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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Duas capas que não precisavam ser publicadas


Um jornal impresso precisa facilitar a vida do leitor. Ou aos poucos perderá toda sua audiência.

Metro (SP) hoje quis ser engraçado e acabou prejudicando o entendimento do que quis dizer, o resultado da pesquisa para presidente. Gráfico deve ser direto, informar em um primeiro olhar. Os números dentro dos balões - com mais atenção aos patinetes do que à informação - não serve para o leitor.

Enquanto isso, o jornal NH (Novo Hamburgo, RS) está liquidando espaços na capa para candidatos às eleições de domingo. A força do impresso precisa ter limites na publicidade, para seguir impactando e garantindo audiência. Quando um leitor vê que há mais santinhos do que informação cria imediatamente uma rejeição. Não ao candidato, mas ao jornal.

Nenhum problema em vender publicidade na capa, desde que a tarifa seja muito alta e que haja um acordo com a Redação para o percentual de capa utilizado. Os americanos costumam liberar até 30%. No NH esse índice passa de 60%.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A última homenagem a Aznavour

A morte do grande cantor da França domina as capas de hoje no país.

Le Figaro (Paris, França), Libération (Paris, França), 20 Minutes (Paris, França), Le Parisien (Paris, França) e outros, todos em apostas monotemáticas.











quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Deu no The Economist


A bíblia das publicações de economia do mundo está apavorada com a possibilidade do candidato de extrema-direita vencer as eleições no Brasil.

A capa do The Economist (Londres, UK) traz o ex-capitão e a manchete: "A última ameaça da América Latina".

Independentemente do lado que cada um torce e apoia, a preocupação de investidores é um sinal amarelo ao Brasil.

PS: dica do atento Victor, em terras europeias

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A foto que sumiu dos jornais


Só podia ser na Venezuela.

O presidente Nicolás Maduro viaja até a Turquia e se esbalda em um jantar de US$ 250. Até aí tudo bem, se em seu país fosse fácil encontrar comida nos restaurantes - mas não é.

A foto, portanto, é um tapa de luva de pelica em todos os venezuelanos. Maduro pode exagerar, o povo não pode sequer comer. Está nos principais jornais do planeta.

E os jornais venezuelanos, o que fizeram? Nada.

El Nacional (Caracas, VE), único diário que não caiu nas mãos de parceiros do presidente, esconde a imagem. El Universal (Caracas, Venezuela) e Últimas Notícias (Caracas, Venezuela), ambos de apoio a Maduro, claro que não publicam.

Lamentável.



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Menos pimenta no acarajé


A desconexão de A Tarde (Salvador, BA) com sua audiência está chegando a pontos extremos. Depois de falar do Paraná em manchete semana passada, agora é Venezuela.

O Brasil está em ebulição, faltam 20 dias para as eleições. Povo nas ruas fazendo barulho para um e outro lados. O País não fala de outra coisa se não as ameaças, vantagens e desvantagens de cada um dos candidatos.

E A Tarde fala da Venezuela... Aliás, uma notícia de sábado.

Incrível!

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A diferença de quem aposta no grafismo


Os jornais cearenses O Povo (Fortaleza, CE) e Diário do Nordeste (Fortaleza, CE) escolheram o mesmo tema para as manchetes de hoje: Haddad e Lula.

Pode-se discutir a aposta, mas não é o que se pretende agora. A questão é como apresentar o assunto.

O Diário trata o tema como sempre, sem emoção, uma manchete tradicional e essencialmente noticiosa. O Povo trabalha um jogo de fotos que, ao primeiro olhar, já fica clara a mensagem ao leitor. Está anos-luz à frente do concorrente.

Bravo, O Povo. É a consequência de quem investe em artistas gráficos.

Baiano desconectado da Bahia


O jornal A Tarde (Salvador, BA) parece perdido em suas apostas editoriais.

Por que a prisão (no início da manhã) de um ex-governador....do Paraná é manchete do jornal na Bahia?

Difícil explicar. Notícia velha de um ilustre desconhecido entre os baianos.

Ou o jornal redescobre sua conexão histórica com a audiência, ou sua relevância será a cada dia menor.