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sábado, 18 de novembro de 2017

O limite entre editorial e comercial


Alto lá!

É verdade que a divisão Igreja-Estado é coisa do passado na imprensa. Editorial deve colaborar com comercial, afinal sem dinheiro não há empresa que se sustente.

Só que há limites.

Zero Hora (Porto Alegre, RS) parece não entender até onde é possível ter uma convivência pacífica. O anúncio da capa de hoje extrapolou o bom senso. Se transformou na principal aposta de capa.

E só na última linha, em corpo pequeno, aparece a informação: conteúdo publicitário. Discreto. Quase sumido.

Das duas uma: ou o valor pago pelo anunciante foi absurdamente alto e serviu para equilibrar as contas - que não fechavam, ou a Redação perdeu o controle sobre o conteúdo editorial.

Uma manchete mal construída


Não basta ter a informação, é preciso saber apresentá-la.

O Jornal da Cidade (Bauru, SP), que ainda acredita que a capa é um shopping center - com inúmeras ofertas que ninguém vê - tinha uma boa informação, mas pecou na elaboração da manchete. E se deu mal.

Parece uma notícia: um motorista estressado se desconcentrou e atrapalhou o trânsito.

Só que não.

É resultado de pesquisa. Mal utilizada. Mais um dos equívocos constantes do Jornal da Cidade.

A imagem como aposta


O jornal A Notícia (Joinville, SC) tem uma aposta clara para o fim de semana: a ameaça de destruição do meio ambiente.

Por isso vale a manipulação da imagem, tudo em preto e branco e apenas o pássaro a cores.

Funcionou.

O dia seguinte do Extra


Um jornal precisa saber como trabalhar o dia seguinte de uma grande aposta.

Hoje o Extra (Rio de Janeiro, RJ) mandou bem.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Extra quase bom


A ideia do Extra (Rio de Janeiro, RJ) é ótima: os deputados que decidem hoje se amolecem para seus parceiros ou se confirmam o que diz a justiça.

Nome, foto e partido.

Faltou algo para funcionar bem: o contato de cada um. Telefone e e-mail. É a maneira de pressionar cada deputado.

Mas a capa, de qualquer maneira, é impactante.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Faltou pensar que estamos em 2017


Editorialmente, palmas para o Estado de Minas (Belo Horizonte, MG), que traz um furaço na edição de hoje.

Mas se uma empresa de comunicação ainda se considera "um jornal e pouco mais", seu futuro é incerto.

Como?

Sim. Basta navegar pela página do EM para decepcionar-se por completo, pela incapacidade do jornal em entender que quem só se planeja para o papel está fora do jogo. Não há nenhum complemento digital para a matéria. Absolutamente nada. É a repetição do papel.

Não faz sentido, em 2017, pensar em uma grande matéria apenas para o papel - e iludir-se que vai vender mais cópias nas bancas.

Gol contra. Oportunidade perdida.

É preciso ir além da notícia


Aécio Neves usou seu poder e tirou Tasso Jereissati da presidência do PSDB. Ontem. E todo o Brasil já sabe disso.

A missão dos jornais é ir mais além, explicar, repercutir. Ou ficará obsoleto e não valera cada real cobrado por um exemplar.

Tasso é cearense. Por isso é mais do que óbvio que os jornais do Ceará precisam tratar do tema com a cor local.

O Povo (Fortaleza, CE) fez isso, trouxe a informação repercutida pelo senador destituído.

Diário do Nordeste (Fortaleza, CE) considerou-se um jornalão e apenas re-noticiou o que o Ceará já sabia. Isso não vale R$ 3.