Imprima essa Página Mídia Mundo

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Meios de comunicação têm medo de assumir posição


Jornais nos EUA são claros ao assumir um lado em qualquer campanha eleitoral. Até para ser honesto com a audiência.

A tomada de posição é humana, existe, serve para defender ideias. Jornais são empresas, têm o direito de opinar também sobre os rumos do País, do Estado e da Cidade. Sem que isso interfira na isenção da reportagem, certamente.

Ou seja, The New York Times (Nova York, NY) e The Washington Post (Washington, DC) assumiram o voto na democrata Hillary Clinton, há dois anos, enquanto a rede Fox News defendia a eleição de Donald Trump. Isso tudo nos textos de Opinião, não no noticiário.

Sim, é difícil traçar essa linha divisória, mas ela é necessária. E nos EUA funciona bem.

No Brasil o jogo parece uma sucessão de mentiras que não servem a ninguém. A Rede Record (SP), por exemplo, é pró-candidato da extrema-direita (dito por seus funcionários), mas finge que é neutra. Folha de S. Paulo (SP) tende a defender o outro candidato, mas não assume.

Até que ontem a colaboradora e ex editora-executiva Eleonora de Lucena chutou o balde. Ela cobra, nas próprias páginas da Folha, que o jornal assuma a postura de uma opinião que já é disseminada no prédio e nas páginas - mas que os caciques têm medo de assumir.

Tem razão Eleonora.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Humor inteligente


O Palmeiras levou 2 a 0 do Boca Juniors e o leitor do Metro (SP) recebeu a notícia com uma boa dose de humor.

Mas será o Benedetto?

Benedetto é o nome do atacante que marcou os dois gols.

Muito bom.

PS: edições locais do mesmo Metro que preferiram trocar a chamada perderam a piada.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Mau jornalismo acredita em qualquer pesquisa


Exemplo de jornalismo de baixo nível do O Diário do Norte do Paraná (Maringá, PR). Manchete para uma pesquisa sem qualquer credibilidade, oferecida pelo Banco BTG Pactual (o mesmo onde trabalhava o economista Paulo Guedes, guru e eventual ministro da economia de um dos candidatos).

Acreditar em pesquisas sem confiabilidade é um tremendo risco. O próprio Diário já sofreu com o resultado das urnas, que desmentiu uma pesquisa de um instituto picareta, há pouco mais de 10 anos.

Mas o jornal paranaense não aprende com suas lições. Hoje é o único jornal brasileiro que aposta na pesquisa do BTG.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

O último suspiro do Estadão


Com mais de 100 anos de vida, O Estado de S. Paulo (SP) demonstra estar dando passos acelerados para o fechamento. Com dívidas crescentes e operação no vermelho, parece que o Estadão descobriu uma fórmula de adiar a morte anunciada: apoiando o candidato que está na frente das pesquisas para presidente.

O editorial publicado hoje, com o singelo título de "Desespero", é o pedido "desesperado" de ser o destino principal das gordas verbas de publicidade do próximo governo, ainda que a história do jornal seja contrária à ideologia do candidato.

O Estadão levou um furaço da Folha de S. Paulo (SP) ontem, quando o líder paulista denunciou o uso de Caixa 2 pelo candidato da extrema-direita. Sem fôlego para retrucar com alguma matéria do mesmo nível, O Estado de S. Paulo baixa o nível jornalístico ao mínimo possível e se utiliza de termos nada elegantes - como a família Mesquita costuma ter - para acusar os apoiadores do candidato da esquerda de "Tigrada".

Confiando na vitória do candidato líder das pesquisas, o Estadão rasga seu código de ética e assume uma postura mais retrógrada do que a que teve em alguns momentos em 1964. É lamentável o que se faz para garantir 4 anos de sobrevida.

Os jornalistas que tanto orgulharam a história do Estadão não mereciam esse triste legado.

PS: não repasso o link do editorial em questão para não incentivar que mais gente leia o absurdo publicado hoje.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Desliguem o piloto-automático

 
O que leva um diretor - em meio a eleições e outros assuntos mais interessantes - a optar pela foto do piloto-automático na capa da edição de hoje?

Medo de mudar. Ou preguiça.

Folha de S. Paulo (SP), Diário Catarinense (Florianópolis, SC) e Metro (Porto Alegre, RS) foram pela manjada imagem do jogo insosso da Seleção Brasileira. 

Não faz nenhum sentido. Os fotógrafos dos três jornais estão de luto.




segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Folha está em 2018, Estadão no século passado


Os dois concorrentes paulistanos - que tantas vezes se copiam - começam a mostrar diferenças substanciais.

A Folha de S. Paulo (SP) foi certeira ao interpretar em uma manchete o recado das urnas.

O Estado de S. Paulo (SP), como se o leitor fosse um bicho alienado, quis "informar" o que houve domingo. Como se estivesse em 1978.

Esse entendimento do papel de um impresso em 2018 é fundamental para determinar quem seguirá no mercado no futuro. E quem acabará por fechar as portas.

Lamentavelmente é cópia


A capa da esquerda foi publicada em outubro de 2010 pelo jornal O Dia (Rio de Janeiro, RJ). Mostra os dois candidatos que chegaram ao segundo turno naquele ano.

A capa da direita é de hoje. O jornal Metro (SP) quis ser original. Só que a copia é descarada.

Basta ter escrito, na legenda, que a ideia original é de O Dia, em 2010. Mas reinou o silêncio.

Ficou feio, muito feio.