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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A boa ideia...um dia depois - Updated


O jornal O Povo (Fortaleza, CE) foi o primeiro a se dar conta. Como a fuga dos bandidos do Rio pode tocar na vida dos cearenses? Era preciso chamar a atenção de todos para que as divisas do estado estivessem fechadas para os fugitivos. E assim foi a ótima capa de ontem.
Local, acima de tudo.
Hoje três jornais brasileiros tiveram a mesma ideia, talvez inspirados no diário cearense.
Diário de S. Paulo (SP), Correio* (Salvador, BA) e O Norte (João Pessoa, PB).
A opção é correta. Só veio com 24 horas de atraso.

PS: quem primeiro publicou esse alerta foi A Tribuna (Vitória, ES), no dia 26/11. Ou seja, até mesmo O Povo chegou tarde.
Dica do colega Rafael Porto.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

iPadmania



Comeram mosca os jornais que não entenderam a importância do anúncio da Apple: finalmente o iPad estará à venda no Brasil a partir de quinta-feira.

O tablet que está revolucionando o mundo vai ser recepcionado por multidões. Só vai se falar dele. E os jornalões seguem falando da Favela do Alemão.

Acertou o Diário de S. Paulo (SP) que editou sua capa como se tudo estivesse dentro de um iPad (em tamanho real).

Qual será o primeiro jornal brasileiro a produzir conteúdo especificamente para iPad?

Rupert Murdoch já anunciou o primeiro do mundo.

Local, local, local


Acertou em cheio O Povo (Fortaleza, CE) ao apostar tudo na preocupação do Estado em não receber a visita ingrata dos traficantes fugitivos do Rio.

É a maneira inteligente de trazer um tema nacional para o âmbito local.

Se muitos fugiram, que ancorem em outra praia.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Rio, como se faz

O Extra (Rio, RJ) soube surpreender.

No meio da ocupação do Morro do Alemão descobriu semelhança física entre o policial que prendeu o traficante Zeu e Tim Lopes.

Ótimo sacada. Há sempre algo novo para se buscar no jornalismo.

Rio, como não se faz


Os jornalões paulistas fizeram exatamente aquilo que não se deve fazer depois de um fato que ficou 24 horas nas telas de TV de todo o Brasil: dizer que aquele fato aconteceu.
E alguém tinha dúvidas? Alguém precisou ler Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) para descobrir que a Polícia ocupou o Morro do Alemão?
Folha e Estadão ensinam como não se deve fazer um jornal no Século XXI, quando a velocidade da informação superou qualquer barreira.

domingo, 28 de novembro de 2010

No Rio estão as histórias. Em SP só os fatos


Se o assunto do dia está nas ruas Rio de Janeiro, é preciso buscar o diferencial, viver a invasão, contar as milhares de histórias que cercam os morros e a polícia, revelar o que acontece na glamourosa Zona Sul, em Copacabana, no Leblon e em Ipanema.
Fora isso, o resto é breaking news, temas que a TV e a Internet cumprem muito melhor o papel, deixando os jornais desnecessários.
Troque de assunto, ou crie sobre o fato público.
Hoje O Dia (Rio, RJ) ensina que sempre há o que contar, enquanto os paulistas Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), Diário de S. Paulo (SP) e Agora (SP) escorregam pelo noticiário considerado quente e já chegam mornos às bancas.
Hoje O Dia é necessário. Os paulistas são descartáveis.

A foto fake não funciona

Surpreende a aposta do Diário Catarinense (Florianópolis, SC) em colocar uma foto absolutamente inverossímil na capa do domingo.

Ou alguém acredita que uma moça bonita possa andar de biquini e prancha de surfe em torno do Mercado Público de Florianópolis sem chamar a atenção dos homens e dos punguistas?

Se fizesse a mesma produção em qualquer uma das 42 praias da cidade o DC teria muito mais sucesso.

E o leitor creditaria na proposta.

Assim como está não funciona.