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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Duas boas capas de sexta-feira


O Povo (Fortaleza, CE) faz o sorvete derreter por cima do logo, para lembrar o dia mundial do alimento.

Enquanto isso o calor faz O Popular (Goiânia, GO) rasgar foto do "culpado" pela alta temperatura: o sol, clicado pelo repórter-fotográfico Wildes Barbosa.


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

No jornalismo, precisão é fundamental


Jornais, às vezes, têm boas ideias - e erram na execução.

Exemplo claro é o da gasolina em Fortaleza, como bem trabalhou O Povo (Fortaleza, CE).

Ótimo um gráfico, simples, na capa. Mas a manchete não pode errar por detalhes.

O gráfico mostra que a grande alta da gasolina foi entre julho e agosto. Ou seja, o preço não "começa" a subir. Ele já começou há pelo menos um mês.

São detalhes, que fazem toda a diferença.

O corte inovador da Folha


Atenção ao corte da foto principal de capa da Folha de S. Paulo (SP):

1 coluna por meia página!

É muito bom surpreender sempre que possível.

sábado, 14 de setembro de 2019

Uma mesma aposta em três frentes


Os impressos da NSC Comunicação (ex-RBS em Santa Catarina) costumam apostar em um mesmo assunto na edição do fim de semana.

Hoje Diário Catarinense (Florianópolis, SC), A Notícia (Joinville, SC) e Jornal de Santa Catarina (Blumenau, SC) publicam uma extensa matéria sobre as "pescadeiras". Boa matéria, lindas fotos dessas personagens dos mares catarinenses.

Se cada marca tem o poder de mudar a foto, para aproximar de seu público, não deveria ser permitido alterar também a informação básica. No DC a reportagem diz que foi do Farol de Santa Marta até Itapoá. No AN o limite ao norte seria São Francisco do Sul. Mas a matéria é a mesma.

PS: o DC tem razão. A última praia catarinense é mesmo Itapoá. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Última edição e mágoa


O gratuito Express (Washington, DC), gratuito do poderoso The Washington Post, circulou pela última vez hoje. A crise matou mais um impresso.

Mas os editores do tabloide distribuído nos metrôs e ônibus da periferia da capital nos últimos 16 anos, atribui a saída de circulação ao celular. E sem papas na língua deram de manchete na derradeira edição:

Esperamos que vocês gostem dos seus fedorentos telefones.

Não é comum para um meio impresso atacar uma ferramenta tão usada pela sociedade, mas a raiva está explicada. Pelo menos na visão do Express.

PS: alerta do atento Nelson Nunes

sábado, 7 de setembro de 2019

Jornalismo moderno precisa assumir posições


Foi-se o tempo em que um jornal considerado "sério" deveria ter a chamada isenção total. Jornal tem opinião, defende posições - e é assim que ganha relevância com sua audiência.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, cometeu ontem mais uma de suas folclóricas ações polêmicas, ordenando o recolhimento de obras consideradas (por ele) impróprias na Bienal do Livro. Esses livros tinham motivos LGBT.

Foi o que bastou para uma tremenda reação em cadeira no Rio. E hoje pelo menos dois jornais interpretam com inteligência a bobagem do prefeito.

Extra (Rio de Janeiro, RJ) mostra moradores de rua - entre eles, crianças - e avisa: isso sim é "impróprio.

Folha de S. Paulo (SP) publica como imagem única na capa o desenho que chocou Crivella.

Em tempos de perseguição política e ameaça de censura, não é hora de apenas observar. É preciso tomar uma posição.

PS: com observação do colega Jeison Rodrigues

SOS A Tarde


O jornal A Tarde (Salvador, BA) está passando por enormes dificuldades - e não é de hoje.

O tradicional diário baiano não soube se modernizar enquanto mantinha a liderança na região. E aos poucos - prejudicado por erros administrativos - definhou. Depois passou por uma venda frustrada e por outras negociações pouco claras, que não deram certo. Ao mesmo tempo alguns aventureiros tentavam encontrar uma fórmula mágica, sem resultado.

Hoje A Tarde é o que sobrou daquele jornal soteropolitano que fez muito sucesso. E basta olhar a capa para entender a penúria na busca por bons conteúdos.

A manchete é uma notícia commodity de Brasília. A foto principal é de um amistoso sem qualquer importância da Seleção Brasileira.

Faltam motivos para alguém comprar um exemplar. Triste ver A Tarde assim. Se não se mexer imediatamente vai desaparecer. E logo.