem todos se prepararam para enfrentar essa marca. O Estado de S. Paulo (SP) e O Povo (Fortaleza, CE) souberam dar dignidade à vergonha nacional.

Tão logo os 100 mil foram alcançados, o site da Folha de S. Paulo (SP) saiu com um material de alta qualidade.


Extra e seu humor ácido


Extra (Rio de Janeiro, RJ), bem humorado como sempre.

Humor,  mais necessário do que nunca.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Estadão faz homenagem às vítimas


O Estado de S. Paulo (SP) sabe o peso que a cidade de São Paulo tem entre seus leitores. Por isso a chegada das 10 mil mortes por Covid é tratada com enorme destaque - e inteligência.

Quando essa marca foi alcançada no país foi O Globo (Rio de Janeiro, RJ) que deu o alerta.

Possivelmente no sábado o Brasil chegará a 100 mil mortes. Quem se planejar poderá fazer uma capa histórica - reforçando o papel do impresso na vida do cidadão.