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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Furaço do The Intercept Brasil vai definir a mídia brasileira

The Intercept Brasil (SP) quebrou qualquer planejamento dos principais meios brasileiros. A matéria que revela as relações "pouco republicanas" entre o senador da extrema-direita e candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, pode ter definido a eleição de outubro. Pelo menos vai escancarar a torcida dos principais meios de comunicação do país.

O filho 01 do ex-presidente - atualmente em prisão domiciliar - Jair Bolsonaro já emitiu nota reconhecendo a amizade com Vorcaro. Antes ele não falava dessa parceria, sequer admitia conhecer o banqueiro.

A denúncia é forte. Cheia de provas. O Globo (Rio de Janeiro, RJ) demorou três horas para publicar o furo do TIB. Folha de S. Paulo (SP) meia hora menos, quase o mesmo que O Estado de S. Paulo (SP).

Amanhã (quinta-feira) as capas dos impressos vão evidenciar o que pensam cada meio de comunicação. Vai ser difícil esconder as preferências.


terça-feira, 12 de maio de 2026

Folha errou. Ombudsman também. Colunista idem

 

Bastava pedir desculpas pelo erro. Mas a Folha de S. Paulo (SP) está tentando defender o indefensável. Não adianta dar murro em ponta de faca - o jornal deveria saber disso com 105 anos de estrada.

A charge de Marilia Marz é infeliz. Ponto. A família da juíza falecida merece desculpas - ainda que a chargista alegue que não há nenhuma relação entre os fatos.

A ombudsman deveria, então, se desculpar em noma da Folha. Não fez isso. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandra-moraes-ombudsman/2026/05/charge-funebre-sobre-penduricalhos-gera-questionamentos-a-folha.shtml

A colunista, enfim, poderia ter mais empatia com leitores, em especial com os que conheciam a magistrada. Mas além de não fazer isso, tentou explicar o inexplicável. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/05/chargista-nao-debochou-da-morte-da-juiza.shtml

Erram todos. A arrogância da família Folha não permite desculpas.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Impressos desnecessários em BH

O acidente do monomotor em Belo Horizonte era a ocasião ideal para os impressos mineiros justificarem a existência. Só que não.

Ninguém precisa ler as edições de hoje de Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e O Tempo (Belo Horizonte, MG) para entender o que ocorreu. Não há nenhuma informação ou análise exclusiva, que justifique a leitura do exemplar. Tudo já foi dito nas edições digitais e na TV.

O EM até tentou, teve trabalho, planejamento. O Tempo nem isso.

Quem, por acaso, entrevistou as duas pessoas que desceram do avião na escala em BH? Ninguém.

Ocasião perdida para os impressos mineiros.

Que pena.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Sinais de censura no Planeta EUA

 

A capa do jornal La Nación (San José, Costa Rica) de ontem é um manifesto à liberdade de imprensa.

Por algum motivo incerto e não sabido, todos os membros do Conselho da empresa tiveram seus vistos de turismo e negócios junto aos Estados Unidos revogados. Todos.

Uma iniciativa inédita - ainda que legítima - do controle de imigração do país de Donald Trump.

Importante ver as cenas dos próximos capítulos.

Mas há um forte cheiro de censura. E quem faz censura, tem algo a esconder.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Cuidado com o que você escreve

 

Saiu no Daily Mail (Londres, UK), em dezembro de 2000.

Era uma pesquisa, dessas que chegam sem pedir licença em uma redação. Era um estudo prevendo que a Internet seria, quase, uma moda. E que desapareceria logo.

O repórter que assina a matéria era o especialista da publicação na época, um expert no assunto.

Pois 25 anos depois essa "barrigada" do DM circula em redes sociais ridicularizando a marca.

Muito cuidado com o que você escreve.

terça-feira, 31 de março de 2026

Circulação de impressos em queda livre também nos EUA

 
Se alguém ainda acredita na retomada dos impressos, melhor pensar em outra estratégia. A repetição de fórmulas prontas, acreditando na relevância da marca, é um fracasso.

Se no Brasil os números assustam (ninguém vende mais de 50 mil exemplares/dia, apesar de anunciarem outra realidade), nos Estados Unidos a esperança acabou. E as estatísticas explicam a realidade.

O impresso mais vendido do país é The Wall Street Journal (Nova York, NY), com 412.000 em 30 de setembro de 2025. Possivelmente já está abaixo dos 400 mil/dia. 12,9% de queda em 12 meses. The New York Times (Nova York, NY) caiu 8,6% no mesmo período e hoje vende 228.800 por dia. O levantamento do Alliance for Audited Media leva-se em conta também quem assina o PDF via internet também. Há quem tenha caído mais de 20% em um ano, como The Washington Post (Washington, DC).

Enfim, o comportamento da audiência mudou. Quem segue preocupado com o papel são os fabricantes de celulosa. Meios de comunicação sérios entenderem que o importante é não perder a conexão com a audiência. Seja por digital, por imagens ou por sinais de fumaça.


Fonte: Press Gazette

domingo, 29 de março de 2026

Big Techs faturam, cada uma, mais que toda mídia em conjunto

 

O quadro ao lado saiu na Semafor (Washington, DC).

Mostra que em 2021 o faturamento do Google ultrapassou a soma de todo dinheiro arrecadado pelos veículos de comunicação do mundo. No ano passado, a Meta também cruzou esse patamar. E a Amazon deve chegar no ano que vem.

Significa aquilo que todos já sabem - mas preferem não admitir: a verba de publicidade, que sempre sustentou a mídia, está trocando de mãos. A tecnologia abocanhou esse dinheiro, por incrível que pareça com enorme ajuda dos veículos de comunicação. Os veículos cavam, todos os dias, a própria sepultura.

Contra números não há argumentos.

Que pena!