Imprima essa Página Mídia Mundo: 2021

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Erro de principiante


O que houve com o Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ)?

O criativo e irônico popular carioca pisou na bola hoje. Feio.

A palavra PRESOS sobre a foto de 3 pessoas leva a pensar que o trio foi para a cadeia. Só que bem na frente está a vítima da barbárie, morto há um mês, o menino Henry.

Não é justo colocar em um mesmo ambiente fotográfico, nessa montagem, o provável assassino, a mãe que permitiu o crime e o sorriso do menino.

Não funcionou. Pior, foi agressivo. Tremendo equívoco.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

O grande duelo - A festa do campeão



Deu Real Sociedad e a festa é de El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha).

A festa vai durar ainda mais uns dias. Orgulho da cidade. Trabalho de alta qualidade do impresso.

Parabéns Real Sociedad, parabéns Grupo Vocento.

O grande duelo - Domingo, 04 de Abril


No campo deu Real Sociedad.
Nas páginas de El Correo (Bilbao, Espanha) e El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha) deu empate.

Uma linda cobertura, planejada pela equipe editorial do Grupo Vocento.

Ganhou o leitor. Ganhou quem acha que o jornalismo impresso ainda tem uma longa vida.
 

O grande duelo - Sexta, 02 de Abril


É amanhã! Mas é como se fosse hoje (os jornais na Espanha não circulam nos sábados de Páscoa).

Não há mais tempo para nada além do jogo. El Correo (Bilbao, Espanha) ocupa capa e contracapa com o ótimo desenho das sacadas da cidade, agora com os jogadores em formação, como se fosse no estádio.

El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha) coloca os torcedores em primeiro plano. É hora de entrar em campo e provar quem é o melhor.

PS: colaboração do colega e amigo Chus del Río (torcedor do Logroñes e do Barça)

O grande duelo - Quinta, 01 de Abril


Não é mentira, apesar do Primeiro de Abril. Athletic e Real Sociedad se enfrentam em dois dias pela final da Copa do Rei da Espanha. As duas equipes do País Basco.

É dia de embarcar para Sevilha, palco do grande jogo. O desenho na capa de El Correo (Bilbao, Espanha) é quase um pôster. Os torcedores na capa de El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha) são a força final para o time.

O grande duelo - Quarta, 31 de Março


Faltam 3 dias para a grande final. 

O desenho em El Correo (Bilbao, Espanha) está a cada dia maior. Não há dúvidas de que a cidade será Athletic.

No lado do El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha) os torcedores estão a cada dia mais presentes.

Toda força às duas equipes.

O grande duelo - Terça, 30 de Março


Desenho e rostos de torcedores já ocupam meia capa de El Correo (Bilbao, Espanha) e de El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha). Mas o jogo pede mais.

Então os prefeitos das duas cidades defendem suas equipes nas capas dos dois impressos.

A final promete.

O grande duelo - Segunda, 29 de Março


O desenho de El Correo (Bilbao, Espanha) já domina meia capa.

Os torcedores do El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha) também.

O grande duelo - Domingo, 28 de Março


No Domingo começa a ficar claro o que os impressos farão para torcer por suas equipes.

Em El Correo (Bilbao, Espanha) desenhos dos terraços da cidade, com simpáticos torcedores. No El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha) fotos de torcedores.

Vale tudo pelo título.

O grande duelo - Sábado, 27 de Março


A final da Copa do Rei da Espanha foi entre duas equipes do País Basco. Athletic, de Bilbao, e Real Sociedad, de San Sebastian. É como se Joinville e Chapecoense, de Santa Catarina, disputassem a final da Copa do Brasil. Mesmo Estado, mas cidades diferentes.

Nos próximos posts, como cada jornal tratou o assunto. El Correo (Bilbao, Espanha) e El Diario Vasco (San Sebastian, Espanha) saíram-se muito bem. Fruto de muito planejamento integrado, afinal as duas marcas pertencem à mesma empresa: Vocento.

Uma semana antes da final - disputada em Sevilha (como se a partida dos catarinenses fosse jogada em Salvador) - os impressos começam a esquentar o jogo.
 


domingo, 4 de abril de 2021

La Nación dá sinais de instabilidade


O tradicional diário argentino La Nación (Buenos Aires, Argentina) anunciou hoje que o exemplar distribuído nesse domingo de páscoa é o último com o tradicional formato standard (56cm x 34cm). A partir de agora La Nación terá as medidas de um berliner (quase um tabloide), 41cm x 28cm. Aliás, o diário argentino já circula assim de segundas às sextas desde 2016, mantendo o standard apenas aos fins de semana. Mas não mais.

Por mais que a direção do La Nación anuncie tratar-se de uma evolução, está bastante claro que se trata de uma operação de corte de custos. Corta-se o papel para não se cortar cabeças. A economia com a troca de formato pode chegar a 20% nas edições de sábado e de domingo, nada mal.

O jornal argentino tentou conquistar mais audiência na operação de cinco anos atrás. Mantinha o formato tradicional aos finais de semana, para o público que prefere a profundidade, e reduzia o tamanho durante a semana. A ideia parecia genial, mas não deu certo. É motivo de piada o enorme volume de exemplares que encalhava todos os dias nos aeroportos de Buenos Aires, mesmo que a distribuição fosse gratuita para os passageiros, nos portões de embarque. O formato parecia favorecer a leitura a bordo. O conteúdo, não.

La Nación vai sobreviver por mais algum tempo, com artimanhas como essa. Mas não por muito. Rapidamente se tomará decisões mais duras, do tipo reduzir um dia por semana a circulação. Depois, talvez, transformar o diário em semanal. Até sumir das bancas. Para evitar esse quadro seria preciso repensar o produto. E ter coragem de mudar.

A mudança do La Nación é um ótimo aviso aos jornalões brasileiros. É hora de mudar. Ou morrer.


quinta-feira, 1 de abril de 2021

Foto x Gráfico

 
Qual a informação mais relevante: o rosto do presidente Joe Biden ou a distribuição do dinheiro e de empregos do plano apresentado ontem?

The Washington Post (Washington, DC) e The New York Times (Nova York, NY) editaram a capa de maneira tradicional. USA Today (McLean, VA) privilegiou a informação em gráficos de fácil leitura.

O leitor agradece.



 




quarta-feira, 31 de março de 2021

Outro tradicional impresso deixa de circular


Quase um ano depois do concorrente, o Jornal do Commércio (Recife, PE) encerrou também sua edição impressa, deixando Pernambuco sem nenhum jornal de qualidade em circulação. O Diário de Pernambuco voltou a circular em agosto de 2020.

A nota do presidente do grupo, publicada na capa de hoje - última edição - ainda tenta atribuir a responsabilidade, como sempre, a fatores externos. Pandemia, crise, etc. Em nenhum momento a empresa assume seus erros.

O maior erro é sempre da gestão da empresa, que tem dificuldades em enxergar a mudança do modelo de negócios - e consequente obrigação de alterar os produtos. Recomendo a leitura desse texto que saiu no Meio & Mensagem (SP) há menos de um mês, quando fechou o Diário do Nordeste (Fortaleza, CE).

Os erros são muito parecidos.

Foram mais de 100 anos do JC. Agora apagaram-se as luzes.

segunda-feira, 29 de março de 2021

O triste fim (anunciado) de um popular


O Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) é um ex-jornal em atividade. O impresso fez história há 20 anos, quando conquistou uma parcela de novos leitores, atraídos por notícias populares - basicamente polícia, futebol e celebridades - e brindes.

O DG fez escola, muitos populares apareceram em outras capitais do Brasil. Mas os tempos de sobrevida estão no fim. Sem publicidade e com baixa circulação, o jornal vive seus últimos tempos.

Para piorar, as escolhas editoriais vão matando o pouco legado que ainda resta. Ou como justificar que a foto principal do impresso nessa segunda-feira seja uma partida de futebol que ocorreu sábado? Como explicar para a outra metade dos torcedores gaúchos que não há cobertura do jogo do Grêmio, que aconteceu ontem?

As exigência industriais fizeram o DG fechar cedo. Sem o jogo do Grêmio. E ignorando a capacidade dos parcos leitores, que não conseguem entender o que o futebol de sábado está fazendo na capa de hoje.

Triste fim anunciado de um impresso.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Algumas ideias para marcar as 300 mil mortes


A chegada às 300 mil vítimas era uma tragédia anunciada. Ou seja, os impressos tiveram tempo para planejar uma edição que ficasse na memória, como a que O Globo fez para as primeiras 10 mil mortes. Mas poucos aproveitaram a chance.

Folha de S. Paulo (SP) compara em foto aérea a ocupação de espaço de um cemitério. Uma boa ideia, ainda que a informação mais relevante esteja em um gráfico simples abaixo: o tempo para cada 100 mil mortes.

Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) lança nomes de mortos (como O Globo nos 10 mil) e, por falta de espaço, ao final, aparece um "X 1.000". O Globo (Rio de Janeiro, RJ) usa a mesma ideia da Folha, o mesmo cemitério. E um pequeno quadro. Enquanto Metro (SP) faz o simples: um gráfico que escancara a barbárie.

O Estado de S. Paulo (SP) traz a imagem de gente que perdeu familiares, quanto O Dia (Rio de Janeiro, RJ), bem ao seu estilo, faz uma capa-pôster.

Não são capas para "recortar e guardar", embora aqui apareça alguma criatividade e posicionamento - o que é fundamental para os impressos.

 

Pão e Circo no Sul e na Bahia


É simplesmente inacreditável que alguns impressos não respeitem os 300 mil mortos por Covid-19 no Brasil.

Os gaúchos Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS) até informam em manchete a dramática marca. Mas "compensam" com foto de um jogo de futebol.

Por que? Para dar "alegria" ao leitor?

Isso é tão inexplicável que torna-se falta de seriedade. Um desrespeito ao leitor, ao ser humano. Não é momento para festas, comemorações. Nem do futebol.

Na Bahia, o Correio* (Salvador, BA) até esconde a chamada das 300 mil mortes, debaixo da foto de...futebol.

Incrível! O jornalismo chegou ao seu momento mais baixo com essas decisões editoriais. Não é à toa que o número de exemplares vendidos dos três diário, há tempos campeões de venda com mais de 100 mil por dia, despencou. Deste trio, quem mais vende mal chega a 40 mil exemplares. Uma tragédia anunciada pelos erros de concepção.


quarta-feira, 24 de março de 2021

Recorde de mortos - Quem foi mal


É impressionante como relevantes impressos brasileiros não souberam solucionar a capa para impactar com os absurdos números de mortos por Covid. A hora é de revolta, é o que se espera de um jornal.

O Estado de S. Paulo (SP) preferiu manter a decisão do STF na manchete. Não conseguiu entender o tamanho da informação que tinha em mãos, que aparece timidamente em uma submanchete. A foto é de um alegre vacinado. Tudo que não deveria ilustrar a capa de hoje.

A Tarde (Salvador, BA) é ainda mais fora do tom, com maior destaque a uma inócua ação rejeitada do presidente. O Popular (Goiânia, GO) fala da fila de leitos, mas nenhuma palavra sobre o recorde. Se fechou mais cedo, deveria ter reaberto, tamanha a relevância da informação. Zero Hora (Porto Alegre, RS), por sua vez, dá o recorde em manchete, mas não muda nada em uma capa planejada. Ou seja, não avança, sequer com um gráfico, prefere uma foto de pouca informação.

O também gaúcho Correio do Povo (Porto Alegre, RS) parece estar em outro mundo. Ou dá chances a que se suspeite que há maracutaia na escolha da manchete. Uma promessa do Presidente - entre outras tantas - não pode ganhar espaço nobre. É uma bofetada no leitor. Como também parece inacreditável o Correio* (Salvador, BA) comemorar 1 milhão de vacinados em dia de mais de 3 mil mortos. Não combina. Assim como O Tempo (Belo Horizonte, MG), que escolhe o pior dia do ano para promover a campanha pela vacinação, que sequer foi lançada ontem.

Para todos os que ficaram devendo, uma dica: o Brasil ultrapassou a nada invejável marca de 300 mil mortos por Covid-19. É hora de marcar presença e posição na capa de amanhã.

 

Recorde de mortos - Quem foi bem


Quando o impresso tem oportunidade de surpreender o leitor, não pode perder a chance.

O fato de chegarmos a mais de 3 mil mortos registrados ontem no Brasil é um triste recorde. E precisa chocar a população, fazer quem ainda se aventura a andar sem máscara a mudar o comportamento, provocar os governantes a adotar postura de combate ao vírus.

Ontem também foi dia de um infeliz pronunciamento do Presidente da República na TV. Alvo do maior panelaço desta gestão.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) tratou de dar números aos estados, em forma de um gráfico bem construído. Folha de S. Paulo (SP) fez o simples: o gráfico de linhas - e, curiosamente, trabalha com números mais conservadores no gráfico do que no título. Correio Braziliense (Brasília, DF) e Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) falam em super manchetes do número de mortos, com um pequeno e simples gráfico no diário mineiro. Extra (Rio de Janeiro, RJ) faz trocadilho com o lema de campanha do Presidente, para lembrar que o Brasil é onde mais se está morrendo por Covid-19.

Todos foram bem. Nenhum foi genial. Talvez pela hora, talvez pelo susto dos números.

PS: aliás, são 2.349 (como no gráfico da Folha), 3.158 (como em O Globo) ou 3.251 mortos (como no Correio)? 




 

terça-feira, 23 de março de 2021

A foto que resume a história


Demorou para O Estado de S. Paulo (SP) publicar a foto que, sozinha e sem legenda, conta a história do que está acontecendo no Brasil. Mas hoje saiu, pela lente de Ueslei Marcelino, da Reuters.

A ideia já apareceu em capas de outros jornais, é verdade, embora a cegueira permaneça - por isso é bom repetir.

Ótima sacada do Estadão foi colocar o título com o verbo "enxergar", logo abaixo. O personagem está vendo tudo, pelo jeito.

sábado, 20 de março de 2021

Um gráfico simples e inteligente


O jornal La Nación (Buenos Aires, Argentina) publica hoje um gráfico simples e direto, perfeito para quem quer saber tudo em um rápido olhar. 

À esquerda onde os argentinos permaneceram a maior parte do tempo em um ano de pandemia, se em casa ou no trabalho. À direita a quantidade de casos e de mortes dor Covid-19.

Fica fácil entender os momentos mais dramáticos do país vizinho e a relação com o comportamento da sociedade.