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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A morte de Campos - Os perdidos


Jornal local não significa jornal que só publica notícias que ocorrem dentro da área de atuação.

Ser local é entender qual o assunto falado na mesa de bar da cidade.

A morte de Eduardo Campos é local. E é a principal informação do dia em qualquer cidade do Brasil.

Mas para o Hoje (Cascavel, PR) mais importante é a Saga do Trigo. E para o Diário de Guarapuava (Guarapuava, PR) relevante é um órgão começar a funcionar da região.

Jornais parados no tempo. Perdidos. Mortos.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Como não dizer nada em uma lição


A manchete do Diário de Guarapuava (Guarapuava, PR) é uma aula sobre informações que não chegam a lugar algum - e poderiam ser relevantes.

O número de eleitores na cidade cresceu 4,7%. Isso é fato - apesar de falta na informação o dado de comparação. Cresceu em relação a que? É preciso ler a matéria para saber que trata-se de uma comparação com 2010.

Bem, 4,7% é muito, é normal ou é pouco? Como o jornal não deu um passo além do release do TRE fica difícil saber.

Aí basta uma busca no Google - que encontra informações do próprio jornal. Em matéria de 30 de agosto de 2013, o DG dizia que a população de Guarapuava vinha crescendo a índices acelerados. Com os dados estimados de 2013 e o Censo IBGE de 2010 conclui-se que a população cresceu 4,96% em três anos. Ou seja, mais que o número de eleitores em quatro anos.

Então, os 4,7% é muito, é normal ou é pouco?

Parece ser normal. E se é normal não é manchete.

Como o jornal apenas republicou o release do TRE, sem acrescentar valor à informação, comeu mosca. E deixou de criar justificativas para que se compre um exemplar.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mais atenção na capa


O Diário de Guarapuava (Guarapuava, PR) deveria ter um pouco mais de atenção para não repetir palavras na capa. Principalmente quando essa palavra está no nome do jornal.

Hoje Guarapuava está no logo, na manchete e na submanchete - além da legenda e dos textos de apoio.

É muito Guarapuava para um só dia.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sobre o corte nas fotos


A comparação é injusta, mas vale entender o porquê da edição fotográfica ruim do Diário de Guarapuava (Guarapuava, PR) e o grande acerto do International New York Times (Londres, UK).

O primeiro plano extenso da grama, no jornal brasileiro, serve para a aplicação de título. Mas sobrou quase meia imagem antes de chegar ao personagem. Espaço inútil. O mesmo se nota na segunda foto da capa, um corte (ou falta de corte) que dificulta o entendimento da mensagem.

Já no INYT foi providencial o corte das cabeças e pernas dos personagens. O mote está justamente nos pescoços.

Cortar bem uma foto é parte da edição de imagens. Exige talento e conhecimento jornalístico.