Imprima essa Página Mídia Mundo

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Como ir além da notícia


Não é muito difícil enxergar mais além da linha conservadora. Basta pensar um pouquinho.

Foi o que fez O Povo (Fortaleza, CE) ao tratar da consequência do ato de regulamentação dos aplicativos. Para o leitor, o transporte ficará mais caro.

Já o Diário do Nordeste (Fortaleza, CE) prefere a velha maneira de se fazer jornalismo: publica-se o fato apenas. Dá menos trabalho e ninguém se compromete.

Só que o leitor já deu o seu recado: abandonou as bancas e vem cancelando assinaturas. Esse jornalismo não interessa mais.

Delírio de editor


O que é o jornal Metro?

Um gratuito distribuído em esquinas, que costuma tratar de problemas da cidade, prioritariamente.

O que faz hoje o Metro de São Paulo (SP)?

Se considera gigante, um jornalão, e crava uma manchete...da Coreia do Norte.

Bola fora total. Delírio de um editor sem manchete na hora do fechamento. E curioso que nenhuma das demais edições do Metro no Brasil enveredou por esse lado.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O atraso dos jornais de Porto Alegre


Inacreditável o que TODOS os jornais de Porto Alegre (exceção ao Jornal do Comércio, de economia) fazem por convicção: enganam o leitor, como se o domingo não existisse - mesmo sendo Dia das Mães.

O clássico Gre-Nal aconteceu sábado, às 16h. Terminou pouco antes das 18h. Entre o fim do jogo e o primeiro exemplar de qualquer um dos quatro jornais da cidade chegar às bancas hoje passaram-se, pelo menos, 36 horas.

Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS), Zero Hora (Porto Alegre, RS), Correio do Povo (Porto Alegre, RS) e Metro (Porto Alegre, RS) se equivocam em grupo. Um faz porque o outro também faz. Nenhum circula domingo, por isso pretendem determinar a relevância de um tema dois dias depois. Lamentável.

PS: O Diário Gaúcho ainda chega a cometer a infeliz manchete "Gre-Nal do Atraso". Com o perdão da sinceridade, o atraso é do Diário Gaúcho!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O jornal-arara


Tente entender a paleta de cores que O Estado de Mato Grosso do Sul (Campo Grande, MS) utiliza na capa. São tantos elementos coloridos que fica difícil prestar atenção em qualquer um.

Pergunte ao diretor de arte do jornal o motivo para tanto carnaval. Possivelmente a resposta vai ser vazia, alguma justificativa por um modelo gráfico mal feito.

Já passou da hora de O Estado respeitar seu leitor e propor um novo projeto gráfico. Antes que seja tarde.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Bom e mau exemplos


O que fazer para tratar um tema nacional (o desabamento de São Paulo) com relevância local?

A Gazeta (Vitória, ES) trabalha bem, falando das famílias em situação semelhante, de risco, na cidade.

O Liberal (Belém, PA) ensina como não se deve fazer. Trata o tema como uma notícia, utilizando só material de agências, como se seu leitor desconhecesse o fato. 

Jornais para ninguém no dia seguinte de São Paulo


Deve ter sido o feriado de Primeiro de Maio. Só pode ser. Ou como explicar o pouco que os jornais de São Paulo avançaram para explicar a tragédia do desabamento?

Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), Metro (SP) e Agora (SP) foram extremamente conservadores na cobertura de hoje.

Nenhum aponta motivos para que alguém compre um exemplar mais de 24 horas depois do fogo no centro da cidade.

Ou seja, os jornais da cidade não cumpriram seu papel.


segunda-feira, 30 de abril de 2018

O piloto-automático dos jornais da RBS


A RBS é uma empresa moderna, que sempre procura antecipar-se em tendências. Semana passada, por exemplo, anunciou a integração das redações de seus produtos impresso, digital e rádio - independentemente dos motivos.

Apesar da alegada vanguarda, a empresa escorrega no conservadorismo de duas de suas principais marcas: os jornais Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS). Faça sol ou chova canivetes, o manual de jornalismo-clichê da RBS exige que nas capas de segunda-feira seus jornais publiquem "com o mesmo peso" os jogos de Grêmio e de Inter. Com fotos.

Acontece que o Grêmio jogou sábado à tarde. E hoje é segunda-feira. A RBS pensa que seus leitores ainda vivem em cavernas, alheios à TV, ao rádio e à Internet. Também à roda de amigos.

Não tem cabimento. O piloto-automático segue valendo no Sul do Brasil. E os especialistas em audiência da empresa não entendem os motivos para que a circulação venha caindo assustadoramente entre os jornais.