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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os italianos e o "capo"

O primeiro-minstro da Itália Silvio Berlusconi anunciou ontem que renunciará em breve.
Os três principais jornais parecem ter combinado a leitura.
La Repubblica (Roma, Itália), Corriere della Sera (Milão, Itália) e La Stampa (Turim, Itália) são factuais, factuais e factuais.
O jornal da direita Secolo D'Italia (Roma, Itália) faz uma defesa dos parlamentares que optaram pelo voto de confiança a Berlusconi. "Eu não traí", diz a manchete forte, com a lista de quem votou com o "capo".
E mesmo o jornal que pertence ao grupo econômico de Berlusconi, Il Giornale (Milão, Itália), tenta ser ameno, mas não resiste às fotos dos parlamentares que mudaram o voto desde a última confirmação do premiê e ataca: "Os Judas que apunhalaram o governo".
Ou seja, é permitido tomar partido, ter opinião. Curioso é que os grandes jornais do país não fizeram isso, mesmo que a demissão de Berlusconi tenha sido comemorada na grande maioria dos lares italianos.


sábado, 22 de outubro de 2011

Apelo à moral


O jornal Secolo D'Italia (Roma, Itália) teve uma atitude moralista, de comportamento jornalístico duvidoso, na edição de hoje.

Defensor dos interesses da extrema direita, o jornal revoltou-se contra as imagens de Khadaffi, difundidas pelas agências, sites e TVs do mundo. E decidiu não publicá-las.

Em vez da foto, uma mancha vermelha - simulando sangue - e a manchete: "Que nojo".

Pela moral conservadora do jornal, as imagens do ditador da Líbia seriam muito fortes. E o comportamento da imprensa mundial, repercutindo o fato, para o Secolo dá nojo.

O posicionamento do jornal, nesse caso, é mais forte que a própria informação.

E quando o jornal é mais importante que a notícia, um dos dois é mentiroso.