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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Clone brasileiro: a mesma manchete


A mania de se cobrir notícia pura e dura, sem avançar para a consequência, faz com que os jornais se pareçam muito.
Hoje as manchetes de O Diário de Mogi (Mogi das Cruzes, SP) e de Mogi News (Mogi das Cruzes, SP) são idênticas.

Clone espanhol: a mesma foto


O encontro dos líderes da política espanhola está em todas as capas da Espanha.
Muito olhar para a burocracia, pouco olhar para o cidadão.
Os dois discutem o caos aereo do país.
Mas o problema não está nos palácios e sim nos aeroportos.
É lá que o cidadão perde voos.
Onde estão os aeroportos?


Cadê a Fonte Nova?


Ótima imagem do repórter-fotográfico Vaner Casaes, na capa de A Tarde (Salvador, BA).

Finalmente se enxerga o terreno onde está sendo reerguido o maior estádio da Bahia.

Os 100 dias da implosão da velha Fonte Nova serve de gancho para que o baiano acompanhe a obra.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Flu campeão: na Libertadores


Pelo menos cinco jornais brasileiros entenderam que é preciso ser mais que um reprodutor de informação.
É preciso emocionar, interpretar as reações, agregar valor.
O Correio* (Salvador, BA) entendeu iso. A Gazeta (Vitória, ES) também. Os dois mexeram com a emoção do torcedor.
Jornal da Tarde (SP), Lance (SP) e Diário de S. Paulo (SP) trabalharam a dor, a decepção do Corinthians. Para o paulistano, nada mais forte do que o choro da derrota. E não interessa quem foi o campeão.
Todos estes estão na Libertadores.

Flu campeão: os cariocas comemoram


Se o campeão é da cidade, toda a alegria é pouca.
Mas ninguém conseguiu surpreender, ser criativo.
Lance (Rio) nem deu manchete, apenas imagens que contam tudo.
O Globo (Rio) e Extra (Rio) até tentaram.
O Dia (Rio) foi conservador ao extremo.

Flu campeão: os rebaixados


O que foi mais previsível que o título do Fluminense?
As capas antiquadas e conservadoras de, pelo menos, 20 jornais brasileiros.
Tão ruins que conseguem esquecer do grande fato local.
Em O Estado de S. Paulo (SP) e Folha de S. Paulo (SP) o empate que sepultou o Corinthians (equipe de mais da metade de seus leitores) não tem destaque, mas o Flu sim.
Em O Popular (Goiânia, GO) e A Tarde (Salvador, BA) o título do Flu tem o mesmo peso da salvação do Atlético e da queda do Vitória.
Enfim, são 20 capas para se esquecer.
Os jornais rebaixados para a segunda divisão estão aqui.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Jogando nas duas


O esportivo Lance! fala a língua do seu público.
Aliás, as línguas.
Na edição São Paulo, é a fé em Ronaldo.
Na edição Rio de Janeiro, é o Cristo abençoando o Flu.
Temas nacionais, edições locais.
Por isso Lance! vende 100 mil exemplares por dia.