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quarta-feira, 3 de junho de 2026

A festa das informações não confiáveis

 

Saiu na semana passada o levantamento do Poder360 (Brasília, DF) sobre assinantes dos principais veículos do Brasil. Mas a salada de informações é mais um problema do que um quadro explicativo confiável.

Por partes:

Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) aparecem na liderança. Por coincidência, os dois são auditados por uma empresa contratada (PwC) e não pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), o único instituto aceito pelo mercado - que audita todos os demais brasileiros. Critérios diferentes, confiabilidade idem. Ou seja, aqui se compara laranjas com bananas.

A queda de 16,5% de Zero Hora (Porto Alegre, RS) é assustadora. Ou o número de 2024 era inflado, ou o produto piorou muito. Vox Populi, Vox Dei.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) e O Popular (Goiânia, GO) estão se equilibrando sobre o nada. Quando os anunciantes descobrirem, não haverá mais saída.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) parece estar fazendo o trabalho mais regular e confiável. Isso é chave para o futuro sustentável. Aliás, o diário carioca foi o único brasileiro vencedor do prêmio mundial da WAN-Ifra, anunciando ontem.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Desenhos de crianças


O diário Ara (Barcelona, Espanha) é escrito em catalão e cuida dos princípios da autonomia da região.
Semana passada decidiu homenagear os pequenos no Dia Internacional das Crianças e saiu com a edição impressa sem qualquer foto. Só desenhos de crianças, sobre o tema da matéria. Ficou muito bom.

No Brasil, O Popular (Goiânia, GO) já havia feito algo muito semelhante no Dia das Crianças de 2015. Com enorme repercussão.

É uma pena que os impressos não entendem o "canhão" que têm em mãos e esquecem de promover a criativade como Ara e O Popular com maior frequência.




 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Estadão vai deixar de ser standard


A notícia do colunista Guilherme Amado, no Metrópoles (Brasília, DF), mexeu com os gestores dos grandes meios impressos do Brasil. O Estado de S. Paulo (SP), mais de 100 anos de história, vai adotar o formato berliner a partir de 17 de outubro.

Não chega a ser uma surpresa gigantesca, uma vez que a mudança para o formato compacto pode reduzir os custos industriais em até 30%. Surpresa é o conservador Estadão virar berliner antes dos demais jornalões. Mas deve ter seus motivos.

Agora é preciso esperar os movimentos do jornal dos Mesquita. Sem dúvidas Folha de S. Paulo (SP) e O Globo (Rio de Janeiro, RJ) vão acabar seguindo o mesmo caminho. Como já fizeram O Popular (Goiânia, GO), Correio* (Salvador, BA) e tantos outros, no Brasil e no mundo. 

Só que a redução no formato não é coisa para amadores. Não basta cortar papel. Sem uma estratégia e um desenho adequado, a tentativa fracassa.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Desconexão entre impressos regionais e leitores


É muito curioso o comportamento dos impressos nessa segunda-feira, logo depois do país alcançar a nada invejável marca dos 500 mil mortos por Covid-19.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e O Dia (Rio de Janeiro, RJ) souberam dar a dimensão necessária à barbárie. Ainda que de tão grave, o fato mereceria um editorial na capa. No mínimo.

Mas chama a atenção o desprezo que líderes regionais adotaram com o triste fato. Sem edição aos domingos, eles quase ignoraram os 500 mil nas capas de hoje.

Zero Hora (Porto Alegre, RS) dá manchete de votação na Câmara e foto gigante de um jogo de futebol. O Popular (Goiânia, GO) ignora por completo os 500 mil mortos. E O Tempo (Belo Horizonte, MG) pelo menos publica a foto das 500 mil rosas em Copacabana. 

Os impressos mostram-se completamente fora da realidade de seus leitores.




quarta-feira, 24 de março de 2021

Recorde de mortos - Quem foi mal


É impressionante como relevantes impressos brasileiros não souberam solucionar a capa para impactar com os absurdos números de mortos por Covid. A hora é de revolta, é o que se espera de um jornal.

O Estado de S. Paulo (SP) preferiu manter a decisão do STF na manchete. Não conseguiu entender o tamanho da informação que tinha em mãos, que aparece timidamente em uma submanchete. A foto é de um alegre vacinado. Tudo que não deveria ilustrar a capa de hoje.

A Tarde (Salvador, BA) é ainda mais fora do tom, com maior destaque a uma inócua ação rejeitada do presidente. O Popular (Goiânia, GO) fala da fila de leitos, mas nenhuma palavra sobre o recorde. Se fechou mais cedo, deveria ter reaberto, tamanha a relevância da informação. Zero Hora (Porto Alegre, RS), por sua vez, dá o recorde em manchete, mas não muda nada em uma capa planejada. Ou seja, não avança, sequer com um gráfico, prefere uma foto de pouca informação.

O também gaúcho Correio do Povo (Porto Alegre, RS) parece estar em outro mundo. Ou dá chances a que se suspeite que há maracutaia na escolha da manchete. Uma promessa do Presidente - entre outras tantas - não pode ganhar espaço nobre. É uma bofetada no leitor. Como também parece inacreditável o Correio* (Salvador, BA) comemorar 1 milhão de vacinados em dia de mais de 3 mil mortos. Não combina. Assim como O Tempo (Belo Horizonte, MG), que escolhe o pior dia do ano para promover a campanha pela vacinação, que sequer foi lançada ontem.

Para todos os que ficaram devendo, uma dica: o Brasil ultrapassou a nada invejável marca de 300 mil mortos por Covid-19. É hora de marcar presença e posição na capa de amanhã.

 

sexta-feira, 19 de março de 2021

O dia em que não é preciso manchete


O estado de Goiás ultrapassou a marca de 10 mil mortos. A triste notícia não orgulha ninguém, só envergonha a inércia do poder público, que faz muito pouco para evitar a barbárie.

O Popular (Goiânia, GO) publica uma capa histórica, sem palavras. Apenas uma foto dramática e um número que não deixa dúvidas.

Hoje é um dia em que a manchete não faz falta. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Mídia Mundo Ideias #3 - Fabrício Cardoso e a importância do bom jornalismo

O editor-executivo de O Popular (Goiânia, GO) foi o convidado do Mídia Mundo Ideias #3. O papo andou desde formação de jornalistas até o desafio de produzir bom jornalismo em qualquer cidade, em qualquer empresa, como forma de enxergar um futuro para as empresas.

OBS: a conexão estava ruim, principalmente no começo da live. Mas vale conferir.


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Duas boas capas de sexta-feira


O Povo (Fortaleza, CE) faz o sorvete derreter por cima do logo, para lembrar o dia mundial do alimento.

Enquanto isso o calor faz O Popular (Goiânia, GO) rasgar foto do "culpado" pela alta temperatura: o sol, clicado pelo repórter-fotográfico Wildes Barbosa.


sexta-feira, 22 de março de 2019

Seis exceções honrosas


Correio Braziliense (Brasília, DF), Extra (Rio de Janeiro, RJ), Super Notícia (Belo Horizonte, MG), Metro (SP), O Popular (Goiânia, GO) e Diário Catarinense (Florianópolis, SC) respeitam o leitor.

Eles - e somente eles - pensaram um pouco e consideraram que a notícia da prisão de Temer era velha para a manhã de hoje. E deram um passo a mais.

Basta raciocinar um pouco e a solução aparece.

Sem isso os jornais caminham para a beira do abismo. São desnecessários.




quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O jornalismo clone e a anatomia de uma foto



A foto de capa de Folha de S. Paulo (SP) e de O Estado de S. Paulo (SP) é rigorosamente a mesma, apesar de terem sido disparadas (opa) por repórteres-fotográficos distintos.

Isso significa que nada mais previsível que a capa de um jornalão. Nenhuma referência (salvo Mônica Bergamo) ao caos como foram tratados os jornalistas ontem. Se você fosse dono de um jornal e a segurança impedisse um funcionário seu de trabalhar livremente, o mínimo que você faria seria publicar na capa uma nota de repúdio. Mas não.

A foto em questão é típica do candidato-polêmico-que-virou-presidente. Indicadores contra ele mesmo. Só compete com as imagens da imitação de arma, ainda dentro do Rolls-Royce.

Mas a foto permite outras leituras. Como a seguir.


Agora (SP) corta só no presidente. O foco é na faixa e nos dedos de Bolsonaro.

O Popular (Goiânia, GO) publica todo o quadro, inclusive com os aplausos do ex-presidente.

Uma mesma imagem com três leituras.
 
PS: obrigado ao olhar atento de Nelson Nunes
  

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Rápido e certeiro


Basta olhar a capa de O Popular (Goiânia, GO) para entender os motivos da tragédia do presídio local.

O Ministério da Justiça recomenda um agente para cada 5 detentos.

No momento da rebelião havia um agente para cada 153 presos.

Ou seja, 3,26% do recomendado.

Alguma dúvida sobre os responsáveis pela tragédia de Goiás?

O Popular esclareceu em um infográfico.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Um tabloide com alma de standard


O Popular (Goiânia, GO) mudou formato em abril do ano passado. Mas parece que ainda não se acostumou com as novas medidas.

Hoje o jornal publica uma ótima foto de Sebastião Nogueira de um engradado colocado em um buraco de rua para chamar a atenção dos motoristas. Genial.

Mas a necessidade de publicar quatro fotos e 10 chamadas - fora o serviço - em um compacto acabam de vez com qualquer impacto que O Popular poderia ter.

Que pena.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Uma boa maneira de comemorar aniversário da cidade


Reportagem pura.

É a fórmula de O Popular (Goiânia, GO) para marcar os 84 da cidade.

A foto de capa, do fundador, é genial.

Vale a compra do exemplar.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Reportagem Nota 10, Edição Nota 5


O Popular (Goiânia, GO) conseguiu algo que todo bom jornal deseja: uma senhora reportagem. Foi atrás da imagem símbolo da tragédia do Césio 137 - que completou 30 anos - e descobriu o personagem da foto que marcou época.

Excelente! Golaço! Só que uma boa reportagem como essa não pode disputar espaço na capa com as chuvas de Goiânia, o inquérito de Temer, compra de software e outros temas menores. É dia de fazer uma capa-pôster, monotemática. É um furo. E como tal precisa ser comunicado e comemorado.

Só que O Popular, que adotou o formato compacto há pouco mais de um ano, ainda vive a síndrome do standard. Quer colocar Goiânia dentro de Abadiânia. Não cabe. Não adianta empurrar. A consequência é deixar tudo pequeno e irrelevante.

Pena. Perdeu a chance de brilhar.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A realidade e a desculpa esfarrapada


Nada menos do que 84 bairros da Grande Goiânia estão sem água. A incompetência dos órgãos que controlam a distribuição de água é tanta que até a versão oficial é pífia, como mostra a manchete de O Popular (Goiânia, GO).

Mas o jornal goiano foi inteligente e antes da manchete colocou a informação pura e simples: não tem água nas torneiras dos bairros listados.

Funcionou.

O efeito mostra que a Saneago está administrada por burocratas - e que em suas casas a água jorra. Um jornal precisa sentir os problemas dos leitores. O Popular acertou.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Bom exemplo, mau exemplo


Os jornais regionais devem, cada vez mais, buscar temas relevantes para aquela comunidade específica.

Certo faz O Popular (Goiânia, GO), que ao ler números oficiais descobriu que na Assembléia Legislativa há mais de 10 estagiários para cada deputado (um recorde), em um claro caso de "cabide de trabalho para sobrinhos em troca de votos". O jornal precisa seguir com o tema até que se explique tamanho absurdo.

Já O Liberal (Belém, PA) navega no outro extremo, da irrelevância. Além de copiar a manchete dos grandes do centro do país, abusa do espaço para falar de um jogo de futebol pouco importante na Europa. É hora de o jornal acordar, ou os poucos leitores que restam migrarão de vez para outras marcas.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Futebol - Galeria dos inúteis

No dia seguinte às conquistas - transmitidas ao vivo pela TV e fartamente discutidas pelas Redes Sociais - a única coisa que um jornal não deve dizer é... "É Campeão".

Mas os teimosos seguem praticando aquele mesmo jornalismo do século passado, da era pré-digital. E depois não entendem porque as vendas desabam.