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quinta-feira, 25 de março de 2021

Algumas ideias para marcar as 300 mil mortes


A chegada às 300 mil vítimas era uma tragédia anunciada. Ou seja, os impressos tiveram tempo para planejar uma edição que ficasse na memória, como a que O Globo fez para as primeiras 10 mil mortes. Mas poucos aproveitaram a chance.

Folha de S. Paulo (SP) compara em foto aérea a ocupação de espaço de um cemitério. Uma boa ideia, ainda que a informação mais relevante esteja em um gráfico simples abaixo: o tempo para cada 100 mil mortes.

Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) lança nomes de mortos (como O Globo nos 10 mil) e, por falta de espaço, ao final, aparece um "X 1.000". O Globo (Rio de Janeiro, RJ) usa a mesma ideia da Folha, o mesmo cemitério. E um pequeno quadro. Enquanto Metro (SP) faz o simples: um gráfico que escancara a barbárie.

O Estado de S. Paulo (SP) traz a imagem de gente que perdeu familiares, quanto O Dia (Rio de Janeiro, RJ), bem ao seu estilo, faz uma capa-pôster.

Não são capas para "recortar e guardar", embora aqui apareça alguma criatividade e posicionamento - o que é fundamental para os impressos.

 

quinta-feira, 12 de março de 2020

Metro ensina cuidados básicos


Não, não se trata de uma manchete em libras.

Metro (SP) decidiu colocar em fotos os cuidados básicos que a população deve ter para reduzir os riscos de ser contaminada pelo Corona Vírus. Simples assim.

Em um momento como esse, de pandemia, é importante que os meios de comunicação ajudem no combate. Impresso também é serviço.

Ficou claro ou precisa desenhar?

sexta-feira, 6 de março de 2020

A arte que resolve a capa


Metro (Belo Horizonte, MG) usa a arte como forma de informação. Sem medo. Com bom gosto.

Muito melhor do que uma foto para ilustrar.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Linda capa do Metro em SP


Sutil.

Como devem ser as capas elegantes.

Mensagem clara e forte do Metro (SP).

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Capa-pegadinha


A capa do Metro (SP) está linda, com essa foto de Sebastião Salgado, né?

Nem tanto.

O jornalismo pode tudo, menos enganar o leitor. Sebastião Salgado não está "no coração da selva", como diz a chamada. Ele esteve em Serra Pelada quando havia o "formigueiro humano", na década de 80. Há 30 anos o cenário nessa localidade do Pará é bem diferente.

A foto pertence a uma exposição do fotógrafo. OK. Essas fotos já circularam em outras exposição de Salgado.

A saída para o jornal seria deixar bastante claro que trata-se de uma exposição - e não de uma imagem atual.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Na hora da verdade, o conservadorismo prevalece



O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por não conceder o Habeas Corpus ao ex-presidente Lula.

Isso foi ontem à tarde e repercutiu imediatamente em sites, blogs, redes sociais, noticiários de rádio e de televisão.

Qual seria o papel de um impresso (do dia seguinte)? Ir além. Revelar os próximos passos para a odisséia de Lula em sair da cadeia. Avaliar os votos dos juízes. Explicar o porquê de manter tudo como está, pelo menos, até agosto.

Mas aí o lado conservador dos jornais brasileiros fala mais alto. À exceção de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), todos os grande jornais do país deram a informação como manchete. Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), Correio Braziliense (Brasília, DF), Zero Hora (Porto Alegre, RS), A Tarde (Salvador, BA), Jornal do Commércio (Recife, PE) e Metro (SP). O diário carioca escolheu outra manchete, mas noticiou a decisão do STF ao lado, como sub.

Não que a informação não mereça o espaço, mas a função do impresso é ir além. Nenhum foi.





segunda-feira, 13 de maio de 2019

Jornal velho assumido


O gaúcho adora a "grenalização". Se um diz sim, o outro fala não. Se um gosta de vinho, o outro prefere cerveja.

Assim os jornais gaúchos adoram contemplar gregos e troianos - no caso, gremistas e colorados. Por medo de causar revolta em alguma torcida.

Só que os assuntos não são iguais. Pior, o Inter jogou ontem, mas o Grêmio empatou sábado à tarde.

Aí três jornais gaúchos abusam da paciência do leitor considerando as partidas de Inter e de Grêmio com igual peso. Na segunda-feira...

Depois os gênios do marketing não entendem os motivos da queda de leitores em Zero Hora (Porto Alegre, RS), Metro (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS).


quinta-feira, 9 de maio de 2019

A melhor leitura sobre o decreto das armas


Metro (SP).

Sem manchete.

O desenho fala por si.

terça-feira, 9 de abril de 2019

O Rio de Janeiro não está tão lindo assim


No mesmo dia o carioca precisou conviver com a notícia de que o Exército fuzilou um músico, sem explicações, e que São Pedro castigou a cidade com uma chuva impressionante.

O sempre criativo Extra (Rio de Janeiro, RJ) fez uma capa sensacional na primeira edição (ESQ), mas mudou para registrar a força das águas na terceira edição.

O Dia (Rio de Janeiro, RJ) registou 80 furos de bala na capa. Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) e Metro (Rio de Janeiro, RJ) preferiram as palavras, em um dia de poucas palavras e muito sofrimento.




sexta-feira, 22 de março de 2019

Seis exceções honrosas


Correio Braziliense (Brasília, DF), Extra (Rio de Janeiro, RJ), Super Notícia (Belo Horizonte, MG), Metro (SP), O Popular (Goiânia, GO) e Diário Catarinense (Florianópolis, SC) respeitam o leitor.

Eles - e somente eles - pensaram um pouco e consideraram que a notícia da prisão de Temer era velha para a manhã de hoje. E deram um passo a mais.

Basta raciocinar um pouco e a solução aparece.

Sem isso os jornais caminham para a beira do abismo. São desnecessários.




quinta-feira, 7 de março de 2019

Metro é elegante - como o presidente não foi



O Metro (SP) foi direto ao ponto. Sem medo. Bingo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Parece, mas não é


A edição paulistana do jornal Metro (SP) produziu uma bela capa na semana passada (ESQ), elogiada pelo Mídia Mundo.

Hoje, oito dias depois, a edição capixaba do Metro (Vitória, ES) repete a mesma ideia (DIR). Só que mantém as fotos originais de São Paulo, mesmo que a linha fina se refira à Grande Vitória.

Poderia ter copiado a ideia (afinal, é uma rede), sem problemas, mas com fotos próprias. Parece local, mas não é.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A ocasião faz a capa


O olhar atento do fotógrafo André Porto foi determinante para a beleza da capa do Metro (SP).

Pessoas caminhando com sombrinhas, para proteção do sol. O balé valeu capa.

E ficou muito bom.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Deu a louca no Metro


O Metro (Porto Alegre, RS) é um jornal gratuito, distribuído em esquinas e pontos "estratégicos".

Já foi sucesso na Europa, hoje resiste em alguns países - e no Brasil parece ir bem, com mais de 10 edições locais.

Os leitores de Porto Alegre tiveram uma sensação de "já li esse jornal" quando receberam o exemplar de hoje. É que a manchete trata de um tema nacional que ocorreu domingo.

A bobagem cometida pelo futuro ministro das Relações Exteriores, que no fim de semana afirmou que representantes de Cuba e Venezuela não haviam sido convidados para a cerimônia de posse do novo presidente, foi imediatamente desmentida pelos venezuelanos, que apresentaram o convite para quem quisesse ver (e ainda afirmaram que não compareceriam, por se tratar de um presidente fascista). Mas aí o Itamaraty informou que os países estavam "desconvidados".

Só que tudo isso ocorreu no fim de semana.

Hoje é terça-feira.

Desse jeito, mancheteando notícia velha, o Metro gaúcho vai perder um pouco da admiração que conquistou.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Quase bom


O Metro (Campinas, SP) precisava dizer algo mais do que a chacina da Catedral, que chocou a cidade. Ir mais longe. Mostrar o que ninguém viu.

A frase da testemunha é boa. E funciona bem o branco sobre preto.

Mas...

...para que a foto horrível, retirada do vídeo de segurança da igreja? O que acrescenta, uma vez que foi a imagem mais vista de ontem? Fora de foco, borrada, em plano aberto e, ainda por cima, limitada a um quarto de página?

Não há explicação. A capa tinha tudo para ser boa, mas o piloto-automático do editor estragou tudo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O suicídio dos jornais


Jornais impressos, em 2018, não são comparáveis aos de 1998. Esses 20 anos de diferença serviram para que as plataformas dinâmicas (Internet, mídias eletrônicas) ocupassem o espaço da informação veloz. Jornais, portanto, servem a cada vez mais aprofundar uma informação.

Soma-se a isso a relevância do fato. Jornais precisam hoje ocupar-se de conteúdos locais, que façam a diferença na vida daquele leitor.

Pois bem, apesar de 99% dos jornalistas do mundo concordarem com essas premissas, o conservadorismo, a falta de coragem, a ausência de criatividade e a força do piloto-automático acabam surpreendendo (negativamente) o leitor com edições absolutamente descartáveis de alguns jornais. É inacreditável que jornalistas ainda cometam absurdos editoriais com os que aparecem nesse post.

Mas há, possivelmente, uma explicação: o plantão de fim de semana, quando meios pouco profissionais escalam "de castigo" maus editores. E impera uma ordem: na edição de segunda-feira precisa ter futebol em destaque. Só que os "sábios" esqueceram que as competições nacionais acabaram na semana passada. O resultado é uma inacreditável aposta na irrelevância.

O que faz uma foto de uma equipe argentina dominando a capa de O Liberal (Belém, PA)? O jogo em questão ocorreu em Madri... Na mesma pegada Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e O Tempo (Belo Horizonte, MG), sem tanto estardalhaço como o diário do norte. E até mesmo o Metro (Brasília, DF) - pelo menos esse não cobra nada do leitor.

Será que ninguém tinha uma foto mais relevante, local, para publicar? E depois reclamam que o leitor está em queda. Motivos não faltam.

Lamentável.



terça-feira, 13 de novembro de 2018

Homenagem de fã


Stan Lee, criador de tantos personagens dos quadrinhos, morreu.

O choro do Homem-Aranha, na capa do Metro (SP), só pode ser homenagem de um fã.

Ficou muito bom.

PS: sugestão do designer Dirceu Goulart

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Humor inteligente


O Palmeiras levou 2 a 0 do Boca Juniors e o leitor do Metro (SP) recebeu a notícia com uma boa dose de humor.

Mas será o Benedetto?

Benedetto é o nome do atacante que marcou os dois gols.

Muito bom.

PS: edições locais do mesmo Metro que preferiram trocar a chamada perderam a piada.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Desliguem o piloto-automático

 
O que leva um diretor - em meio a eleições e outros assuntos mais interessantes - a optar pela foto do piloto-automático na capa da edição de hoje?

Medo de mudar. Ou preguiça.

Folha de S. Paulo (SP), Diário Catarinense (Florianópolis, SC) e Metro (Porto Alegre, RS) foram pela manjada imagem do jogo insosso da Seleção Brasileira. 

Não faz nenhum sentido. Os fotógrafos dos três jornais estão de luto.




segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Lamentavelmente é cópia


A capa da esquerda foi publicada em outubro de 2010 pelo jornal O Dia (Rio de Janeiro, RJ). Mostra os dois candidatos que chegaram ao segundo turno naquele ano.

A capa da direita é de hoje. O jornal Metro (SP) quis ser original. Só que a copia é descarada.

Basta ter escrito, na legenda, que a ideia original é de O Dia, em 2010. Mas reinou o silêncio.

Ficou feio, muito feio.