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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Pelé foi poupado do vexame

 

O Santos caiu para a Série B.

Foi um fiasco, piorado pela baderna que a torcida fez na cidade depois de consumado o rebaixamento.

A Tribuna (Santos, SP) soube traduzir o sentimento da torcida - o que é muito mais significativo do que o desespero dos jogadores.

O Rei Pelé, falecido há quase um ano, não assistiu à tragédia. Pelo menos isso, em respeito ao maior de todos os tempos.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

14 visões sobre o Rei

Informar a morte de uma personalidade é sempre um desafio para os impressos. Mais ainda depois da Internet, quando a notícia envelhece rapidamente.

O Adeus ao Rei Pelé ocupou as capas de 9 entre 10 jornais do mundo. hoje. Destacar-se entre tantas obviedades é algo que chama a atenção.

Sem dúvidas a grande capa do dia é do diário esportivo Ás (Madri, Espanha). 

Neste post, 10 destaques do Brasil, outro da Espanha, um da Itália e o último de Portugal.

Viva o Rei!



 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Seleção não merece capa


Erraram alguns jornais tradicionais. Erraram feio. 

A Copa América foi tão criticada, tem tanta gente contrária, que os leitores não merecem receber segunda-feira uma foto gigante de um jogador brasileiro comemorando gol contra a "poderosa" Venezuela - aquela dos 12 casos de Covid.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ), O Tempo (Belo Horizonte, MG), A Tribuna (Vitória, ES) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS) fizeram a edição "preguiçosa", em que o editor orienta a colocar a foto mais fácil de se obter. Futebol. Seleção.

Só que isso não faz sentido. Menos ainda quando o "Domingão do Faustão", com apresentador improvisado, deu maior audiência que o jogo do Brasil.

Não é para isso que serve um impresso. Capas absolutamente descartáveis.

PS: Correio do Povo se superou. A foto do jogo divide espaço com o passeio de moto (de sábado) de Bolsonaro. Lamentável.



 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

O impresso vive de boas ideias


Não é preciso ser um líder nacional para se ter boas ideias.

No jornalismo impresso contemporâneo, relevância se conquista em função da audiência, seja ela do tamanho que for. E essa relevância é mantida a partir das ideias criativas.

A Tribuna (Santos, SP) editou uma matéria sobre cervejas de uma maneira inovadora: título como se fosse o líquido, texto correndo como uma tulipa.

É possível melhorar a ideia? Sem dúvidas, mas aqui não se está discutindo uma página de concurso internacional, apenas o movimento da equipe de um jornal em não se satisfazer com o obvio. E nisso o time de A Tribuna acertou. A página chama a atenção.

O futuro do impresso passa pelas boas ideias. Um produto nobre, exclusivo, para quem quer ter o prazer da leitura.

PS: colaboração do Luiz Sérgio Moura, da equipe de design de A Tribuna

quarta-feira, 6 de março de 2019

Deu a louca no jornalismo capixaba


Em Vitória, os três jornais que circulam nas bancas se caracterizam por assumirem um perfil específico: A Gazeta (Vitória, ES) é o produto premium, da classe média alta para cima, com circulação baseada em assinantes; A Tribuna (Vitória, ES) é o jornal de serviços e também popular; E Notícia Agora (Vitória, ES) é o mais popular de todos - e pertence ao Grupo Gazeta.

Pois na edição de hoje é difícil identificar quem é quem. A manchete de A Gazeta não poderia ser mais popular.

Será ressaca de Carnaval?


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Triste empate no Espírito Santo


Ninguém acertou 100% na cobertura da tragédia da BR-101, que matou 11 pessoas no Espírito Santo.

A Gazeta (Vitória, ES) busca a explicação, o algo a mais - e faz bem.

A Tribuna (Vitória, ES) conta a história pelos olhos de sobreviventes. Muito bem.

Notícia Agora (Vitória, ES) se posiciona e mostra as histórias das vítimas. Acertou também.

Enfim, ninguém foi espetacular nessa guerra pelo melhor jornalismo capixaba. Mas todos foram muito bem. Um acidente estúpido como esse merece edições bem pensadas. E nem uma vítima a mais.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Futebol - Galeria dos inúteis

No dia seguinte às conquistas - transmitidas ao vivo pela TV e fartamente discutidas pelas Redes Sociais - a única coisa que um jornal não deve dizer é... "É Campeão".

Mas os teimosos seguem praticando aquele mesmo jornalismo do século passado, da era pré-digital. E depois não entendem porque as vendas desabam.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Nada pior do que brigar com a verdade


Jornais podem se posicionar, podem torcer por A ou B, mas nunca podem brigar com a verdade.

Em outras palavras, não podem mentir. Ou se omitir. A sociedade pune.

A Lista de Fachin é longa, passa por todos os Estados. E encontra figurões, que não podem ficar de fora das manchetes de hoje. Exceto se o jornal falta com a verdade.

No Espírito Santo, o governador Paulo Hartung está citado. Corretamente, o fato está na capa de A Gazeta (Vitória, ES). E por mais estranho que possa parecer, sumiu da primeira página de A Tribuna (Vitória, ES).

No Pará a mesma coisa. O ministro Helder Barbalho está na lista. O Liberal (Belém, PA) coloca em manchete. Diário do Pará (Belém, PA), omite. E tenta focar em outro caso, com o governador.

Por que o DDP não fala em Barbalho? Porque a empresa pertence à família Barbalho.

Por que A Tribuna não fala em Hartung? Provavelmente porque há alguns favores em jogo.

A Tribuna e Diário do Pará se esquecem que em pleno 2017 é uma enorme bobagem achar que esconder um fato público e notório significa poupar alguém. Pelo contrário, apenas escancara o ridículo da omissão, da falta com a verdade. E acelera o caminho para o abismo.

Diário do Pará e A Tribuna acabam de brigar com o leitor. E perderão muito com isso. Talvez consigam uma injeção de dinheiro imediata, para fechar as contas do mês. Mas certamente estão muito mais próximos do triste fim.

A mentira, em tempos de plataformas digitais, tem pernas nanicas.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Os espiões capixabas - ou as fórmulas que não funcionam e todos copiam


Que susto!

Por alguns momentos o leitor desavisado não consegue saber que jornal está lendo.

Os concorrentes A Gazeta (Vitória, ES) e A Tribuna (Vitória, ES) saíram com as mesmas fotos, tiradas por seus fotógrafos nos mesmos momentos.

Coincidência?

Possivelmente não. É a fórmula editorial de publicar a imagem antiga e cansada do candidato risonho na hora do voto. Antigamente a foto ainda seria com o voto, em papel, entrando na urna. Agora é o sorriso, o dedo em positivo, o braço em ação.

O melhor seria buscar aquela imagem que os leitores não conhecem. Essa sim tem valor.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Paixões à parte, os jornais não souberam criar relevância


Procure alguma capa de jornal que tenha trazido novidade no principal assunto de ontem.

Há quem comemorou, quem brincou, quem fez contas, quem fez poesia. Mas nenhum jornal brasileiro, a julgar pelas capas, merece ser comprado hoje nas bancas.

Nenhum.

Nada que a TV, o Rádio e a Internet não tenham superado. Ontem. Cedo.

Desse jeito os jornais morrem. Por absoluta irrelevância.