Imprima essa Página Mídia Mundo: 2017

terça-feira, 18 de julho de 2017

Dois escorregões na terça


Às vezes falta dar uma última olhada na capa antes de enviar às rotativas.

Jornal do Commercio (Recife, PE) tem manchete sobre estatística positiva (geração de empregos) e quadro de estatística negativa (assassinatos). Mas o olhar associa automaticamente os dois fatos - que não têm nenhuma relação.
Faltou uma leitura do conjunto da obra.

Metro (Belo Horizonte, MG) quis homenagear Marcelo Melo, tenista número 1 do ranking de duplas no mundo. Só que a partida que definiu a nova posição do mineiro aconteceu sábado (e está na foto). Se a relação é com o fato (já conhecido) de ontem, a imagem deveria ser outra. Ou o jornal passa recibo de empurrar notícias velhas.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A sutileza das imagens


A notícia é a mesma: a visita de Donald Trump à França.

Mas com inteligência criativa é possível contar algo mais do que apenas um encontro com o presidente francês Emmanuel Macron.

The New York Times (Nova York, NY) abusa da bazuca da tropa, enquanto The Washington Post (Washington, DC) mostra que as primeiras-damas estão pensando em outra coisa.

USA Today (McLean, VA) é ufanista, com o abano de Trump e The Wall Street Journal (Nova York, NY) é sério, sem interpretações.

As imagens contam algo mais. É preciso saber usá-las.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Enfim uma capa criativa


A capa de A Capa.

Original, conta muito em poucas palavras.

Lula lá entre os hermanos

Lula é manchete dos principais jornais da América Latina. Ora com imaginação, ora com informação.

Clarín (Buenos Aires, Argentina) e El Mercurio (Santiago, Chile) vão pela notícia.

El Espectador (Bogotá, Colômbia) e El Observador (Montevidéu, Uruguai) ousam um pouco mais.






Cobertura previsível no caso Lula. E um deslize


Que Lula foi condenado pelo juiz Moro a 9 anos e meio, o Brasil inteiro sabe desde ontem à tarde.

O que os leitores de Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) não sabiam é que o exemplar que lhes custou R$ 4 traria uma manchete tão óbvia que o jornal deveria devolver-lhes o dinheiro.

Mas mesmo quem tentou inovar não chegou a lugar algum. E deu mais razão às broncas do ex-presidente.

Metro (SP) é básico, tentando inovar com o desenho. Não conseguiu.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) vai por uma lado agressivo e acusatório que, por tabela, quase absolve antecipadamente o atual presidente - envolvido em escândalos aparentemente bem maiores. Enquanto Extra (Rio de Janeiro, RJ) distila um ódio que não combina com a criatividade habitual de suas capas.





quarta-feira, 12 de julho de 2017

Na capa a imagem que chama a atenção

Como escolher a foto de capa?

Jornais do mundo inteiro ainda derrapam quando devem publicar uma foto na capa. A maioria ainda vai pelo "importante", basta ver a quantidade de jornais que hoje saíram com a "ocupação" da mesa do Senado.

The New York Times (Nova York, NY), The Dallas Morning News (Dallas, TX) e principalmente Frankfurter Allgemeine (Frankfurt, Alemanha) ensinam hoje que o mundo mudou.

E é preciso olhar a capa com olhos mais modernos.




segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ideia fácil e direta


O número em si diz pouco.

Mas quando os valores se traduzem em gráficos fáceis de ler, como fez o Metro (Maringá, PR), o leitor agradece.

Muitas vezes não é preciso ser um super desenhista ou infografista para contar uma história.

Basta querer. E fazer.

sábado, 8 de julho de 2017

Trump e Putin, juntos e ao vivo




Quando acontece algum fato "parem as máquinas", acaba nas capas de quase todos os jornais do mundo.

O encontro Trump-Putin é um exemplo. Nas capas dos americanos The Wall Street Journal (Nova York, NY), The New York Times (Nova York, NY) e The Washington Post (Washington, DC), além de Asahi Shimbun (Tóquio, Japão), The Weekend Australian (Sidney, Austrália), El Tiempo (Bogotá, Colômbia), Corriere della Sera (Milão, Itália), El País (Madri, Espanha), Frankfurter Allgemeine (Frankfurt, Alemanha) e The Times (Londres, UK).







quinta-feira, 6 de julho de 2017

Na Venezuela, para se saber algo, é preciso ler a imprensa estrangeira


O parlamento venezuelano foi invadido ontem por manifestantes ligados ao presidente Maduro - alvo de mais processos de impeachment que Michel Temer. Cinco deputados (da oposição) foram feridos.

Só que a técnica de Maduro é diferente da de seu colega brasileiro: empresários que se beneficiam de sua política econômica compraram os dois maiores jornais do país, Últimas Notícias (Caracas, Venezuela) e El Universal (Caracas, Venezuela) e os transformaram em panfletos bolivarianos.

Hoje, para entender o que passa no país, os venezuelanos precisam ler as entrelinhas dos jornais que vivem sob o medo da intervenção, como El Nacional (Caracas, Venezuela) e Diario 2001 (Caracas, Venezuela), ou ler o que se publica no exterior, em El Mercurio (Santiago, Chile) ou El Tiempo (Bogotá, Colômbia).

Está difícil ficar bem informado em terras venezuelanas.





sábado, 1 de julho de 2017

O casamento do ano


Um casamento nas principais capas da Argentina - e algumas da Espanha?
Bem, é o casamento do ídolo maior.
La Capital (Rosario, Argentina) deu capa monotemática, afinal a festa foi em terras rosarinas. Mas o casamento de Leonel Messi está também em Clarín (Buenos Aires, Argentina), Crónica (Buenos Aires, Argentina), Los Andes (Mendoza, Argentina), La Nación (Buenos Aires, Argentina), Olé (Buenos Aires, Argentina), além de Mundo Deportivo (Barcelona, Espanha) e Sport (Barcelona, Espanha), esse último com um enviado especial.


quinta-feira, 29 de junho de 2017

A falta que o jornalismo sério faz


Sem imprensa livre, um país desconhece a realidade.

Para entender o que houve na Venezuela ontem não adianta procurar em El Universal (Caracas, Venezuela), El Nacional (Caracas, Venezuela), Diario 2001 (Caracas, Venezuela) ou Últimas Noticias (Caracas, Venezuela).

Será preciso consultar The Wall Street Journal (Nova York, NY) ou Corriere della Sera (Milão, Itália).