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terça-feira, 8 de junho de 2010

Atenção nave O Globo, volte para a Terra


Na semana da abertura da Copa do Mundo, quando Dilma e Serra estão em campanha, a Receita Federal começa a devolver o dinheiro abocanhado pelo Leão e mais uma centena de temas relevantes, O Globo (Rio de Janeiro, RJ) desencava uma surpresa (no mau sentido).

O pacote alemão cortou 15 mil servidores.

Puxa, que interessante. Serão 15 mil desempregados na Alemanha.

E daí?

Será que O Globo sabe quantos desempregados vivem apenas no Rio de Janeiro?

Francamente, o jornal carioca precisa urgentemente voltar ao mundo dos leitores.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Composição de capa com sabedoria


Repare nos detalhes da capa da Folha de S. Paulo (SP).

As chamadas das fotos dizem:
Menos cuidados na Seleção
Menos cor no arco-íris

Ótima sacada!

Há inteligência criativa no Planeta Folha.

A menina sem nome

Ela está na capa do The Times (Londres, UK), do The Daily Telegraph (Londres, UK) e do The Guardian (Londres, UK).
Apareceu ontem nas cerimônias fúnebres das vítimas do atentado de Cumbria, semana passada.
Ninguém sabe quem ela é. Nem seu nome.
Mas nada disso impede que sua foto saia na capa dos três maiores jornais do país.

Notícia commodity e velha


Não bastou O Estado de S. Paulo (SP) ter demonstrado ontem que não considera as mídias digitais como forma de transmitir a informação.

Hoje O Estado do Maranhão (São Luiz, MA) conseguiu o pior: cometeu o mesmo erro, só que um dia depois.

A manchete do jornal é conhecida desde sábado. Hoje é segunda.

Teria sido um pedido especial dos acionistas (leia-se Família Sarney)?

A primeira suíte da pauta obrigatória


Foi A Gazeta (Vitória, ES) quem levantou a lebre.

Agora o Diário de Pernambuco (Recife, PE) entra na briga.

Como viver com tantos novos carros por dia nas ruas? Onde está a infra-estrutura das cidades? Até quando o país vai suportar esse aumento incontrolável no número de automóveis? Quem aguenta o trânsito caótico das grandes cidades?

Essa pauta é obrigatória em todos os grandes jornais.

domingo, 6 de junho de 2010

Estadão desdenha poder da Internet

O jornal O Estado de S. Paulo (SP) a cada dia comprova uma vez mais que integração de mídias, convergência e Internet são realidades esquecidas no sexto andar do prédio do Limão, em São Paulo, apesar de todo o marketing no sentido contrário.
O Estadão é puramente um jornal de papel. E ponto.
Ou como explicar que uma notícia é revelada às 15h30min de ontem no site do jornal e vira manchete da edição em papel do dia seguinte, sem qualquer valor agregado?
A pesquisa de intenção de voto para a presidência estava em todos os sites do Brasil antes das 16 horas. E foi divulgada em todos os telejornais, de todos os canais, ao redor das 20 horas, além de todas as estações de rádio.
Alguém ainda acha que a manchete de hoje do Estadão é novidade, mais de 12 horas depois de ser revelada ao público?
Os jornais não são mais os donos da notícia.
Mas o DNA do milênio passado segue mandando no Estadão.

Portas escancaradas aos jovens


Há jornais que se autoproclamam abertos aos jovens. Contratam focas para pagar menos, mas não dão espaço para que se manifestem. A ordem é, façam exatamente como os mais experientes.

Pior, ainda vendem uma imagem de juventude ao leitor, que não encontra esse frescor nas páginas.

Para se entender os jovens é preciso ter iniciativas como a do The Providence Journal (Providence, RI), que recebeu 49 alunos em final de curso e simplesmente ouviu seus sonhos, seus planos, suas ideias.

É por aí que se chega a algo novo. A novidade nunca virá dos mais velhos, acostumados com uma lógica do dia a dia.

Portas abertas, escancaradas aos jovens.