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terça-feira, 2 de maio de 2023

Valor de cara recauchutada

 
A capa da direita é a que foi aos assinantes do Valor Econômico (SP) sexta passada. A da esquerda é a mesma, se a marca já estivesse utilizando o novo modelo gráfico, elaborado pelo britânico Simon Esterson e lançado hoje. Já a de baixo é a que circulou na manhã desta terça-feira, comemorando os 23 anos do diário.

Não chega a ser uma nova linguagem, mas uma atualização do projeto original. Mais uma tentativa de reter o assinante. No final de dezembro, o Valor mantinha apenas 14,5 mil assinantes para a edição impressa.


PS: Lembrete do colega Cláudio Thomas


 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

O Globo leva prêmio do INMA


O Globo (Rio de Janeiro, RJ) foi o grande vencedor brasileiro nos Prêmios INMA (International News Media Association) 2022. A competição reconhece ideias e iniciativas de veículos de comunicação em busca de audiência, novas receitas, engajamento, criatividade e fundamentalmente boas ideias. 

O Globo venceu na categoria Melhor Ideia para Engajar a Audiência, entre marcas nacionais, com o projeto O Globo LGBTQIAP+, de 28 de Junho de 2021, que até mexeu no logo do diário carioca.

Os brasileiros costumam ganhar reconhecimento no INMA, mas dessa vez só O Globo, Valor Econômico (SP) e Editora Globo (SP) tiveram alguma menção.

Os vencedores aqui.



terça-feira, 8 de março de 2022

Os finalistas do Prêmio INMA

O Global Media Awards, da INMA (Associação Internacional de Veículos de Comunicação), é o grande prêmio da indústria de mídia. Não se trata de jornalismo, mas de tudo o que está em torno do "core", o que faz o bom conteúdo obter sucesso.

Entre os 333 finalistas de 2022 - que acabam de ser revelados - apenas dois brasileiros: O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e Valor Econômico (SP), esse em 3 categorias. Dia 09 de junho se anunciam os vencedores.

O Globo concorre em Melhor Idéia para Engajamento da Audiência com a campanha LGBTQIAP+ (veja vídeo abaixo). Valor em Melhor Ideia de Assinaturas para Nichos, Melhor Campanha Publicitária Multicanal e Melhor uso de Data para Resultados.

Todos os indicados nesse link.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

A queda - sem retorno - dos impressos no Brasil


O levantamento é do Poder360, com base em dados do IVC e da ComScore. Não há dúvidas de que a queda de circulação dos impressos ainda está ocorrendo, sem sinais de estabilização, e os grandes veículos (salvo O Globo, Folha de S. Paulo e Valor Econômico) não entenderam que a aposta precisa necessariamente passar pelo digital e pelo reader revenue.

A Folha de S. Paulo (SP), por exemplo, que chegou a bater mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em um domingo de 1995, hoje não passa de 66 mil exemplares de média de circulação. Nem mesmo o outrora campeão de vendas Super Notícias (Belo Horizonte, MG) se salva, hoje apresentando um terço da circulação de cinco anos atrás.

Ainda há tempo de rever as estratégias. A julgar pelos tristes gráficos, a consequência da crise será mais fechamentos de marcas tradicionais.


 

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Circulação de impressos em queda livre no Brasil


Não chega a ser novidade, mas os números mostram que a crise dos impressos no Brasil parece não ter fim.

Levantamento do Poder360 (Brasília, DF), com dados do IVC, revela que só nos primeiros cinco meses do ano a queda foi de 12,21% - considerando apenas 10 jornais - líderes - de SP, RJ, MG, RS, BA e CE.

O crescimento de assinaturas digitais, no mesmo período, foi de apenas 3,3% considerando as mesmas 10 marcas - e por um valor sensivelmente menor do que uma assinatura de impresso.

Quando a leitura se dá pela soma impresso+digital, nota-se uma queda total de 1,46% no mesmo grupo de veículos.

Chama a atenção que o impresso mais vendido do Brasil é O Estado de S. Paulo (SP), com apenas 76.416 exemplares por dia (metade do que tinha em 2015). O popular Super Notícia (Belo Horizonte, MG) despenca a 70.752 exemplares/dia (um terço do que aparecia há cinco anos), mesma performance de Zero Hora (Porto Alegre, RS) e de A Tarde (Salvador, BA).    

Muito consistente, no entanto, o crescimento digital de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), Folha de S. Paulo (SP) e Valor Econômico (SP) - veículos que investem na estratégia digital.

Mas o quadro geral é preocupante.

PS: os gráficos são do Poder360


 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Comece a se despedir de Época


Época (SP) nasceu no final dos anos 90 assumindo o modelo editorial da revista Focus, da Alemanha. Notas curtas, muita informação, reportagens de peso. Mas na largada resolveu fazer uma aposta equivocada: um nome diferente, único. Chamou-se Época, que não tinha qualquer tradição ou significado. E era tempo da Veja (SP) com mais de um milhão de exemplares.

Não deu certo. Rapidamente trocou-se editor-chefe, diretor de negócios e aos poucos Época respirou. Através de acordos com terceiros, lançou a maior campanha para promover novas assinaturas que o Brasil já conheceu. O cliente podia escolher uma passagem para qualquer destino do Brasil, que custava mais do que a assinatura. E era brinde. Cresceram os números, mas passado o período contratado não havia renovação.

Época tentou de tudo, mudou fórmula várias vezes, experimentou projetos gráficos. Mas nunca aconteceu. Nunca conseguiu o objetivo da Editora Globo: ser a principal revista brasileira, apesar de alguns "furos".

Há 5 anos a revista perdeu completamente a bússola. Não sabia para onde ir, embora tenha ganho sobrevida ao circular grátis para assinantes de O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e de Valor Econômico (SP). Já em 2019 os boatos de que poderia encerrar a edição impressa cresceram. Mudou-se mais uma vez a liderança editorial. E não deu certo de novo.

A revista quase desapareceu. Segundo o IVC, em Dezembro/2020 a circulação impressa era de 38.964 exemplares (10% do que tinha seis anos antes) e digital com 49.835 assinantes (40% do que teve em 2018). Faltou relevância. Faltou inteligência criativa. Faltaram motivos para alguém buscar um exemplar.

A Editora Globo anunciou hoje que no final de maio a revista deixa de existir. Em todas as plataformas. Foram 23 anos de luta, sem nunca se firmar. A partir de agora a marca Época será uma seção na edição de sábado de O Globo. Reportagens, features, algo que possa surpreender.

Que pena.

PS: de minha parte me orgulho de ter publicado em Época. A reportagem O Fim do Museu das Notícias, publicada em dezembro de 2019, deu enorme repercussão.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O vício de publicar o "importante" na manchete

Difícil entender a lógica editorial de alguns jornais regionais brasileiros.

Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) tratam da queda da taxa Selic na manchete, nada mais esperado, pela política editorial dos jornalões paulistanos.

Mas que o mesmo assunto entre na manchete de jornais locais e hiper-locais, como Notícias do Dia (Joinville, SC) e Folha de Londrina (Londrina, PR), parece estranho.

E mesmo os líderes regionais Jornal do Commércio (Recife, PE), A Gazeta (Vitória, ES), A Tarde (Salvador, BA) e Zero Hora (Porto Alegre, RS) tinham elementos mais relevantes ao seu público do que a decisão do Banco Central.

Basta ver que nem no Valor Econômico (SP), jornal especializado em economia, o tema é manchete.

Enquanto o princípio do importante prevalecer sobre o relevante os jornais serão descartáveis.



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Perderam a oportunidade

O que faz alguém abrir a carteira e pagar por um exemplar de jornal?
A novidade, a surpresa, o inesperado.
Escolha qualquer uma das capas abaixo e entenda o porquê da queda acentuada na circulação de jornais no Brasil. O dia em que o Senado manda a presidente para casa tem interpretações absolutamente factuais, perdidas, velhas.
Que pena, perderam a chance de brilhar.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O algo a mais está aqui



Valor Econômico (SP) acertou na mosca: explicar, explicar e explicar. Para isso serve o jornal do dia seguinte.

O Popular (Goiânia, GO) e O Povo (Fortaleza, CE) chegaram bem perto: o que acontece no país depois da queda do polêmico presidente da Câmara.

Jornais precisam oferecer algo mais. Esses três jornais conseguiram oferecer valor ao leitor. Vale o investimento em um exemplar.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A grande foto não precisa de legenda


A foto de Dida Sampaio é sensacional.

O reporter fotográfico da Agência Estado colocou sua bela imagem nas capas de O Estado de S. Paulo (SP), Valor Econômico (SP) e Folha de Londrina (Londrina, PR).

Genial.




sexta-feira, 17 de abril de 2015

Dois bicudos não se beijam


A foto do dia não é apenas uma. Os repórteres fotográficos André Dusek e Pedro Ladeira captaram praticamente a mesma imagem.

O quase-beijo, com seus respectivos bicos, traduz a realidade política. Por isso está nas capas de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), Valor Econômico (SP) e O Estado de S. Paulo (SP).

Diz um velho ditado que "dois bicudos não se beijam". O ditado virou realidade.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Embalagem errada


Imagine tomar vinho de garrafão embalado com a identidade semelhante a um italiano Brunello de Montalcino. Pois é, não combina. O rótulo não consegue alterar o gosto do produto.

Assim está o Comércio da Franca (Franca, SP), um projeto gráfico moderno e sério, com características entre o Estadão e o Valor Econômico. Só que o conteúdo parece mais popular e sanguinário do que nunca.

Jornalismo local é um pouco diferente do que o CF apresenta.

Desse jeito, apenas tenta ludibriar o leitor.