Imprima essa Página Mídia Mundo: 2019

sábado, 9 de novembro de 2019

A mesma foto nos jornalões


Os fotógrafos de O Estado de S. Paulo (SP) e Folha de S. Paulo (SP) estavam lado a lado, como fazem tantas vezes, e clicaram juntos?

Não, a imagem das capas dos matutinos paulistanos é do repórter-fotográfico Ueslei Marcelino, da Agência Reuters.

Quando se usa material de terceiros há esse risco.

Coincidência a aposta dos dois pela mesma foto, ontem.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Qual é o jornal mais feio?


Desde que a Internet passou a estar na vida de 10 entre 10 brasileiros, o impresso virou produto nobre, objeto de desejo. E, portanto, precisa ter ótima qualidade...e um desenho que chame a leitura.

Dois jornais brasileiros ainda não entenderam o momento. Hoje Diário dos Campos (Ponta Grossa, PR) e Diário de Taubaté (Taubaté, SP) disputam o nada honroso título de impresso mais mal desenhado do País.

Os dois são muito feios. E não conseguem hierarquizar informações.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

O Globo se posiciona contra a política anti-jornalismo do Presidente


Agora é a vez de O Globo (Rio de Janeiro, RJ).

Os veículos de comunicação do Brasil já não suportam tantos xingamentos de baixíssimo nível de quem deveria ser o guardião da democracia nacional. O Presidente da República, que já ordenou que as instituições deixem de comprar jornais - e tenta retirar editais e balanços do modelo de negócio dos impressos - está se comportando como um déspota, que não aceita críticas ao ser (des)governo.

Pior para ele.

Hoje o matutino carioca, com extrema elegância, ataca o PR com luvas de pelica em editorial. Como uma ação sempre gera reação, é hora de esperar o que vem por aí pelos lados de Brasília.

Palmas a O Globo, que não ficou quieto.

domingo, 3 de novembro de 2019

Folha transforma limão em limonada


O Presidente da República, em um ato extremo de desrespeito à imprensa, ordenou o cancelamento das assinaturas da Folha de S. Paulo (SP) - a pediu para os anunciantes deixarem de ser clientes do jornal paulistano. Algo inédito no Brasil democrático.

Hoje a Folha respondeu em capa falsa.

Ótima reação. 

sábado, 2 de novembro de 2019

Folha esqueceu uma matéria


Aconteceu na edição de ontem da Folha de S. Paulo (SP). Há o espaço previsto para a matéria sobre o Brexit. Mas não a matéria.

Curioso. Esquecimento? Erro? É assim mesmo?

Na edição de hoje não há explicações.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Escolha sua capa


O Extra (Rio de Janeiro, RJ) quer agradar toda torcida: hoje sai com duas capas, dependendo da vontade do leitor.

Criatividade para conquistar leitores.

Estadão abriu o voto


Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político de O Estado de S. Paulo (SP), depois da manchete de hoje o voto está escancarado.

O Estadão apoia a reforma da previdência. E, pelo jeito, outras coisas mais do atual governo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Censura contra a censura na Austrália



Os jornais da Austrália foram às bancas hoje com um capa (auto) censurada. Trata-se de um protesto contra atos de intimidação e censura do governo, contra o Canal ABC e a um jornalista da News Corp.

O parlamento australiano aprovou mais de 60 leis que protegem o sigilo da informação, nos últimos 20 anos. A imprensa resolveu reclamar.

Se essa moda pegar em um país ao Sul do Equador...

PS: alerta atento do colega Alexandre Aguiar, via Jeison Rodrigues.


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Breaking News: Mais três jornais deixam de circular



A crise do impresso chegou a Santa Catarina.

O maior grupo local, NSC (antiga RBS), anunciou hoje que a partir do dia 26 de outubro seus três jornais deixam de ser diários. Diário Catarinense (Florianópolis, SC), A Notícia (Joinville, SC) e Jornal de Santa Catarina (Blumenau, SC) se transformam em semanários, mantendo a operação digital.

Depois da Gazeta do Povo (Curitiba, PR) e de A Gazeta (Vitória, ES), agora mais um líder regional abandona o papel, movido pela baixa circulação e pela queda de anunciantes. E desta vez são três produtos locais - mais o popular Hora de Santa Catarina (Florianópolis, SC), que desaparece por completo no impresso, mantendo apenas sua página digital.

Até o fim do ano, possivelmente outras marcas seguirão o mesmo caminho no Brasil.

A foto do ano


Ela se chama Gabriela Biló, repórter-fotográfica de O Estado de S. Paulo (SP), e acaba de produzir a melhor foto do ano.

Gabriela estava no lugar certo na hora certa (um talento dos bons repórteres) e clicou o "tiro" de Jair Bolsonaro em Sérgio Moro, sob o riso de Paulo Guedes.

A foto é brilhante. Tem tudo o que se espera de uma boa imagem: conta uma história.

Com toda certeza, será vencedora de concursos de jornalismo em 2019.

Parabéns, Gabriela!

PS: do FaceBook da colega Cileide Alves

Pequenas diferenças significativas


Em dia de grande tragédia, que abala a cidade, a capa do impresso já vem pré-pronta. Certamente O Povo (Fortaleza, CE) e Diário do Nordeste (Fortaleza, CE) tinham imagens da melhor qualidade para escolher e impactar no dia seguinte da queda do edifício.

Mas aí entra o talento do design. O Povo se preocupa até em entrelaçar o logo com os entulhos, criando uma simbiose perfeita. Rasga a foto e deixa a manchete que pouco acrescenta fora da caixa. Aqui quem manda é a foto.

Mas o Diário aplica o logo (em branco) e a manchete (em inexplicável negro) sobre a foto, roubando do leitor informações necessárias da imagem. Mais: não abre mão de anunciar um absurdo anabolizante no rodapé. Hoje era dia de esquecer tudo o que não fosse a tragédia.

Ponto para O Povo.

domingo, 13 de outubro de 2019

A lenta agonia de A Tarde


O jornal A Tarde (Salvador, BA) está morrendo.

Depois da crise econômica, da queda de circulação, dos desacertos empresariais, agora o editorial do histórico diário baiano está dando sinais de cansaço. Pelo jeito não há mais como reverter o quadro. Chegar vivo ao final do ano terá sido um feito louvável.

A canonização de Irmã Dulce é destaque sem margens para dúvidas em vários jornais brasileiros hoje, como o Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e Jornal do Commércio (Recife, PE). Mas em A Tarde a manchete é outra. Irmã Dulce ocupa apenas o terço superior.

A nova santa é mineira? Pernambucana? Não, Irmã Dulce nasceu, viveu e morreu em Salvador, onde, aliás, está seu santuário. Mas A Tarde distribui a atenção com vários outros temas. Para o jornal soteropolitano, parece normal o que ocorria no Vaticano. O diário assume sua irrelevância e não oferece meios para recuperar o espaço perdido.

Triste fim para um marco no jornalismo brasileiro. Seus dias estão contados.


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Escolha sua capa


A Time (Nova York, NY) decidiu montar três capas para a edição dessa semana.

O tema é o mesmo, com a mesma linha fina: soldados que nasceram depois do início das guerras em que os EUA estão metidos. Ou seja, defendem algo mais antigos que eles próprios.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

A boa ideia tem prioridade


Um jornal impresso vive de boas ideias. É preciso bolar a pauta, executar com perfeição e saber editar.

Hoje o Correio de Gravataí (Gravataí, RS) acertou a mão.

Boa pauta, boa capa.

Disse tudo em uma manchete e uma foto.

domingo, 29 de setembro de 2019

A última A Gazeta - A nova A Gazeta


A Gazeta (Vitória, ES) se moderniza.

Hoje circulou a última edição dominical do jornal que marca a agenda capixaba. A partir de agora, o impresso passa a ser semanal e o digital ganha força.

No final de julho o popular Notícia Agora deixou de circular.

Os novos tempos exigem decisões difíceis e ousadas.

Muita sorte aos novos tempos de A Gazeta.

Um jornal-revista de fim de semana


Na esteira do relançamento do Jornal NH (Novo Hamburgo, RS), vale encher os olhos com o novo produto de fim de semana do Grupo Sinos: ABC.

Pela capa, que trata dos imigrantes da região gaúcha, já dá para se antever a qualidade da publicação. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Jornal NH de cara nova


O mais importante jornal do interior gaúcho (possivelmente um dos maiores do país fora das capitais) está renovado. O Jornal NH (Novo Hamburgo, RS) chegou aos assinantes hoje com um desenho moderno, para coroar a virada editorial desenvolvida nos últimos meses (ESQ: última edição do velho modelo. DIR: nova que saiu hoje).

Mais limpo, mais analítico, mais profundo, o impresso passa a viver harmonicamente com a nova operação digital (também renovada). Um complementa o outro. E a redação integrada faz com que tudo funcione na hora certa para a audiência correta.

Sábado o ABC vira produto de fim de semana (hoje é dominical), enquanto amanhã vai às ruas o Jornal de Gramado. Semana que vem será a vez do Jornal VS, do Diário de Canoas e do Correio de Gravataí.

A grande mudança é no modelo editorial e nas estratégias impresso-digital. Isso permitirá vida longa aos produtos do Grupo Sinos. Novas fontes de receita, novas potencialidades comerciais, novo jeito de encarar a audiência.

PS: tive a honra de coordenar o processo de mudança dos jornais do Grupo Sinos, junto aos profissionais da empresa. O desenho é do meu colega espanhol Antonio Martín. Um agradecimento especial a todos do GES que permitiram que o projeto prosperasse.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Mais um jornal deixa de circular


Está virando paisagem: outro jornal deixou de circular. Agora foi o Diário do Comércio, Indústria & Serviços - DCI (SP). A edição do fim de semana foi a saideira.

A lei que faculta às empresas a publicação de balanços em impressos ou ambientes digitais foi a pá de cal. Sem recursos, o DCI decidiu seguir apenas com a operação na Internet.

Verdade que a crise já tinha retirado a relevância do jornal há algum tempo. Mas sempre é triste assistir mais um jornal fechar.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Falta inteligência editorial em A Tarde


A Tarde (Salvador, BA) foi um grande jornal.

Sim, foi.

Hoje trata-se de um impresso quase descartável, que costuma errar em suas principais apostas.

A manchete de hoje é um exemplo explícito.

1. Qual a importância para os baianos que o presidente falará amanhã na ONU? Não há nada mais relevante em terras baianas?

2. Por que uma notícia de Brasília é manchete? Não seria mais útil algo local, que só A Tarde tem?

3. Algo previsível, conhecido, dito e repetido inúmeras vezes, de agenda pública, merece ser manchete?

A Tarde precisa mudar já. Ou em breve teremos o fechamento de mais um impresso na Bahia.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Duas boas capas de sexta-feira


O Povo (Fortaleza, CE) faz o sorvete derreter por cima do logo, para lembrar o dia mundial do alimento.

Enquanto isso o calor faz O Popular (Goiânia, GO) rasgar foto do "culpado" pela alta temperatura: o sol, clicado pelo repórter-fotográfico Wildes Barbosa.


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

No jornalismo, precisão é fundamental


Jornais, às vezes, têm boas ideias - e erram na execução.

Exemplo claro é o da gasolina em Fortaleza, como bem trabalhou O Povo (Fortaleza, CE).

Ótimo um gráfico, simples, na capa. Mas a manchete não pode errar por detalhes.

O gráfico mostra que a grande alta da gasolina foi entre julho e agosto. Ou seja, o preço não "começa" a subir. Ele já começou há pelo menos um mês.

São detalhes, que fazem toda a diferença.

O corte inovador da Folha


Atenção ao corte da foto principal de capa da Folha de S. Paulo (SP):

1 coluna por meia página!

É muito bom surpreender sempre que possível.

sábado, 14 de setembro de 2019

Uma mesma aposta em três frentes


Os impressos da NSC Comunicação (ex-RBS em Santa Catarina) costumam apostar em um mesmo assunto na edição do fim de semana.

Hoje Diário Catarinense (Florianópolis, SC), A Notícia (Joinville, SC) e Jornal de Santa Catarina (Blumenau, SC) publicam uma extensa matéria sobre as "pescadeiras". Boa matéria, lindas fotos dessas personagens dos mares catarinenses.

Se cada marca tem o poder de mudar a foto, para aproximar de seu público, não deveria ser permitido alterar também a informação básica. No DC a reportagem diz que foi do Farol de Santa Marta até Itapoá. No AN o limite ao norte seria São Francisco do Sul. Mas a matéria é a mesma.

PS: o DC tem razão. A última praia catarinense é mesmo Itapoá. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Última edição e mágoa


O gratuito Express (Washington, DC), gratuito do poderoso The Washington Post, circulou pela última vez hoje. A crise matou mais um impresso.

Mas os editores do tabloide distribuído nos metrôs e ônibus da periferia da capital nos últimos 16 anos, atribui a saída de circulação ao celular. E sem papas na língua deram de manchete na derradeira edição:

Esperamos que vocês gostem dos seus fedorentos telefones.

Não é comum para um meio impresso atacar uma ferramenta tão usada pela sociedade, mas a raiva está explicada. Pelo menos na visão do Express.

PS: alerta do atento Nelson Nunes

sábado, 7 de setembro de 2019

Jornalismo moderno precisa assumir posições


Foi-se o tempo em que um jornal considerado "sério" deveria ter a chamada isenção total. Jornal tem opinião, defende posições - e é assim que ganha relevância com sua audiência.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, cometeu ontem mais uma de suas folclóricas ações polêmicas, ordenando o recolhimento de obras consideradas (por ele) impróprias na Bienal do Livro. Esses livros tinham motivos LGBT.

Foi o que bastou para uma tremenda reação em cadeira no Rio. E hoje pelo menos dois jornais interpretam com inteligência a bobagem do prefeito.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) mostra moradores de rua - entre eles, crianças - e avisa: isso sim é "impróprio.

Folha de S. Paulo (SP) publica como imagem única na capa o desenho que chocou Crivella.

Em tempos de perseguição política e ameaça de censura, não é hora de apenas observar. É preciso tomar uma posição.

PS: com observação do colega Jeison Rodrigues

SOS A Tarde


O jornal A Tarde (Salvador, BA) está passando por enormes dificuldades - e não é de hoje.

O tradicional diário baiano não soube se modernizar enquanto mantinha a liderança na região. E aos poucos - prejudicado por erros administrativos - definhou. Depois passou por uma venda frustrada e por outras negociações pouco claras, que não deram certo. Ao mesmo tempo alguns aventureiros tentavam encontrar uma fórmula mágica, sem resultado.

Hoje A Tarde é o que sobrou daquele jornal soteropolitano que fez muito sucesso. E basta olhar a capa para entender a penúria na busca por bons conteúdos.

A manchete é uma notícia commodity de Brasília. A foto principal é de um amistoso sem qualquer importância da Seleção Brasileira.

Faltam motivos para alguém comprar um exemplar. Triste ver A Tarde assim. Se não se mexer imediatamente vai desaparecer. E logo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A crítica criativa


Extra (Rio de Janeiro, RJ) consegue acertar em cheio na fragilidade das instituições.

Com criatividade, relaciona o ambiente de mais uma morte estúpida com o ufanismo que está começando a pairar sob o céu brasileiro.

E com uma foto absolutamente sensacional, de Bruno Kaiuca.

Palmas!

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Veja achou Queiroz


Veja (SP) voltou a praticar bom jornalismo (ufa).

Na edição que está nas bancas, a revista desvenda o paradeiro de Queiroz, a pedra no sapato da família Bolsonaro. O ex-assessor da família - que controlava as "rachadinhas" - está em São Paulo, vivendo "de rendas" e se tratando em um local público como o Hospital Albert Einstein.

A propósito: a Polícia Federal o procura em vão há oito meses. Ou não quis achá-lo.

Veja fez aquilo que se espera de uma publicação de qualidade: jornalismo, no seu sentido mais amplo.

A matéria (para assinantes) está aqui.