quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
A anatomia de uma capa
Essa é a capa do Diário de S. Paulo (SP) de 07 de agosto de 2010.
É, sem dúvidas, a mais surpreendente primeira página da imprensa brasileira nos últimos anos. Gerou discussão acalorada, aplausos e vaias, mas fundamentalmente fez pensar.
Esse trabalho acaba de ser escolhido finalista da 10˚ Bienal Brasileira de Design Gráfico. A lista dos trabalhos selecionados está aqui.
Dia 14 de junho se conhecerão os vencedores.
Jornalismo é, mais do que nunca, criatividade, inovação e ousadia.
PS: essa capa nasce de uma ideia minha. Faríamos o perfil do ilustrador e desenhista de HQ Ivan Reis - de Lanterna Verde - no jornal. Provoquei: "Será que ele não se atreve a desenhar uma capa?". A negociação foi conduzida por Fernando Oliveira. Combinei com Ivan o que queríamos. Ele enviou o desenho (em P&B) na véspera, já à tarde, com os balões vazios. Era necessário correr contra o tempo. O designer Crystian Cruz comandou a finalização, com apoio de Pedro Ewbank. Nelson Nunes trabalhou na supervisão editorial e o OK final foi do então Diretor de Redação, Leão Serva. O sucesso da capa - de gigantesca repercussão - foi fruto de uma equipe afinada e equilibrada. Parabéns a todos.
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Diário de S. Paulo
segunda-feira, 22 de abril de 2013
O Paraguai pouco importa

Muito curioso o critério editorial da Folha de S. Paulo (SP).
Semana passada o leitor foi bombardeado de matérias e capas sobre a Venezuela, em eleições.
Ontem o Paraguai elegeu seu novo presidente e a Folha prefere foto da Batalha dos Nerds.
Já O Estado de S. Paulo (SP) pelo menos é coerente e publica foto de Horacio Cartes.
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sábado, 20 de abril de 2013
A pauta oficial Made in USA
Impressionante a importância que os jornais brasileiros deram à caçada ao suspeito do atentado de Boston. Jornalões, jornais e jornalinhos preferiram esquecer o que acontece em suas cidades e cravaram a ação da polícia americana - bem acompanhada de uma dose de marketing - em manchete.
Detalhe: ninguém falou uma vírgula a mais do que já se falava ontem.

Honrosa exceção ao Diário da Região (São José do Rio Preto, SP), que pelo menos deu uma cor local, entrevistando uma cantora paulista que está em Boston.
De qualquer maneira, o que se lê nos jornais brasileiros hoje é uma colagem de histórias ditas e repetidas pela pauta oficial dos Estados Unidos.
E isso não é manchete.


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Faltou, apenas, o principal
O Liberal (Belém, PA) tinha todos os ingredientes para fazer uma cobertura sensacional da tragédia do Leão do Norte, que deixou 12 mortos.
O naufrágio aconteceu, segundo o jornal, às 23h de quinta. Hoje é sábado. Qual a informação relevante 36 horas depois do fato, quando as mídias mais velozes já contaram tudo?
O porquê.
Na linha fina aparece a informação que o barco tinha capacidade para 25 passageiros - e carregava 60.
Essa é a grande informação que O Liberal escondeu. Contar na manchete que houve a tragédia, convenhamos, é algo do tempo em que o Remo jogava a Série A.
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