Imprima essa Página Mídia Mundo

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Quatro tentativas, nenhum acerto



Quando há um evento mais que esperado - como a final da Taça Libertadores com uma equipe local - os editores brilham. Criam capas antológicas.

Não foi o que aconteceu em Porto Alegre.

Quatro jornais tentaram - em vão - algo histórico. Mas tropeçaram.

Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) chegou perto, mas disse pouco. Metro (Porto Alegre, RS) arriscou uma ilustração, porém ficou devendo. Os tradicionais Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS) foram extremamente conservadores. E hoje era o dia da ousadia.

Todos perderam uma oportunidade. Quem sabe amanhã tem outra - que não seja a sempre presente foto com a taça no pódio.

Jornal local. Mas a foto...


Outra vez o Jornal da Cidade (Bauru, SP) esquece que é um diário de uma cidade do interior. E abre como foto principal uma imagem de Bali, Indonésia.

Sim, Bali!

Incrível. Depois os executivos de plantão discutem horas e horas os motivos para a circulação em papel estar em queda-livre.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O que pretende o Estadão?


Difícil entender qual o objetivo de O Estado de S. Paulo (SP) em dar em manchete uma pesquisa Estadão-Ipsos que mistura gregos e troianos, ao perguntar "Aprova ou desaprova a maneira como atua no país?". E, sim, Luciano Huck levou 60%, afinal se julgava como ele atua...na TV. Se estivesses na pesquisa, juiz Sérgio Moro levaria um 70%, o cantor Roberto Carlos pelos menos 80% e o treinador Tite beiraria os 100%.

Só que a pesquisa é com presidenciáveis. E acaba elevando o apresentador Huck à ilusão de favoritismo. Isto é, no mínimo, irresponsabilidade do Estadão.

Como no mundo da mídia ninguém é bobo, a dúvida é por que o tradicional jornalão paulistano fez isso? O que pretende? De verdade os Mesquita apoiam Huck, como no passado fizeram com Collor?

PS: Do FaceBook de Flávo Ilha e de Mário Marona 

Os três "ex" juntos, outra vez


Três boas ideias para lembrar que os ex-governadores e parceiros (e hoje inimigos) Garotinho, Rosinha e Cabral se juntaram outra vez.

Na cadeia.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) tem a foto do tempo em que jogavam no mesmo time. O Globo (Rio de Janeiro, RJ) usa uma charge. Enquanto o Metro (Rio de Janeiro, RJ) é quase um pôster de cinema.

Que dia "feliz" para se fazer uma capa!


sábado, 18 de novembro de 2017

O limite entre editorial e comercial


Alto lá!

É verdade que a divisão Igreja-Estado é coisa do passado na imprensa. Editorial deve colaborar com comercial, afinal sem dinheiro não há empresa que se sustente.

Só que há limites.

Zero Hora (Porto Alegre, RS) parece não entender até onde é possível ter uma convivência pacífica. O anúncio da capa de hoje extrapolou o bom senso. Se transformou na principal aposta de capa.

E só na última linha, em corpo pequeno, aparece a informação: conteúdo publicitário. Discreto. Quase sumido.

Das duas uma: ou o valor pago pelo anunciante foi absurdamente alto e serviu para equilibrar as contas - que não fechavam, ou a Redação perdeu o controle sobre o conteúdo editorial.

Uma manchete mal construída


Não basta ter a informação, é preciso saber apresentá-la.

O Jornal da Cidade (Bauru, SP), que ainda acredita que a capa é um shopping center - com inúmeras ofertas que ninguém vê - tinha uma boa informação, mas pecou na elaboração da manchete. E se deu mal.

Parece uma notícia: um motorista estressado se desconcentrou e atrapalhou o trânsito.

Só que não.

É resultado de pesquisa. Mal utilizada. Mais um dos equívocos constantes do Jornal da Cidade.

A imagem como aposta


O jornal A Notícia (Joinville, SC) tem uma aposta clara para o fim de semana: a ameaça de destruição do meio ambiente.

Por isso vale a manipulação da imagem, tudo em preto e branco e apenas o pássaro a cores.

Funcionou.