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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Folha se alinha ao Anti-PT

 

A Folha de S. Paulo (SP) está assumindo de vez a campanha para que o presidente Lula não seja reeleito.

A capa de hoje do impresso parece peça de campanha da oposição. A foto do abraço comovido do governador Tarcísio, a chamada para o déficit nas contas do governo e principalmente o gráfico sobre criação de novos empregos.

O que a Folha não disse, no gráfico, é que essa conta não deve ser isolada a cada ano, mas sempre uma soma. Se houve criação de 2,8 milhões em 2021, 2,0 em 2022, 1,5 em 2023 e 1,7 em 2024, o universo de 2025 começa com esses 8 milhões de empregos formais já criados nos quatro anos anteriores. Ou seja, o total de vagas possíveis é bem menor, bem como o número de desempregados.  Mas a vontade de criticar o governo é maior.

As eleições prometem novas surpresas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Eternamente BB

Brigitte Bardot, você é bonita demais

Você cativou os homens

E agora pede liberdade para os animais


Com a capa do La Dépêche (Tolouse, França) e a música de Péricles Cavalcanti, interpretada pela troupe Asdrubal Trouxe o Trombone, uma homenagem à imortal BB.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Editorial na capa da Folha

Os impressos têm uma tradição universal, quando querem defender uma posição com muita força: o editorial de capa. Normalmente relegado às páginas internas, depois do noticiário "quente", o posicionamento da empresa na primeira página é quase um grito no ouvido do leitor.

Hoje a Folha de S. Paulo (SP) usa esse método para pedir mais combate à corrupção - com menções aos ministros do STF.

Há um disfarce de "isenção" na mensagem do matutino paulistano, embora apareça com claridade o posicionamento político da tradicional empresa jornalística. Não há nenhum problema em um jornal defender A ou B, torcer para C vencer - em Opinião. Desde que isso não contamine o noticiário.

A Folha acaba de entrar com o pé direito no lamaçal da política. E pode ter enorme risco de afundar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

A capa de O Povo é uma obra de arte

O impresso O Povo (Fortaleza, CE) está se transformando em um maravilhoso produto para colecionadores. Ninguém, no Brasil, entendeu (como o diário cearense) que a capa tem o impacto de um pôster, que a mensagem principal transmite muito mais que uma notícia: é um posicionamento.

Na edição de domingo, O Povo brinca com a superposição de logotipos - remetendo à volta ao passado.

Anistia (para golpistas)? De novo?

Mais um acerto da equipe de O Povo. Parabéns, Gil Dicelli e time.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Que vergonha, Mr. Trump!!!

A mais recente cruzada do governo Donald Trump contra o bom jornalismo nos Estados Unidos é um "serviço" hospedado na página da Casa Branca, para intimidar a grande imprensa americana.

Absolutamente ridículo e ofensivo.

O governo chama as principais marcas de "mentirosos" e dá uma "nova versão" para algumas matérias publicadas. Mas não oferece réplica. Ou seja, para a bolha de Trump essa versão passa a ser verdade absoluta - e a imprensa como "mentirosa". 

Trata-se de um desserviço, pago com dinheiro público. Uma maneira de intimidar quem tem por missão fiscalizar o bom funcionamento das instituições - principalmente a presidência da república.

Um ato covarde e medíocre de Trump.








quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O Povo ensina que o impresso tem muito valor

Todos os clichês sobre uma capa viram bobagem quando aparece algo brilhante como a primeira página de hoje do impresso O Povo (Fortaleza, CE).

Quem disse que precisa ter manchete? Quem falou em foto dominante? E as pequenas chamadas para outros temas?

Nada disso tem valor, quando há um assunto tão relevante que merece quebrar todas as regras - e por isso mesmo é o tema que primeiro determina a originalidade da capa (sim, não invente fazer o mesmo com assuntos de baixo interesse, por favor).

O Jornal do Brasil (Rio de Janeiro, RJ), em seus melhores tempos, fez uma edição sem manchete em 1973, para informar a morte de Salvador Allende, então presidente do Chile, e o golpe de estado dos militares. Mas naquele tempo era uma burla à censura, que determinou que o assunto não poderia ser manchete dos jornais. A saída foi fazer texto puro, sem manchete - e sem desobedecer a orientação.

Agora não. A capa de O Povo é talento puro. É mais um movimento para mostrar como o impresso é importante.

Parabéns Gil Dicelli e equipe.

Como dizem os franceses quando querem elogiar, "chapeau".

    

domingo, 23 de novembro de 2025

Que saudades do Jornal da Tarde...

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso ontem.

Preso.

Ele é o líder da extrema-direita, condenado por organizar a tentativa de golpe de estado em 2023. E foi preso por queimar a tornozeleira eletrônica que o monitorava e, possivelmente, procurar asilo em alguma embaixada "amiga".

Mas ele caiu. Venceu a democracia, para desespero de seus apoiadores.

Os jornais impressos tinham a missão histórica de contar isso em uma capa antológica hoje. Não fizeram. Ou por medo, ou por falta de talento.

Saudades do falecido Jornal da Tarde (SP), que não tinha receio de se posicionar nem mesmo quando os tempos eram bem mais duros.