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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A democracia morre na escuridão


Vídeo do The Washington Post (Washington, DC) exibido domingo, no intervalo do Super Bowl.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Palmas para Estado de Minas


Absolutamente corajosa a capa do Estado de Minas (Belo Horizonte, MG).

A tragédia de Brumadinho, a poucos quilômetros de BH, já tem mais de 100 mortos confirmados - 71 dos quais identificados.

O acidente envergonha, choca, revolta. E é preciso falar cada vez mais desse absurdo para se evitar nova repetição.

Por isso o EM brilha ao fazer o perfil de 54 vítimas. Brancos, pretos, jovens, velhos, homens, mulheres. Estão lá, na capa do impresso mineiro.

Essa capa provoca reação dos leitores. Para isso serve um jornal.

Palmas para o bom jornalismo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

A capa que já nasce velha


Incrível como em 2019, com tantos exemplos, tanto estudo e tantas experiências ainda há jornais impressos que não entenderam que a informação digitalizada em tempo real é realidade - e faz tempo.

O centenário O Estado de S. Paulo (SP) e O Liberal (Belém, PA) cometem o mesmo erro básico: cravar número de vítimas em uma tragédia, quando a tendência é que isso vire uma bola de neve.

Dito e feito: ainda pela manhã o número de vítimas confirmadas já ultrapassava 60.

Como é possível tanto amadorismo em uma marca de referência como o Estadão?

Um erro de quase 1.700km


Pode ter sido a influência da música de Sá & Guarabyra, mas a Globo.com (Rio de Janeiro, RJ) cravou ontem à tarde, em manchete, que a tragédia de Minas aconteceu em Sobradinho (que fica na Bahia).

Alguns minutos depois corrigiu, como se vê no print.

Até existe um Sobradinho em Minas, mas é uma vila no distrito de São Roque de Minas, 300km de distância. Também fica longe da tragédia.











quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Enquanto isso na Venezuela...


Os sites das três principais marcas jornalísticas da Venezuela parecem estar em três países diferentes.

Últimas Notícias (Caracas, Venezuela), que foi um ótimo jornal, crítico, popular, mas que há poucos anos foi comprado por um investidor "secreto" (possivelmente o banqueiro Vargas, aliado de Nicolás Maduro), ignora as ruas e os 13 mortos. Prefere dar protagonismo ao presidente. E diz que ele rompeu relações com os EUA.

El Universal (Caracas, Venezuela) era conhecido por ser o jornal preferido pela aristocracia. Conservador, nunca simpatizou com o Chavismo. E bastou que as dificuldades financeiras aparecessem para os donos venderem a outro empresário misterioso. Hoje o site ignora absolutamente tudo e fala do valor do bônus da dívida venezuelana. Das ruas, nada.

El Nacional (Caracas, Venezuela) sempre foi alinhado com o liberalismo. E acabou sendo a última resistência dos opositores a Chavez e Maduro. Até que há poucos meses precisou abandonar a edição de papel (não recebia matéria-prima, pressionado pelo governo). Hoje mantém uma operação apenas digital. E, claro, fala do povo nas ruas pedindo a saída de Maduro. Conta a história de um dos mortos de ontem, de apenas 18 anos.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Como se desenha e como não se desenha uma capa


Incrível a diferença que faz um bom designer e um editor de capa.

O conteúdo do Correio de Gravataí (Gravataí, RS) ontem era farto, um grande tema que foi seguido passo a passo pela equipe.

Já o conteúdo do Extra (Rio de Janeiro, RJ) era forte, mas sem novas e boas imagens.

Só que a criatividade resolveu com muito sucesso a capa do diário carioca, enquanto os gaúchos, na ânsia de muito publicar em pouco espaço, decidiu encher de fotos, sem qualidade, sem critério, e ficou esse samba doido que definitivamente não funciona.

Sem talento não se faz um bom jornal.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Já rolou alguma cabeça em Zero Hora? - UPDATE


Um jornal não é só Redação.

O departamento comercial é fundamental para a sobrevivência do negócio.

Sexta-feira, Zero Hora (Porto Alegre, RS) publicou em suas páginas 5 e 9 o anúncio do mesmo produto, com a mesma arte - apenas pequenos detalhes que identificam o estabelecimento comercial que o vende. E o preço.

O primeiro mercado (ESQ) vende mais barato. E deve ter ficado muito contente com a comparação inevitável.

Mas e o segundo mercado (DIR)? O que pensar do impresso que cobra um preço alto para essa propaganda de efeito contrário? Ninguém poderia avisar o cliente?

Agora o detalhe: em algum momento alguém colocou a palavra "NÃO" na arte. Provavelmente informando à equipe que essa arte não deveria ser publicada.

Mas como os espíritos jogam contra os impressos, é claro que saiu a arte que, possivelmente, não deveria ter saído.

Se isso acontece em um grande jornal, como o Zero Hora, o que mais deve ocorrer sem que o leitor saiba?

Incrível é quem 2019 a filosofia de trabalho não deveria mais ser a de venda de espaço no papel, como se fazia antes, mas a parceria publicação-anunciante. Um ganha-ganha.

Sexta-feira foi um ganha-perde. E perde muito.

Updating: fui informado por alguns leitores atentos que o tal "NÃO" no anúncio faz parte da publicidade (cada um bola do seu jeito, quem sou eu para criticar).
Isso significa que o primeiro anúncio (da pág. 5) está "incompleto", mas pode ser também uma "grande sacada" publicitária. Prefiro não arriscar.

De qualquer maneira o grande problema não é esse, mas sim a falta de respeito com o anunciante. Ninguém se dignou a avisar o mercado que havia um mesmo anúncio de seu concorrente por um preço mais barato. O vendedor apenas pensou na comissão por venda. E, possivelmente, perdeu o cliente.
A propósito, na edição de sexta-feira passada do Zero Hora (uma semana depois da derrapagem) não há anúncio do mercado prejudicado. Mas há 3 páginas do mercado privilegiado. Coincidência?