Saiu na semana passada o levantamento do Poder360 (Brasília, DF) sobre assinantes dos principais veículos do Brasil. Mas a salada de informações é mais um problema do que um quadro explicativo confiável.
Por partes:
Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) aparecem na liderança. Por coincidência, os dois são auditados por uma empresa contratada (PwC) e não pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), o único instituto aceito pelo mercado - que audita todos os demais brasileiros. Critérios diferentes, confiabilidade idem. Ou seja, aqui se compara laranjas com bananas.
A queda de 16,5% de Zero Hora (Porto Alegre, RS) é assustadora. Ou o número de 2024 era inflado, ou o produto piorou muito. Vox Populi, Vox Dei.
Extra (Rio de Janeiro, RJ) e O Popular (Goiânia, GO) estão se equilibrando sobre o nada. Quando os anunciantes descobrirem, não haverá mais saída.
O Globo (Rio de Janeiro, RJ) parece estar fazendo o trabalho mais regular e confiável. Isso é chave para o futuro sustentável. Aliás, o diário carioca foi o único brasileiro vencedor do prêmio mundial da WAN-Ifra, anunciando ontem.