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quarta-feira, 10 de maio de 2023

Mais Rita Lee


Não foram apenas os jornais de São Paulo e arredores que homenagearam a Rainha do Rock hoje. O Liberal (Belém, PA) dedicou capa e caderno especial, com um cuidado gráfico muito criativo.

Rita merece todas as lembranças. Sua música mexeu com os brasileiros de Porto Alegre a Belém.

PS: colaboração de J. Bosco

terça-feira, 30 de julho de 2019

O mineiro faz a diferença no Pará


Muito se tem discutido a função moderna de um impresso. Sem dúvidas não é mais publicar a notícia pura e dura, mas as análises, a inteligência sobre a informação.

No caso do massacre no presídio de Altamira, os dois jornais locais assumem a velha postura e não avançam. Amazônia (Belém, PA) e O Liberal (Belém, PA) nem merecem leitura.

Já o Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) dá uma aula de jornalismo contemporâneo e vale cada centavo dos R$ 2,50 pedidos por um exemplar.

Existe criatividade no jornalismo brasileiro!


sexta-feira, 7 de junho de 2019

A crise do impresso passa pela cultura visual


O jornal O Liberal (Belém, PA) é um exemplo de como o conhecimento gráfico-visual pode ajudar ou atrapalhar uma página.

A capa de hoje tem uma definição positiva: as fotos de manifestantes nos dois lados da manchete - e uma imagem principal de pessoas na rua, protestando. Tudo ótimo, ajudam a contar uma história no primeiro olhar.

Mas agora: por que a mudança repentina de tamanho da fonte da manchete, entre uma e outra linha? Para ajustar a terceira linha com a primeira?

Não, não é assim que funciona. Isso é uma barbeiragem gráfica. Se o aumento revolta a população, esses escorregões (muito comuns na capa do diário paraense) revoltam o leitor.

O impresso só sobrevive sendo um produto bem tratado, inteligente, bonito, amigável. Desse jeito os leitores se vão.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

A capa que já nasce velha


Incrível como em 2019, com tantos exemplos, tanto estudo e tantas experiências ainda há jornais impressos que não entenderam que a informação digitalizada em tempo real é realidade - e faz tempo.

O centenário O Estado de S. Paulo (SP) e O Liberal (Belém, PA) cometem o mesmo erro básico: cravar número de vítimas em uma tragédia, quando a tendência é que isso vire uma bola de neve.

Dito e feito: ainda pela manhã o número de vítimas confirmadas já ultrapassava 60.

Como é possível tanto amadorismo em uma marca de referência como o Estadão?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Quando o manual gráfico prejudica



Há alguns anos o "manual do bom desenho de jornais" liberou que as manchetes possam variar de corpo, fonte e até cor na manchete. Seria uma forma de chamar a atenção na primeira página.

Até aqui nenhum problema, desde que o editor saiba o que está fazendo - e conheça a fundo o objetivo de tal "licença poética".

Hoje O Liberal (Belém, PA) e Super Notícia (Belo Horizonte, MG) mostram como NÃO se deve fazer. Os dois jornais, para fazer uma linha entrar no espaço limitado, reduzem o corpo, escondendo a informação principal.

Os 10% do Pará e as 700 vagas de Minas são super relevantes. Mas entram na linha menor, como uma tática apenas para que entre no espaço.

Sugestão: pense mais antes de cometer esses absurdos gráficos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O suicídio dos jornais


Jornais impressos, em 2018, não são comparáveis aos de 1998. Esses 20 anos de diferença serviram para que as plataformas dinâmicas (Internet, mídias eletrônicas) ocupassem o espaço da informação veloz. Jornais, portanto, servem a cada vez mais aprofundar uma informação.

Soma-se a isso a relevância do fato. Jornais precisam hoje ocupar-se de conteúdos locais, que façam a diferença na vida daquele leitor.

Pois bem, apesar de 99% dos jornalistas do mundo concordarem com essas premissas, o conservadorismo, a falta de coragem, a ausência de criatividade e a força do piloto-automático acabam surpreendendo (negativamente) o leitor com edições absolutamente descartáveis de alguns jornais. É inacreditável que jornalistas ainda cometam absurdos editoriais com os que aparecem nesse post.

Mas há, possivelmente, uma explicação: o plantão de fim de semana, quando meios pouco profissionais escalam "de castigo" maus editores. E impera uma ordem: na edição de segunda-feira precisa ter futebol em destaque. Só que os "sábios" esqueceram que as competições nacionais acabaram na semana passada. O resultado é uma inacreditável aposta na irrelevância.

O que faz uma foto de uma equipe argentina dominando a capa de O Liberal (Belém, PA)? O jogo em questão ocorreu em Madri... Na mesma pegada Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e O Tempo (Belo Horizonte, MG), sem tanto estardalhaço como o diário do norte. E até mesmo o Metro (Brasília, DF) - pelo menos esse não cobra nada do leitor.

Será que ninguém tinha uma foto mais relevante, local, para publicar? E depois reclamam que o leitor está em queda. Motivos não faltam.

Lamentável.



quarta-feira, 2 de maio de 2018

Bom e mau exemplos


O que fazer para tratar um tema nacional (o desabamento de São Paulo) com relevância local?

A Gazeta (Vitória, ES) trabalha bem, falando das famílias em situação semelhante, de risco, na cidade.

O Liberal (Belém, PA) ensina como não se deve fazer. Trata o tema como uma notícia, utilizando só material de agências, como se seu leitor desconhecesse o fato. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Bom exemplo, mau exemplo


Os jornais regionais devem, cada vez mais, buscar temas relevantes para aquela comunidade específica.

Certo faz O Popular (Goiânia, GO), que ao ler números oficiais descobriu que na Assembléia Legislativa há mais de 10 estagiários para cada deputado (um recorde), em um claro caso de "cabide de trabalho para sobrinhos em troca de votos". O jornal precisa seguir com o tema até que se explique tamanho absurdo.

O Liberal (Belém, PA) navega no outro extremo, da irrelevância. Além de copiar a manchete dos grandes do centro do país, abusa do espaço para falar de um jogo de futebol pouco importante na Europa. É hora de o jornal acordar, ou os poucos leitores que restam migrarão de vez para outras marcas.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Futebol - Galeria dos inúteis

No dia seguinte às conquistas - transmitidas ao vivo pela TV e fartamente discutidas pelas Redes Sociais - a única coisa que um jornal não deve dizer é... "É Campeão".

Mas os teimosos seguem praticando aquele mesmo jornalismo do século passado, da era pré-digital. E depois não entendem porque as vendas desabam.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Nada pior do que brigar com a verdade


Jornais podem se posicionar, podem torcer por A ou B, mas nunca podem brigar com a verdade.

Em outras palavras, não podem mentir. Ou se omitir. A sociedade pune.

A Lista de Fachin é longa, passa por todos os Estados. E encontra figurões, que não podem ficar de fora das manchetes de hoje. Exceto se o jornal falta com a verdade.

No Espírito Santo, o governador Paulo Hartung está citado. Corretamente, o fato está na capa de A Gazeta (Vitória, ES). E por mais estranho que possa parecer, sumiu da primeira página de A Tribuna (Vitória, ES).

No Pará a mesma coisa. O ministro Helder Barbalho está na lista. O Liberal (Belém, PA) coloca em manchete. Diário do Pará (Belém, PA), omite. E tenta focar em outro caso, com o governador.

Por que o DDP não fala em Barbalho? Porque a empresa pertence à família Barbalho.

Por que A Tribuna não fala em Hartung? Provavelmente porque há alguns favores em jogo.

A Tribuna e Diário do Pará se esquecem que em pleno 2017 é uma enorme bobagem achar que esconder um fato público e notório significa poupar alguém. Pelo contrário, apenas escancara o ridículo da omissão, da falta com a verdade. E acelera o caminho para o abismo.

Diário do Pará e A Tribuna acabam de brigar com o leitor. E perderão muito com isso. Talvez consigam uma injeção de dinheiro imediata, para fechar as contas do mês. Mas certamente estão muito mais próximos do triste fim.

A mentira, em tempos de plataformas digitais, tem pernas nanicas.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quatro visões para a queda do Inter à Série B



O sentimento dos colorados está bem claro na capa do Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS): vergonha.

Mas o drama colorado está também fora do RS, no Metro (Brasília, DF) e em O Liberal (Belém, PA), por exemplo, que exageraram ao falar da equipe gaúcha.

Curioso é o Diário de Santa Maria (Santa Maria, RS), que fala do Inter, mas exagera nos espaços em branco na capa. Será um branco da paz aos colorados?

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Pô, Bruno, e a chamada?


Tem coisas que fica difícil explicar.

O jornal O Liberal (Americana, SP) saiu com parte de sua edição de hoje trazendo uma chamada inusitada: Brasil pega Bolívia, mas o safado do Bruno não fez esta chamada.

Foi uma brincadeira entre colegas, é verdade, mas Murphy diz que quando uma coisa pode dar errado ela fatalmente dará errado. E deu.

Depois de rodada parte da edição, finalmente apareceu a chamado do Bruno - com o texto de verdade.

No FaceBook o jornal se desculpou:
"A chamada de capa do LIBERAL saiu com um erro na edição desta quinta-feira (6). Uma brincadeira entre os editores passou despercebida no momento de revisão do material. Sim, foi uma brincadeira infeliz e que não deveria ocorrer. O compromisso com a verdade, presente nos 64 anos da empresa, nos deixa tranquilos para admitir que momentos de descontração também existem na redação (afinal somos humanos), mas que erros como esses não devem ocorrer. Pedimos desculpas aos leitores".

Incrível!

PS: com reportagem do Extra.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Jornais descartáveis

No dia seguinte às mais conectadas eleições da história do País, há ainda quem se arrisque a sair às ruas com uma manchete obvia.

Jornais não são mais donos da notícia. A informação é mais rápida. O processo de elaboração de um jornal é demorado.

Sair com qualquer uma das manchetes abaixo, sem valor agregado, é um verdadeiro tiro no pé.