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quinta-feira, 21 de março de 2013

O bom jornalismo vive de boas histórias


Parem as máquinas!

Enfim uma maravilhosa história ocupa espaço nobre na capa de um dos principais jornais do Brasil.

A Folha de S. Paulo (SP) conta a história de Jamil Luminato, símbolo do resgate na enchente de 1981 em Petrópolis e que agora perdeu em uma mesma enxurrada filha e dois netos.

Esse é o papel de um jornal.

Inquieta, emociona e faz pensar.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Melhor foto x Melhor informação


A disputa em terras capixabas pela melhor cobertura das chuvas está muito boa.

A Gazeta (Vitória, ES) apresenta uma maravilhosa foto de Bernardo Coutinho. A expressão da passageira do barco é impressionante.

Já o líder A Tribuna (Vitória, ES), cansado dos constantes alagamentos, traz a lista dos 10 erros que causam inundações. É a informação - e serviço - em primeiro lugar. Excelente.

Quem se precipita pode pagar caro


O jornal A Cidade (Ribeirão Preto, SP), um dos melhores jornais do interior paulista, se precipitou para comemorar obrar viárias.

O diário jamais poderia ter afirmado, em letras garrafais, que o engarrafamento vai acabar. Mesmo com as obras prometidas. Trânsito é algo que só aumenta nas principais cidades do Brasil. Há boas chances de o jornal quebrar a cara.

Recomenda-se um pouco de moderação.

29 que são 7


Design é informação. Por isso não deve ser decoração.

O Jornal de Santa Catarina (Blumenau, SC) esquece esse conceito e repete copos de cerveja para que a capa fique bonita. São apenas 7 os copos nas fotos, mas todos se repetem até que, para embelezar a capa, se transformam em 29 unidades.

Repetir informação é roubar espaço do leitor.

Não precisava. Cosmética não é jornalismo.

terça-feira, 19 de março de 2013

Retrato do moderno


O aniversário de uma cidade é um momento de reflexão, mas jamais de gigantescos louvores, como o interior costuma fazer.

Por isso acertou em cheio o Diário da Região (São José do Rio Preto, SP) ao comemorar os 161 anos da cidade paulista com um caderno em que se levantam 20 bons motivos para se viver lá.

Orgulho. Criatividade. Conteúdo significativo.

É para isso que existe um jornal.

Retrato do atraso


O Diário da Manhã (Goiânia, GO) ficou "famoso" na semana passada, quando publicou fotos impublicáveis na capa - que não merecem comentários.

Agora o jornal enche a boca para elogiar o governador do Estado, devido aos números do PIB. É muita "puxação de saco", em bom português. Só pode ter alguma maracutaia escondida em forma de anúncios oficiais por perto.

O governador de Goiás, para quem tem memória curta, está envolvido no escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O DM é o retrato do atraso, do tempo em que jornais viviam de favores a políticos.

Por sorte o veredito é dado pelos leitores.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Passou recibo


A maioria dos jornais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina tem o estranho hábito de circular domingo com uma edição gelada. Ela pode ser comprada pouco depois do meio-dia de sábado nas capitais. Ou seja, não procure informações sobre a rodada do futebol de sábado ou sobre qualquer assunto relevante que ocorra depois do início da manhã.

Mas o leitor é hoje audiência, ou seja, ele se informa por outros meios. Rádio, TV, Internet, qualquer mídia mais ágil que o jornal.

Logo ele não precisa ser "informado" do que ocorreu no sábado no jornal de segunda, como se o domingo não tivesse existido.

Apesar dessa lógica de velocidade da informação, o Diário Catarinense (Florianópolis, SC) acaba de passar recibo de jornal velho, cheirando a mofo. Rasga na capa a inusitada foto do elefante-marinho que cruzou na faixa de segurança em Camboriu. Sábado.

Detalhe: em nenhum momento na capa o jornal diz que isso aconteceu no sábado, ou seja, pelo menos 36 horas antes de o leitor receber essa edição.

Um golaço. Só que contra.