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quinta-feira, 19 de abril de 2018

O Povo e os outros


A notícia é rigorosamente a mesma: aumentou a pena para que dirigir bêbado. Pelo menos 5 jornais brasileiros escolheram o assunto para manchete.

Só que é possível ser burocrático, como Diário do Nordeste (Fortaleza, CE), Jornal do Commercio (Recife, PE), Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Metro (Rio de Janeiro, RJ), ou pensar 3 minutos e colocar a criatividade a serviço do leitor, como O Povo (Fortaleza, CE).

O grafismo inteligente é um aliado do bom jornalismo. Alguns ainda não se deram conta.






segunda-feira, 16 de abril de 2018

As capas-clichê de Porto Alegre


Todos iguais.

As capas de Zero Hora (Porto Alegre, RS), Metro (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) são idênticas. Tratam com o mesmíssimo peso os jogos do Grêmio (sábado) e do Internacional (domingo). Uma forma querer estar bem com as torcidas-leitores, ainda que tenham que permanecer em cima do muro.

É uma aula de jornalismo clichê. Criatividade Zero. Mesmos jogadores (autores dos gols). mesmo espaço. Enfim, um incentivo a não pensar. Assim fica fácil.



quarta-feira, 11 de abril de 2018

Capa sem foto. E precisa?


O Le Monde (Paris, França) é famoso por, entre outras coisas, evitar o uso de fotografias.

Até nas capas.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Como os americanos lembram o MLK50


Há 50 anos, um americano racista matou o reverendo Martin Luther King, defensor dos direitos para os negros, o homem do "I Have a Dream".

Vale recorrer algumas capas e avaliar as inspirações.

The Denver Post (Denver, CO) foca nos filhos de MLK, "ainda de luto". The Oregonian (Portland, OR) faz um apanhado das ideias de King 50 anos depois. E conclui que a maioria de suas lutas seguem sem sucesso.



The Atlanta Journal-Constitution (Atlanta, GO), jornal da cidade natal de MLK, narra o ano exato entre o discurso de King na Igreja Riverside, de Nova York, até o assassinato. Enquanto The Commercial Appeal (Memphis, TN), cidade onde foi alvejado, publica a capa em P&B, mas apenas com o factual.




The Boston Globe (Boston, MA) é burocrático, já The Tennessean (Nashville, TN) faz uma graça gráfica para lembrar o líder, morto no Estado.




The Baltimore Sun (Baltimore, MD)faz uma releitura da passagem de MLK pelo cenário americano, enquanto The Dallas Morning News (Dallas, TX) é extremamente criativo e traça o perfil dos sem-teto que vivem na rua Martin Luther King, em Dallas.



The New York Times (Nova York, NY) é sempre genial, apesar da edição "feijão-com-arroz". Avalia como os americanos estão vivendo desde a morte de MLK. E o USA Today (McLean, VA) faz uma ótima reportagem sobre as ruas de Memphis, onde King morreu.






Para encerrar, The Seattle Times (Seattle, WA) busca na memória dos leitores que mundo era aquele de 04 de abril de 1968. E The Salt Lake Tribune (Salt Lake City, UT) fala da vida dos negros a partir de quatro alunos da universidade local.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Alô, alô, Gramado


Não custa repetir: um jornal que circula terça-feira não pode, em nenhuma hipótese, sair com foto principal obtida no fim de semana.

O problema relatado hoje pelo Jornal de Gramado (Gramado, RS) resolveu-se domingo, quando os turistas se foram. Quando há interesse editorial em denunciar o tema, em busca de soluções, que não se fale em "feriadão". Basta tratar o caos de trânsito como algo crônico, que se repete a cada vez que a cidade é invadida por turistas.

Mas aí a pegada é outra, com análises e proposta de soluções.

R.I.P., Winnie


Quando um símbolo da resistência morre, não há porque brigar com a notícia.

Descanse em paz, Winnie. É o que deseja o povo da África, do Reino Unido e do mundo. Alguns com esmero gráfico, outros não.

The Citizen (Joanesburgo, África do Sul), The Star (Gauteng, África do Sul), Cape Times (Cidade do Cabo, África do Sul), The Mercury (Durban, África do Sul), The Guardian (Londres, UK), The Herald (Glasgow, UK) e Business Day (Joanesburgo, África do Sul)






terça-feira, 20 de março de 2018

Deu no The Washington Post


O assassinato de Marielle Franco - e tudo o que esse ato representa - está na capa do The Washington Post (Washington, DC).

Assunto principal.

A notícia sobre a barbárie ultrapassou fronteiras e chegou ao jornal que denunciou o Watergate.

A reportagem completa está aqui.