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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Campanha contra o crack em boa hora

Os veículos do Grupo Diários Associados entraram firme na guerra contra o crack.
Os três principais jornais, Correio Braziliense (Brasília, DF), Diário de Pernambuco (Recife, PE) e Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) dedicam enorme espaço em suas capas para o tema.
A RBS, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, já havia começado campanha semelhante no início do ano.
A droga, cujo consumo mais cresce no Brasil, só será vencida com campanhas institucionais de conscientização como essas.
Na audência de uma providência governamental, imprensa neles!


Serviço ao extremo


O The State Journal Register (Springfield, IL) exagerou.

Já que o jantar do Dia de Ação de Graças acontece amanhã - e é hábito nos EUA familiares e visitantes ficarem nas casas de parentes até o fim de semana - o SJR elaborou um rápido guia do que fazer até domingo.

Bem humorado, ele recomanda atrações da cidade e arredores, tudo para não deixar o leitor sem opções.

Muito útil, talvez um pouco exagerado.

É preciso ter motivos para rasgar números


O Diário do Pará (Belém, PA) não entendeu o recurso de destacar alguns elementos na capa para chamar a atenção.

O número "11" hoje mais parece as Torres Gêmeas antes do ataque.

Destacar apenas o "11", quando se quer chamar a atenção para os mortos, não funciona.

É preciso repensar essa capa. Ficou o uso do recurso sem sentido.

Arte de bom gosto na capa


Nada mais importante para a comunidade de Hartfordnessa semana do que a corrida do Dia de Ação de Graças.

Por isso o Hartford Courant (Hartford, CN) não teve medo de publicar com enorme destaque um mapa bem humorado da corrida, prevendo as atrações de amanhã.

Aos chefes de redação que ainda acham que "importante" é só aquilo que vem das "autoridades", a mensagem do HC é clara. Importante é o que é relevante para a comunidade de leitores.

Enquanto isso no Amazonas...


Se as chuvas castigam o Sul, o Norte enfrenta a seca.
A foto de Márcio Silva na capa de O Estado de S. Paulo (SP) é fantástica. Pena que a direção do jornal não tenha rasgado a imagem, que mereceria mais que as quatro colunas a ela destinadas.
O mais curioso é que a imagem não está em A Crítica (Manaus, AM), jornal onde trabalha o repórter-fotográfico Márcio Silva.


A mesma ideia que veio do céu

Os dois concorrentes gaúchos, Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS), tiveram a mesma ideia. A foto aérea de alguma região bem alagada, para mostrar do alto o tamanho do estrago.
Curioso é quem nenhum dos dois jornais investiu em enviar algum fotógrafo do seu quadro profissional. As fotos são "especiais", colaboraão de algum terceiro.
Talvez a qualidade das imagens deixe a desejar, mas elas servem para mostrar ao leitor os efeitos da chuvarada que assola os gaúchos.
Mesmo que em pequenas cidades do interior.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O tema é Lula, mas foi o El País quem brilhou

A imprensa brasileira adora seguir a agenda oficial. No máximo faz uma ressalva - desde que pequena, minúscula.
A visita do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil está nas capas dos grandes jornais brasileiros da mesma forma. Parece até que alguém ditou palavra por palavra para a Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), O Globo (Rio de Janeiro, RJ), Correio Braziliense (Brasília, DF) e Zero Hora (Porto Alegre, RS).
É a palavra de Lula por um lado, alguns protestos de outros, mas nenhum posicionamento sério sobre a visita, que é o que se espera de um jornal. Apenas a agenda oficial, aquela que só interessa aos governantes, não aos leitores.
Ahmadinejad, na Europa e nos Estados Unidos, é considerado golpista - elegeu-se em uma apuração recheada de escândalos - e uma ameaça ao Ocidente. Mas os jornais permanecem sobre o muro, ora apludindo a estratégia de política externa de Lula, ora registrando alguns protestos.
Precisou vir da Espanha a voz de sabedoria jornalística: o El País (Madri, Espanha) publica na capa a foto do encontro dos presidentes e garante: Lula se mete no vespeiro do Oriente Próximo.
Veio da Europa a única voz clara para comentar o encontro que pode representar alguns passos atrás para a diplomacia brasileira.