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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma: o Lula de saias

Alguns jornais como O Estado de S. Paulo (SP), Diário de S. Paulo (SP), Agora (SP) e O Globo (Rio de Janeiro, RJ), interpretaram a vitória de Dilma como um golaço de Lula.
Detalhe inteligente de O Globo: a lista de promessas de Dilma, para recortar agora e cobrar no futuro.


Dilma: a pior de todas as capas


A Folha de S. Paulo (SP), jornal de maior circulação e respeito do Brasil, editorializou ao extremo sua cobertura pré-eleitoral. Adepta da candidatura Serra, a Folha esquentou supostos escândalos onde não havia e perdeu o rumo quando sentiu que todos os seus esforços não reverteriam a tendência do voto.

Hoje a Folha tinha tudo para se redimir e criar algo novo para a capa. Mas o que fez? Exatamente o que o Manual do Jornalismo Moderno proibe: o óbvio. É a pior capa entre os grandes jornais brasileiros. Seus jornalistas são pagos para pensar, para criar, não para oferecer ao leitor o quer todos já sabem.

Há alguém em São Paulo ou no Brasil que não sabe que Dilma ganhou? É preciso avisar algum leitor?

Lamentável. O ano de 2010 é para a Folha, de tão boa história, esquecer.

domingo, 31 de outubro de 2010

Segundo turno: os melhores


Não é preciso muita pirotecnia para fazer uma boa capa no dia das eleições.
O Diário de S. Paulo (SP) apenas editorializou a mensagem: nessa guerra de denúncias e agressões entre candidatos, o melhor é termos um só país, antes que a bandeira rasgue ou acabe mudando de cor.
Zero Hora (Porto Alegre, RS) pediu uma mensagem manuscrita para cada candidato, fazendo referência ao Rio Grande do Sul.
O Dia (Rio de Janeiro,RJ) mudou o foco das atenções para os eleitores, eles é que prometem em função de seus candidatos.
A Notícia (Joinville, SC) foi atrás de uma Dilma e de um Serra na cidade. Eles são os personagens, não os políticos. Verdade que a ideia é uma cópia da história de capa do primeiro exemplar do Diário de S. Paulo depois da reforma editorial e gráfica, em julho, mas as boas ideias podem servir de inspiração.
Já O Diário do Norte do Paraná (Maringá, PR) desdenha a eleição e toca em um tema muito mais importante para a cidade: os flanelinhas. Jornalismo local pode tudo,

Segundo turno: a turma das pesquisas


Há quem diga que as pesquisas são crueis. Induzem o voto, fazem os indecisos tomarem o partido do líder.
Mas as pesquisas erraram feio no primeiro turno. Todas cravavam a vitória de Dilma com mais de 50% dos votos. Se deram mal, perderam credibilidade.
Agora alguns jornais voltam a destacar as pesquisas, como se nada tivesse acontecido. E assim ficam livres de pensar uma manchete inteligente. Arriscam e podem se dar muito mal.
É o caso da Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), Jornal da Tarde (SP) e A Gazeta (Vitória, ES).

Segundo turno: salvos pela arte


Às vezes a arte ajuda quem não tem nada forte para dizer.
Isso acontece com o Diário Catarinense (Florianópolis, SC), Correio Braziliense (Brasília, DF) e O Sul (Porto Alegre, RS).
São chavões, informações vazias. Mas a arte deu uma forcinha.

Segundo turno: não dá para ser pior


Fala, fala e não diz nada.
Essas capas poderiam estar prontas há um ano.
Preguiça dos jornais O Estado do Maranhão (São Luís, MA), Diário dos Campos (Ponta Grossa, PA) e Diário do Nordeste (Fortaleza, CE).

Segundo turno: adivinhe quem decide?

Os chavões são completamente desnecessários. Dizer hoje que quem decide é o eleitor é o mesmo que afirmar que quem dá aula é o professor, quem abana o rabo é o cão.
Mas há algum fator que inspira editores pouco inspirados. Talvez a preguiça de pensar.
Hoje O Estado do Paraná (Curitiba, PR), Estado de Minas (Belo Horizonte, MG), Diário do Pará (Belém, PA), Diário do Grande ABC (Santo André, SP), A Tarde (Salvador, BA) e O Norte (João Pessoa, PB) tiveram essa mesma ideia que não leva a nenhum lugar.
Ou alguém duvida que quem decide é o eleitor?