Imprima essa Página Mídia Mundo: 2020

domingo, 29 de novembro de 2020

Jornalões muito iguais em SP


 No dia do segundo turno, O Estado de S. Paulo (SP) e Folha de S. Paulo (SP) tiveram rigorosamente a mesma ideia. 

Manchete com pesquisa (Estadão utilizou Ibope, Folha o Datafolha), fotos dos candidatos em banquinhos nada habituais.

Parece difícil ser original em São Paulo.

sábado, 28 de novembro de 2020

IstoÉ pisa na bola


A capa da esquerda é do Correio Braziliense (Brasília, DF) de sexta-feira, 20 de novembro. A da direita é da IstoÉ de ontem, 27 de novembro.

Uma semana depois a revista copia a arte do jornal, não pede autorização e sequer dá crédito. Até o título é copiado!

A arte é de Kleber Sales, que trabalha no CB.

Ficou feio, IstoÉ. Tremenda bobagem.


PS: Bem observado pelo Poder360



 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Pouco talento no adeus a Maradona

Talvez a morte de Diego Maradona tenha surpreendido os responsáveis pelas edições impressas. Talvez o isolamento social esteja dificultando a criatividade. Mas a verdade é que pouquíssimos jornais brilharam no dia seguinte à morte do craque.

No Brasil ninguém se destaca a ponto de justificar a compra de um exemplar. Tampouco na Argentina.

Bons exemplos estão em Libération (Paris, França) e La Tercera (Santiago, Chile). 

Os impressos ficaram devendo.


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Estadão defende reeleição de Covas

 Pode-se concordar ou não, mas O Estado de S. Paulo (SP) assumiu um lado nas eleições municipais de São Paulo. Defende, em editorial, a reeleição do prefeito Bruno Covas.

Os veículos de comunicação no Brasil não costumam assumir seus lados, no campo da Opinião e dos Editoriais. Dizem ser em nome da "isenção", embora essa "neutralidade" precise ser nas notícias. Como ensinam os impressos da Europa e dos EUA, não há problema em defender ideias, desde que isso não contamine a lisura da informação.

Vai ser cada vez mais normal o posicionamento. Ainda que uma parte dos leitores não concorde - e talvez procure outro veículo.




quinta-feira, 19 de novembro de 2020

As capas equivocadas - outra vez - dos impressos gaúchos

A escola gaúcha de edição clichê de capas segue na ativa.

Ontem jogaram as duas principais equipes de futebol de Porto Alegre. O Grêmio, à tarde e em casa, poderia até empatar para se classificar - e ganhou por 2 a 0 do Cuiabá, em um jogo fácil. Já o Inter, à noite, precisava vencer o América em Belo Horizonte para sonhar com algo. Venceu aos 49 do segundo tempo, no último lance. E perdeu na sétima cobrança do desempate por pênaltis.

Ou seja, as partidas não eram iguais em horário, em necessidade/dificuldade, tampouco no roteiro dos 90 minutos e nem no desfecho. Fatos desiguais merecem tratamentos diferentes.

Mas Zero Hora (Porto Alegre, RS), Correio do Povo (Porto Alegre, RS), Jornal NH (Novo Hamburgo, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) pecaram pelo excesso de planejamento, ignoraram a realidade dos fatos e ofereceram aos leitores capas absurdas, onde o "peso" de cada equipe local deve estar equilibrado.

Tremenda bobagem. Chega a ser um descaso com a inteligência do leitor.

E a circulação? Baixando, é claro.

sábado, 14 de novembro de 2020

A capa bem posicionada de uma revista brasileira


Os veículos de comunicação do Brasil começam a tomar posição. Tal qual se vê no Exterior, a mídia brasileira está descendo do muro - e sendo extremamente criativa.

A revista IstoÉ (SP), mais uma vez, faz uma releitura do que acontece em Brasília e oferece uma crítica contundente ao Executivo.

Que outros veículos mirem-se no exemplo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

O jornalismo indispensável das (boas) revistas


As revistas recuperam a essência do bom jornalismo. Análises, inteligência em um olhar.

The Economist (Londres, UK) e Der Spiegel (Berlim, Alemanha) fazem uma releitura clara de dois fatos da semana e se mostram indispensáveis outra vez.

Sem isso as revistas não servem para nada.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

A melhor contracapa do ano


Uma revista precisa ser planejada do início ao fim. O final (ou o recomeço) é a contracapa.

A Society (Paris, França), irreverente revista quinzenal, trouxe o esperado na capa, mas conseguiu uma contra inesquecível.

Grande ideia!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

O impresso de notícias velhas


A pérola foi cometida pelo Correio do Povo (Porto Alegre, RS). Biden foi eleito sábado, mas o CP não imprime a edição de domingo.

Aí o jornal gaúcho decide "informar" que há um novo presidente nos EUA. Na segunda-feira, pelo menos 36 horas depois que a notícia foi confirmada.

Não se trata de uma notícia comum, mas a novidade mais esperada do sábado. Ou seja, acreditar que algum leitor do Correio não soubesse dessa informação no dia de hoje é subestimar a inteligência da audiência.

Traduzindo: o CP cobra por divulgar notícias velhas. Depois estranha quando o número de assinantes cai assustadoramente.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Um país aos pedaços


A bandeira esfarrapada na capa da revista Time (Nova York, NY) revela exatamente o sentimento dos americanos.

O baixo nível dos líderes em uma nação dividida é um aviso do que pode acontecer, no futuro, no Brasil.

Quem perde é o país.
 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Indignação mineira


O popular Super Notícia (Belo Horizonte, MG) faz eco da indignação de todos os brasileiros, com o escândalo de incompetência no Judiciário de Santa Catarina.

Não, não existe estupro culposo.

Em CAIXA ALTA.

Capas que não dizem nada



O horário não ajudou, é verdade, mas os jornalões precisam pensar em algo mais criativo do que o nada. 

As manchetes de Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP) e O Globo (Rio de Janeiro, RJ) conseguem ser tão vazias que não dá vontade de ler.

Fica difícil manter assinantes dessa forma.




 






terça-feira, 3 de novembro de 2020

As capas em dia de eleições



A melhor capa do dia das eleições nos EUA é do latino La Opinión (Los Angeles, CA). Nada de subir no muro, nada de esperar algo do atual presidente. É uma capa-pôster para ajudar a comunidade de fala hispânica a tomar opinião.

Um grito alto para ninguém fingir que não ouviu.


No exterior o Morgenavisen Jyllans-Posten (Viby, Dinamarca) trabalha muito bem o grafismo, como se fosse a bandeira estilizada. E a mensagem: o mundo está esperando pelas vozes americanas.


Ainda na Europa, o Ara (Barcelona, Espanha), defensor da independência catalã, publica a bandeira americana rasgada, como dividido está o país.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Uma matéria que só funciona no Digital


Um excelente exemplo de como utilizar ferramentas digitais de um modo simples, para melhorar uma história, está em El País (Madri, Espanha).

A matéria Un salón, un bar y una clase: así contagia el coronavirus en el aire mostra com detalhes os perigos da contaminação na vida cotidiana.

Imperdível.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Tomar posição é qualidade, não defeito


Há um mito no jornalismo de que a "imparcialidade" precisa guiar as decisões editoriais. Esse critério é tão antigo que até mesmo as tradicionais publicações do planeta já não o seguem - embora muitos brasileiros que não querem tomar posição aproveitam essa "desculpa" para não descer do muro.

É muito diferente tomar uma posição de mentir. Assumir um lado significa que editorialmente a marca considera isto melhor do que aquilo, este mais indicado do que aquele outro. Mesmo em eleições. Mas é inaceitável mentir ou esconder informações em benefício de A ou B.

The Economist (Londres, UK), a mais respeitada revista de economia e política do mundo, foi às bancas hoje com uma imagem de uma surrada bandeira americana sobre a Casa Branca e a manchete que não deixa dúvidas: Por que tem que ser Joe Biden.

Lamentavelmente no Brasil os meios de comunicação têm medo de assumir tão abertamente um lado, como The Economist fez. Isso é sinal de grandeza, de transparência para com sua numerosa audiência.



 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Mais neutralidade burra no Sul

Outra segunda-feira, outra vez a neutralidade burra nos impressos gaúchos.

O Internacional disputou uma "final antecipada" contra o Flamengo. Os dois líderes em um jogo eletrizante, decidido aos 50 minutos do segundo tempo.

Grêmio - apenas no meio da tabela - foi com os reservas enfrentar o Athlético do Paraná, equipe da zona de rebaixamento.

O que fazem os impressos gaúchos? Espaços iguais. Ou seja, não conseguem admitir que as partidas não têm o o mesmo peso, a mesma importância. Mesmo que ambas valham os mesmos 3 pontos, uma define a liderança do Brasileirão. A outra absolutamente nada - com uma equipe descaracterizada.

Zero Hora (Porto Alegre, RS), Correio do Povo (Porto Alegre, RS), Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) e até o Jornal NH (Novo Hamburgo, RS) oferecerem os famigerados "espaços iguais" às duas equipes. Negam-se a pensar como um jornalista deve pensar: priorizações, escolhas, hieraquias.

PS: no post Neutralidade Burra, da semana passada, que mostrava exatamente a mesma coisa 7 dias atrás, recebi um comentário alegando que isso ocorre para agradar o assinante, que do contrário cancelaria sua assinatura. Pois devo dizer que esse tipo de justificativa não faz o menor sentido. Os assinantes estão fugindo pela baixa qualidade dos impressos, que insistem em praticar erros como essa pseudo-neutralidade. É preciso ter coragem para decidir, enfim, o que é mais importante. E descer do muro.



 


domingo, 25 de outubro de 2020

Um caderno para crianças que vale a pena ler


O The New York Times for Kids é um suplemento que o The New York Times (Nova York, NY) publica especialmente para crianças. Mas diferentemente da grande maioria dos produtos para jovens, o NYT for Kids é sensacional. Bem feito, original, bem desenhado, bem pensado.

A edição da semana é sobre como alguém se transforma em presidente. Dá vontade de ler. Tem passatempos, tem desenhos super bem acabados, jogos, gráficos.

Enfim, quando se faz algo com talento e imaginação - e não de qualquer jeito - um produto pode dar certo.




 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Mudança de logo por uma causa


A revista Time (Nova York, NY) foi às bancas pela primeira vez na história com um logo em que não aparece o nome da publicação, mas uma mensagem. Na mesma fonte, mesmo corpo, mesmo número de letras: VOTE.

Os americanos estão em clima eleitoral e um dos grandes medos de quem pretende mudar a presidência é a alta abstenção (o voto por lá não é obrigatório).

Por uma campanha institucional tão importante, vale tudo. Até mudar o logo. E mesmo mudar o nome da revista por uma edição.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

A neutralidade burra

 



Os jornais impressos gaúchos estão se esforçando para espantar os poucos leitores que ainda restam.

A edição por piloto-automático vai acabar por encerrar as edições - ou, pelo menos, tirar completamente a importância da primeira página.

Sempre que há campeonato de futebol, diz uma regra arcaica do Sul, é preciso dar o mesmo peso a Grêmio e a Internacional na capa. Quem foi o "gênio" que implementou tal lei é uma incógnita - possivelmente não trabalha mais em jornalismo, foi vencido pelo tempo.

Acontece que cada equipe é uma equipe. Que a importância de cada partida é diferente. Que a posição no campeonato é outra. E, mais ainda, que o dia de realização de cada jogo é também algo que deveria dar dois pesos diferentes às equipes.

O Grêmio jogou sábado. Empatou com o São Paulo na capital paulista. E está no meio da tabela. Assunto velho, que se esgotou na noite de sábado ou no início da manhã de domingo.

O Internacional jogou ontem, no fim da tarde. Venceu o Vasco da Gama e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro.

Ou seja, a grandeza dos jogos, o momento de realização e as consequências não são comparáveis. Jornalisticamente o Internacional é sensação, é notícia da segunda-feira. O Grêmio, uma breve.

Mas hoje três jornais gaúchos trazem rigorosamente a mesma estratégia editorial no que se refere ao futebol. E erram juntos.

Zero Hora (Porto Alegre, RS) divide a capa em espaços iguais para as partidas de Grêmio e de Internacional. Correio do Povo (Porto Alegre, RS) copia a ideia infeliz e faz o mesmo. Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) é outro que erra também pelo mesmo motivo.

É lamentável. Uma prova de que falta inteligência criativa por trás dos impressos gaúchos. E, dessa forma, o futuro não é nada promissor.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Nada mais relevante do que vidas


Não tem guerra de insultos entre os candidato à presidência, não tem fofocas políticas na primeira página. Para o The New York Times (Nova York, NY) nada é mais importante que a terceira onda de Covid.

Mais um ponto para o melhor jornal do mundo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Redes sociais dão sinais de decência


Facebook e Twitter resolveram limitar o compartilhamento de uma história com toda a cara de "fake". Ou seja, em tempo real duas das maiores redes sociais do planeta tomaram uma ousada decisão para impedir que uma potencial mentira vire verdade a poucos dias das eleições americanas.

O jornal New York Post (Nova York, NY), alinhado com a candidatura Trump e com a rede Fox News, publica hoje uma suposta "bomba": as relações do filho do candidato de oposição Joe Bines, Hunter Biden, com uma companhia energética ucraniana - acusada de corrupção.

A matéria, jornalisticamente, está mal construída: faltam fontes, sobram especulações. Na dúvida, as redes conseguiram limitar o alcance de seu conteúdo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Jornalismo de qualidade, talento e credibilidade

 

Em tempos de baixa credibilidade em conteúdos jornalísticos, acerta em cheio El Tiempo (Bogotá, Colômbia) ao valorizar a seriedade de suas apurações nas vozes dos protagonistas: os jornalistas.

Jornalismo de qualidade, talento e credibilidade, diz o slogan. Lindas histórias de produtores de conteúdo sério, que fazem de El Tiempo a publicação de referência da Colômbia.

Um caso para ser copiado. Pelos melhores.

PS: tenho enorme orgulho de ter coordenado treinamentos em jornalismo digital para a equipe de El Tiempo, em Bogotá. O resultado não poderia ter sido melhor

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Dia das Crianças lembrado por poucos



Apesar da pandemia e do isolamento social, o 12 de outubro ainda é Dia das Crianças.

Poucos jornais lembraram. Entre as honrosas exceções, o Jornal NH (Novo Hamburgo, RS) e o Estado de Minas (Belo Horizonte, MG).

Boas pautas. Um olhar de futuro e uma visão de presente.

sábado, 10 de outubro de 2020

Planejamento de primeira página


Os jornais líderes de Los Angeles e de Miami se planejaram para publicar uma boa foto de capa so jogo entre Lakers e Heat, que poderia decidir a NBA - campeonato de basquete dos EUA.

Só que a vitória da equipe de Miami adiou a decisão para domingo - e mesmo assim pode não sair campeão.

O Los Angeles Times (Los Angeles, CA) tinha tanta certeza que o Lakers seria campeão que nem pensou em "Plano B". Acabou publicando a derrota em espaço nobre.

O Miami Herald (Miami, FL) apostou certo. E contou com a sorte.

 

domingo, 4 de outubro de 2020

Chega ao fim o primeiro Mídia Mundo Ideias

 

Foram 10 entrevistas, 10 conversas com especialistas em assuntos ligados à prática do jornalismo - e ao negócio das comunicações: 5 brasileiros, 5 estrangeiros.

O resultado do projeto Mídia Mundo ideias é um completo painel, imprescindível para quem está no mercado ou pretende conhecer mais detalhes do que acontece no mundo do jornalismo.

As 10 entrevistas estão em aqui.

A última, com Marc Basté, do Diari de Sabadell (Sabadell, Espanha), foi uma aula de otimismo para quem ainda tem dúvidas sobre a viabilidade do negócio jornalismo - e já está publicada com legendas.

Missão cumprida!

www.cultura.rs.gov.br

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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Mídia Mundo Ideias chegando ao final com atrações imperdíveis

O Projeto Mídia Mundo Ideias apresenta amanhã o último encontro de 2020, uma conversa com o espanhol Marc Basté, sobre os segredos do sucesso do Diari de Sabadell (Sabadell, Espanha).

Marc assumiu o jornal em situação de pré-falência em 2017 e reinventou a marca e a operação.  Hoje o DS está no azul. Bom jornalismo, boa gestão e um pouco de ousadia é a fórmula.

Amanhã, 11h30, Marc explica.

E quem perdeu as conversas com Andrés Mompotes do El Tiempo (Bogotá, Colômbia) e com o diretor de jornalismo da TV Cultura (SP), Leão Serva, é só conferir aqui embaixo.


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Adeus a Quino, "pai" da Mafalda

O genial Quino morreu ontem.
Deixou Mafalda e milhões de admiradores orfãos.
Os impressos tiveram muito tempo para pensar em como fazer a homenagem definitiva ao cartunista. Poucos acertaram.