Na edição de domingo, O Povo brinca com a superposição de logotipos - remetendo à volta ao passado.
Anistia (para golpistas)? De novo?
Mais um acerto da equipe de O Povo. Parabéns, Gil Dicelli e time.
Na edição de domingo, O Povo brinca com a superposição de logotipos - remetendo à volta ao passado.
Anistia (para golpistas)? De novo?
Mais um acerto da equipe de O Povo. Parabéns, Gil Dicelli e time.
Todos os clichês sobre uma capa viram bobagem quando aparece algo brilhante como a primeira página de hoje do impresso O Povo (Fortaleza, CE).
Quem disse que precisa ter manchete? Quem falou em foto dominante? E as pequenas chamadas para outros temas?
Nada disso tem valor, quando há um assunto tão relevante que merece quebrar todas as regras - e por isso mesmo é o tema que primeiro determina a originalidade da capa (sim, não invente fazer o mesmo com assuntos de baixo interesse, por favor).
O Jornal do Brasil (Rio de Janeiro, RJ), em seus melhores tempos, fez uma edição sem manchete em 1973, para informar a morte de Salvador Allende, então presidente do Chile, e o golpe de estado dos militares. Mas naquele tempo era uma burla à censura, que determinou que o assunto não poderia ser manchete dos jornais. A saída foi fazer texto puro, sem manchete - e sem desobedecer a orientação.
Agora não. A capa de O Povo é talento puro. É mais um movimento para mostrar como o impresso é importante.
Parabéns Gil Dicelli e equipe.
Como dizem os franceses quando querem elogiar, "chapeau".
ActivateO fato é muito maior do que punir o ex-Presidente da República a 27 anos de xilindró. É garantir que nada está acima da democracia e da Constituição Federal.
Os impressos no Brasil ficaram no óbvio, em geral. E não merecem registro. Linda exceção foi O Povo (Fortaleza, CE), onde o excelente designer Gil Dicelli traduziu o dia em uma imagem.
Na mosca!
O ex-presidente e seu primeiro escalão acabam de aparecer em uma completa investigação da Polícia Federal sobre conspiração para golpe de estado no Brasil. É grave. Por muito pouco o país escapou de cair em uma nova ditadura.
Mas poucos impressos deixam isso claro. A esmagadora maioria lava as mãos, tentando apenas noticiar o fato divulgado ontem. Só que impresso precisa se posicionar. O país está revoltado e quer justiça.
Entre as poucas capas que oferecem algo a mais está O Povo (Fortaleza, CE), uma aula de como ser simples e acertar um golpe do estômago do político, e Extra (Rio de Janeiro, RJ), que não poupou qualificações em letras garrafais para caracterizar os 37 indiciados.
Menos medo, por favor.
A situação do ex-presidente está ficando crítica. Para completar o STF autorizou a quebra do sigilo bancário de Bolsonaro e de sua mulher. Parece que o futuro não será simpático ao ex-presidente.
Mas como resumir tudo isso em uma manchete?
O Povo (Fortaleza, CE) fez muito bem. Simples e de muito bom gosto. O design de O Povo, aliás, se destaca na imprensa brasileira.



Ou seja, o que menos importa no futebol brasileiro hoje é o resultado do jogo. O fato está no motim, na primeira grande movimentação de jogadores e comissão técnica da Seleção dos últimos tempos. Mas alguns jornais insistem em falar do jogo, apenas do jogo, em um caso explícito de preguiça editorial e de mau jornalismo.








