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domingo, 22 de outubro de 2017

Novo modelo gráfico em El Tiempo


O jornal El Tiempo (Bogotá, Colômbia) é a referência informativa colombiana. Exemplo de bom jornalismo, seriedade, informação confiável.

Há sete anos o jornal embarcou em uma proposta de transformar a edição impressa em algo parecido com uma tela de computador. Como se fosse um site. Sem editorias, com muitas cores e uma nova proposta de hierarquização.

A ideia (ESQ) foi sepultada ontem, sem muitas recordações positivas. Desde hoje, El Tiempo recupera elementos que o fizeram ter enorme sucesso em mais de 100 anos de história (DIR). Volta com o logotipo antigo. Reaparecem as editorias. Mais preto no branco.

Um projeto gráfico não faz o jogo virar. Mas ajuda. O novo desenho de El Tiempo é um retorno à seriedade. Talvez tenha exagerado a mão, voltado muito no tempo, mas com pequenos ajustes poderá ser o desenho correto para a Colômbia atual.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A pasteurização da informação



Por que em dia de mais bagunça em Brasília, prefeito trocando comida por ração, retorno de senador corrupto e tanto conteúdo local Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) optam por uma enorme foto da China na capa?

Por que os jornalões paulistanos se deixam seduzir pelo conteúdo de fora - que deveria revoltar os fotógrafos do time?

É porque esses jornais ainda seguem a cartilha de que o "importante", assim, entre aspas, deve receber o destaque do jornal. E nada mais equivocado do que entender que o que era importante no passado, hoje não passa de algo "interessante", mas nada "relevante".

Basta ver outros jornalões do mundo: The New York Times (Nova York, NY), El País (Madri, Espanha), Corriere della Sera (Milão, Itália) e até o El Mercurio (Santiago, Chile) - este último sem foto, mas com a manchete. A China, sempre a China em destaque.

Só que NYT, El País e Corriere conseguem agregar valor, com enviados especiais e grandes análises. Os latinoamericanos apenas seguem a pasteurização das agências de notícias.

Mais uma lição prática do que não deve estar na capa - mas os conservadores insistem. Enquanto isso, a circulação vai caindo.



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Jornalismo chapa-branca na Venezuela


O presidente Maduro abriu os cofres do país para que seus amigos comprassem os meios de comunicação. Assim a TV Globovisión e os jornais El Universal (Caracas, Venezuela) e Últimas Notícias (Caracas, Venezuela) viraram oficialistas.

A resistência, a duros golpes, é El Nacional (Caracas, Venezuela), mas isolado do mundo de anunciantes, que temem a presidências.

Pois é fácil ver nas capas como os meios impressos reagem à eleição de ontem, para governadores - em meio a todo tipo de fraude. Para entender o que ocorreu, é preciso ler El Nacional.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Jornal popular, capa de qualidade


A primeira página do Super Notícias (Belo Horizonte, MG) é a demonstração de que mesmo um jornal popular pode ser criativo e elegante.

A tragédia de Minas chocou todo o Brasil. Mesmo o jornal que costuma escancarar a dor.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A melhor capa sobre o massacre de Vegas


Não, não foi publicada nos Estados Unidos a melhor primeira página sobre a tragédia de Las Vegas. Talvez ainda aturdidos com a desgraça, os americanos foram extremamente conservadores.

A grande capa, que diz tudo com muito pouco, é do Libération (Paris, França). Absolutamente genial.

Com o perdão do trocadilho pela imagem, de tirar o chapéu.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Espanha dividida


À esquerda, jornais de Madri que condenam o plebiscito.

À direita, a imprensa da Catalunha, que se revolta com a violência e comemora a vitória.

A divisão espanhola já está nos jornais. E ainda há quem diga que a Espanha está unida. Francamente.



domingo, 1 de outubro de 2017

Defesa de posição na Espanha


O Sim e o Não têm adeptos bem claros na Espanha. Os jornais não escondem posição frente ao plebiscito de hoje.

El Punt (Barcelona, Espanha) escancara a opção pelo Sim. La Razón (Madri, Espanha) exatamente o contrário.

Jornais podem - e devem - defender posições. Mesmo as mais apaixonadas.