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terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifestações - Os que entenderam a voz das ruas


Dois jornais conseguiram traduzir a mensagem das ruas. Se houvesse uma mistura dos dois se chegaria à capa perfeita.

Correio Braziliense (Brasília, DF) fala em "A nova cara do Brasil". É exatamente o que surgiu, uma cara desconhecida, jovens pedindo a palavra.

Gazeta do Povo (Curitiba, PR) faz um mosaico dessas caras, apresenta ao leitor exemplos que quem foi às ruas.

Hoje a "Gazeta Braziliense" seria perfeita.

Manifestações - Os que não disseram nada





Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) fazem exatamente aquilo que não é necessário: dizem que ocorreram protestos pelo país, como se um só leitor ainda não soubesse disso.

Diário Catarinense (Florianópolis, SC) escolhe uma linda foto para ilustrar o tema, mas em vez de manchete opta pela data de ontem. Em bom português: não disse nada.

Já o Pioneiro (Caxias do Sul, RS) consegue ser tão obvio que deve envergonhar a serra gaúcha. A manchete é digna de um "Ah, é?"

Manifestações - Os fora-da-casinha


Com um conteúdo tão apetitoso fica difícil errar uma capa.

Só que ninguém do Jornal da Manhã (Ponta Grossa, PR) lembrou de ler a manchete antes de enviar para a gráfica. Nenhum manifestante está "contra o transporte". Pelo contrário. O que se quer é redução na tarifa. Imagine acabar com o transporte público no Paraná. Aí seria revolução.

Enquanto isso O Vale (São José dos Campos, SP) não soube escolher um verbo adequado na manchete. Afetar é sinônimo de prejudicar. E não parece que as capitais saíram prejudicadas.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sábado sai segunda

O tempo não passou em pelo menos seis jornais brasileiros. Para eles os leitores seguem analfabetos em mídia digital e eletrônica. Ou seja, o que não sai no jornal não é notícia.

Como é possível o Diário de Santa Maria (Santa Maria, RS) dizer segunda-feira que "Brasil larga na frente"? O jogo foi sábado.

Todos os jornais que trabalham a segunda-feira esquecendo que há um domingo estão perdidos no tempo.

Uma lástima.






sexta-feira, 14 de junho de 2013

Folha errou. E não admitiu



A Folha de S. Paulo (SP), jornal de maior circulação do Brasil, errou. E errou feio.

Condenou como pode as manifestações em São Paulo, defendendo uma posição pró ação policial. Está no infeliz editorial de ontem.

Só que na manifestação de ontem sete profissionais do jornal foram feridos pela polícia. Ou seja, os vândalos deixaram de ser os manifestantes, conforme o artigo do colunista Elio Gaspari.

A Folha, para não admitir culpa, encontrou o verbo "reagir" para a manchete de hoje. Ou seja, a polícia foi provocada, segundo o jornal. Tudo para esconder seu erro - e o pior, o erro da polícia.

A consequência de tal erro, sem qualquer dúvida, será cancelamento de assinaturas do jornal.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Coisas de Taubaté


À esquerda, a capa de ontem do Diário de Taubaté (Taubaté, SP).

À direita a de hoje.

Uma coisa é um equívoco sobre o preço do litro da gasolina, que não deve acontecer nunca, mas se ocorre a consequência é limitada.

Outra é sobre a cassação de um prefeito.

Essa doeu.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Golaço em Brasília


Quatro dias antes do primeiro jogo oficial no Estádio Mané Garrincha saiu um golaço na Capital Federal.

O Jornal de Brasília (Brasília, DF) soube acompanhar a história publicada há uma semana na capa do jornal: um bebê à espera de um leito de UTI.

Segunda-feira o pequeno Davi Luís, de apenas 15 dias, morreu.

O caso denunciado pelo JBr deve servir de alerta aos responsáveis pela saúde pública de Brasília.

O jornal fez um ótimo trabalho.