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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Desconexão entre impressos regionais e leitores


É muito curioso o comportamento dos impressos nessa segunda-feira, logo depois do país alcançar a nada invejável marca dos 500 mil mortos por Covid-19.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e O Dia (Rio de Janeiro, RJ) souberam dar a dimensão necessária à barbárie. Ainda que de tão grave, o fato mereceria um editorial na capa. No mínimo.

Mas chama a atenção o desprezo que líderes regionais adotaram com o triste fato. Sem edição aos domingos, eles quase ignoraram os 500 mil nas capas de hoje.

Zero Hora (Porto Alegre, RS) dá manchete de votação na Câmara e foto gigante de um jogo de futebol. O Popular (Goiânia, GO) ignora por completo os 500 mil mortos. E O Tempo (Belo Horizonte, MG) pelo menos publica a foto das 500 mil rosas em Copacabana. 

Os impressos mostram-se completamente fora da realidade de seus leitores.




Capas pouco surpreendentes no domingo


Nenhum impresso brasileiro conseguiu pensar em uma capa de domingo que transmitisse ao leitor o impacto das 500 mil mortes por Covid. A Folha de S. Paulo (SP) chegou perto, O Estado de S. Paulo (SP) utilizou-se de gráficos, O Globo (Rio de Janeiro, RJ) trabalhou frases irresponsáveis do maior responsável pela matança.

Mas faltou o grande exemplo, a capa para o futuro.

Pena, já que houve tempo de sobra para o planejamento.





 

sábado, 19 de junho de 2021

Falta de planejamento explícita

O jornalismo do Século XXI vive de planejamento. O tempo de "esperar" pela notícia acabou, com a Revolução Digital.

Por isso é triste constatar que às 15h30 de sábado, 19 de junho de 2021, quando o Brasil ultrapassou a marca de meio milhão de mortos por Covid 19, apenas a Folha de S. Paulo (SP) tenha feito algo diferente, que chame a atenção para essa triste informação.

O Estado de S. Paulo (SP) até tentou, mas não conseguiu. O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e G1 (Rio de Janeiro, RJ) só publicaram a notícia.

Zero Hora (Porto Alegre, RS), Correio Braziliense (Brasília, DF) e Estado de Minas (Belo Horizonte, MG), líderes regionais, ignoram o fato. Seguem com notícias requentadas e esquecem que o ritmo do digital é bem diferente do impresso.

Uma bomba como essa, mais previsível do que as vitórias do Brasil na Copa América, deveria estar perfeitamente planejada há, pelo menos, 10 dias. Mas o jornalismo brasileiro segue em mar agitado, já se aproximando do precipício.


 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Seleção não merece capa


Erraram alguns jornais tradicionais. Erraram feio. 

A Copa América foi tão criticada, tem tanta gente contrária, que os leitores não merecem receber segunda-feira uma foto gigante de um jogador brasileiro comemorando gol contra a "poderosa" Venezuela - aquela dos 12 casos de Covid.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ), O Tempo (Belo Horizonte, MG), A Tribuna (Vitória, ES) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS) fizeram a edição "preguiçosa", em que o editor orienta a colocar a foto mais fácil de se obter. Futebol. Seleção.

Só que isso não faz sentido. Menos ainda quando o "Domingão do Faustão", com apresentador improvisado, deu maior audiência que o jogo do Brasil.

Não é para isso que serve um impresso. Capas absolutamente descartáveis.

PS: Correio do Povo se superou. A foto do jogo divide espaço com o passeio de moto (de sábado) de Bolsonaro. Lamentável.



 

domingo, 13 de junho de 2021

O Correio* volta a ser Correio*


Lá pelos idos de 2007, logo após a morte do senador Antonio Carlos Magalhães, a família proprietária do então Correio da Bahia (Salvador, BA) estava preocupada: o que fazer com aquele jornal que somava prejuízos absurdos e que só servia para distribuir mensagens políticas do fundador recém-falecido?

Tive o prazer de ser contatado pelo então senador Antonio Carlos Junior, filho de ACM e pai de ACM Neto, para ajudá-los a repensar o produto. 

Um ano depois, com a colaboração de ótimos executivos e jornalistas do grupo e alguns colegas brasileiros e estrangeiros, colocamos nas bancas o Correio*, algo totalmente diferente, novo, que veio para romper todos os dogmas da Bahia - a começar pelo formato tabloide. O resultado foi um sucesso, a conquista da liderança entre os impressos no Nordeste e a relevância ganha em terras baianas.

Mas o tempo passou, novas estratégias apareceram, algumas mudanças não muito felizes, e o jornal foi perdendo aquele perfil. Passou a ser mais um, e não "aquele um".

A boa notícia é que agora, pouco a pouco, o Correio* está recuperando a irreverência daquele 2008, do projeto gráfico do espanhol Guillermo Nagore a partir do Modelo Editorial que concebemos.

A capa da edição do fim de semana está sensacional. A equipe voltou a entender a função de um impresso em tempos digitais.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Em publicidade, Brasil 0 x 1 Argentina

Não é preciso explicar.

A criatividade argentina é impressionante. Salve Diego!


segunda-feira, 7 de junho de 2021

Manchetes inúteis dos jornalões


Em pleno 2021 os jornalões ainda não entenderam qual é a função de um meio impresso. 

Spoiler: é ir além, não ficar na notícia pura e crua.

Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP) e O Globo (Rio de Janeiro, RJ) chegaram aos poucos assinantes hoje com a "notícia" do afastamento do presidente da CBF (informação veiculada ontem às 17h16 no GE, por exemplo). Nenhum avanço. Nenhum desenvolvimento. Nenhuma novidade.

Fica difícil alguém querer comprar um exemplar ou assinar. Nada combina menos do que notícias velhas e jornal impresso.