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segunda-feira, 29 de março de 2010

Grande foto merece grande edição

Foto é informação.
Boa foto é capa.
É o que mostram o Daily News-Miner (Fairbanks, AK) e o El Punt (Barcelona, Espanha)

E por falar em interior


Se a grande matéria do Correio de Uberlândia (Uberlândia, MG) é sobre a queda da equipe local à segunda divisão, para que a foto de um jogador do Atlético, time da capital, comemorando um gol?

É para massacrar o já massacrado torcedor?

O Correio perdeu uma ótima oportunidade de fazer uma capa épica, utilizando a melhor imagem de tristeza do Uberlândia. E apostando na imagem, dominante.

Hoje o desenho só atrapalhou a cobertura.

A derrota do jornalismo no interior do RS

A situação inusitada mereceu capa dos dois concorrentes. Um balão que participava de um festival de balonismo acabou preso a uma torre de telefonia celular. Um susto.
Diário de Santa Maria (Santa Maria, RS) deu enorme destaque, com uma ótima foto de leitor, enquanto A Razão (Santa Maria, RS) dividiu espaços com uma notícia do PAC.
Mas a derrota do jornalismo é a cobertura do acidente. Ninguém ouviu o piloto do balão acidentado. Há palavra de bombeiros, da organização do evento e de colegas, mas cadê o balonista que perdeu o controle e chocou-se contra a torre?
Isso é jornalismo. Isso é o que o leitor quer ver no dia seguinte. Isso não está nas páginas dos jornais gaúchos.

domingo, 28 de março de 2010

Cadê a foto destacada do Estadão?

Há duas semanas O Estado de S. Paulo (SP) saía às ruas de cara nova anunciando uma série de novidades. Uma delas, o destaque às imagens.
Na edição de hoje o Estadão tem duas boas fotos na capa, mas nenhuma com o tratamento de aposta. A da casa em Ilhabela em meio à floresta tem apenas duas colunas de largura e teria outro efeito caso estivesse edtada em três ou quatro colunas. O mesmo acontece com a ótima foto das doações que superlotam um ginásio em São Luís do Paraitinga. Mas editadas assim, no meio da confusão editorial e da foto sem sentido do ministro Geddel, perdem força assustadoramente. É o DNA do velho Estadão, mais forte que as reformas.
Já a Folha de S. Paulo (SP), que ainda não lançou novo projeto gráfico, investe em sua única imagem, do rodoanel. Individualmente, é menos surpreendente e informativa que qualquer uma das duas do Estadão. Mas por ter sido bem editada brilhou como nenhuma do concorrente.

Três histórias do exterior

As boas histórias estão em grandes e em pequenos jornais.
Não importa o tamanho ou a circulação, o que interessa é o talento, a imaginação.
O Sunday Star - edição dominical do Toronto Star - (Toronto, Canadá) apresenta uma sensacional reprtagem sobre jovens canadenses que seguem a psudo-clínicas na Índia onde são tratados com derivados de ópio, proibidíssimo no Canadá.
O pequeno The Tribune (Greeley, CO) acompanhou uma caravana de jovens locais que foram à Nicarágua para ajudar o país da América Central. Tudo bem documentado, fotografado e com vídeos na web.
Já o Sun Sentinel (Ft. Lauderdale, FL) avalia as escolas locais, levando em conta seus custos e o retorno que seus ex-alunos conseguem ter depois da graduação.
Aos domingos o leitor precisa de histórias de peso como essas.

Algo novo nas páginas da Alemanha


Não é normal os jornais alemães tratarem a arte como conteúdo. Em geral fotos ou ilustrações resumem-se a pequenos espaços logo abaixo do logo. E tome texto.

Hoje o Frankfurter Allgemeine (Frankfurt, Alemanha) diferencia-se de toda concorrência ao publicar desenhos de plantas e flores de altíssima qualidade.

Quase um livro de botânica.

Velho, com recibo de velho


Nada pior para um jornal do que chegar às bancas com uma informação que já morreu de velha.

O Paraná (Cascavel, PR) não apenas aposta firme na informação caduca, como também não inclui qualquer valor agregado e ainda não se dá conta que não circula na segunda-feira, ou seja, que esta edição estará dois intermináveis dias nas bancas.

Os leitores vão ver que a aposta é velha, que a menchete é desnecessária. E a credibilidade de O Paraná vai cair mais um pouquinho.

Pesquisa Datafolha, que circulou às 7h30min da manhã de sábado, na manchete é inaceitável. Revela o jornalismo-preguiça.