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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

A indignação do Extra


Sem mais palavras.

O Extra (Rio de Janeiro. RJ) disse tudo.

A queda - sem retorno - dos impressos no Brasil


O levantamento é do Poder360, com base em dados do IVC e da ComScore. Não há dúvidas de que a queda de circulação dos impressos ainda está ocorrendo, sem sinais de estabilização, e os grandes veículos (salvo O Globo, Folha de S. Paulo e Valor Econômico) não entenderam que a aposta precisa necessariamente passar pelo digital e pelo reader revenue.

A Folha de S. Paulo (SP), por exemplo, que chegou a bater mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em um domingo de 1995, hoje não passa de 66 mil exemplares de média de circulação. Nem mesmo o outrora campeão de vendas Super Notícias (Belo Horizonte, MG) se salva, hoje apresentando um terço da circulação de cinco anos atrás.

Ainda há tempo de rever as estratégias. A julgar pelos tristes gráficos, a consequência da crise será mais fechamentos de marcas tradicionais.


 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Impressos para acender a churrasqueira

O ano é novo, o vício é velho.

Os impressos gaúchos seguem com a absurda mania de publicar nas edições de segunda-feira fotos e títulos na capa sobre os jogos de futebol que ocorreram na tarde de sábado. Ou seja, na melhor das hipóteses Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS), Correio do Povo (Porto Alegre, RS) e Zero Hora (Porto Alegre, RS) informam aos seus leitores notícias velhas e carcomidas, de 36 horas de vida. Algo sem qualquer cabimento.

E segue a cruzada dos impressos em adotar a irrelevância como mantra e expulsar à força seus poucos assinantes. 

Que horror.



 

sábado, 29 de janeiro de 2022

A mesma foto, exceto no local do acidente


A foto do ônibus preso à ponte que desabou ontem em Pittsburgh, nos Estados Unidos, está nas capas de diversos impressos de hoje - mesmo dos maiores.

Mas o diário local, Pittsburgh Post-Gazette (Pittsburgh, PA), foi mais longe e conseguiu publicar uma foto diferente. Imagem aérea, sensacional.

Os impressos precisam ir sempre mais longe. Não basta o obvio. Ou não valem o que cobram na capa.

 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Manchete chapa-branca


Recorde de infectados por Covid 19 no Rio Grande do Sul. Calor extraordinário na região, com temperaturas acima dos 40 graus Celsius. Escândalos pipocando em prefeituras municipais gaúchas - inclusive Porto Alegre.

Mas o jornal Zero Hora (Porto Alegre, RS) prefere dedicar sua manchete a uma minúscula e ineficiente visita da Ministra da Agricultura a uma das regiões castigadas pela estiagem.

O que a Ministra trouxe para os produtores? Absolutamente nada, só o palavrório. Ela permaneceu cerca de 5 horas em solo gaúcho. E, mesmo assim, Zero Hora lança fogos e abre espumantes com a (falta de) ação de Tereza Cristina, que, por sinal, está no governo desde o início da gestão do Presidente.

Difícil convencer o leitor que se trata de uma escolha editorial, e não de uma decisão empresarial. Mais difícil ainda vai ser recuperar os assinantes perdidos, cansados desse aparente jornalismo "chapa-branca".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

A irreverência carioca outra vez


Criatividade é algo que não se compra em armazém de secos e molhados.

Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) é certeiro na capa de hoje. Sem carnaval de rua no Rio, o impresso anuncia os blocos que vão desfilar. E até antecipa as notas.

Muito bom.

O frio nas estradas americanas


O frio e a nevasca castigam o estado de Washington, no Oeste dos EUA.

Curiosamente, três dos principais impressos americanos, ilustraram as capas de hoje com a imagem das estradas e seus caminhões parados.

The Washington Post (Washington, DC) e The Wall Street Journal (Nova York, NY) com a mesma foto. The New York Times (Nova York, NY) com uma pequena variação.