Está na capa do The New York Times (Nova York, NY). O rio Danúbio está tão baixo, que os barcos, lancha e iates dos clubes de Novi Sad, na Sérvia, estão encalhados. Foto impressionante.
E tem quem ainda nega a degradação do meio ambiente.
Está na capa do The New York Times (Nova York, NY). O rio Danúbio está tão baixo, que os barcos, lancha e iates dos clubes de Novi Sad, na Sérvia, estão encalhados. Foto impressionante.
E tem quem ainda nega a degradação do meio ambiente.
Saiu o balanço do segundo trimestre de 2026 do The New York Times (Nova York, NY). Já são 13,35 milhões de assinantes - novo recorde.
Quando se abrem os números, tem algo que revela o perfil do assinante (nos EUA e no mundo). Foram 280 mil novos assinantes digitais entre Abril e Junho, mas o número de assinantes do impresso caiu 10 mil. Hoje são 550 mil assinantes do impresso, 30 mil a menos que em Junho/25.
A assinatura digital é hoje a maior fonte de receitas do NYTimes: US$ 407,9 milhões no segundo trimestre, ou 53,48% do total. A publicidade no impresso, que já foi a "vaca leiteira" da empresa, hoje limita-se a US$ 35,2 de Abril a Junho, algo como 4,61%.
Os detalhes estão nesse link.
Se no Brasil os números assustam (ninguém vende mais de 50 mil exemplares/dia, apesar de anunciarem outra realidade), nos Estados Unidos a esperança acabou. E as estatísticas explicam a realidade.
O impresso mais vendido do país é The Wall Street Journal (Nova York, NY), com 412.000 em 30 de setembro de 2025. Possivelmente já está abaixo dos 400 mil/dia. 12,9% de queda em 12 meses. The New York Times (Nova York, NY) caiu 8,6% no mesmo período e hoje vende 228.800 por dia. O levantamento do Alliance for Audited Media leva-se em conta também quem assina o PDF via internet também. Há quem tenha caído mais de 20% em um ano, como The Washington Post (Washington, DC).
Enfim, o comportamento da audiência mudou. Quem segue preocupado com o papel são os fabricantes de celulosa. Meios de comunicação sérios entenderem que o importante é não perder a conexão com a audiência. Seja por digital, por imagens ou por sinais de fumaça.
Fonte: Press Gazette
A capa de um impresso é, cada vez mais, uma criteriosa seleção de assuntos muito importantes e relevantes. É preciso escolher o que vai impactar no olhar do leitor -e evitar pequenas informações irrelevantes. Capa é o cartão de visitas, o amor à primeira vista. Esse impacto vai incentivar (ou não) a leitura do jornal.
Pois O Globo (Rio de Janeiro, RJ) fez exatamente o contrário na edição de hoje. Nada menos do que 24 informações. Sim, 24! Um verdadeiro recorde.
Para comparação em edições de hoje: O Estado de S. Paulo (SP), famoso por sempre colocar mais chamadas do que o necessário, tem 16. The New York Times (Nova York, NY), outro que exagera nas chamadas, hoje apresenta 19. The Washington Post (Washington, DC) 20. The Guardian (Londres, UK) 6. Corriere della Sera (Milão, Itália) 16.
Sebastião Salgado era um gênio.
Demorou a ser reconhecido no Brasil, primeiro brilhou na França - no staff da Agência Magnum.
Agora é homenageado em todo mundo, merecidamente. No Brasil foi capa de impressos, claro. E será tema de mostras de fotografia.
Mas hoje nada menos que o The New York Times (Nova York, NY) dedica espaço na capa a uma de suas imagens mais famosas, de Serra Pelada.
RIP Salgado.
Está na capa do The New York Times (Nova York, NY): a história americana de Robert Prevost, mais conhecido por Papa Leão XIV.
Impressos servem para contar boas histórias, que demandam tempo e precisão.
Ponto para o NYTimes.
The New York Times (Nova York, NY) é o meio informativo com maior número de assinantes no mundo ocidental, nada menos do que 11 milhões de pessoas. Um produto responsável, relevante e extremamente inteligente.
Para se posicionar pelo fim do massacre em Gaza, sem brigar com seus assinantes judeus - numerosíssimos nos EUA - o Times publica hoje na capa da edição impressa a foto de Mahmoud, um menino de 9 anos de idade, que teve os braços amputados em um bombardeio.
Não é necessário ser de esquerda ou de direita para sentir o impacto dessa imagem. Basta ser humano.
Já passou da hora de Israel recuar a artilharia e investir na diplomacia. Já são 45 mil mortos pelos ataques. Estima-se em pelo menos 100 mil mortos em consequência dos ataques (fome, falta de medicamentos, doenças). E mais de 200 mil mutilados. Tudo isso em uma população de menos de 2 milhões de pessoas.
Parabéns ao NYTimes pela inteligência em mandar seu recado.
O jornalista espanhol (catalão) Ismael Nafría vem se dedicando a estudar modelos vencedores de empresas jornalísticas que souberam entender o mundo digital. Primeiro foi com a pesquisa profunda no The New York Times, que rendeu o livro A Reinvenção do The New York Times, ótimo guia para se entender a "bíblia" do jornalismo.
Agora Ismael acaba de lançar Clarín Actualizado, uma leitura muito bem embasada sobre o que fez do diário argentino o maior fenômeno de assinaturas digitais da América Latina.
Tenho a "sorte" de ser amigo de Ismael há mais de 20 anos. Trabalhamos juntos em vários projetos pelo mundo e conheço a seriedade desse fanático pelo Barça. Recomendo os dois livros.
A genialidade do The New York Times (Nova York, NY) é bem maior do quer apenas o produto que já conta 10 milhões de assinantes. Agora ganhou corpo. Ou melhor, vagões.
O líder mundial entre as empresas de comunicação decidiu sublinhar sua campanha "Todos em Um", em que mostra a vantagem de assinar o meio que oferece vários produtos em um só (esportes, gastronomia, jogos, etc). A novidade é um trem, que vai percorrer a curta distância Times Square-Grand Central Station com vagões identificados com cada um dos produtos.
NYT convida os interessados a esse passeio temático, a experiência de viver - e conviver - com as grandes atrações da marca.
Genial.
O critério fundamental é informar com claridade, de maneira direta.
Por isso as conexões de Donald Trump, que domina a primeira página de hoje, é um exemplo de eficiência sem perda de tempo e espaço.

O The New York Times (Nova York, NY) traz com generoso espaço na capa "Trump Indiciado". E a foto não muito simpática do ex-presidente, o primeiro ex-chefe de estado americano a sofrer processo criminal.
Se por um lado os impressos circulam menos, perderam relevância, em fatos fortes como o indiciamento de Trump a capa para ficar para sempre nas memórias e nos arquivos.

A imagem do Brasil só ficou mais arranhada depois dos ataques golpista de ontem em Brasília. Nas mais importantes capas do mundo.
