Imprima essa Página Mídia Mundo: 2020

sábado, 26 de setembro de 2020

Mídia Mundo Ideias #5 - Design e branded content, com Gil Dicelli

Dúvidas sobre o que é branded content? 
E sobre o design para jornais, ainda pensa que isso não é jornalismo?
Então assista ao papo do Mídia Mundo Ideias #5, com Gil Dicelli (O Povo, CE).
A cada frase, uma nova ideia.

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Mídia Mundo Ideias #4 - Andrea Miranda e a estratégia dos Verticais de Conteúdo

A entrevista com Andrea Miranda, editora-chefe de El Debate (Culiacán, México) está legendada na página do You Tube do Projeto Mídia Mundo Ideias.

Andrea deu várias dicas de como montar e gerenciar verticais de conteúdo, criando assim novas fontes de receita para os grupos de comunicação.

Vale muito a pena assistir.

Capa de luxo da New Yorker


Para quem gosta de bom jornalismo, a capa da revista The New Yorker (Nova York, NY), em homenagem à juiza Ruth Bader Ginsburg, morta na semana passada.

Não é preciso legenda ou título para se entender a mensagem.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

O que houve com a Folha?



O Presidente da República mentiu ontem em seu discurso para a abertura da Assembleia Anual da ONU. Não se trata de juízo de valor, de ser próou contra Jair Bolsonaro. O fato é que ele levou dados mentirosos e ainda acusou índios pelas queimadas da Amazônia e a imprensa de ser contra a pátria. 

Os colunistas se posicionaram sobre os absurdos ditos pelo Presidente, mas curiosamente a Folha de S. Paulo (SP) produz a mais "amável" manchete que Bolsonaro pudesse sonhar.

O Estado de S. Paulo (SP), pelo menos, acusa o Presidente de ter "distorcido" os dados. Pelo menos é um avanço.
 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Comparando três capas de uma mesma cidade




Vale a pena olhar com atenção as capas dos três jornais pernambucanos hoje (ainda que nem todos estejam circulando como impresso - e sim como PDF).

Diário de Pernambuco (Recife, PE), Folha de Pernambuco (Recife, PE) e Jornal do Commércio (Recife, PE) têm a mesma manchete e o mesmo assunto na foto principal.

O JC consegue, pelo menos, levantar um "contraditório" na linha fina. Os demais nem isso avançam, optam pela notícia pura e dura.

Já na imagem, o DP chegou mais tarde e mesmo assim ficou com a foto mais interessante: só os pés, sem o corpo da estátua caído. Mas a água do rio ao fundo. FP e JC foram pelo habitual, o fato.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Mídia Mundo Ideias #3 - Fabrício Cardoso e a importância do bom jornalismo

O editor-executivo de O Popular (Goiânia, GO) foi o convidado do Mídia Mundo Ideias #3. O papo andou desde formação de jornalistas até o desafio de produzir bom jornalismo em qualquer cidade, em qualquer empresa, como forma de enxergar um futuro para as empresas.

OBS: a conexão estava ruim, principalmente no começo da live. Mas vale conferir.


sábado, 19 de setembro de 2020

Mídia Mundo Ideias #2 - Antonio Martín, designer de meios de comunicação

 Antonio Martín, designer espanhol, foi o parceiro do segundo Mídia Mundo Ideias. 

Vale conferir (com legendas em português).


A morte da juíza nos jornais


Morreu a juíza Ruth Bader Ginsburg, da Suprema Corte dos Estados Unidos. E nenhum impresso americano fez a diferença.

É mais do mesmo.











 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Mídia Mundo Ideias #1 - Alan Gripp, Diretor de O Globo

No primeiro encontro do Projeto Mídia Mundo Ideias, o Diretor de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), Alan Gripp, contou bastidores da operação jornalística, do processo de criação e do cotidiano de uma redação multimarcas e multiplataforma.

Vale assistir com calma.



sábado, 12 de setembro de 2020

NYTimes quebrando dogmas


 


The New York Times (Nova York, NY) conseguiu hoje dar duas lições de bom jornalismo em uma só matéria.


1) A ilustração de capa, bem bolada, onde o leitor consegue identificar imediatamente a diferença entre brancos e "o resto do mundo" quando se fala de cargos de liderança em empresas americanas - apesar da composição da etnia da população.


2. Ensina que uma boa matéria pode ser publicada antes nos meios digitais e depois no papel, sem nenhuma perda de importância. A mesma matéria da capa de hoje (12 de setembro) foi ao ar no site do NYT quarta-feira, dia 09.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

O fracasso americano

 

Os Estados Unidos ainda não chegaram às 200 mil mortes por Covid-19, mas falta pouco.


A revista Time (Nova York, NY) se antecipa e marca a agenda com uma linda capa para não deixar dúvidas de quem é a responsabilidade.


Em época eleitoral, vai dar o que falar.

domingo, 6 de setembro de 2020

Vem aí o Midiamundo Ideias


Serão 10 entrevistas, "live", com personagens do mundo do jornalismo - brasileiros ou não. Bate-papo livre, direto, objetivo como um texto bem editado.

O projeto quer provocar reflexão, levantar novas ideias criativas para que as soluções apareçam.

A partir do dia 14 de Setembro. Em breve a primeira grade de entrevistados.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Charlie não baixa a guarda


Começou hoje o julgamento dos responsáveis pelo atentado ao Charlie Hebdo (Paris, França), ocorrido em janeiro de 2015.

Para marcar bem a data - e exigir justiça - a revista republicou as charges que têm como personagem o profeta Maomé, motivo que irritou os autores do atentado.

"Tudo por causa disso", diz a manchete.

domingo, 30 de agosto de 2020

Como não dizer nada na manchete


A pandemia trancou as pessoas em casa. Menos gente circulando significa menos acidentes de trânsito, menor número de multas, menor consumo no comércio e...menos assaltos, é claro.

O Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) tenta ganhar pontos com seu nicho popular ao comemorar a redução dos assaltos na cidade. Só esquece de dizer que as pessoas não estão nas ruas. Ou seja, nada mais esperado do que reduzir a quantidade de crimes.

A típica manchete-pegadinha.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

O infográfico que não deixa dúvidas


Está na página 21 da Folha de S. Paulo (SP) de hoje. Um enorme infográfico que conta absolutamente tudo sobre a Covid-19.

A Folha está se superando em contar histórias por gráficos. Uma aposta certeira que justifica a compra de um exemplar.

Todos os dias novos e invejáveis gráficos. Sem exageros, sem firulas, apenas com a informação na medida certa.

sábado, 22 de agosto de 2020

Impresso com cara de impresso


O Jornal ABC (Novo Hamburgo, RS) está fazendo jornalismo, em sua melhor definição.

Quando o noticiário do dia a dia conta mortes por Covid, vagas em UTIs, discussões sobre reabertura do comércio e das escolas, o que oferece a edição do fim de semana? Histórias de "gente como a gente".

A volta por cima do operário Jotair é uma inspiradora história que cabe 100% em um jornal impresso. Vai mais longe, explica, anima. É para isso que serve um impresso de fim de semana.

Boa escolha editorial.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Impresso descartável


Qual o sentido de publicar um jornal no Nordeste e dar uma manchete que ocorreu entre Minas Gerais e Espírito Santo às 07 da manhã da véspera?

Folha de Pernambuco (Recife, PE) ignorou os temas locais e não conseguiu avançar um só centímetro na notícia-aposta. Um erro de amador.

Os impressos descartáveis estão em vias de desaparecer.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Novidade entre os impressos catarinenses



Desde que o Diário Catarinense (Florianópolis, SC) decidiu deixar de circular em dias úteis, o Notícias do Dia (Florianópolis, SC) passou a ser líder e dono do mercado na Região Metropolitana catarinense.

E nem mesmo a pandemia de coronavírus fez o jornal pisar no freio. Sexta-feira o ND lançou novo projeto gráfico, ao comemorar 14 anos de vida. Nos últimos meses, o jornal tem reforçado o time de colunistas e está conseguindo ocupar a rotina do catarinense.

Com um pouco de criatividade, o ND mostra que o impresso tem futuro. Basta encontrar o caminho correto.

PS: obrigado pelo alerta, Cláudio Thomas

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Imagens de máscaras sempre rendem


Está na capa da revista Der Spiegel (Hamburgo, Alemanha) e do jornal O Tempo (Belo Horizonte, MG): a máscara.

As fotos de pessoas utilizando máscaras ainda surpreendem. Por isso vale a capa.

Verdade que no semanário alemão a pauta é sobre a necessidade de utilizar máscara, mesmo que ninguém goste. E no diário mineiro a matéria é sobre o uso correto ou não pela população.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Pão e circo no RS


O Brasil alcançou a nada invejável marca de 100 mil mortos por Covid-19 sábado. Por estratégia editorial e redução de custos, os impressos gaúchos não circulam aos domingos. Até aí, tudo bem.

Com uma notícia tão brutal ocorrida no sábado, o que é possível fazer na edição de segunda-feira, para recuperar a perda? Uma mega reportagem, com estatísticas, entrevistas, análises, talvez puxando a realidade para a região. Só que não.

Os dois maiores jornais gaúchos, Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS) abrem espaço para o futebol e quase esquecem de falar da pandemia.

Bola fora.

domingo, 9 de agosto de 2020

Dignidade na tristeza


100 mil mortes.

E subindo.

Qualquer homenagem é pequena diante da tragédia. Folha de S. Paulo (SP) e O Globo (Rio de Janeiro, RJ) deram um pouco de dignidade a essas vidas perdidas.

sábado, 8 de agosto de 2020

O editorial da Folha, extremamente necessário

Luto

Mortos pelo vírus chegam aos 100 mil, e Bolsonaro segue indiferente à tragédia


Aos poucos o país vai voltando ao normal ­—um normal de incúria diante do sofrimento da população. Alcançamos a marca de 100 mil mortos por Covid-19, e por toda parte se vê o abandono progressivo do distanciamento social.
Cem mil mortos em cinco meses. Nessa marcha, o novo coronavírus terminará 2020 como terceira maior causa de morte no país, atrás somente das doenças cardiovasculares e do câncer.
Governadores e prefeitos que se jactavam de sucesso, a exemplo de estados da região Sul, assistem impotentes à alta descontrolada de casos, já nos 3 milhões, e óbitos.
O Brasil ocupa a segunda posição em número absoluto de contaminados e mortos, após os EUA, que chegam a 160 mil falecimentos (em proporção populacional, já os alcançamos). Não é improvável que os ultrapassemos, pois aqui ainda se testa pouco e mal, e a epidemia segue fora de controle em várias localidades.
A cada sete mortos no mundo, um é brasileiro. A média diária de mais de mil mortos por dia se repete por dois meses inteiros. Não é, não deveria ser normal.
O péssimo desempenho do poder público no enfrentamento da pandemia se mostra tanto mais revoltante por evitável. Afinal, o primeiro caso no país se registrou dois meses após o vírus começar a grassar na China; na primeira morte, em meados de março, a Covid-19 já tinha prostrado a Itália.
Os governos tiveram tempo e tinham o Sistema Único de Saúde a postos para uma reação coordenada. Não foi tampouco falta de recursos, em que pese a crise orçamentária, porque agora se despejam dezenas de bilhões em ajuda emergencial sem que se tenha visto prevenção mais eficiente.
O maior responsável pela tragédia se chama Jair Bolsonaro. Em vez de liderar uma ação nacional, negou a gravidade da emergência de saúde pública, promoveu aglomerações e falsas terapias, como a cloroquina, e colheu oito casos de ministros infectados (outro provável recorde mundial), além de si próprio e da primeira-dama.
Alguns comemoram, no presente, o suposto advento de uma imunidade coletiva como chamado para arrebanhar clientes desgarrados de bares, restaurantes, academias e centros de compras —não das escolas, paradoxalmente. Epidemiologistas, entretanto, descartam que se tenha alcançado tal limiar.
Não há panaceia nem vacina por ora. Infeliz a nação que tem necessidade de heróis, disse Bertolt Brecht; mais que infelicidade, a desdita do Brasil é nem mesmo poder contar com um presidente e um ministro da Saúde efetivo neste momento de luto.

A triste marca dos 100 mil


O Brasil acaba de superar os 100 mil mortos pela Covid-19. Era um fato previsível para hoje, por mais triste que seja.

Mas curiosamente nem todos se prepararam para enfrentar essa marca. O Estado de S. Paulo (SP) e O Povo (Fortaleza, CE) souberam dar dignidade à vergonha nacional.

Tão logo os 100 mil foram alcançados, o site da Folha de S. Paulo (SP) saiu com um material de alta qualidade.


Extra e seu humor ácido


Extra (Rio de Janeiro, RJ), bem humorado como sempre.

Humor,  mais necessário do que nunca.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Estadão faz homenagem às vítimas


O Estado de S. Paulo (SP) sabe o peso que a cidade de São Paulo tem entre seus leitores. Por isso a chegada das 10 mil mortes por Covid é tratada com enorme destaque - e inteligência.

Quando essa marca foi alcançada no país foi O Globo (Rio de Janeiro, RJ) que deu o alerta.

Possivelmente no sábado o Brasil chegará a 100 mil mortes. Quem se planejar poderá fazer uma capa histórica - reforçando o papel do impresso na vida do cidadão.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Coincidência significativa


É cada vez menos raro que um grande jornal americano aposte em um gráfico na capa. Raro é que dois gigantes apostem em um mesmo gráfico no mesmo dia.

Hoje The New York Times (Nova York, NY) e The Washington Post (Washington, DC) publicam como principal assunto de capa o gráfico de crescimento - e queda - da economia nacional.

Assunto importante tem prioridade. A forma como o tema é apresentado precisa ser aquilo que o leitor deseja. Nada de fotos de ministros.

Um passo importante, que deveria ser copiado por todos.

domingo, 26 de julho de 2020

Deu de novo no The New York Times


A pandemia está na Amazônia.

A tragédia, vista com relativa normalidade entre os políticos brasileiros, mexe com a sensibilidade do principal jornal do mundo, o The New York Times (Nova York, NY).

Reportagem de capa neste domingo.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Linguagem nova x Linguagem tradicional


Jornais impressos por muitos e muitos anos serviram para publicar notícias e só notícias. E, por questões econômicas - custo do papel e impostos - era necessário colocar muitas informações em uma mesma página.

Só que o mundo mudou - pelo menos em alguns países.

O jornal ABC (Madri, Espanha) trabalha o conceito de jornal-revista, desde sua mais recente reforma gráfica. Libération (Paris, França) já nasceu com essa ideia.

Mas em outras sociedades ainda sobrevive o modelo tradicional. Hürriyet (Istambul, Turquia) e Ta Nea (Atenas, Grécia) seguem como se o tempo não houvesse passado.