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terça-feira, 21 de outubro de 2014

O jornal-arara


Por que jornais são tão cafonas e querem mostrar muitas cores?

Por que não há um diretor de arte que entenda a paleta de cores e impeça que o Diário do Grande ABC (Santo André, SP) se transforme no pior estilo de jornal paraguaio e mexicano?

Hoje o DGABC tem logo em azul, destaque em cor de maravilha, chamadas laterais em azul, em verde e em roxo, destaque baixo em laranja. E para completar uma péssima aplicação de texto sobre a foto principal. Em vermelho...

Que salada de mau gosto!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Como dizer nada às custas dos leitores


O Diário do Grande ABC (Santo André, SP) está disputando o título brasileiro de não dizer nada em manchete.

Alguém espera que o ex-presidente Fernando Henrique diga que o Grande ABC não tem futuro?

Convenhamos.

Mas como o jornal patrocinou um evento com FHC, plantou uma manchete inexistente. E o pobre leitor precisa aturar a falta de objetividade do jornal.

Uma verdadeira lição de No News.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

É rolezinho e mais rolezinho


O rolezinho está na moda.

E aparece em pelo menos três manchetes de hoje: Metro (SP), Diário do Grande ABC (Santo André, SP) e O Hoje (Goiânia, GO).

Já havia sido assim ontem também.

É moda.



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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A manchete da preguiça


Falar "Governo vai..." já é um exemplo de como não evoluir a partir de uma informação pública, commodity.

Mas dizer "Governo estuda..." ou "Governo deve..." é ainda pior, pois nem a informação está confirmada.

A preguiça baixou em A Tarde (Salvador, BA), Folha de Londrina (Londrina, PR) e Diário do Grande ABC (Santo André, SP).

Para não precisar ir às ruas, trabalhar, buscar informações - a função básica de um jornalista - os três jornais dão uma manchete gelada, sem nenhum sentido.

O jornalismo já teve melhores momentos.




quarta-feira, 29 de maio de 2013

A foto do engarrafamento - Updated


Como transformar 50 quilômetros de tranqueira para chegar ao Porto de Santos em imagem?

Esse foi o desafio dos jornais de São Paulo hoje. Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), Agora (SP) e Diário do Grande ABC (Santo André, SP) e A Tribuna (Santos, SP) tentaram, fizeram boas fotos, mas ninguém chegou à imagem de "fechar o comércio".

A Folha foi quem chegou mais perto.






terça-feira, 30 de abril de 2013

Três erros comuns


Três jornais e três erros que se repetem em jornais com pouco - ou nenhum - cuidado com seu cartão de visita, a capa.

O Diário dos Campos (Ponta Grossa, PR) inventou uma "sujeira" sobre o logo, uma mancha preta para chamar a atenção. Ora, há outras maneiras mais inteligentes e menos agressivas de fazer o mesmo. Da maneira como está parece um erro grave de desenho.

O Hoje (Goiânia, GO) se confunde na manchete, ao querer misturar duas informações - a princípio - contraditórias. Do modo como foi às bancas, o jornal diz que os crimes caíram ontem, quando na verdade ontem aconteceu apenas a divulgação do balanço mensal. A manchete está errada.

E o Diário do Grande ABC (Santo André, SP), na ânsia de publicar tudo, apenas esqueceu de publicar uma manchete. O resultado é uma imensidão de informações perdidas e sem hierarquia.




sábado, 6 de abril de 2013

A maior crise da imprensa brasileira



Se há uma grande crise comum aos jornais brasileiros é a crise de criatividade. Falta, literalmente, imaginação aos jornais, boas pautas, pés no chão.


Bastou quinta-feira o Jornal Nacional da TV Globo falar da iniciativa de uma cantina paulistana, que retirou o tomate do cardápio enquanto o preço for exorbitante, para o tomate virar pauta nos jornais.

Hoje pelo menos quatro jornais apostam no preço do tomate na capa. Correio Braziliense (Brasília, DF), A Cidade (Ribeirão Preto, SP), Pioneiro (Caxias do Sul, RS) e Diário do Grande ABC (Santo André, SP).

Sem resolver a crise de criatividade os jornais deixam de ser necessários.





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A foto que estraga a capa


Olhe rápido para a foto no alto da capa do Diário do Grande ABC (Santo André, SP).

O que ela conta?

Nada.

É uma foto que bem poderia ser de companheiros de escola ou mesmo de um bando de bandidos capturados pela polícia.

Os secretários, posando contra a parede branca, é uma imagem ruim, que não informa e que parece ser um favor coletivo às prefeituras da região.

Matou a boa foto no centro da capa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A edição pelo material obtido


A arte de criar uma capa depende de planejamento e das escolhas que se faz quando o material encomendado chega à redação.

O Correio Braziliense (Brasília, DF) planejou muito bem a matéria sobre os 46 pontos a se evitar na cidade em dias de chuva. Certamente é uma matéria de impacto e de serviço que se sobrepõe às ótimas imagens dos alagamentos na cidade.

Já no Diário do Grande ABC (Santo André, SP), estranhamente, a lógica é inversa. Há uma excelente imagem de um rio transbordando pelas chuvas. A foto de Orlando Filho certamente é o que há de maior impacto na capa de hoje. Mas o dogma de dividir a primeira página em mais de 20 pequenas informações, de dar manchete para outro tema, de chamar esportes e mais tudo o que se possa imaginar, reduziu a foto das chuvas a um tamanho bem menor do que merecia.

Uma pena.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Chapa-branca passando recibo


O Diário do Grande ABC (Santo André, SP) já foi um grande jornal.

Hoje, possivelmente por acordos políticos de apoio editorial em troca de anúncios - método desonesto utilizado pela maioria dos jornais do Interior - produz reportagens que em nada interessam aos leitores - seu bem maior.

A foto do ex-prefeito de São Caetano do Sul assumindo a secretaria estadual de Esporte, Lazer e Juventude é um presente de Natal aos assessores de José Auricchio Junior, já que não tem qualquer valor jornalístico.

Auricchio saiu da prefeitura sem eleger sucessor (levou uma surra nas urnas), é acusado de deixar uma dívida de mais de R$ 100 milhões nos cofres públicos e ainda teve uma manobra de compra de apoio do PT desmascarada por um vídeo.

Auricchio é médico. Conhece tanto de Esportes como Pelé de medicina.

No entanto o jogo de conchavos políticos do governador permitiu que o ex-prefeito assumisse a secretaria.

O que deveria fazer um jornal que pensa no leitor? Questionar a escolha, brigar por direitos das cidades onde atua.

Em vez disso o Diário atira confetes em Auricchio. E depois não entende porque a circulação anda caindo.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Como não aplicar texto sobre foto


É preciso um pouco de bom senso para aplicar texto sobre foto.

A lição número 1 é que o texto jamais deve atrapalhar a imagem. A aplicação se dá apenas sobre um fundo "morto", monocrômico. Ou a solução é deixar a manchete fora da foto.

A aplicação da manchete sobre foto na capa do Diário do Grande ABC (Santo André, SP) já se candidata como uma das piores de 2013, mesmo que ano tenha recém começado.

O texto sobre foto, no caso, dificulta a leitura, atrapalha o entendimento da imagem e ainda confunde ao estar metade na foto, metade no fundo branco.

Um lixo.

sábado, 3 de novembro de 2012

Para embrulhar peixe



O Diário do Grande ABC (Santo André, SP) está demonstrando aos leitores sua total desconexão com a realidade das ruas.

Ignorando que a morte do PM em São Bernardo ontem tenha sido nota principal de todos os telejornais e sites, o jornal crava o tema em manchete, sem qualquer avanço. Tremenda inutilidade, atestado de jornal velho.

E para completar ignora as denúncias da revista Veja (SP) sobre o propinoduto desaguar em Santo André, para acobertar o assassinato de Celso Daniel.

Uma lástima.

Talvez o Diário do Grande ABC de hoje ainda sirva para embrulhar um linguado ou uma corvina.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ainda com a mesma capa?


De novo, de novo, de novo.

O Diário do Grande ABC (Santo André, SP) vai mais uma vez com a mesma irrelevante capa. Desta vez com o debate na famosa Rio Grande da Serra.

Pobres leitores.

PS: É a última vez que Mídia Mundo publica essas capas absurdas do Diário do Grande ABC. O leitor do MM também cansa de sempre ver a mesma coisa.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Outra vez a mesma capa


Foram dois dias com capas diferentes, mas agora o Diário do Grande ABC (Santo André, SP) volta ao estilo que o deixa com cara de jornal velho todos os dias: a capa pasteurizada.

Foto de um debate - sempre igual - e alguma informação que só o morador daquela cidade entende (hoje é a próspera Ribeirão Pires).

Lastimável. O Diário já foi um bom jornal.

sábado, 22 de setembro de 2012

Tudo sempre igual no ABC

Há pelo menos quatro dias os assinantes do Diário do Grande ABC (Santo André, SP) têm a sensação de receber em casa um jornal velho. De ontem. De anteontem.

É que as capas das últimas edições estão rigorosamente iguais, em um exercício de preguiça editorial jamais visto antes na região.

É um fotão horizontal de um debate, com o cuidado de deixar todos os candidatos atrás dos púlpitos, e uma manchete que não diz muita coisa.

Que temendo gol contra do DGABC!







sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Se já se esperava, não é manchete


O Diário do Grande ABC (Santo André, SP) dá exemplo de como não se fazer uma manchete.

Na edição de ontem (esquerda) o jornal anunciava a renúncia do candidato do PT à prefeitura de São Caetano, que seria anunciada durante o dia. Muito bem, jornalismo é antecipar os fatos.

Mas na edição de hoje (direita) o que faz o Diário do Grande ABC? Repete a mesma informação de ontem. Isso não é jornalismo de qualidade.

A solução para esse caso seria levantar a consequência do fato. Quem ficará com os votos do PT? Que repercussão pode ter na região? O que diz o próprio Edgar?

Errou o jornal do ABC. 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Estudantes estudam no ABC. Ah, bom!


De novo faltou o bom jornalista que leia a capa pronta para encontrar as pegadinhas editoriais.

Na manchete do Diário do Grande ABC (Santo André, SP) os estudantes estudam.

Puxa, que coisa boa!

A manchete de um jornal precisa ser tratada com carinho. É a informação mais importante do dia. Não pode ser feita às pressas, permitindo que esses equívocos cheguem ao leitor.

sábado, 16 de junho de 2012

Em defesa do bom jornalismo


Alguns empresários da comunicação, principalmente no Interior, não entendem que a maior fortaleza de um jornal é sua credibilidade.

Qualquer ameaça a essa força maior é um tiro de bazuca no próprio pé.

Elementar, meu caro manager.

Os prefeitos, vereadores, empresários da cidade, candidatos a qualquer cargo, precisam do apoio da mídia local para alavancar seus interesses.

Jornais e rádios locais precisam de dinheiro, anúncios.

Esse troca-troca é muitas vezes obsceno. Esconde-se escândalos de prefeitos em troca de alguns reais. Evita-se falar de problemas em empresas para poupar os administradores, enquanto milagrosamente aparecem mais anúncios da mesma empresa na mídia.

Acontece que o mundo mudou - ainda que muita gente não se dê conta.

Hoje a mídia é muito mais do que rádio, jornal e TV.

A democratização da informação revela os abusos de quem tem a mídia na mão. Quem não tiver visão de que seu negócio é muito mais do que mídia tradicional - ou seja, é credibilidade - vai morrer.

Por isso é muito revoltante ver jornais como Diário dos Campos (Ponta Grossa, PR), Correio de Uberlândia (Uberlândia, MH) e Diário do Grande ABC (Santo André, SP) abrindo enormes espaços a políticos em ano eleitoral. É um recibo de que sua credibilidade vem bem abaixo da necessidade de caixa, em uma escala de valores.

Se esse espaço nobre não veio em troca de interesses econômicos significa que há uma tremenda incompetência editorial no comando - o que é ainda mais preocupante.

Outros jornais do Interior - alguns de capitais também - têm demitido editores competentes, comprometidos com o bom jornalismo, substituindo-os por profissionais que aceitam o jogo do toma-lá-uma-matéria-favorável-e-dá-cá-um-novo-anúncio.

Isso é um absurdo. Uma derrota do jornalismo.

O único consolo é que o leitor - a audiência - é soberano. Ele sabe selecionar o que vai consumir.

Jornais, rádios e TVs que preferem apoiar pessoas e empresas em troca de dinheiro, misturando comercial e editorial de maneira escandalosa, permitindo que a seriedade de um meio de comunicação seja contaminada pelos interesses inescrupulosos, estão condenados à morte.

O tempo dará a resposta.

sábado, 9 de junho de 2012

Hora de renovar


Nada contra templates (páginas pré-desenhadas), mas essa capa do Diário do Grande ABC (Santo André, SP) está conceitualmente equivocada.

É como se as duas colunas da esquerda fizessem parte de outro jornal.

O olhar do leitor começa pela esquerda.

Mas a manchete está na direita.

Não funciona.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O uso exagerado de templates


Template (maquete de página) é uma conquista que dinamizou o design de jornais pelo mundo. Bons jornais têm uma biblioteca de páginas pré-desenhadas, o que agiliza a construção de cada uma, seguindo à risca o projeto gráfico estabelecido.

Mas jornais precisam ter, pelo menos, 20% de páginas criadas a partir da matéria pela equipe de desenho (padrão definido pelo The Washington Post).

Capa, aberturas de editorias e matérias especiais precisam ter um cuidado especial da arte. Mas não é o que acontece com pelo menos três jornais brasileiros, que costumam exagerar nos templates - principalmente na capa.

Correio de Uberlândia (Uberlândia, MG), Diário do Grande ABC (Santo André, SP) e O Popular (Goiânia, GO) estão repetindo demais as fórmulas gráficas. Assim se parecem iguais todos os dias.

Um jornal precisa trazer surpresa na capa. Esses três seguem tanto o manual gráfico que esquecem as novidades gráficas.

Merecem um novo projeto gráfico. Urgente.