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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Agora SP deixa de circular na semana que vem


É oficial.

O Agora (SP), popular do Grupo Folha, deixa de circular a partir de segunda-feira, dia 29. O matutino que substituiu a Folha da Tarde, em 1999, cumpriu seu papel, mas agora é um jornal de baixa circulação, que não paga a operação.

Para tentar uma sobrevida, a direção chegou a levar o preço de capa a absurdos R$ 4, o que afastou mais ainda o leitor habitual.

O modelo de negócios dos populares depende muito da venda em banca. Sem isso os números não fecham. Não será surpresa se outros outrora campeões de circulação há 10 ou 15 anos desapareçam também.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O jornalismo clone e a anatomia de uma foto



A foto de capa de Folha de S. Paulo (SP) e de O Estado de S. Paulo (SP) é rigorosamente a mesma, apesar de terem sido disparadas (opa) por repórteres-fotográficos distintos.

Isso significa que nada mais previsível que a capa de um jornalão. Nenhuma referência (salvo Mônica Bergamo) ao caos como foram tratados os jornalistas ontem. Se você fosse dono de um jornal e a segurança impedisse um funcionário seu de trabalhar livremente, o mínimo que você faria seria publicar na capa uma nota de repúdio. Mas não.

A foto em questão é típica do candidato-polêmico-que-virou-presidente. Indicadores contra ele mesmo. Só compete com as imagens da imitação de arma, ainda dentro do Rolls-Royce.

Mas a foto permite outras leituras. Como a seguir.


Agora (SP) corta só no presidente. O foco é na faixa e nos dedos de Bolsonaro.

O Popular (Goiânia, GO) publica todo o quadro, inclusive com os aplausos do ex-presidente.

Uma mesma imagem com três leituras.
 
PS: obrigado ao olhar atento de Nelson Nunes
  

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Jornais para ninguém no dia seguinte de São Paulo


Deve ter sido o feriado de Primeiro de Maio. Só pode ser. Ou como explicar o pouco que os jornais de São Paulo avançaram para explicar a tragédia do desabamento?

Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), Metro (SP) e Agora (SP) foram extremamente conservadores na cobertura de hoje.

Nenhum aponta motivos para que alguém compre um exemplar mais de 24 horas depois do fogo no centro da cidade.

Ou seja, os jornais da cidade não cumpriram seu papel.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Jornais inúteis e manchetes descartáveis

Ufa, que coisa boa!

Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), O Estado do Maranhão (São Luís, MA), Correio de Uberlândia (Uberlândia, MG), O Liberal (Belém, PA), Jornal da Manhã (Ponta Grossa, PR), O Diário do Norte do Paraná (Maringá, PR), Diário do Litoral (Itajaí, SC), Notícias do Dia (Joinville, SC), O Vale (São José dos Campos, SP), Agora (SP), Jornal da Cidade (Bauru, SP) e Jornal da Paraíba (João Pessoa, PB) contaram ao leitor - em manchete - quanto foi o jogo do Brasil ONTEM. E contra quem a Seleção joga agora.

Se eles não tivessem informado possivelmente NINGUÉM saberia. Afinal não existe TV, não há rádio, nem Internet.

Jornais inúteis, totalmente descartáveis. Pararam na Copa de 70, quando isso fazia sentido. Depois a circulação cai e ninguém sabe o motivo.




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pobres aposentados

Se dependerem da imprensa popular paulistana, os aposentados estão em maus lençois.

Afinal, qual é o dia em que vão receber os atrasados?

Agora (SP) e Diário de S. Paulo (SP) não se entendem.



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O detalhe que faz toda a diferença


Imagine-se aposentado. E olhando as capas dos jornais em uma banca.

Segundo Agora (SP), os atrasados serão pagos a partir de 10 de setembro.

De acordo com Diário de S. Paulo (SP) o pagamento será no dia 10.

Esse detalhe faz toda a diferença. Que dia, afinal, o aposentado vai receber?

Quem errou que dê a resposta.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A foto do engarrafamento - Updated


Como transformar 50 quilômetros de tranqueira para chegar ao Porto de Santos em imagem?

Esse foi o desafio dos jornais de São Paulo hoje. Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), Agora (SP) e Diário do Grande ABC (Santo André, SP) e A Tribuna (Santos, SP) tentaram, fizeram boas fotos, mas ninguém chegou à imagem de "fechar o comércio".

A Folha foi quem chegou mais perto.






quarta-feira, 13 de março de 2013

Campeão de desinformação


No festival de bobagens que a imprensa brasileira vem publicando sobre a sucessão papal, a medalha de papelão de hoje vai para o Agora (SP).

Cardeais podem escolher papa hoje.

Sim. E podiam escolher ontem também.

Aliás, se não escolherem hoje podem escolher amanhã. Ou ainda sexta-feira.

O verbo "poder" deveria ser expulso dos títulos no bom jornalismo.

Poder, tudo pode.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Hein?


O Agora (SP) fala do empate do Corinthians, que "segue invicto".

Opa, foi o primeiro jogo do Timão na Libertadores.

Ah, sim, é uma relação com o ano passado... Ufa, que grande sacada!

E sobre a morte do torcedor, nenhuma chamada?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Como cobrir aniversário da cidade


Foi-se o tempo em que os jornais dedicavam a capa monotemática ao aniversário da cidade. Datas sem qualquer importância, como os 459 anos de São Paulo. Afinal 459 não são 450. Nem 500.

A Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) tratam o tema como secundário e acertam ao buscar razões para amar e odiar a cidade e ideias para melhorá-la. Mas não mudam o foco jornalístico nas demais informações.


Os populares usam outra estratégia. Agora (SP) encontra analogia com o livro mais vendido de 2012 e fala dos tons da cidade, sem mexer na característica de informar temas para aposentados na manchete.

Já o Diário de S. Paulo (SP) trabalha o aniversário como se fosse a coisa mais importante do mundo hoje, um comportamento típico de jornais do interior que buscam incessantemente verbas publicitárias das prefeituras.

A cidade de São Paulo evoluiu, mas há quem não tenha evoluído com ela.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Calendário maluco


Há um problema de calendário entre dois jornais populares de São Paulo que disputam a função de porta-voz dos aposentados.

Segundo o Diário de S. Paulo (SP) os atrasados sairão dia 10 de fevereiro. Para o Agora (SP) a data é 11 de fevereiro.

Dia 10 é domingo.

Dia 11 é segunda de Carnaval, mas os bancos funcionam.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Finalmente o dedo na ferida


Por que tanto pudor da imprensa nacional em falar das relações íntimas entre o ex-presidente Lula e a ex-assessora Rosemary?

É verdade que a intimidade deve ser preservada, a menos que essa relações tenha influência nos rumos do país. E é o que acontece nesse caso.

Foi preciso esperar a Veja (SP) sair às bancas para a imprensa falar aquilo que todos comentavam e sabiam desde segunda-feira.

O popular Agora (SP) foi quem derrubou a máscara.




segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A mesma fórmula


Desde que o Jornal da Tarde (SP) eternizou a imagem do menino torcedor chorando na Espanha de 1982, todos os jornais brasileiros deram-se conta que, muitas vezes, a grande informação está na arquibancada - e não no campo.

Mas fica muito estranho todos os jornais de São Paulo - os jornalões O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo e os populares Diário de S. Paulo e Agora - utilizarem a mesma fórmula.
Pior ainda é ver a mesma foto na capa de dois jornais.

A unanimidade é burra. É preciso buscar uma nova fórmula de contar a desgraça.





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A foto, a edição e o fotógrafo


A foto do dia é do repórter fotográfico Celio Messias, que captou o desespero do torcedor palmeirense.

Mas quem soube valorizar a imagem?

Apenas O Estado de S. Paulo (SP). Só o Estadão limpou a área e apostou nessa foto, sem interferências de jogadores ou outras informações desnecessárias. Bem aberta, na metade de cima da capa.

Os populares Diário de S. Paulo (SP) e Agora (SP) confundem o leitor com uma salada de fotos desconectadas. Diário do Comércio (SP) também. Sem apostar em uma imagem não se transmite informação alguma.

E há uma curiosidade nessa foto: cada jornal credita de uma forma diferente. O Estado de S. Paulo apenas informa o nome do fotógrafo. Diário de S. Paulo atribui à Gazeta Press. Agora fala em O Globo. Diário do Comércio em Folhapress.

Afinal, para quem Celio Messias trabalha?