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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Impressos em queda também nos EUA


Os 25 maiores jornais impressos dos EUA estão em queda, assim como acontece no Brasil. A soma da circulação dos Top 25 foi de 4,4 milhões para 3,1 milhões em apenas dois anos - coincidindo com a pandemia. O levantamento do Press Gazette (Londres, UK) indica queda de 30% em 24 meses.

The Wall Street Journal (Nova York, NY) segue na liderança, com 730.440 exemplares de média/dia, seguido de longe pelo The New York Times (Nova York, NY) com 338.779 e do USA Today (McLean, VA) com 172.703.

Se os impressos brasileiros estivessem no mesmo mercado, o líder Super Notícia (Belo Horizonte, MG) estaria em 13º, O Estado de S. Paulo (SP) em 14º, O Globo (Rio de Janeiro, RJ) em 16º e Folha de S. Paulo (SP) em 18º.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

A queda - sem retorno - dos impressos no Brasil


O levantamento é do Poder360, com base em dados do IVC e da ComScore. Não há dúvidas de que a queda de circulação dos impressos ainda está ocorrendo, sem sinais de estabilização, e os grandes veículos (salvo O Globo, Folha de S. Paulo e Valor Econômico) não entenderam que a aposta precisa necessariamente passar pelo digital e pelo reader revenue.

A Folha de S. Paulo (SP), por exemplo, que chegou a bater mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em um domingo de 1995, hoje não passa de 66 mil exemplares de média de circulação. Nem mesmo o outrora campeão de vendas Super Notícias (Belo Horizonte, MG) se salva, hoje apresentando um terço da circulação de cinco anos atrás.

Ainda há tempo de rever as estratégias. A julgar pelos tristes gráficos, a consequência da crise será mais fechamentos de marcas tradicionais.


 

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Circulação de impressos em queda livre no Brasil


Não chega a ser novidade, mas os números mostram que a crise dos impressos no Brasil parece não ter fim.

Levantamento do Poder360 (Brasília, DF), com dados do IVC, revela que só nos primeiros cinco meses do ano a queda foi de 12,21% - considerando apenas 10 jornais - líderes - de SP, RJ, MG, RS, BA e CE.

O crescimento de assinaturas digitais, no mesmo período, foi de apenas 3,3% considerando as mesmas 10 marcas - e por um valor sensivelmente menor do que uma assinatura de impresso.

Quando a leitura se dá pela soma impresso+digital, nota-se uma queda total de 1,46% no mesmo grupo de veículos.

Chama a atenção que o impresso mais vendido do Brasil é O Estado de S. Paulo (SP), com apenas 76.416 exemplares por dia (metade do que tinha em 2015). O popular Super Notícia (Belo Horizonte, MG) despenca a 70.752 exemplares/dia (um terço do que aparecia há cinco anos), mesma performance de Zero Hora (Porto Alegre, RS) e de A Tarde (Salvador, BA).    

Muito consistente, no entanto, o crescimento digital de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), Folha de S. Paulo (SP) e Valor Econômico (SP) - veículos que investem na estratégia digital.

Mas o quadro geral é preocupante.

PS: os gráficos são do Poder360


 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Aposta monotemática


Quando um impresso tem uma informação exclusiva, relevante e impactante, precisa vendê-la bem. Ou ninguém ficará sabendo de sua existência.

Super Notícia (Belo Horizonte, MG) conseguiu um super furo. E soube anunciar para o mundo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Indignação mineira


O popular Super Notícia (Belo Horizonte, MG) faz eco da indignação de todos os brasileiros, com o escândalo de incompetência no Judiciário de Santa Catarina.

Não, não existe estupro culposo.

Em CAIXA ALTA.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Faltou o último olhar


É inadmissível para um impresso confundir duas histórias.

Na capa de hoje do Super Notícia (Belo Horizonte, MG), a foto da atriz Paolla Oliveira, em pose sexy e com pouca roupa, invade a área da manchete, cujo tema é estupro.

Por mais popular que seja o jornal, esses escorregões são um tremendo gol contra. É a desinformação impressa.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A inteligência e o apelo


Sexta-feira de surpresas nos impressos brasileiros.

Se o Extra (Rio de Janeiro, RJ) foi - uma vez mais - genial, em colocar aposentados - especialistas em bancos - para avaliar o banco (de reservas) do Flamengo, o Super Notícia (Belo Horizonte, MG) exagerou.

O líder de venda avulsa, de R$ 0,50 nas bancas, está apelando para um palavreado além do razoável, que causa um pouco de vergonha a quem compra um exemplar.

Não precisava.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Seis exceções honrosas


Correio Braziliense (Brasília, DF), Extra (Rio de Janeiro, RJ), Super Notícia (Belo Horizonte, MG), Metro (SP), O Popular (Goiânia, GO) e Diário Catarinense (Florianópolis, SC) respeitam o leitor.

Eles - e somente eles - pensaram um pouco e consideraram que a notícia da prisão de Temer era velha para a manhã de hoje. E deram um passo a mais.

Basta raciocinar um pouco e a solução aparece.

Sem isso os jornais caminham para a beira do abismo. São desnecessários.




sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Quando o manual gráfico prejudica



Há alguns anos o "manual do bom desenho de jornais" liberou que as manchetes possam variar de corpo, fonte e até cor na manchete. Seria uma forma de chamar a atenção na primeira página.

Até aqui nenhum problema, desde que o editor saiba o que está fazendo - e conheça a fundo o objetivo de tal "licença poética".

Hoje O Liberal (Belém, PA) e Super Notícia (Belo Horizonte, MG) mostram como NÃO se deve fazer. Os dois jornais, para fazer uma linha entrar no espaço limitado, reduzem o corpo, escondendo a informação principal.

Os 10% do Pará e as 700 vagas de Minas são super relevantes. Mas entram na linha menor, como uma tática apenas para que entre no espaço.

Sugestão: pense mais antes de cometer esses absurdos gráficos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Os populares salvam o dia


O espetáculo midiático dos ministros do STF ontem foi um prato cheio para jornais criativos.

Super Notícia (Belo Horizonte, MG) relacionou o fato de ontem com o pagamento dos salários ao funcionalismo.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) brincou com o vai-não-vai.

Muito bom um toque de humor (e criatividade) nesse fim de ano.

sábado, 28 de outubro de 2017

Tudo pode e nada pode


O uso do condicional "pode" é uma armadilha para os jornais. O editor preguiçoso atira um punhado de "pode" e resolve o seu problema. Mas não o do leitor.

A manchete do Jornal da Cidade (Bauru, SP) é um desastre. Bauru pode ser capital. E também pode não ser. Bauru pode ser capital da cerveja, do churrasco e até capital da República. O "pode" aceita tudo. E provoca a infelicidade de leitores e a inexatidão da informação.

Já o uso do "pode" no Super Notícia (Belo Horizonte, MG) é um pouco mais aceitável. Pressupõe que haverá uma nova regra e, quem não se cuidar, corre o risco de acabar multado. Nesse sentido, o "pode" vale. É feio, mas não errado.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Jornal popular, capa de qualidade


A primeira página do Super Notícias (Belo Horizonte, MG) é a demonstração de que mesmo um jornal popular pode ser criativo e elegante.

A tragédia de Minas chocou todo o Brasil. Mesmo o jornal que costuma escancarar a dor.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Jornais na contramão do bom jornalismo

Por um dia - pelo menos - o interior do Paraná ensinou critérios de bom jornalismo ao Brasil.

Ontem, o Londrina (equipe da Série B) eliminou o Cruzeiro (da Séria A) e classificou-se para a final da Copa da Primeira Liga - um torneio menor, é verdade, tanto que as grandes equipes jogam com formações reservas.

Para Londrina, pode ser um feito. Para o resto do Brasil, não. Mais: jogo disputado na manhã de domingo, com TV. Ou seja, importância no fim da fila.

Nosso Dia (Londrina, PR), o popular da cidade, publica apenas uma chamadinha na capa. Afinal é notícia velha e de pouca importância. Mas Super Notícia (Belo Horizonte, MG), o popular de Minas, dá em manchete! Como explicar?

Mais: Folha de Londrina (Londrina, MG) publica como "classificação heroica", que realmente foi. É um feito para a cidade, justo comemorar. Mas como explicar o enorme espaço que Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e O Tempo (Belo Horizonte, MG) também dão ao jogo em que os reservas do Cruzeiro deixaram escapar a classificação faltando 10 minutos para terminar? Não se entende.

Na mesma linha os gaúchos estão perdidos. Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) e Zero Hora (Porto Alegre, RS) dedicam espaço nobre nas capas de hoje ao jogo do Grêmio. Disputado sábado...

Esse é o caminho para acelerar o desaparecimento dos jornais. Que pena.







segunda-feira, 8 de maio de 2017

Futebol - Galeria dos inúteis

No dia seguinte às conquistas - transmitidas ao vivo pela TV e fartamente discutidas pelas Redes Sociais - a única coisa que um jornal não deve dizer é... "É Campeão".

Mas os teimosos seguem praticando aquele mesmo jornalismo do século passado, da era pré-digital. E depois não entendem porque as vendas desabam.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Perderam a oportunidade

O que faz alguém abrir a carteira e pagar por um exemplar de jornal?
A novidade, a surpresa, o inesperado.
Escolha qualquer uma das capas abaixo e entenda o porquê da queda acentuada na circulação de jornais no Brasil. O dia em que o Senado manda a presidente para casa tem interpretações absolutamente factuais, perdidas, velhas.
Que pena, perderam a chance de brilhar.