Imprima essa Página Mídia Mundo: 2019

sexta-feira, 22 de março de 2019

Seis exceções honrosas


Correio Braziliense (Brasília, DF), Extra (Rio de Janeiro, RJ), Super Notícia (Belo Horizonte, MG), Metro (SP), O Popular (Goiânia, GO) e Diário Catarinense (Florianópolis, SC) respeitam o leitor.

Eles - e somente eles - pensaram um pouco e consideraram que a notícia da prisão de Temer era velha para a manhã de hoje. E deram um passo a mais.

Basta raciocinar um pouco e a solução aparece.

Sem isso os jornais caminham para a beira do abismo. São desnecessários.




Jornais que não servem para nada




Michel Temer foi preso ao meio-dia de ontem, aproximadamente.

Quem quis hoje contar ao leitor que o ex-presidente foi preso, como se fosse uma notícia "parem as máquinas" esqueceu em que ano estamos.

Para os jornais que aparecem nesse post, Internet, rádio, TV, redes sociais e convívio social não existem.

Uma prova viva de como os jornais no Brasil estão se tornando descartáveis e desnecessários.

Não avançam. Não ousam. Nada.









sexta-feira, 8 de março de 2019

O Globo vai além da informação


Se alguém ainda não viu o Projeto Celina, de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), não sabe o que está perdendo.
Como um meio de comunicações pode - e deve - tomar partido em temas relevantes da sociedade.


A foto-desejo das duas capas


É praticamente a mesma foto.

A da Folha de S. Paulo (SP) é de autoria de Antonio Lacenda (Agência Efe).

A do Estado de S. Paulo (SP) de Fábio Motta, da equipe do jornal.

As duas são praticamente iguais, tiradas com frações de segundos de diferença, com repórteres-fotográficos lado a lado.

O mais curioso é a mensagem. Parece desejo dos dois jornais paulistas. E isso que o governo ainda não completou 70 dias.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Metro é elegante - como o presidente não foi



O Metro (SP) foi direto ao ponto. Sem medo. Bingo!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Deu a louca no jornalismo capixaba


Em Vitória, os três jornais que circulam nas bancas se caracterizam por assumirem um perfil específico: A Gazeta (Vitória, ES) é o produto premium, da classe média alta para cima, com circulação baseada em assinantes; A Tribuna (Vitória, ES) é o jornal de serviços e também popular; E Notícia Agora (Vitória, ES) é o mais popular de todos - e pertence ao Grupo Gazeta.

Pois na edição de hoje é difícil identificar quem é quem. A manchete de A Gazeta não poderia ser mais popular.

Será ressaca de Carnaval?


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A democracia morre na escuridão


Vídeo do The Washington Post (Washington, DC) exibido domingo, no intervalo do Super Bowl.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Palmas para Estado de Minas


Absolutamente corajosa a capa do Estado de Minas (Belo Horizonte, MG).

A tragédia de Brumadinho, a poucos quilômetros de BH, já tem mais de 100 mortos confirmados - 71 dos quais identificados.

O acidente envergonha, choca, revolta. E é preciso falar cada vez mais desse absurdo para se evitar nova repetição.

Por isso o EM brilha ao fazer o perfil de 54 vítimas. Brancos, pretos, jovens, velhos, homens, mulheres. Estão lá, na capa do impresso mineiro.

Essa capa provoca reação dos leitores. Para isso serve um jornal.

Palmas para o bom jornalismo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

A capa que já nasce velha


Incrível como em 2019, com tantos exemplos, tanto estudo e tantas experiências ainda há jornais impressos que não entenderam que a informação digitalizada em tempo real é realidade - e faz tempo.

O centenário O Estado de S. Paulo (SP) e O Liberal (Belém, PA) cometem o mesmo erro básico: cravar número de vítimas em uma tragédia, quando a tendência é que isso vire uma bola de neve.

Dito e feito: ainda pela manhã o número de vítimas confirmadas já ultrapassava 60.

Como é possível tanto amadorismo em uma marca de referência como o Estadão?

Um erro de quase 1.700km


Pode ter sido a influência da música de Sá & Guarabyra, mas a Globo.com (Rio de Janeiro, RJ) cravou ontem à tarde, em manchete, que a tragédia de Minas aconteceu em Sobradinho (que fica na Bahia).

Alguns minutos depois corrigiu, como se vê no print.

Até existe um Sobradinho em Minas, mas é uma vila no distrito de São Roque de Minas, 300km de distância. Também fica longe da tragédia.











quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Enquanto isso na Venezuela...


Os sites das três principais marcas jornalísticas da Venezuela parecem estar em três países diferentes.

Últimas Notícias (Caracas, Venezuela), que foi um ótimo jornal, crítico, popular, mas que há poucos anos foi comprado por um investidor "secreto" (possivelmente o banqueiro Vargas, aliado de Nicolás Maduro), ignora as ruas e os 13 mortos. Prefere dar protagonismo ao presidente. E diz que ele rompeu relações com os EUA.

El Universal (Caracas, Venezuela) era conhecido por ser o jornal preferido pela aristocracia. Conservador, nunca simpatizou com o Chavismo. E bastou que as dificuldades financeiras aparecessem para os donos venderem a outro empresário misterioso. Hoje o site ignora absolutamente tudo e fala do valor do bônus da dívida venezuelana. Das ruas, nada.

El Nacional (Caracas, Venezuela) sempre foi alinhado com o liberalismo. E acabou sendo a última resistência dos opositores a Chavez e Maduro. Até que há poucos meses precisou abandonar a edição de papel (não recebia matéria-prima, pressionado pelo governo). Hoje mantém uma operação apenas digital. E, claro, fala do povo nas ruas pedindo a saída de Maduro. Conta a história de um dos mortos de ontem, de apenas 18 anos.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Como se desenha e como não se desenha uma capa


Incrível a diferença que faz um bom designer e um editor de capa.

O conteúdo do Correio de Gravataí (Gravataí, RS) ontem era farto, um grande tema que foi seguido passo a passo pela equipe.

Já o conteúdo do Extra (Rio de Janeiro, RJ) era forte, mas sem novas e boas imagens.

Só que a criatividade resolveu com muito sucesso a capa do diário carioca, enquanto os gaúchos, na ânsia de muito publicar em pouco espaço, decidiu encher de fotos, sem qualidade, sem critério, e ficou esse samba doido que definitivamente não funciona.

Sem talento não se faz um bom jornal.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Já rolou alguma cabeça em Zero Hora? - UPDATE


Um jornal não é só Redação.

O departamento comercial é fundamental para a sobrevivência do negócio.

Sexta-feira, Zero Hora (Porto Alegre, RS) publicou em suas páginas 5 e 9 o anúncio do mesmo produto, com a mesma arte - apenas pequenos detalhes que identificam o estabelecimento comercial que o vende. E o preço.

O primeiro mercado (ESQ) vende mais barato. E deve ter ficado muito contente com a comparação inevitável.

Mas e o segundo mercado (DIR)? O que pensar do impresso que cobra um preço alto para essa propaganda de efeito contrário? Ninguém poderia avisar o cliente?

Agora o detalhe: em algum momento alguém colocou a palavra "NÃO" na arte. Provavelmente informando à equipe que essa arte não deveria ser publicada.

Mas como os espíritos jogam contra os impressos, é claro que saiu a arte que, possivelmente, não deveria ter saído.

Se isso acontece em um grande jornal, como o Zero Hora, o que mais deve ocorrer sem que o leitor saiba?

Incrível é quem 2019 a filosofia de trabalho não deveria mais ser a de venda de espaço no papel, como se fazia antes, mas a parceria publicação-anunciante. Um ganha-ganha.

Sexta-feira foi um ganha-perde. E perde muito.

Updating: fui informado por alguns leitores atentos que o tal "NÃO" no anúncio faz parte da publicidade (cada um bola do seu jeito, quem sou eu para criticar).
Isso significa que o primeiro anúncio (da pág. 5) está "incompleto", mas pode ser também uma "grande sacada" publicitária. Prefiro não arriscar.

De qualquer maneira o grande problema não é esse, mas sim a falta de respeito com o anunciante. Ninguém se dignou a avisar o mercado que havia um mesmo anúncio de seu concorrente por um preço mais barato. O vendedor apenas pensou na comissão por venda. E, possivelmente, perdeu o cliente.
A propósito, na edição de sexta-feira passada do Zero Hora (uma semana depois da derrapagem) não há anúncio do mercado prejudicado. Mas há 3 páginas do mercado privilegiado. Coincidência?


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Parece, mas não é


A edição paulistana do jornal Metro (SP) produziu uma bela capa na semana passada (ESQ), elogiada pelo Mídia Mundo.

Hoje, oito dias depois, a edição capixaba do Metro (Vitória, ES) repete a mesma ideia (DIR). Só que mantém as fotos originais de São Paulo, mesmo que a linha fina se refira à Grande Vitória.

Poderia ter copiado a ideia (afinal, é uma rede), sem problemas, mas com fotos próprias. Parece local, mas não é.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Os grandes também erram


Bola fora da Folha de S. Paulo (SP) em matéria de saúde, ontem.

Se esse título principal fosse verdade teríamos uma explosão de mulheres em torno aos 50 anos com altura beirando os 2,5 metros!!!

Faltou ler melhor antes de fechar a página. Ou aumentar o número de redatores no plantão.

PS: bem observado pelo leitor Leandro Tessler

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Quando o manual gráfico prejudica



Há alguns anos o "manual do bom desenho de jornais" liberou que as manchetes possam variar de corpo, fonte e até cor na manchete. Seria uma forma de chamar a atenção na primeira página.

Até aqui nenhum problema, desde que o editor saiba o que está fazendo - e conheça a fundo o objetivo de tal "licença poética".

Hoje O Liberal (Belém, PA) e Super Notícia (Belo Horizonte, MG) mostram como NÃO se deve fazer. Os dois jornais, para fazer uma linha entrar no espaço limitado, reduzem o corpo, escondendo a informação principal.

Os 10% do Pará e as 700 vagas de Minas são super relevantes. Mas entram na linha menor, como uma tática apenas para que entre no espaço.

Sugestão: pense mais antes de cometer esses absurdos gráficos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A ocasião faz a capa


O olhar atento do fotógrafo André Porto foi determinante para a beleza da capa do Metro (SP).

Pessoas caminhando com sombrinhas, para proteção do sol. O balé valeu capa.

E ficou muito bom.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Extra faz a leitura perfeita do momento


Enquanto a ministra da goiabeira fala em azul/vermelho, Extra (Rio de Janeiro, RJ) firma posição sem deixar dúvidas.

Genial.

A mesma foto de novo


A troca do letreiro no Ministério da Economia ganhou capa dos três jornalões.

Pouca criatividade, muita previsibilidade.

Está nas capas de Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP) e O Globo (Rio de Janeiro, RJ). Outra vez a mesma imagem.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O jornalismo clone e a anatomia de uma foto



A foto de capa de Folha de S. Paulo (SP) e de O Estado de S. Paulo (SP) é rigorosamente a mesma, apesar de terem sido disparadas (opa) por repórteres-fotográficos distintos.

Isso significa que nada mais previsível que a capa de um jornalão. Nenhuma referência (salvo Mônica Bergamo) ao caos como foram tratados os jornalistas ontem. Se você fosse dono de um jornal e a segurança impedisse um funcionário seu de trabalhar livremente, o mínimo que você faria seria publicar na capa uma nota de repúdio. Mas não.

A foto em questão é típica do candidato-polêmico-que-virou-presidente. Indicadores contra ele mesmo. Só compete com as imagens da imitação de arma, ainda dentro do Rolls-Royce.

Mas a foto permite outras leituras. Como a seguir.


Agora (SP) corta só no presidente. O foco é na faixa e nos dedos de Bolsonaro.

O Popular (Goiânia, GO) publica todo o quadro, inclusive com os aplausos do ex-presidente.

Uma mesma imagem com três leituras.
 
PS: obrigado ao olhar atento de Nelson Nunes