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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Linda foto, mas...


Linda a imagem da capa do Diário Catarinense (Florianópolis, SC). Pena que o autor não seja um fotógrafo da sua equipe, mas Wagner Urbano Onjack, do Estadão Conteúdo (Agência Estado).

Por que os repórteres fotográficos do jornal de referência de SC não conseguem uma foto como essa?

Quando a melhor foto de um local que está na nossa prioridade editorial não é de nossa equipe, algo está errado. De qualquer maneira, a imagem conta o fato.

Uma aula de mau jornalismo


O Diário dos Campos (Ponta Grossa, PR) tinha tudo para fazer uma edição de luxo hoje. Mas cometeu as piores infrações do jornalismo.

1. Aplicou o logo azul sobre foto. O resultado é que o logo sumiu.
2. Aplicou texto sobre a grama verde. E descoloriu o fundo para ficar legível. Ficou péssimo.
3. (o pior) Conta um fato (importante) de domingo como se houvesse acontecido ontem. Nenhum valor agregado. Nenhuma consequência. Nada de trabalho criativo. É o jogo de domingo publicado na terça, enganando o leitor. Ou seja, é uma capa que seria de segunda-feira, caso o jornal circulasse nesse dia.

O DDC está com um modelo gráfico feio, antiquado. Precisa se renovar. Mas pior mesmo é a aposta editorial como se o cidadão estivesse imune às notícias durante as 36 horas entre a partida e a publicação do jornal.

Lamentável.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Metro passa recibo


A cantora Anitta, sucesso no Brasil, foi editora por um dia do Metro...no México.

Sim, o gratuito que circula em mais de 10 cidades no Brasil viu por fotos a estrela da música ser editora do mesmo jornal, mas em terras mexicanas.

E abusou na fotografia de capa, passando um recibo poucas vezes visto no mercado grátis do Brasil.

Em uma tacada só, mostrou que ou não consegue ter esse tipo de ideia, ou que a cantora prefere outros ares.

Lamentável.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

DNA de jornal pequeno


A Folha de S. Paulo (SP) é, ao lado de O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e de O Estado de S. Paulo (SP), o jornal mais importante do Brasil. Cada capa é uma mensagem bem construída a milhares de leitores em todas as plataformas.

Sempre na vanguarda, a Folha pisa na bola hoje e revela seu DNA de jornal pequeno ao dedicar quase meia capa, na parte alta (nobre) à morte de seu diretor, Otavio Frias Filho.

Otavinho, sem dúvidas, foi fundamental para o Projeto Folha, que fez com que o jornal assumisse a dianteira no jornalismo brasileiro. Mas sua morte, bombardeada desde as primeiras horas de ontem pelas plataformas eletrônicas, não é mais importante, por exemplo, que a pesquisa exclusiva do DataFolha na corrida ao Planalto.

Homenagear diretores e acionistas mortos na capa é o que há de mais velho no jornalismo de papel. E não interessa a ninguém, além da família.

Otavio Frias Filho não estaria de acordo com essa capa. Lembra os momentos mais conservadores da velha Folha.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

EUA: A imprensa disse basta!


E de repente os jornais dos EUA decidiram, juntos, se revoltar. Basta de escutar palavrões do presidente Donald Trump.

Organizados pelo The Boston Globe (Boston, MA), mais de 100 (updating, são mais de 300) jornais americanos publicam hoje editoriais em nome da liberdade de imprensa e contra a tentativa de cerceamento do livre exercício do jornalismo da Casa Branca.

Cada veículo escreveu da sua forma, na sua própria cultura. E o resultado é o maior manifesto anti-Trump desde sua posse.

Uma amostra do que o bom jornalismo é capaz.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Tragédia de Gênova - A imprensa italiana



Uma ponte, uma das tantas da estrada entre o aeroporto de Gênova e a cidade, desabou ontem, deixando, pelo menos, 39 mortos. As causas ainda são desconhecidas, mas tudo leva a crer que a falta de manutenção - de responsabilidade da concessionária, que cobra pedágio para isso  - tenha sido o principal fator.

O país está indignado, a imprensa também, mas os jornais generalistas ainda têm dificuldades em acusar alguém. Já a engajada imprensa política não poupa acusações.

Il Secolo XIX (Gênova, Itália) é bastante moderado nas críticas - fala apenas dos "trabalhos infinitos".










La Repubblica (Roma, Itália) e La Stampa (Turim, Itália), dois dos principais jornais do país, medem palavras. O primeiro compara com o tempo da guerra, quando a cidade estava dividida. O segundo é apenas informativo, sem acrescentar valor.














Il Manifesto
(Roma, Itália), jornal da esquerda, não poupa adjetivos: "O Monstro de Gênova". Já Il Dubbio (Roma, Itália), jornal da comunidade jurídica, prefere a pergunta: "Era possível evitar?"













Il Giornale
(Milão, Itália), meio da direita italiana, crava: Nós sabemos que foi. Enquanto Il Fatto Quotidiano (Milão, Itália), crítico como sempre, é irônico ao dizer que o "monitoramento constante matou 26" embora pela manhã esse número já havia chegado a 39 - e fontes garantem que são 45 os mortos.
















Il Mattino
(Nápoles, Itália), indignado, fala em "absurdo", enquanto Il Tempo (Roma, Itália) prefere "vergonha".












O recente La Verità (Milão, Itália), identificado com a direita italiana, é definitivo: "Não falem de fatalidade", ou seja, está bastante claro que identificam os potenciais responsáveis. La Notizia (Roma, Itália), pequeno veículo de opinião, afirma que se trata de uma "tragédia anunciada". E Libero (Milão, Itália) diz que "assassinaram Gênova".


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Capa-pôster


Sem inventar, sem complicar, sem atrapalhar.

Metro quis promover o primeiro debate dos presidenciáveis, na Band TV. E acertou em cheio.

Muitas vezes é melhor fazer o simples.