Imprima essa Página Mídia Mundo: 2019

sábado, 18 de maio de 2019

O Dia, outra vez sensacional


O impresso serve para a pós-notícia, para a análise, a crítica, o exclusivo. E isso deve ser transmitido da maneira mais criativa. A narrativa linear - título, texto e foto - muitas vezes vira paisagem.

O Dia (Rio de Janeiro, RJ) é desses jornais que não quer ser mais um na banca. Pretende mostrar para que serve.

Se o túnel do Rio desabou, a capa de O Dia também vira pedacinhos.

Excelente!

quinta-feira, 16 de maio de 2019

A melhor capa do dia


Mesmo com o povo nas ruas, poucos jornais conseguiram fazer uma capa que combine com a importância das manifestações de ontem.

O melhor, de longe, foi O Dia (Rio de Janeiro, RJ).

Simples e direto.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

A melhor foto do ano


Lula Marques é um daqueles fotógrafos cuja obra dispensa legenda.

Hoje, na Câmara de Deputados, ele - mais uma vez - arrasou.

Genial!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Jornal velho assumido


O gaúcho adora a "grenalização". Se um diz sim, o outro fala não. Se um gosta de vinho, o outro prefere cerveja.

Assim os jornais gaúchos adoram contemplar gregos e troianos - no caso, gremistas e colorados. Por medo de causar revolta em alguma torcida.

Só que os assuntos não são iguais. Pior, o Inter jogou ontem, mas o Grêmio empatou sábado à tarde.

Aí três jornais gaúchos abusam da paciência do leitor considerando as partidas de Inter e de Grêmio com igual peso. Na segunda-feira...

Depois os gênios do marketing não entendem os motivos da queda de leitores em Zero Hora (Porto Alegre, RS), Metro (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS).


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Para isso serve o impresso


Esqueça a ideia de que uma capa deve traduzir o mais importante do dia, como um shopping center.

A capa é a vitrine da loja de "grife". Uma grande aposta, para atrair o cidadão a entrar. Lá dentro há outras ofertas de qualidade.

O Diário Catarinense (Florianópolis, SC) entendeu essa nova lógica. E fez uma capa sublime hoje.

Posicionou-se. Com força.

Palmas!

A melhor leitura sobre o decreto das armas


Metro (SP).

Sem manchete.

O desenho fala por si.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Os 10 anos do i


O tempo voa. Lá se vão 10 anos do lançamento do mais surpreendente jornal da Europa daquele ano de 2009. Tanto que o i (Lisboa, Portugal) arrebatou diversos prêmios de jornalismo em seus três primeiros anos.

O projeto - que tive a honra de participar - começou como um sonho de uma empresa de jornais de Leiria e do Interior de Portugal em ter presença também em Lisboa. A primeira ideia era comprar um título já existente. Mas por liberdade de criação - e economia - optou-se por lançar algo completamente novo.

Sob a direção de Martim Avillez Figueiredo, um grupo de jovens e geniais jornalistas decidiu fazer o que parecia impossível: praticar bom jornalismo e, através da criatividade, entrar em um disputado mercado editorial lusitano.

Depois do lançamento muita coisa aconteceu - até mesmo a venda do jornal e a saída da esmagadora maioria daqueles jornalistas. O i cumpre hoje 10 anos, ainda que sem tanta relevância e criatividade como naquele 2009.

Parabéns.

PS: do FaceBook da colega brasileira Luciane Coelho, que naquele tempo emprestava seu talento à criação e à diagramação de páginas. sobre um projeto gráfico lindamente elaborado pelo espanhol Javier Errea.

Tem coisas que só com o impresso


O papel ainda é extremamente relevante. Só morrem os impressos de gestores sem imaginação.

Exemplo de como ter vida longa?

A Folha de S. Paulo (SP) acaba de fazer uma ação para a Gol Linhas Aéreas, que seria impossível apenas no digital.

É preciso enxergar mais que um palmo à frente.

Excelente ideia da Folha, da Gol e da agência Almap BBDO.

sábado, 4 de maio de 2019

Os jornais-revistas de Santa Catarina


Muito se tem discutido sobre o que deve ser a edição do impresso no fim de semana: um diário com conteúdo da véspera, ou um semanário, com características próprias.

Quem primeiro adota no Brasil essa segunda variável é o Grupo NSC, de Santa Catarina. Os três jornais Diário Catarinense (Florianópolis, SC), A Notícia (Joinville, SC) e Jornal de Santa Catarina (Blumenau, SC), edição conjunta sábado e domingo, se aproximam de revistas até mesmo na capa.

Trata-se de um caminho quase inevitável para os grandes jornais.


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Cheiro de censura no ar


A Venezuela foi às ruas terça e quarta-feira. Há os que protestam - e quase derrubam o presidente Maduro. E os que apoiam o governo bolivariano.

O Diário 2001 (Caracas, Venezuela) sai com uma manchete que lembra as receitas de bolo dos jornais brasileiros na ditadura dos anos 60.

Será que algum censor andou podando a manchete obvia?

sexta-feira, 26 de abril de 2019

O comercial do BB vetado pelo PR




Se alguém ainda não viu, aqui está o link para o comercial do Banco do Brasil vetado pessoalmente pelo Presidente da República.

Além de se meter onde não deveria, o capitão de quebra levou a cabeça do Diretor de Marketing do BB que aprovou a peça.

Tempos sombrios em Brasília.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Estava indo tudo bem...até que o medo falou mais alto


O Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) esteve a ponto de fazer uma capa perfeita, criativa, posicionada - como deve ser um impresso. Mas escorregou no último detalhe.

A contagem dos três meses de Brumadinho, com os números e a triste conclusão, tudo em branco sobre preto, é um achado. Sensacional. Ousado.

Então por que estragar tudo com uma foto desnecessária? Bastava colocar a mesma informação em texto, exatamente como já está o bloco à direita da imagem. O efeito da foto na capa tirou a atenção do principal. Lamentável.

Que pena.

O medo de fazer uma capa puramente gráfica venceu a ousadia.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Emoção na França


Pelo menos 14 impressos franceses copiaram a ideia genial do Libération, quando as chamas ainda ardiam na Notre Dame.

Mas três outros jornais souberam traduzir alguma emoção. "Que Tristeza!", diz o Le Républicain Lorrain (Metz, França). "A Desolação", resume o Le Dauphiné (Grénoble, França). "O Impensável", observa Le Télégramme (Lorient, França).

Na tragédia é hora de ser mais criativo do que nunca.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

O drama em 10 caracteres


Hoje o post é do colega Nelson Nunes:

Duas palavras, 10 toques. E o drama esta ali, contado do inicio ao fim

A arte de contar um capítulo da historia da humanidade em apenas 10 caracteres.

É a capa flash do Libération (Paris, França).

PS: Valeu, Nelsinho!

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Criatividade para salvar o impresso


Que o impresso está em crise, não há discussão. Mas o que os jornalistas deveriam fazer, em primeiro lugar, é justificar a existência do impresso. Não mais como reprodutor de breaking news, mas como refinador de conteúdo.

Algo como fez o Jornal NH (Novo Hamburgo, RS) ao dedicar capa monotemática à tragédia da pequena Estância Velha. Bem diferente do que cometeu Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS), que fez exatamente o que não deveria fazer (alguém do RS hoje ignora o duplo assassinato da manhã de ontem?). E mais ou menos o que tentou Zero Hora (Porto Alegre, RS), que focou no drama da família. Mas escondeu na capa, dominada pela alegria do futebol.

Ou o impresso adota a política editorial semelhante à da capa do Jornal NH, ou o caminho para a morte está traçado.


terça-feira, 9 de abril de 2019

O Rio de Janeiro não está tão lindo assim


No mesmo dia o carioca precisou conviver com a notícia de que o Exército fuzilou um músico, sem explicações, e que São Pedro castigou a cidade com uma chuva impressionante.

O sempre criativo Extra (Rio de Janeiro, RJ) fez uma capa sensacional na primeira edição (ESQ), mas mudou para registrar a força das águas na terceira edição.

O Dia (Rio de Janeiro, RJ) registou 80 furos de bala na capa. Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) e Metro (Rio de Janeiro, RJ) preferiram as palavras, em um dia de poucas palavras e muito sofrimento.




sexta-feira, 5 de abril de 2019

A inteligência e o apelo


Sexta-feira de surpresas nos impressos brasileiros.

Se o Extra (Rio de Janeiro, RJ) foi - uma vez mais - genial, em colocar aposentados - especialistas em bancos - para avaliar o banco (de reservas) do Flamengo, o Super Notícia (Belo Horizonte, MG) exagerou.

O líder de venda avulsa, de R$ 0,50 nas bancas, está apelando para um palavreado além do razoável, que causa um pouco de vergonha a quem compra um exemplar.

Não precisava.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Hora de rever princípios editoriais


O Globo (Rio de Janeiro, RJ) é, provavelmente, o veículo brasileiro que melhor entendeu as necessidades editoriais de cada uma de suas plataformas - e o convívio positivo de todas elas. Por isso tem uma redação integrada. Por isso um mesmo grupo comanda as apostas em impresso, digital, vídeo.

É estranho, portanto, o diário carioca rasgar seus acordos e apostar na manchete do Flamengo (na Taça Rio). Mais ainda, ser o mais informativo possível: Nos pênaltis, Fla vence Vasco e ergue a Taça Rio.

Sem ir além, sem exercer sua melhor característica: a criatividade.

Por um dia, O Globo voltou à década passada. Que volte logo a 2019.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Seis exceções honrosas


Correio Braziliense (Brasília, DF), Extra (Rio de Janeiro, RJ), Super Notícia (Belo Horizonte, MG), Metro (SP), O Popular (Goiânia, GO) e Diário Catarinense (Florianópolis, SC) respeitam o leitor.

Eles - e somente eles - pensaram um pouco e consideraram que a notícia da prisão de Temer era velha para a manhã de hoje. E deram um passo a mais.

Basta raciocinar um pouco e a solução aparece.

Sem isso os jornais caminham para a beira do abismo. São desnecessários.




Jornais que não servem para nada




Michel Temer foi preso ao meio-dia de ontem, aproximadamente.

Quem quis hoje contar ao leitor que o ex-presidente foi preso, como se fosse uma notícia "parem as máquinas" esqueceu em que ano estamos.

Para os jornais que aparecem nesse post, Internet, rádio, TV, redes sociais e convívio social não existem.

Uma prova viva de como os jornais no Brasil estão se tornando descartáveis e desnecessários.

Não avançam. Não ousam. Nada.









sexta-feira, 8 de março de 2019

O Globo vai além da informação


Se alguém ainda não viu o Projeto Celina, de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), não sabe o que está perdendo.
Como um meio de comunicações pode - e deve - tomar partido em temas relevantes da sociedade.


A foto-desejo das duas capas


É praticamente a mesma foto.

A da Folha de S. Paulo (SP) é de autoria de Antonio Lacenda (Agência Efe).

A do Estado de S. Paulo (SP) de Fábio Motta, da equipe do jornal.

As duas são praticamente iguais, tiradas com frações de segundos de diferença, com repórteres-fotográficos lado a lado.

O mais curioso é a mensagem. Parece desejo dos dois jornais paulistas. E isso que o governo ainda não completou 70 dias.