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quarta-feira, 10 de maio de 2023

As várias despedidas a Rita

No dia do adeus a uma unanimidade, todas as ideias são válidas. E fica sempre a sensação que daria para fazer algo mais. 

Nas capas de impressos brasileiros (e um português), um desfile de criatividade, trechos de músicas, epitáfio e fotos históricas da musa Rita Lee.

Hoje é um daqueles dias que não se pode brigar com a notícia. Quem não deu à Rainha do Rock o espaço que Santa Rita de Sampa merece, errou feio.


 

terça-feira, 9 de maio de 2023

O Rei não está nu


Charles III tem coroa, roupas de Rei e foto oficial.

A monarquia sobrevive no Reino Unido - apesar da pouca popularidade do filho de Elizabeth II.

Os impressos abrem mão de qualquer conteúdo para reforçar a imagem da monarquia. Coisas da Inglaterra.



 

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Por que os impressos morrem?


A conexão leitor-informação mudou radicalmente com a digitalização dos hábitos da sociedade. E o impresso - outrora principal vetor das notícias - precisou se reinventar.

Só que alguns impressos insistem na irrelevância, nas notícias velhas e desinteressantes, nos erros jornalísticos. E, claro, caminham de maneira acelerada ao desaparecimento.

Um exemplo é o Diário de S. Paulo (SP), antigo Diário Popular, que passou por vários processos de busca de identidade entre o início do século e 2013 ou 2014. E aí perdeu completamente a relevância. Mas resiste.

Agora a edição equivocada, as opções editoriais absurdas, vão jogar a última pá de cal sobre o jornal. Ou o que dizer de uma manchete que fala de um intervalo de 9 minutos na pista de um aeroporto, ocorrida na manhã da véspera, sem qualquer consequência prática - depois do ajuste dos slots?

É ridículo, um desrespeito aos poucos leitores que ainda leem esse jornal. Uma escolha sem sentido. Uma amostra da baixa qualidade jornalística do DSP, que vai fatalmente levar ao fechamento. Em breve.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Festa e festa em Nápoles


Napoli campeão da Itália.

Depois de 33 anos, a festa volta à sombra do Vesúvio.

Torcida fanática. Isso vai longe nas capas de La Gazzetta dello Sport (Milão, Itália) e Corriere della Sera (Roma, Itália).

terça-feira, 2 de maio de 2023

Valor de cara recauchutada

 
A capa da direita é a que foi aos assinantes do Valor Econômico (SP) sexta passada. A da esquerda é a mesma, se a marca já estivesse utilizando o novo modelo gráfico, elaborado pelo britânico Simon Esterson e lançado hoje. Já a de baixo é a que circulou na manhã desta terça-feira, comemorando os 23 anos do diário.

Não chega a ser uma nova linguagem, mas uma atualização do projeto original. Mais uma tentativa de reter o assinante. No final de dezembro, o Valor mantinha apenas 14,5 mil assinantes para a edição impressa.


PS: Lembrete do colega Cláudio Thomas


 

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Lula está na moda na Europa


Quando era candidato à presidência, Lula deu uma enorme entrevista ao jornal El País (Madri, Espanha), onde defendia a estabilidade democrática do Brasil - mesmo se complicando ao defender a autonomia da Venezuela e da Nicarágua. A entrevista foi realizada pela diretora Pepa Bueno.

Pois hoje El País repete a dose, agora com o já empossado presidente Lula. E, de novo, Pepa Bueno é quem o entrevista.

O presidente do Brasil tem uma boa imagem na Europa.

terça-feira, 25 de abril de 2023

Gigante Chico para poucos, no Brasil e em Portugal


Chico Buarque é o maior expoente vivo da cultura brasileira. Compositor popular e escritor, Chico é desdenhado por quem não concorda com seu posicionamento político - mesmo cantando suas músicas.

O gênio brasileiro ganhou o Prêmio Camões, maior honraria que um escritor em língua portuguesa pode receber, em 2019. Mas o ex-presidente do Brasil negou-se a assinar o certificado - por, outra vez, desavença política.

Ontem Chico, enfim, recebeu o Camões. É um fato de extrema importância, mas os impressos brasileiros apostaram em outras histórias - salvo a Folha de S. Paulo (SP). Em Portugal, local da entrega do prêmio, o Público (Lisboa, Portugal) deu no alto da capa, superando os 49 anos da Revolução dos Cravos - que salvou o país da ditadura do Salazarismo.