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sexta-feira, 28 de maio de 2021

A capa que o mundo ficou devendo, agora no NYTimes


A infeliz guerra entre Israel e palestinos deixou sequelas absurdas. E o mundo parece não ter dado a importância necessária às cicatrizes.

Hoje The New York Times (Nova York, NY) recupera o tempo perdido e faz uma justa galeria de fotos de 64 das 69 crianças mortas por bombas (67 palestinas, duas israelenses).

Um triste episódio de 2021 - como se não bastasse a Covid-19.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

A bomba falante e o cineminha


Não é sempre que todos os impressos ingleses apostam pela edição fotográfica de um mesmo assunto, nas capas dos impressos. Hoje sim.

O depoimento da bomba-falante Dominic Cummings, ex-assessor especial do primeiro-ministro Boris Johnson, foi mortal. Mas os jornais não se detiveram nas palavras de Commings, mas nas fotos.

Cineminha ou um grande close, as imagens contam mais na Inglaterra.


 

terça-feira, 25 de maio de 2021

Um ano do assassinato de George Floyd


Tragédias não podem ser esquecidas.

O aniversário do brutal assassinato de George Floyd, pela polícia dos EUA, em um ato de abuso de autoridade e racismo, provocou revoltas em todo o mundo. Hoje o Star Tribune (Minneapolis, MN) faz uma capa impactante, com palavras dos cidadãos.

Os responsáveis, pelo menos, foram punidos.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Trocadilho de qualidade


Enquanto a maior parte dos impressos brasileiros foram hoje às bancas (ou às casas dos assinantes) com desnecessárias capas sobre notícias obvias - como o clube que ganhou o campeonato regional de futebol - O Dia (Rio de Janeiro, RJ) foi muito feliz no trocadilho.

Para bom entendedor, sujeito que se transforma em verbo faz todo o sentido.

sábado, 22 de maio de 2021

Um caminho para as revistas semanais


A crise das semanais brasileiras é algo fácil de ser notar. A líder Veja (SP), que por anos e anos se orgulhava em nunca deixar de ter um milhão de assinantes, fechou o ano passado com pouco mais de 250 mil, entre impresso e digital. Época (SP) interrompeu a circulação impressa e virou editoria de O Globo. E IstoÉ (SP), também com circulação pífia, pelo menos vem tentando encontrar um lugar, um nicho.

A revista assumiu uma identidade de oposição clara ao governo federal. E vem caprichando nas capas. Pode nao ser a solução definitiva, mas é um caminho a ser conferido.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

A falta que faz um editor de imagens


Ceuta e Melilla são cidades espanholas na costa do Marrocos. Por isso mesmo cercadas, militarizadas e com habitual invasões de quem quer tentar uma vida nova, já que as fronteiras são muito vigiladas.

Ontem houve invasões em série, por mar e por terra. Um drama humano muito sério, que exige jornalismo de alta qualidade.

Mas apesar do material editorial ser riquíssimo, a cobertura dos meios espanhois locais deixou a desejar. Faltou edição fotográfica, entendimento do que vale a pena destacar. O resultado é uma confusão de imagens, que - juntas - não contam nada.

El Faro (Ceuta, Espanha) fez uma salada de fotos e ficou devendo para El Pueblo (Ceuta, Espanha), que apenas destacou uma foto - imagem confusa de um resgate no mar.

El Faro (Melilla, Espanha) tentou fazer um jogo de fotos e se deu mal, bem como Mellila Hoy (Mellila, Espanha). Na tentativa de se publicar tudo, não souberam contar nada.

Que pena, perderam uma ótima chance.


 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

A diferença entre jornalismo e informação


O jornalismo de impressos precisa, necessariamente, trazer valor agregado, inteligência, criatividade. Não bastam as notícias - que correm mais rápido nos meios digitais.

Quando a Bahia alcança a nada invejável marca de 20 mil mortos por Covid-19, o jornal Correio* (Salvador, BA) traz uma memorável capa e conta a história de 20 baianos ilustres que perderam a vida na pandemia.

Já o jornal A Tarde (Salvador, BA) publica apenas notícias. As mesmas que os (poucos) leitores já conheciam na véspera.