Bravo!
Bravo, revista Piauí (SP).
Tem algo em comum entre os nomes que aparecem na capa da edição de agosto/26. Talvez os citados não consigam entender.
Genial.
PS: do FaceBook do atento Sérgio Cunha
Bravo!
Bravo, revista Piauí (SP).
Tem algo em comum entre os nomes que aparecem na capa da edição de agosto/26. Talvez os citados não consigam entender.
Genial.
PS: do FaceBook do atento Sérgio Cunha
Os impressos da Espanha e da Argentina fora previsíveis hoje. Os europeus comemorando o título com a foto dos jogadores com a Copa do Mundo. Já os hermanos com a lenda Messi e um "Gracias".
Mas o pequeno Hoy (La Plata, Argentina) soube ser um pouquinho (não muito) original. Escolheu uma fotos que conta o que poucos viram. Por isso se diferenciou do resto.
A imagem por trás dos jogadores abraçados, com a torcida ao fundo, é a linda mensagem que fica.
A Rádio Gaúcha (Porto Alegre, RS) e sua plataforma digital GauchaZH pisaram na bola na semana passada, ao considerarem a participação de seus acionistas como um dos "fatos do dia", como mostrei nesse post.
Agora a situação piorou um pouco. O entrevistado Nelson Sirotsky fez duas previsões ao vivo - e os colunistas/especialistas aplaudiram, admirados:
1. A Croácia seria a nova surpresa, passando por Portugal e pela Espanha;
2. O Brasil venceria o Hexa "pelo que vi nos bastidores";
Quinta-feira Portugal venceu por 2 a 1 e eliminou a Croácia. Ontem Haaland despachou o Brasil.
Como analista de futebol, Sirotsky é um ótimo Publisher.
Hoje a foto do atacante inglês Harry Kane está nas capas de O Estado de S. Paulo (SP), Folha de S. Paulo (SP), O Tempo (Belo Horizonte, MG) e Zero Hora (Porto Alegre, RS), entre outros. Ou seja, para esses impressos não nenhum outro assunto que mereça tanto destaque visual como o inglês que fez dois gols ontem na Copa.
Mas é curioso: no Reino Unido, país de Kane, nem todos consideram esse o tema central do dia. O popular Daily Express (Londres, UK) coloca como segunda foto. Nem na Argentina de Messi a "ameaça" Kane ganha capa, como mostra Clarín (Buenos Aires, Argentina).Pelo jeito, trata-se de mais um sinal da síndrome de vira-latas que assola o Brasil em vários aspectos. Até na imprensa.
Depois de eliminar a poderosa Alemanha na Copa do Mundo, o Paraguai não mede alegrias.
A capa do La Nación (Assunção, Paraguai) não deixa dúvidas.
Depois de uma participação vergonhosa no Festival de Publicidade de Cannes, no ano passado, o Brasil parece recuperar terreno.
O case Código de Barras, para o Mercado Livre, da Agência B9, de São Paulo, é absolutamente genial.
Assista!
A novidade é o "grito" de hoje na capa. Chamar uma pessoa de "antidemocrático" parece um passo a mais. Roberto Sanchez, candidato da esquerda à presidência da república, perdeu o segundo yurno para a candidata da extrema-direita Keiko Fujimori por uma diferença inferior a 50 mil votos. E não quer reconhecer a derrota.
Sanchez argumenta que 300 mil votos vindos do Exterior podem ter sido manipulados. A Justiça Eleitoral garante que os resultados são limpos. De qualquer maneira, o país sai das urnas mais dividido do que nunca.
Por isso El Comercio corre um risco gigantesco, ao ser rude com um candidato que recebeu quase a metade dos votos do país. É como abrir mão da audiência de meio Peru.
PS: sim, Keiko é filha do ex-presidente e ditador corrupto Alberto Fujimori, falecido, que fugiu para o Japão para não ser preso, mas acabou na cadeia peruana.
Messi já fez tudo. Recorde sobre recorde.
O desafio de criatividade dos impressos é transformar isso em uma boa capa.
O diário Olé (Buenos Aires, Argentina) admitiu, em discreta manchete entre parênteses: Não há mais palavras.
Genial!
* Só 7% dos brasileiros dizem que se informam por mídia impressa (metade de quem usa chatbots de IA);
* A confiança nas notícias, no Brasil, caiu ao seu mínimo histórico: 36%. Quase metade de 10 anos atrás;
Enfim, leia o relatório aqui ou por PDF nesse link. Se preferir em espanhol também é possível.
O Diário de S. Paulo (SP) nasceu a partir do Diário Popular (DP), o velho "Rei das Bancas".
O Globo (Rio de Janeiro, RJ) comprou o impresso paulistano no início do milênio e mudou o nome. Tentou fazer um competidor qualificado da Folha de S. Paulo (SP) e de O Estado de S. Paulo (SP). Não deu certo.
Pouco depois mudou a fórmula. Decidiu fazer do DSP um Extra (Rio de Janeiro, RJ) em terras paulistanas. Também não funcionou.
Em 2010, o falecido empresário J. Hawilla comprou o Diário e montou uma operação conjunta com a Rede Bom Dia, que operava no interior paulista. Foi o primeiro jornal brasileiro a entender que a notícia já estava na Internet - e que era preciso ir além. Deu muito certo no início, mas a resposta comercial não foi a esperada. E a pressa do empresário sepultou a ideia, transformando o DSP em um popular de baixa qualidade. Foi a primeira pá de terra no inovador Diário de S. Paulo.
Depois, foi vendido para alguns empresários de pouca reputação até cair nas mãos de Kleber Moreira, um político que tentou ser deputado estadual por São Paulo, em 2014, e conseguiu pouco mais de 4 mil votos - claro, não foi eleito.
Hoje o jornal é clandestino. Ninguém sabe onde encontrá-lo. Mas em redes sociais o Diário segue tentando fazer barulho com informações pouco confiáveis - e a serviço da extrema-direita. A manchete de hoje, sobre uma pesquisa tão confiável como uma cédula de 3 reais, é mais um triste capítulo do enterro do Diário de S. Paulo.
PS: tive o prazer de coordenar a virada do DSP em 2011, quando foi reconhecido como o impresso mais inovador do Brasil. Pena que não se deu tempo ao tempo
O mais tradicional impresso do Peru está perdido.
Domingo ocorreu o segundo turno das eleições presidenciais. Ontem foi dia de contagem de votos. A disputa está voto a voto - a diferença na hora do fechamento da edição de El Comercio (Lima, Peru) era menor que 0,1%.
Aí o jornal não quis refletir em sua capa essa certeza de um país dividido em lados iguais. E apelou para as abstenções na manchete.
Ora, as eleições já ocorreram. Quem votou, votou. Agora é preciso saber quem ganhou e como vai ser o governo no novo(a) presidente com um país tão dividido.
Errou El Comercio.
Copa do Mundo é época de ver como grandes marcas de artigos esportivos tentam se posicionar para faturar mais algum com as torcidas. Em geral, vídeos criativos e de excelente produção.
No Mundial 2026 não é diferente. Vale var o que Nike e Adidas prepararam. Uma goleada de ideias.
Saiu na semana passada o levantamento do Poder360 (Brasília, DF) sobre assinantes dos principais veículos do Brasil. Mas a salada de informações é mais um problema do que um quadro explicativo confiável.
Por partes:
Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) aparecem na liderança. Por coincidência, os dois são auditados por uma empresa contratada (PwC) e não pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), o único instituto aceito pelo mercado - que audita todos os demais brasileiros. Critérios diferentes, confiabilidade idem. Ou seja, aqui se compara laranjas com bananas.
A queda de 16,5% de Zero Hora (Porto Alegre, RS) é assustadora. Ou o número de 2024 era inflado, ou o produto piorou muito. Vox Populi, Vox Dei.
Extra (Rio de Janeiro, RJ) e O Popular (Goiânia, GO) estão se equilibrando sobre o nada. Quando os anunciantes descobrirem, não haverá mais saída.
O Globo (Rio de Janeiro, RJ) parece estar fazendo o trabalho mais regular e confiável. Isso é chave para o futuro sustentável. Aliás, o diário carioca foi o único brasileiro vencedor do prêmio mundial da WAN-Ifra, anunciando ontem.
As manchetes de quatro dos principais impressos do país saíram praticamente idênticas: O Globo (Rio de Janeiro, RJ), Zero Hora (Porto Alegre, RS), Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) atribuem o dinheiro entregue pelo criminoso banqueiro Daniel Vorcaro ao senador e candidato à presidência pela extrema-direita Flávio Bolsonaro como "verba para filme". Ou seja, nenhum quis arriscar que, talvez, os US$ 10 milhões (que seriam, na verdade, mais que o dobro) tivessem outro fim. Ficaram na defensiva, como se isso fosse "isenção factual".
Erro de leitura, que o assinante não perdoa.
O Correio Braziliense (Brasília, DF) foi um palmo mais longe e fez uma manchete que, pelo menos, coloca em dúvida a boa ação de Vorcaro. Ufa!
Nenhuma empresa de comunicação tradicional do Brasil assume que a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ruiu. Todos têm medo de algum fantasma. E seguem na torcida de que as revelações de ontem tenham sido uma miragem temporária.
O filho 01 do ex-presidente - atualmente em prisão domiciliar - Jair Bolsonaro já emitiu nota reconhecendo a amizade com Vorcaro. Antes ele não falava dessa parceria, sequer admitia conhecer o banqueiro.
A denúncia é forte. Cheia de provas. O Globo (Rio de Janeiro, RJ) demorou três horas para publicar o furo do TIB. Folha de S. Paulo (SP) meia hora menos, quase o mesmo que O Estado de S. Paulo (SP).
Amanhã (quinta-feira) as capas dos impressos vão evidenciar o que pensam cada meio de comunicação. Vai ser difícil esconder as preferências.
Bastava pedir desculpas pelo erro. Mas a Folha de S. Paulo (SP) está tentando defender o indefensável. Não adianta dar murro em ponta de faca - o jornal deveria saber disso com 105 anos de estrada.
A charge de Marilia Marz é infeliz. Ponto. A família da juíza falecida merece desculpas - ainda que a chargista alegue que não há nenhuma relação entre os fatos.
A ombudsman deveria, então, se desculpar em noma da Folha. Não fez isso. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandra-moraes-ombudsman/2026/05/charge-funebre-sobre-penduricalhos-gera-questionamentos-a-folha.shtml
A colunista, enfim, poderia ter mais empatia com leitores, em especial com os que conheciam a magistrada. Mas além de não fazer isso, tentou explicar o inexplicável. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/05/chargista-nao-debochou-da-morte-da-juiza.shtml
Erram todos. A arrogância da família Folha não permite desculpas.
Ninguém precisa ler as edições de hoje de Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e O Tempo (Belo Horizonte, MG) para entender o que ocorreu. Não há nenhuma informação ou análise exclusiva, que justifique a leitura do exemplar. Tudo já foi dito nas edições digitais e na TV.
O EM até tentou, teve trabalho, planejamento. O Tempo nem isso.
Quem, por acaso, entrevistou as duas pessoas que desceram do avião na escala em BH? Ninguém.
Ocasião perdida para os impressos mineiros.
Que pena.
A capa do jornal La Nación (San José, Costa Rica) de ontem é um manifesto à liberdade de imprensa.
Por algum motivo incerto e não sabido, todos os membros do Conselho da empresa tiveram seus vistos de turismo e negócios junto aos Estados Unidos revogados. Todos.
Uma iniciativa inédita - ainda que legítima - do controle de imigração do país de Donald Trump.
Importante ver as cenas dos próximos capítulos.
Mas há um forte cheiro de censura. E quem faz censura, tem algo a esconder.
Saiu no Daily Mail (Londres, UK), em dezembro de 2000.
Era uma pesquisa, dessas que chegam sem pedir licença em uma redação. Era um estudo prevendo que a Internet seria, quase, uma moda. E que desapareceria logo.
O repórter que assina a matéria era o especialista da publicação na época, um expert no assunto.
Pois 25 anos depois essa "barrigada" do DM circula em redes sociais ridicularizando a marca.
Muito cuidado com o que você escreve.
Se no Brasil os números assustam (ninguém vende mais de 50 mil exemplares/dia, apesar de anunciarem outra realidade), nos Estados Unidos a esperança acabou. E as estatísticas explicam a realidade.
O impresso mais vendido do país é The Wall Street Journal (Nova York, NY), com 412.000 em 30 de setembro de 2025. Possivelmente já está abaixo dos 400 mil/dia. 12,9% de queda em 12 meses. The New York Times (Nova York, NY) caiu 8,6% no mesmo período e hoje vende 228.800 por dia. O levantamento do Alliance for Audited Media leva-se em conta também quem assina o PDF via internet também. Há quem tenha caído mais de 20% em um ano, como The Washington Post (Washington, DC).
Enfim, o comportamento da audiência mudou. Quem segue preocupado com o papel são os fabricantes de celulosa. Meios de comunicação sérios entenderem que o importante é não perder a conexão com a audiência. Seja por digital, por imagens ou por sinais de fumaça.
Fonte: Press Gazette
O quadro ao lado saiu na Semafor (Washington, DC).
Mostra que em 2021 o faturamento do Google ultrapassou a soma de todo dinheiro arrecadado pelos veículos de comunicação do mundo. No ano passado, a Meta também cruzou esse patamar. E a Amazon deve chegar no ano que vem.
Significa aquilo que todos já sabem - mas preferem não admitir: a verba de publicidade, que sempre sustentou a mídia, está trocando de mãos. A tecnologia abocanhou esse dinheiro, por incrível que pareça com enorme ajuda dos veículos de comunicação. Os veículos cavam, todos os dias, a própria sepultura.
Contra números não há argumentos.
Que pena!
Essa foi a última edição dominical do Estado de Minas (Belo Horizonte, MG). Saiu no dia 01/03. A partir do próximo fim de semana, o EM - seguindo a prática de vários impressos do Brasil - adota a edição de fim de semana (sábado e domingo juntos).
É uma alternativa para reduzir custos. Impressão, distribuição e produção de conteúdos já não se pagam apenas com a venda do exemplar e a pouca publicidade. É preciso criar soluções que não prejudiquem muito o assinante. Com mais páginas (mas menos do que a soma das antigas edições de sábado mais domingo), o leitor até acha que é um bom negócio.
O Estado de Minas já reduziu formato de suas páginas há três anos. Segue, como quase todos os impressos brasileiros, em busca da sobrevivência.
PS: observação do colega sempre atento Cláudio Thomas
O impresso O Tempo (Belo Horizonte, MG) é o diário que mais vende exemplares em Minas Gerais. Até aí, méritos seus.
Mas a queda nas vendas, acentuada desde 2015, parece ter uma explicação jornalística, além de econômica: a desconexão com a realidade.
O estado de Minas Gerais passa pela maior tragédia ambiental dos últimos anos. Só em Juiz de Fora foram mais de 60 mortos. E o que aparece na capa do impresso hoje, em ordem de hierarquia?
1. Guerra no Irã
2. Manifestação da extrema-direita em SP (aliás, o governador de MG estava por lá, em vez de se preocupar com a tragédia da Zona da Mata
3. Futebol
Dessa forma vai ser difícil recuperar a circulação.
The New Yorker (Nova York, NY).
Sempre The New Yorker.
O poder de uma capa. Para quem acha que o impresso não faz mais sentido.
Entre os principais achados, a origem da receita dos veículos - em que o impresso ainda representa 43,6% do total, entre circulação e anúncios.
A Folha de S. Paulo (SP) está assumindo de vez a campanha para que o presidente Lula não seja reeleito.
A capa de hoje do impresso parece peça de campanha da oposição. A foto do abraço comovido do governador Tarcísio, a chamada para o déficit nas contas do governo e principalmente o gráfico sobre criação de novos empregos.
O que a Folha não disse, no gráfico, é que essa conta não deve ser isolada a cada ano, mas sempre uma soma. Se houve criação de 2,8 milhões em 2021, 2,0 em 2022, 1,5 em 2023 e 1,7 em 2024, o universo de 2025 começa com esses 8 milhões de empregos formais já criados nos quatro anos anteriores. Ou seja, o total de vagas possíveis é bem menor, bem como o número de desempregados. Mas a vontade de criticar o governo é maior.
As eleições prometem novas surpresas.