Imprima essa Página Mídia Mundo

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

A coerência faz parte do bom jornalismo

The New York Times (Nova York, NY) não mede palavras para defender o que parece correto para sua linha editorial e o interesse de sua audiência: a demissão do governador Andrew Cuomo.

Não importa o partido (nesse caso, o Democrata). Bom jornalismo é ter coerência. NYTimes defende bandeiras, que foram quebradas por Cuomo.

Não há outro caminho se não a renúncia, diz o jornal em sua matéria de capa e em seu editorial.

 

domingo, 1 de agosto de 2021

Gráfico inovador


The Washington Post (Washington, DC) apresenta hoje um gráfico diferente. Uma espiral que mostra a evolução de um índice (mortes por ações policiais) nos últimos anos.

É muito bom que os impressos busquem novas soluções visuais para conquistar e fidelizar leitores.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Os imprescindíveis e os descartáveis


Há jornais que entendem sua audiência. E não têm medo de dar opinião quando os fatos são tão descarados que é preciso defender o leitor de mentiras. Nesse grupo estão Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP), por exemplo.

Há outros, porém, que preferem agradar A ou B, em prejuízo da informação, e ainda fingem praticar um jornalismo isento. Nesse grupo está o Correio do Povo (Porto Alegre, RS), moribundo matutino gaúcho que já teve forças para destituir governadores, mas hoje corre atrás de migalhas de um governante desacreditado.

Basta ler as manchetes de hoje e escolher o lado.

O primeiro grupo resiste bravamente às crises e assume a posição de "imprescindível".

O segundo time é o dos descartáveis, a caminho do penhasco.

Lamentável.


 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

A comunicação estatal com uso ideológico


Mídia Mundo não tem o menor interesse em discutir política em seus espaços, mas preza pelo uso correto de canais estatais de comunicação.

Não é o que ocorre com o Twitter da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República).

Para comemorar o Dia do Agricultor, a Secom acaba de postar uma foto de um jagunço, um capanga armado. Não é foto de trabalhadores no campo, de produção ou de grãos. É de um homem armado, que "cuida" do terreno. Um segurança, em outras palavras. Que ameaça bandidos... e o próprio agricultor - no dia do agricultor.

Não, Secom. Não é para isso que serve esse canal.

Erro histórico que deixa escancarado o uso ideológico dos canais de comunicação de governo - que deveriam ser de Estado.

Os agricultores do país estão com vergonha de tamanho mau gosto.


PS: colaboração de meu atento filho Gustavo

terça-feira, 27 de julho de 2021

Jornalismo local que ignora as raízes


Os impressos hoje servem para o "algo a mais", a evolução da notícia, a explicação. Os sentimentos, o orgulho, a análise.

Era isso que os habitantes da cidade gaúcha de Canoas esperavam ver hoje, a consequência e a festa do primeiro nadador da terra a conquistar uma medalha olímpica - Fernando Scheffer, bronze nos 200 livres. Mas não. Na capa do Diário de Canoas (Canoas, RS) há a tristeza de uma praia abandonada e o drama de uma onça. E Scheffer?

Possivelmente o diário não quis esperar a prova, que aconteceu às 22h43, horário brasileiro, e terminou dois minutos depois. Um horário pelo menos 30 minutos mais cedo do que o final das partidas de futebol que começam às 21h30 - e que, de vez em quando, estão no DC.

Bem, mas se o impresso "comeu mosca", o site deve ter seguido o assunto, certo? Errado. A primeira matéria com algo mais do que o resultado entrou apenas às 10h27 de hoje, quase 12 horas depois da façanha. Tremendo desprezo pela audiência.

Quando um canoense poderá ganhar outra medalha em natação? Talvez no próximo século. Com sorte.


Com essa mesma lógica, O Progresso (Imperatriz, MA) também não conseguiu ir além na conquista da skatista Rayssa Leal, a Fadinha. Nada. Nem uma conversa com a família.

Pior: entrou na lógica das quatro chamadas de capa do site, dividindo espaço com um assassinato e com um jogo de futebol que ocorreu domingo. E hoje é terça-feira.

Esse é o tipo de jornalismo que está morto. Aliás, talvez não deva mais se chamar jornalismo.










 






sexta-feira, 23 de julho de 2021

Como o Japão vê os Jogos Olímpicos


Os Jogos Olímpicos de Tóquio começaram hoje. Mas parece que a atenção dos japoneses não é tão grande assim - a julgar pelas capas dos jornais.

A notícia aparece nas primeiras páginas de Asahi Shimbum (Tóquio, Japão), Manichi Shimbum (Tóquio, Japão), Okinawa Times (Okinawa, Japão) e The Japan Times (Tóquio, Japão). Mas chamam tão pouco a atenção que um marciano não apostaria no início dos jogos em terras japonesas.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Hermanos ainda não entenderam o tamanho da tragédia


A Argentina chegou a 100 mil mortos pelo Covid-19. E os impressos se comportaram de maneira, no mínimo, curiosa.

Clarín (Buenos Aires, Argentina). La Nación (Buenos Aires, Argentina) e La Voz del Interior (Córdoba, Argentina) se preocuparam em marcar a triste marca.

Mas os regionais El Ancasti (Catamarca, Argentina), El Litoral (Santa Fé, Argentina) e Rio Negro (General Roca, Argentina) trataram as 100 mil vítimas como uma notícia qualquer. Da mesma maneira como se fazia há 50 anos. Uma manchete burocrática, sem emoção, com a mesma lógica de "Presidente promete aumentar o salário mínimo" ou "PIB será 2% maior neste ano". 

Impressionante o descaso com a tragédia.