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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

As fotos contam histórias

Fotografia é informação - ainda que muitos impressos a trate como um complemento, uma "ocupação de espaço".

No encontro do novo primeiro-ministro inglês Boris Johnson com a chanceler alemã Angela Merkel, cada jornal tem uma visão - otimista ou pessimista - revelada pelas fotos de capa.

Um passeio por The Daily Telegraph (Londres, UK), The Guardian (Londres, UK), Die Welt (Berlim, Alemanha), The Independent (Londres, UK), El País (Madri, Espanha), Financial Times (Londres, UK), Süddeutsche Zeitung (Munique, Alemanha) e The Scotsman (Glasgow, Escócia) mostra que as imagens contam mais do que apenas um encontro de líderes.







terça-feira, 20 de agosto de 2019

Jornais não podem brigar com a notícia


São Paulo viveu ontem um dia muito estranho. Às 15h, uma nuvem pesada e escura tomou conta do ceu. Não era ainda o dia do "juízo final", mas a sensação de algo muito estranho - que poderia ser uma mistura de chuva com fumaça de queimadas - assustou os paulistanos. E ainda hoje é assunto de 9 entre 10 habitantes da cidade.

Os jornais trabalham com planejamento. Se esforçam para cumprir ótimas ideias que surgem em reuniões de pauta acaloradas e criativas. Mas a melhor ideia planejada não pode ser "intocável". Se a notícia relevante acontecer, muda-se o planejamento.

O Estado de S. Paulo (SP) mudou o planejamento e rasgou uma linda foto da "noite antecipada" na capa.

Folha de S. Paulo (SP) preferiu manter a também linda imagem do contraste entre o Morumbi e Paraisópolis. Mas sonegou a foto do dia.

Não se pode brigar com a notícia. Planejamento sim, teimosia não.

sábado, 17 de agosto de 2019

O Meia Hora e suas grandes sacadas


Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) é um jornal irreverente, que procura ocupar o espaço dos históricos populares que divertiam a malandragem carioca.

Aí aproveita-se dos deslizes dos políticos e consegue criar capas com duplo sentido e muita criatividade.

PS: do FaceBook do colega Renato Dorneles

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Três leituras das mesmas fotos


 Com as mesmas fotos - distribuídas por agências internacionais - é possível customizar capas, alterando a ordem ou cortando algumas imagens. Isso chama-se edição fotográfica.

National Post (Toronto, Canadá), El Tiempo (Bogotá, Colômbia) e Süddeutsche Zeitung (Munique, Alemanha) interpretam, cada um de sua maneira, os protestos de Hong Kong.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Um jornal que merece respeito


The Washington Post (Washington, DC) é um jornal genial. Ao mesmo tempo em que investe pesado em tecnologia e aposta no Digital, valoriza a edição impressa com ideias criativas que justificam a compra de cada exemplar de papel.

Na edição de ontem, por exemplo, um suplemento de 12 páginas com a lista dos 1.196 mortos (desde 1966) em ataques de atiradores desequilibrados, que descarregam armas sobre inocentes. Uma homenagem a quem perdeu a vida sem motivos.

A edição do suplemento The Lives Lost (As Vidas Perdidas) é uma crítica ácida à política armamentista de Donald Trump. Com ideias originais é possível se posicionar sem sequer citar o nome do presidente.

The Washington Post faz jornalismo puro, da melhor qualidade.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Na rotativa do NYTimes: "Parem as máquinas"


O chefe da edição impressa do The New York Times (Nova York, NY), Tom Jolly, precisou voltar atrás e interromper ontem a rodagem do jornal por um título que provocou a ira dos leitores (nos EUA é hábito a capa do jornal ser divulgada por redes sociais e TVs na noite da véspera).

Na primeira versão, oficialista, o jornal "comprava" a explicação de Donald Trump para a tragédia de El Paso. Na segunda, enfim, há uma crítica à falta de posicionamento na política de combate às armas.

As reclamações vieram de democratas - deputados, senadores - e de leitores anunciando a suspensão da assinatura do jornal. Ao ver o tamanho do estrago, rapidamente Jolly mandou parar a rodagem e substituiu o título polêmico.

PS: colaboração do atento Jeison Rodrigues, via Alexandre Aguiar.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O fim de um popular


Notícia Agora (Vitória, ES) nasceu na onda dos jornais populares que invadiram o país em torno ao ano 2000. Em cada capital pipocava um (ou mais de um) popular, com linguagem acessível e a fórmula BBB (Bola, Bala e Bunda).

Curiosamente, enquanto os populares conquistavam Belo Horizonte, Goiânia e Porto Alegre, por exemplo, em Vitória a situação era diferente. Por isso o o jornal do Grupo Gazeta se reinventou há sete anos, virou NA!, navegou por ares de serviço, futebol e celebridades. Mas mesmo assim não decolou.

Hoje, o NA! chegou às bancas pela última vez.