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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Os rostos de Detroit

Hoje a homenagem ao Memoria Day é do The Detroit News (Detroit, MI).

Os 194 soldados de Michigan que morreram em combate no Iraque e no Afganistão.

Uma capa que funciona como um soco no estômago do governo.

Criatividade chilena

A revista Que Pasa (Santiago, Chile) utilizou o mapa das linhas do Metrô de Santiago para um ótimo infográfico sobre direita e esquerda.

Para ver melhor, confira a edição digital da revista.

Dica da leitora Priscila Pasko, de passagem pelas bancas de revistas do Chile.

O verbo proibido reapareceu


No jornalismo, o verbo "poder" deveria ser vetado.

Tudo pode. Brasil pode ser campeão e Brasil pode perder a Copa. Ou seja, "pode" não diz nada. É impreciso. Jornais sérios já não o utilizam.

Por isso foi surpreendente - no pior dos sentidos - a manchete de O Estado de S. Paulo (SP) de hoje.

O vazamento pode durar até agora, mas o vazamento também pode acabar amanhã.

"Pode" é o tipo de expressão que "não pode" ser usada.

domingo, 30 de maio de 2010

Grande matéria, grande edição


Para uma exclusiva com Cristiano Ronaldo, todo cuidado gráfico é pouco.

Ótimo trabalho do Público (Lisboa, Portugal).

Pauta de primeira no Maranhão


Alô, alô jornais do Maranhão e do Brasil:

O Estado do Maranhão (São Luiz, MA) deixou uma bola picando, ótima para quem quiser furar a concorrência.

Ou alguém acredita que exista mesmo uma "revolução na saúde" do Maranhão?

Basta investigar um pouquinho para se descobrir todo o tipo de escândalos e uma saúde da pior qualidade.

Ah, sim: o jornal O Estado do Maranhão pertence à família Sarney. A governadora do Maranhão é Roseana Sarney, acionista do jornal.

Sem mais perguntas, meretíssimo.

Bandeira manchada de sangue

Os americanos sempre tentam dar um jeito de mudar a história.

Amanhã se comemora o Memorial Day, em homenagem aos mais de 78 mil americanos mortos na Segunda Guerra Mundial.

Assim como na invasão ao Iraque e ao Vietnã, ainda se questionam as ações yankees na guerra, essa legião de jovens mortos em combate.

O pequeno The Repository (Canton, OH) desenhou uma bandeira dos EUA formada pelos nomes das vítimas de guerra. Mas o espaço é pequeno para 78 mil nomes, a arte só alcançou a letra "B".

A idei, porém, é muito boa. Melhor ainda o perfil dos dois soldados desse exército que viveram na região de circulação do jornal.

O que mudou em uma e em dez semanas

As reformas gráficas da Folha de S. Paulo (SP) e de O Estado de S. Paulo (SP) completam hoje uma e dez semanas. Em uma rápida leitura é fácil entender por onde andam as mudanças.
Na Folha, os sete dias foram suficientes para alguns ajustes, para melhorar o que não funcionou no domingo passado. A aposta em Ana Hickmann marca bem a mudança do jornal. Mais que o corpo aumentado, mais que o bold da manchete, essas são as alterações editoriais que mais destacam um jornal. A boa pauta. A inteligência editorial.
Já os 70 dias das mexidas do Estadão foram suficientes para que as ideias voltassem ao DNA de jornalão, que teima em reaparecer. No relançamento dizia-se "forte aposta em uma imagem". A foto de Kaká na capa de hoje parece mais escondida do que antes do novo projeto gráfico.
Ou seja, o tempo devolveu ao Estadão o perfil conservador que o novo projeto gráfico havia tentado banir.
Será que a reforma da Folha resiste a dez semanas?