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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Palmas para a criatividade brasileira

Depois de uma participação vergonhosa no Festival de Publicidade de Cannes, no ano passado, o Brasil parece recuperar terreno.

O case Código de Barras, para o Mercado Livre, da Agência B9, de São Paulo, é absolutamente genial.

Assista!


O grande impresso peruano assume posição

Não é novidade que El Comercio (Lima, Peru), impresso de referência do Peru, é conservador e sempre apoiou iniciativas de direita em suas páginas.

A novidade é o "grito" de hoje na capa. Chamar uma pessoa de "antidemocrático" parece um passo a mais. Roberto Sanchez, candidato da esquerda à presidência da república, perdeu o segundo yurno para a candidata da extrema-direita Keiko Fujimori por uma diferença inferior a 50 mil votos. E não quer reconhecer a derrota.

Sanchez argumenta que 300 mil votos vindos do Exterior podem ter sido manipulados. A Justiça Eleitoral garante que os resultados são limpos. De qualquer maneira, o país sai das urnas mais dividido do que nunca.

Por isso El Comercio corre um risco gigantesco, ao ser rude com um candidato que recebeu quase a metade dos votos do país. É como abrir mão da audiência de meio Peru.

PS: sim, Keiko é filha do ex-presidente e ditador corrupto Alberto Fujimori, falecido, que fugiu para o Japão para não ser preso, mas acabou na cadeia peruana.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Não há mais palavras

 

Messi já fez tudo. Recorde sobre recorde.

O desafio de criatividade dos impressos é transformar isso em uma boa capa.

O diário Olé (Buenos Aires, Argentina) admitiu, em discreta manchete entre parênteses: Não há mais palavras.

Genial!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Leia e releia o Digital News Report 2026



Saiu o relatório Digital News Report 2026, documento imprescindível organizado pelo Reuters Institute (Londres, UK) com apoio da Universidade de Oxford. São tantas boas informações que fica difícil listar algumas. Mas vamos lá:

* Só 7% dos brasileiros dizem que se informam por mídia impressa (metade de quem usa chatbots de IA);

* A confiança nas notícias, no Brasil, caiu ao seu mínimo histórico: 36%. Quase metade de 10 anos atrás;

Enfim, leia o relatório aqui ou por PDF nesse link. Se preferir em espanhol também é possível.



quarta-feira, 10 de junho de 2026

Como matar uma marca

 

O Diário de S. Paulo (SP) nasceu a partir do Diário Popular (DP), o velho "Rei das Bancas".

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) comprou o impresso paulistano no início do milênio e mudou o nome. Tentou fazer um competidor qualificado da Folha de S. Paulo (SP) e de O Estado de S. Paulo (SP). Não deu certo.

Pouco depois mudou a fórmula. Decidiu fazer do DSP um Extra (Rio de Janeiro, RJ) em terras paulistanas. Também não funcionou.

Em 2010, o falecido empresário J. Hawilla comprou o Diário e montou uma operação conjunta com a Rede Bom Dia, que operava no interior paulista. Foi o primeiro jornal brasileiro a entender que a notícia já estava na Internet - e que era preciso ir além. Deu muito certo no início, mas a resposta comercial não foi a esperada. E a pressa do empresário sepultou a ideia, transformando o DSP em um popular de baixa qualidade. Foi a primeira pá de terra no inovador Diário de S. Paulo.

Depois, foi vendido para alguns empresários de pouca reputação até cair nas mãos de Kleber Moreira, um político que tentou ser deputado estadual por São Paulo, em 2014, e conseguiu pouco mais de 4 mil votos - claro, não foi eleito.

Hoje o jornal é clandestino. Ninguém sabe onde encontrá-lo. Mas em redes sociais o Diário segue tentando fazer barulho com informações pouco confiáveis - e a serviço da extrema-direita. A manchete de hoje, sobre uma pesquisa tão confiável como uma cédula de 3 reais, é mais um triste capítulo do enterro do Diário de S. Paulo.


PS: tive o prazer de coordenar a virada do DSP em 2011, quando foi reconhecido como o impresso mais inovador do Brasil. Pena que não se deu tempo ao tempo

terça-feira, 9 de junho de 2026

Só faltou acertar a manchete

 

O mais tradicional impresso do Peru está perdido.

Domingo ocorreu o segundo turno das eleições presidenciais. Ontem foi dia de contagem de votos. A disputa está voto a voto - a diferença na hora do fechamento da edição de El Comercio (Lima, Peru) era menor que 0,1%.

Aí o jornal não quis refletir em sua capa essa certeza de um país dividido em lados iguais. E apelou para as abstenções na manchete.

Ora, as eleições já ocorreram. Quem votou, votou. Agora é preciso saber quem ganhou e como vai ser o governo no novo(a) presidente com um país tão dividido.

Errou El Comercio.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

As apostas de Nike e de Adidas para a Copa

Copa do Mundo é época de ver como grandes marcas de artigos esportivos tentam se posicionar para faturar mais algum com as torcidas. Em geral, vídeos criativos e de excelente produção.

No Mundial 2026 não é diferente. Vale var o que Nike e Adidas prepararam. Uma goleada de ideias.