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quarta-feira, 10 de maio de 2023

As várias despedidas a Rita

No dia do adeus a uma unanimidade, todas as ideias são válidas. E fica sempre a sensação que daria para fazer algo mais. 

Nas capas de impressos brasileiros (e um português), um desfile de criatividade, trechos de músicas, epitáfio e fotos históricas da musa Rita Lee.

Hoje é um daqueles dias que não se pode brigar com a notícia. Quem não deu à Rainha do Rock o espaço que Santa Rita de Sampa merece, errou feio.


 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Jornais que desrespeitam o leitor


Só pode ser por preguiça - ou falta de capacidade jornalística. Não deve ser por maldade ou desrespeito, mas nunca se sabe.

Correio do Povo (Porto Alegre, RS) e Jornal do Commércio (Recife, PE) saíram hoje com foto principal de capa da Olimpíada de Inverno, que se disputa na China.

1. Porto Alegre ontem chegou a 36 graus Celsius, sensação térmica acima de 40, estiagem que castiga a lavoura. Recife apresentou outro dia quente e abafado, com mais de 31 graus Celsius, como costuma ser no verão. Falar de neve chega a ser maldade.

2. Os jogos de Inverno não têm a menor tradição e interesse para brasileiros, até por estarmos em um país tropical.

3. É verdade que as agências de notícias "empurram" imagens bonitas da competição. E tem quem engula. E publique. Mas um pouco de critério editorial faz bem.

Enfim, tremenda bola fora dos diários. O Correio ainda sai impresso para assinantes. O JC já abandonou o papel. Não é preciso explicar os motivos.

 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

400 mil formas de demonstrar tristeza

O Brasil chegou à triste marca das 400 mil mortes por Covid-19. E esse número ainda vai crescer. Muito.
Alguns impressos conseguiram marcar a nada invejável conquista, que por isso não pode ser esquecida.
Destaque para o mapa de parentesco do Extra (Rio de Janeiro, RJ), as fotos dos ausentes de O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e o uso de capa e contracapa em O Povo (Fortaleza, CE).


 

quarta-feira, 31 de março de 2021

Outro tradicional impresso deixa de circular


Quase um ano depois do concorrente, o Jornal do Commércio (Recife, PE) encerrou também sua edição impressa, deixando Pernambuco sem nenhum jornal de qualidade em circulação. O Diário de Pernambuco voltou a circular em agosto de 2020.

A nota do presidente do grupo, publicada na capa de hoje - última edição - ainda tenta atribuir a responsabilidade, como sempre, a fatores externos. Pandemia, crise, etc. Em nenhum momento a empresa assume seus erros.

O maior erro é sempre da gestão da empresa, que tem dificuldades em enxergar a mudança do modelo de negócios - e consequente obrigação de alterar os produtos. Recomendo a leitura desse texto que saiu no Meio & Mensagem (SP) há menos de um mês, quando fechou o Diário do Nordeste (Fortaleza, CE).

Os erros são muito parecidos.

Foram mais de 100 anos do JC. Agora apagaram-se as luzes.

terça-feira, 9 de março de 2021

Ninguém paga por leite vencido


Em tempos de mídias digitais, ágeis, é inadmissível um impresso ir às bancas estampando em manchete uma notícia ocorrida no início da tarde da véspera. Pior, com enorme repercussão em veículos eletrônicos.

Mas foi o que ocorreu. A decisão do ministro Edson Fachin, do STF, virou manchete - sem qualquer valor agregado - em pelo menos 10 jornais impressos do Brasil.

O absurdo é tanto que os jornais ainda querem cobrar do leitor por distribuir notícia velha. Seria o mesmo que um laticínio colocar no mercado leite vencido e querer cobrar pelo litro.

Um absurdo.

 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Clarice, 100 anos


O centenário de Clarice Lispector está em algumas capas hoje. É uma das maiores escritoras brasileiras de todos os tempos - apesar de ter nacido na Ucrânia.

Ilustrações em O Estado de S. Paulo (SP), Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e Jornal do Commercio (Recife, PE). Foto rasgada em corte surpreendente em O Povo (Fortaleza, CE).

Clarice merece.

 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Comparando três capas de uma mesma cidade




Vale a pena olhar com atenção as capas dos três jornais pernambucanos hoje (ainda que nem todos estejam circulando como impresso - e sim como PDF).

Diário de Pernambuco (Recife, PE), Folha de Pernambuco (Recife, PE) e Jornal do Commércio (Recife, PE) têm a mesma manchete e o mesmo assunto na foto principal.

O JC consegue, pelo menos, levantar um "contraditório" na linha fina. Os demais nem isso avançam, optam pela notícia pura e dura.

Já na imagem, o DP chegou mais tarde e mesmo assim ficou com a foto mais interessante: só os pés, sem o corpo da estátua caído. Mas a água do rio ao fundo. FP e JC foram pelo habitual, o fato.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Despedida com dignidade


Francisco Brennand foi um dos mestres das artes de Pernambuco.

Sua morte é tratada com enorme dignidade pelo Jornal do Commércio (Recife, PE).

Aos grandes, uma grande homenagem.

domingo, 13 de outubro de 2019

A lenta agonia de A Tarde


O jornal A Tarde (Salvador, BA) está morrendo.

Depois da crise econômica, da queda de circulação, dos desacertos empresariais, agora o editorial do histórico diário baiano está dando sinais de cansaço. Pelo jeito não há mais como reverter o quadro. Chegar vivo ao final do ano terá sido um feito louvável.

A canonização de Irmã Dulce é destaque sem margens para dúvidas em vários jornais brasileiros hoje, como o Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e Jornal do Commércio (Recife, PE). Mas em A Tarde a manchete é outra. Irmã Dulce ocupa apenas o terço superior.

A nova santa é mineira? Pernambucana? Não, Irmã Dulce nasceu, viveu e morreu em Salvador, onde, aliás, está seu santuário. Mas A Tarde distribui a atenção com vários outros temas. Para o jornal soteropolitano, parece normal o que ocorria no Vaticano. O diário assume sua irrelevância e não oferece meios para recuperar o espaço perdido.

Triste fim para um marco no jornalismo brasileiro. Seus dias estão contados.


sábado, 6 de julho de 2019

Criatividade é a palavra-chave


É muito chato ler tudo o que deputados escrevem. Principalmente para a reforma da previdência.

Por isso a missão dos meios de comunicação é traduzir para que todos entendam o "milagre" que poderá render quase R$ 1 trilhão.

O Jornal do Commercio (Recife, PE) inventou uma narrativa super inovadora. Um jogo. Passo a passo. E publicou na capa.

Bingo!