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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A volta das boas histórias


A menina Emily Monforto, 3 anos, assistia a uma partida de beisebol do The Philadelphia Phillies quando uma bola arremessada caiu nas mãos de seu pai, Steve.

Era tudo o que ele queria, poder levar a bola de recordação para casa.

Mas aí Steve entregou a bola para Emily que, imediatamente, arremessou outra vez para o court.

Tudo isso ao vivo pela TV.

Bastou para que Emily virasse celebridade.

A história da família Monforto está na capa do Courrier-Post (Cherry Hill, NJ) e seu vídeo até no site da Major League Baseball.

O bom jornalismo volta a contar histórias.

Simples, rápido e eficiente

O Victoria Advocate (Victoria, TX) é um primor em ser útil ao leitor.
Há uma invasão de insetos na cidade.
Imediatamente o jornal informa o que fazer em caso de ataque de abelhas e oferece um interessante quadro com 10 coisas que o leitor precisa saber sobre grilos.
Fantástico!
Se os insetos perturbam a cidade, nada melhor que falar deles.
Na capa.

Chances perdidas

Dois jornais do interior paulista tinham uma ótima ocasião de surpreender em suas capas.
O Jornal da Cidade (Bauru, SP) traz uma sequência de fotos da implosão de um posto de pedágio.
Mas a edição castigou tanto essas imagens que melhor era não publicá-las.
Como enxergar movimento nas fotos se estão confinadas a duas colunas, esmagadas por outras seis imagens?
Nesse caso, ou trata-se a sequência como imagem principal da capa, ou melhor publicá-la apenas nas páginas internas. O JC matou o material que tinha.
Já a Folha da Região (Araçatuba, SP) quis mostrar a cheia no reservatório de uma usina.
Só que não compara a foto com nenhuma outra e a imagem não deixa claro se há muita ou pouca água.
A distância da lâmina da água até a estrada ainda é grande, o prédio da usina está bem visível e o barqueiro que aparece na foto parece um ser minúsculo.
Ou seja, a foto, por si só, não funciona.
Perderam uma boa chance os dois jornais.

Emprego, emprego e emprego

Poucas vezes uma notícia de balanço teve tanto eco na imprensa.
Saiu a notícia que a geração de mepregos cresceu no Brasil.
Virou manchete da grande maioria dos jornais.













quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A arte salva uma capa

A foto cortada na metade do rosto de Ben Bernank ou o infográfico sobre seringas para as vacinas de Gripe A.
Dois bons exemplos de como a Arte pode colaborar decisivamente em um jornal.

Azar e falta de atenção

Olhe rápido para a capa de O Imparcial (Belém, PA).
Impossível não relacionar a manchete (falta de água) e a foto (peixes mortos).
Mas não há relação, por incrível que pareça.

Os mais corruptos

Maravilhosa a capa do The Times (Munster, Indiana) com os 15 parlamentares mais corruptos dos EUA.
Sem cerimônias, sem rabo preso, apenas informando o leitor.
Se essa moda pega, vai faltar espaço nas capas de jornais.