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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Deu a louca no Estado de Minas



A criatividade é fundamental no jornalismo.

Mas algo como a manchete do Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) parece exagerado.

Um jornal não pode ser enigmático, criar um problema a mais para o leitor.

Criatividade sim, mas sem prejudicar o leitor.

A velocidade da informação está matando os jornais

Alguns jornais brasileiros como Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), A Tribuna (Santos, SP), O Liberal (Belém, PA) e O Estado do Maranhão (São Luís, MA) apostaram hoje no ultimato de 10 dias que o governo golpista de Honduras deu ao Brasil para entregar o presidente deposto Manuel Zelaya.
É um fato curioso, é claro, e envolve o Brasil. Mas passa por um descrédito total. É como o Brasil ameaçar os EUA com algo como "devolve os presos brasileiros das cadeias americanas ou vamos invadir Miami". Obama estaria dando risadas.
Pior, a velocidade da informação é muito maior que o descrédito da ameça.
Na noite de ontem, quando os jornais brasileiros já estavam fechados, Honduras decretou estado de sítio por 45 dias. Isso permite exceções, aumenta o poder do governo.
Essa é a novidade, essa é a preocupação.
Está na capa dos portais Terra e IG. Não está no Globo.com ou no UOL.
Nos jornais brasileiros, notícias velhas, desatualizadas
A Internet permite que se saiba das notícias quentes de Honduras.
As notícias dos jornais estão geladas.

Obs: quem quiser acompanhar com detalhes o drama de Honduras entre no site do jornal El Heraldo. Está até no Twitter.












domingo, 27 de setembro de 2009

O Diário perdeu de novo


A tragédia da casa de fogos na periferia de São Paulo chocou o Brasil inteiro.
Mais ainda os leitores do Diário do Grande ABC (Santo André, SP), região onde aconteceu a explosão.
O Diário já havia sido modesto na edição do dia seguinte.
Agora erra outra vez, não recupera a chance perdida.
Devia aproveitar a edição de domingo para contar as histórias das pessoas que deixarm suas casas, os riscos, a tragédia, os bastidores. Enfim, tudo.
Mas não. Faz uma edição burocrática outra vez e nem lembra que a tragédia aconteceu no seu quintal.
Perdeu a chance. De novo.

Direto ao ponto


A recessão marcou os Estados Unidos.
Agora que a a situação parece estar sob controle, é hora de fazer os cálculos e ver o tamanho do prejuízo.
Assim o Appeal-Democrat (Marysville, CA) escancara os números na capa.
Nada de ilustrações ou títulos enigmáticos.
Números, números, números.

Cartoon está na moda


O Brasil começa a se render à velha-nova linguagem que está aos poucos ganhando - outra vez - espaço nos jornais do mundo.
Os quadrinhos. Os cartoons. Os desenhos.
Agora o Jornal da Tarde (SP) aposta nos traços bem definidos da arte para ilustrar a matéria de capa do domingo.

Os 11 anos em 17 fotos


O Ledger-Enquirer (Columbus, GA) achou uma ótima forma de falar de um assassino da cidade.
Buscou suas fotos na polícia local e, com 17 imagens, consegue mostrar 11 anos de transformações do criminoso.
Simples e eficiente.
Muita criatividade e ótima capa.

Na Folha, factóide é manchete


O abrigo ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa cansou.
Os jornais já reduzem espaços, uma vez que não há negociações entre Zelaya e o governo golpista. O caso não evolui.
Não fosse pela participação da Embaixada no caso, nem seria mais notícia.
Mas a Folha de S. Paulo (SP) parece que ainda acredita que o leitor que maiz Zelaya.
Durante a semana, só deu o presidente deposto na manchete.
E hoje, domingo, quando a lógica jornalística aponta para matérias mais trabalhadas, profundas, analíticas, a Folha ataca outra vez de Zelaya.
Pior, com um factóide.