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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Jornal que fala a língua do leitor


O Popular (Goiânia, GO) está afinado com o leitor.

Hoje reproduz na capa o diálogo entre um cidadão e o irritante atendimento de uma companhia telefônica.

Não é preciso fotos, gráficos, nada.

Basta o diálogo.

Genial.

A sorte acompanha os competentes


A sequência de fotos de Weber Sian, que ocupa a capa de A Cidade (Ribeirão Preto, SP) é um primor.

Em imagens o leitor entende o que aconteceu no embate entre polícia e invasores na operação de desocupação de uma área em Ribeirão.

Mérito do jornal em rasgar as imagens, permitindo ao leitor o rápido entendimento do caso.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Estado de Minas exagerou


Tudo bem que no domingo os jornais mineiros rasgaram capas à morte de Itamar Franco.

Não foi legal ter dado muito espaço ontem, já se tratava de repetição.

Mas hoje o espaço que o Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) deu à cerimônia fúnebre tratou-se de um exagero descabido.

Para completar o excesso de espaço, uma manchete totalmente fora de lógica.

Itamar foi tudo isso? O leitor mineiro concorda com essa leitura?

Menos, EM, menos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Enquanto isso, na Venezuela...

O empate com o Brasil é comemorado como final de Copa do Mundo.

domingo, 3 de julho de 2011

Ninguém soube enterrar Itamar

O ex-presidente Itamar Franco morreu ontem.
Era um obituário já preparado há, pelo menos, 10 anos.
O legado político de Itamar, na verdade, morreu há mais de 15 anos, desde que o Real foi lançado, sob a regência de FHC.
O que é Itamar, então, do ponto de vista do jornalismo? Uma notícia durante o sábado e apenas um registro nos jornais de domingo.
Só que muitos jornais exageraram, ao tratar o ex-presidente como um grande líder, em um exercício de ficção que o leitor não merecia.
Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e Hoje em Dia (Belo Horizonte, MG) ainda têm a desculpa de Itamar ser mineiro. Correio Braziliense (Brasília, DF) pode alegar tratar-se de um ex-presidente (vice que assumiu com o impeachment do eleito, diga-se de passagem).
Mas Zero Hora (Porto Alegre, RS), O Estado do Maranhão (São Luís, MA) e Diário de Pernambuco (Recife, PE) forçaram a barra. Deram exemplo de um jornalismo velho e gasto, onde os jornais eram os "donos da notícia".
Só que estamos no Século XXI.

PS: Será que algum jornal entrevistou Lilian Ramos - aquela que saiu na foto sem calcinha e ao lado do então presidente -, para repercutir?


Duas capas em destaque no interior paulista

Aniversário de jornal só interessa aos seus donos. Mas o Comércio da Franca (Franca, SP) soube transformar o fato em oportunidade. 96 anos fatos para lembrar os 96 anos. Boa ideia - e simples.
Já o Jornal da Cidade (Bauru, SP) valorizou a linda foto de Quioshi Goto, destacando um ângulo da cidade que o leitor desconhece.


A fórmula única dos dominicais no Pará

Todos fazem o mesmo: mulher, mulher e mulher. Com pouca roupa, é claro.
Essa é fórmula dos jornais de domingo no Pará. O Liberal (Belém, PA), Amazônia (Belém, PA) e Diário do Pará (Belém, PA) abusam do espaço nobre com mulheres de biquini, em poses ousadas.
Mas O Liberal se superou: deu em manchete o resultado de uma pesquisa...sobre o próprio O Liberal. O instituto é o discutido Vox Populi.
E se o resultado fosse negativo, o jornal daria manchete?
Pouco jornalismo sério, muito marketing discutível.
Pobre leitor.