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terça-feira, 16 de abril de 2013

Sorte é para quem tem sorte


E não é que o editor de esportes do Jornal de Jundiaí (Jundiaí, SP) estava entre os corredores na Maratona de Boston?

O depoimento e a cobertura in loco de André Savazoni acabam sendo um documento precioso no jornalismo brasileiro.

Sorte e competência do JJ.

A boa surpresa


Em meio a uma infinidade de jornais americanos que não conseguem sair do lugar-comum de mostrar uma foto da tragédia, o gratuito Metro (Boston, MA) se superou.

Jornalismo de primeira na capa.

O leitor quer respostas


A audiência compra um exemplar de jornal para obter resposta às suas dúvidas.

Então como devolver as perguntas ao leitor, como fazem hoje San Jose Mercury News (San Jose, CA) e Reno Gazette-Journal (Reno, NV)?

O jornalismo vive de respostas. Ou é desnecessário.

Alguém vai, de sã consciência, pagar por um jornal que só lhe traz mais dúvidas?

PS: observação pertinente de Juan Antonio Giner, via Facebook

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Erro absurdo


O Povo (Fortaleza, CE) conseguiu ir do paraíso ao inferno em apenas 48 horas. Sábado apresentou uma edição de luxo. Hoje, um lixo.

Como é possível misturar na mesma manchete o resultado de um jogo de futebol e dois assassinatos?

O planejamento talvez indicasse a manchete para o clássico do futebol local, mas a partir do momento que as mortes são confirmadas - em briga de torcidas a caminho do estádio - o que menos importa é o resultado daquela partida.

Mortes são mortes. Ainda mais da maneira como foram essas.

Os pesos informativos de uma partida de futebol e de mortes em consequência de briga de torcidas são absurdamente diferentes. Não cabem na mesma manchete.

Erro feio de O Povo

sábado, 13 de abril de 2013

Sensacional!


Poucas vezes se lê na imprensa nacional um trabalho tão profundo, sensível e completo como o que O Povo (Fortaleza, CE) preparou para comemorar os 287 anos da capital cearense.

O caderno especial tem 48 páginas - 11 de publicidade - e está ao alcance de um click.

Há a visão de cidade a partir dos relatos de seis cidadãos. Há depoimentos de gente que vive cada bairro. E há um cuidado gráfico impressionante, capitaneado pelo editor de arte Gil Dicelli.

Enfim, o caderno é um luxo, uma homenagem incrível a uma cidade que não para de crescer. Muito diferente do habitual de um jornal. Uma prova que jornalismo de qualidade, planejado, pensado, desenvolvido com extrema qualidade, tem vida longa.

Parabéns Fortaleza, parabéns equipe de O Povo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

De boas ideias e ousadia

O jornalismo vive de boas ideias, criatividade e uma enorme dose de ousadia.

Apostas claras, como fazem Correio Braziliense (Brasília, DF), Diário Catarinense (Florianópolis, SC) e Tribuna Impressa (Araraquara, SP).

Se há um tema de peso para ser rasgado, por que encher a capa de tijolinhos que não dizem nada a ninguém?

Um jornal para todos é um jornal para ninguém.
 




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Seguindo a linha da relevância


Ontem Mídia Mundo comentou a opção de ousadia pela relevância, adotada pelo The New York Times, duvidando que os jornais brasileiros seguissem essa linha.

Hoje Gazeta do Povo (Curitiba, PR) segue exatamente essa cartilha e rasga na capa os labirintos de Escher.

O leitor agradece.

Belo trabalho.