segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A flauta sem querer
O jornal Pioneiro (Caxias do Sul, RS) foi extremamente deselegante com uma das equipes da cidade - o Juventude - sem querer.
Deu em manchete "Triste rotina caxiense", com o goleiro do Caxias comemorando e o treinador do Juventude triste.
Só que não há qualquer rotina nesse fato. A rotina é sobre alagamentos na cidade. No futebol houve a classificação do Caxias para a final do primeiro turno, enquanto o Juventude não passava pela semifinal.
Rotina é o Juventude ir mais longe que o Caxias em campeonatos.
Certamente ninguém parou para olhar a capa pronta com olhos de leitor.
Pisou na bola do diário da serra gaúcha.
Deu em manchete "Triste rotina caxiense", com o goleiro do Caxias comemorando e o treinador do Juventude triste.
Só que não há qualquer rotina nesse fato. A rotina é sobre alagamentos na cidade. No futebol houve a classificação do Caxias para a final do primeiro turno, enquanto o Juventude não passava pela semifinal.
Rotina é o Juventude ir mais longe que o Caxias em campeonatos.
Certamente ninguém parou para olhar a capa pronta com olhos de leitor.
Pisou na bola do diário da serra gaúcha.
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Pioneiro
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Só a Folha avançou
O acidente no parque de diversões que resultou na morte de uma adolescente chocou São Paulo.
Só que a tragédia aconteceu às 10h30 da manhã e foi tema de 10 entre 10 mesas de bar na tarde e noite de ontem.
O que os jornais de hoje devem fazer? Avançar.
A Folha de S. Paulo (SP) explicou, em um infográfico na capa, como aconteceu o acidente. São informações que a TV não mostra. Para isso serve um jornal.
Já Jornal da Tarde (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) foram conservadores e apenas registraram o fato nas capas. Assim os jornais chegaram ultrapassados ao café da manhã do assinante, mais velho que pão dormido.
Mirem-se no exemplo da Folha. Só dela.

Só que a tragédia aconteceu às 10h30 da manhã e foi tema de 10 entre 10 mesas de bar na tarde e noite de ontem.
O que os jornais de hoje devem fazer? Avançar.
A Folha de S. Paulo (SP) explicou, em um infográfico na capa, como aconteceu o acidente. São informações que a TV não mostra. Para isso serve um jornal.
Já Jornal da Tarde (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) foram conservadores e apenas registraram o fato nas capas. Assim os jornais chegaram ultrapassados ao café da manhã do assinante, mais velho que pão dormido.
Mirem-se no exemplo da Folha. Só dela.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Domingo as máquinas vão parar
O jornal Público (Madri, Espanha) anunciou que deixará de circular a partir do próximo domingo - edição impressa - por falta de investidores. Seguirá com a edição digital.
Trata-se de um jornal criado em 2007, que dependia muito dos aportes do Partido Socialista - que perdeu as eleições no ano passado.
É triste assistir a um jornal deixar de circular. Mas é do jogo.
Trata-se de um jornal criado em 2007, que dependia muito dos aportes do Partido Socialista - que perdeu as eleições no ano passado.
É triste assistir a um jornal deixar de circular. Mas é do jogo.
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Público
Nota 10 para A Gazeta
O Governo do Espírito Santo anunciou um corredor exclusivo para ônibus em uma ponte que costuma congestionar na hora do rush.
Só não explicou como vai conseguir fazer a mágica de criar a quinta pista onde só cabem quatro.
A Gazeta (Vitória, ES), no melhor exemplo show, don`t tell, mostra a ponte e prova, com imagem, que algo está errado pelos lados do Governo.
Jornal serve para prestar serviço à população. Acertou em cheio A Gazeta.
Só não explicou como vai conseguir fazer a mágica de criar a quinta pista onde só cabem quatro.
A Gazeta (Vitória, ES), no melhor exemplo show, don`t tell, mostra a ponte e prova, com imagem, que algo está errado pelos lados do Governo.
Jornal serve para prestar serviço à população. Acertou em cheio A Gazeta.
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A Gazeta
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
A dama de guerra
Marie Colvin morreu ontem, ao lado do fotógrafo francês Rémi Ochlik.
Marie era americana, mas trabalhou nos últimos anos para a imprensa inglesa, sempre cobrindo guerras. Ontem estava na Síria, pelo The Sunday Times (Londres, UK).
O olho esquerdo Marie havia perdido há 10 anos, quando cobria os movimentos do Sri Lanka.
O mundo perde uma de suas principais repórteres de guerra.
The Times (Londres, UK), The Guardian (Londres, UK), The Independent (Londres, UK) e The Scotsman (Glasgow, UK) reconhecem seu trabalho em busca da verdade.
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