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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Todos iguais no Chile

A morte em acidente de helicóptero do ex-presidente Sebastián Piñera pegou a imprensa chilena de surpresa. Nenhum impresso do país conseguiu ser diferente, pensar um pouco mais.

Todos, a começar pelo diário de referência El Mercurio (Santiago, Chile) seguiram o manual de colocar a foto do personagem em questão e a informação de que morreu - algo que 100 entre 100 leitores já sabiam desde o início da tarde de ontem.

Dessa forma o impresso não vai longe.


 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Recorde de imagens velhas na capa


O jornal Zero Hora (Porto Alegre, RS) bateu seu próprio recorde de publicação de fotos com mais de 24 horas na capa. Agora chegou ao 100%, em uma clara demonstração que ainda não entendeu o sentido de um impresso desde que o digital é uma realidade.

Tanto as imagens do futebol (que rigorosamente e insistentemente ZH cuida para que os espaços para as duas equipes do estado sejam idênticos, no dogma de que é preciso ser "imparcial" no esporte e na paixão clubística) como a foto do show, no alto, foram feitas sábado. Ou seja, para este impresso domingo não existe - pula-se de sábado para segunda-feira.

Os números pífios de circulação em papel - pouco mais de 34 mil exemplares diários em média, segundo o IVC - talvez se expliquem pela irrelevância da edição impressa.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Esse jornal já foi muito bom


El Universal (Caracas, Venezuela) já ditou a agenda informativa venezuelana. Era firme no combate a governos corruptos (e na Venezuela foram muitos) e buscava a democracia. Sempre.

Até que em 2014, quando já contava 105 anos de existência, EU foi vendido para um misterioso grupo de investimento espanhol. A família Mata Osorio, na verdade, foi forçada a vender.

Hoje El Universal é um jornal chapa-branca no sentido mais anti-jornalismo que a Venezuela já viu. Capas que parecem vir de outro planeta ilustram o outrora grande jornal.

Uma pena. A democracia precisa de meios livres para sobreviver. O controle da informação em tempos digitais é só mais um exercício de passar recibo para o mundo ver.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Dicas valiosas para quem quiser entender o futuro da mídia

 

O jornalista espanhol (catalão) Ismael Nafría vem se dedicando a estudar modelos vencedores de empresas jornalísticas que souberam entender o mundo digital. Primeiro foi com a pesquisa profunda no The New York Times, que rendeu o livro A Reinvenção do The New York Times, ótimo guia para se entender a "bíblia" do jornalismo.

Agora Ismael acaba de lançar Clarín Actualizado, uma leitura muito bem embasada sobre o que fez do diário argentino o maior fenômeno de assinaturas digitais da América Latina.

Tenho a "sorte" de ser amigo de Ismael há mais de 20 anos. Trabalhamos juntos em vários projetos pelo mundo e conheço a seriedade desse fanático pelo Barça. Recomendo os dois livros.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Contra fatos não há argumentos


A batalha do diário Clarín (Buenos Aires, Argentina) contra a ex-presidente Cristina Kirchner é conhecida. E quase sempre o meio levou a pior.

Só que agora, com o fim do "ciclo K", o Clarín consegue mostrar em gráfico a consequência econômica da gestão Cristina.

Ótimo "soco no estômago" do respeitado jornal argentino.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Imprensa inglesa desdenha o Mundial de Futebol


Apesar do entusiasmo da torcida do Fluminense, os ingleses dão pouca (quase nenhuma) importância ao Mundial, que se disputa na Arábia Saudita - mesmo com o Manchester City na final.

Hoje The Daily Telegraph (Londres, UK) e The Guardian (Londres, UK) dedicam a imagem de capa a Mary Earps, jogadora que ganhou o troféu de atleta do ano em terras inglesas. Enquanto os esportivos Daily Express (Londres, UK) e Star Sport (Londres, UK) até falam da vitória do City ontem, mas o destaque é o empare do Chelsea pela Copa da Inglaterra.

O Mundial só interessa aos latinos.


 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Pelé foi poupado do vexame

 

O Santos caiu para a Série B.

Foi um fiasco, piorado pela baderna que a torcida fez na cidade depois de consumado o rebaixamento.

A Tribuna (Santos, SP) soube traduzir o sentimento da torcida - o que é muito mais significativo do que o desespero dos jogadores.

O Rei Pelé, falecido há quase um ano, não assistiu à tragédia. Pelo menos isso, em respeito ao maior de todos os tempos.