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sábado, 4 de janeiro de 2025

150 anos do Estadão

 

São poucos os jornais no Brasil que ultrapassaram os 50 anos de atividade ininterrupta.

Raros são os que cruzaram a barreira dos 100 anos.

Mas chegar aos 150 anos sendo um dos três principais impressos do país é digno de aplausos - apesar de todos os questionamentos.

O Estado de S. Paulo (SP) chega ao sesquicentenário com o oposto do que afirma sua manchete. O futuro não é tão cristalino, como diz a chamada. A circulação do impresso segue em queda livre (pouco mais de 50 mil exemplares por dia e menos de 200 mil assinantes digitais, segundo o IVC Dez/23).

Falta ousadia, falta mais qualidade, falta entender os brasileiros - potenciais leitores.

Enfim, parabéns ao Estadão. E que o presente seja um jornalismo melhor. Mais relevante e necessário.

domingo, 8 de dezembro de 2024

O momento esperado por 5 anos

 

A catedral de Notre-Dame foi reaberta, cinco anos depois do incêndio.

Paris não era a mesma sem a mítica igreja da Íle de la Cité.

Os impressos tiveram muito tempo para se preparar para esse sonhado dia. La Croix (Paris, França) foi pelo desenho simpático. Le Figaro (Paris, France) preferiu uma foto interna.

Às vezes a criatividade da arte surpreende mais que a fotografia.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Jornalismo inteligente made in France

 

O presidente francês Emmanuel Macron está pressionado e ameaçado. Logo após ver seu primeiro-ministro demitido pelo Parlamento, agora enfrenta contestações de todos os lados. População começa a pedir sua renúncia, dois anos após a reeleição.

O diário francês L'Humanité (Paris, França) sacramentou: O Rei está Nu.

Belo exemplo de jornalismo inteligente.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

O impresso que está conectado com o leitor

 

A vida não é feita apenas de crimes, aumento do dólar, resultado de futebol e tentativas de golpe de estado. Não são apenas as hard news que movem a necessidade informativa do cidadão.

Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) captou esse sentimento e apostou no queijo minas para a capa de hoje, depois da iguaria local virar patrimônio imaterial da humanidade, segundo a Unesco.

EM está conectado ao leitor, entende o que ele quer e precisa receber. A concorrência está no "modo release", que não interessa a ninguém - muito menos ao leitor.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

A inesperada conexão entre clima e futebol

 

O Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) é muito criativo, um sopro de alegria em um mundo depressivo da mídia brasileira.

A relação entre a temperatura do Rio e o número de pontos do Fluminense no Campeonato Brasileiro é sensacional.

Vida Longa ao MH!

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Nada como um dia depois do outro

 
A rede de supermercados Carrefour, que coleciona uma série de trapalhadas no Brasil (foi em uma loja de Porto Alegre que os seguranças mataram a pauladas um negro, por desconfiarem tratar-se de um ladrão), tenta melhorar sua imagem pelo dinheiro.

Ontem, O Globo (Rio de Janeiro, RJ) cobrou uma retratação da empresa, pela infeliz afirmação do CEO francês sobre a carne brasileira.

Hoje o Carrefour pagou uma capa falsa na edição impressa, para tentar reduzir o estrago.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

A inteligência para se posicionar

 

The New York Times (Nova York, NY) é o meio informativo com maior número de assinantes no mundo ocidental, nada menos do que 11 milhões de pessoas. Um produto responsável, relevante e extremamente inteligente.

Para se posicionar pelo fim do massacre em Gaza, sem brigar com seus assinantes judeus - numerosíssimos nos EUA - o Times publica hoje na capa da edição impressa a foto de Mahmoud, um menino de 9 anos de idade, que teve os braços amputados em um bombardeio.

Não é necessário ser de esquerda ou de direita para sentir o impacto dessa imagem. Basta ser humano.

Já passou da hora de Israel recuar a artilharia e investir na diplomacia. Já são 45 mil mortos pelos ataques. Estima-se em pelo menos 100 mil mortos em consequência dos ataques (fome, falta de medicamentos, doenças). E mais de 200 mil mutilados. Tudo isso em uma população de menos de 2 milhões de pessoas.

Parabéns ao NYTimes pela inteligência em mandar seu recado.